terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Uma surpresa inestimável!

Segunda-feira foi um dia tranquilo. Foi uma segunda-feira qualquer, tirando alguns fatos, muitos realmente irrelevantes e outros, de relevância total, pelo menos para mim e para meu nobre Dudu, companheiro de blog.

E esse fato, será explicado aqui e demonstrado abaixo. Nosso grande mestre de faculdade, amigo pessoal de muitas discussões sobre política e cultura regada com uma cerveja, as vezes em minha casa (em que ele é aceito de partos escancaradas) ou na casa dele, que também imagino ser igualmente aceito e ainda, companheiro de alguns projetos que não saíram do papel, mas que mesmo assim, valeram a pena.

Não vou expor o currículo do grande e nobre Geraldo Silva, até porque ele mesmo o fará, partindo de hoje, nesse espaço chamado Diário Leite Quente. Assim como outros leitores já participaram, Gegê, como costumo chamá-lo, fará (espero), muitas participações. E que assim seja bem vindo, nobre mestre Gegê, que seus textos nos permitam o deleite de uma leitura sempre de qualidade e com um certo toque de provocação.

Acompanhem abaixo:


"Sobre o tempo e a política em “tão, tão distante” ou aqui mesmo

O ano vai pela metade do primeiro mês. A considerar que se trata de um ano que sequer começaria, já vai sendo longo.  Em todo caso, a essa altura, interessa à maioria as coisas em curso (ou não) em vez da discussão sacal em relação ao fim do mundo.  Há que se esclarecer que para muita gente, 2013 foi mesmo o último ano, visto que essa gente morreu.  Quanto às coisas em curso, nossa vida por exemplo, vejamos: há gente nova nalgumas prefeituras e alguma renovação nas Câmaras Municipais.  Novidades mesmo carecem de mais tempo para que se as possa medir.

Sempre útil a questão, pouco filosófica e, no entanto, precisa: a escolha foi motivada por um desejo de mudança?  Sendo afirmativa a resposta: De que mudança se tratava?  Em sendo sabida a resposta vale insistir num pormenor, a essa altura muitíssimo desagradável: a mudança que se queria estava em sintonia com a mudança proposta por quem foi eleito?

Trata-se de uma forma para além de chata essa maneira de diálogo.  Uma coisa socrático-amadora, bem sei.  (Sei-o seria uma construção mais bonita e com a vantagem do trocadilho, duplo sentido e talecoisa... O diabo seria a separação entre sujeito e verbo...) É, enfim, uma maneira desagradavelmente correta. Quem quer tanta correção não é mesmo?

Não se poderia ver nada em quinze dias de gestão ainda que todos estivessem fazendo algo.  Pior ainda quando não se definiu o que quer que signifique a expressão “mudança segura” – no caso de Curitiba – E sei lá o que cada candidato vencedor propôs aos incautos eleitores dos 399 municípios da Terra do Leite Quente.

Para não dizerem que não falei das flores, digo das Câmaras, reproduzo a expressão, por sinal, horrorosa: “De onde menos se espera daí mesmo é que não sairá nada”.  Seu significado? Aguardemos, caros e caríssimas!  Por hora, mantendo o padrão: alguém escolheu os nobres edis, no seu município, à luz do que supunha ser o papel do Legislativo Municipal, no contexto da coletividade a quem ele (o Legislativo) representa?  Se assim fizemos será, por certo, uma legislatura auspiciosa.

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