quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Livro pra ler no busão, mas sem privada pra cagar na estação!

Vamos lá. A ideia é boa e seria perfeita em uma cidade de primeiro mundo. Disponibilizar livros em mini bibliotecas (chamadas, no caso, de Tuboteca) para serem emprestados e devolvidos na estação de destino do leitor eventual. Passa o tempo, enriquece a cultura de quem decide ler (se conseguir um ferro para segurar nos abarrotados ônibus da capital paranaense) e contribui para um mundo melhor. 

Legal. A que preço? Não sei ao certo. MAS...

E quanto aos banheiros para os cobradores? E quando ao conforto térmico e a preocupação com a seguranças destes profissionais que vivem em condições insalubres?

Sei que existe um projeto que prevê a construções de banheiros em algumas estações tubo, mas ALGUNS não me conforta. E os demais? 

É inconcebível pensar em uma ideia como essa de disponibilizar as tais das Tubotecas sem antes pensar no bem estar destes profissionais - que, não duvido, vão "ganhar", sem ganhar a mais por isso, a responsabilidade de cuidar dos livros também.

É uma questão pura e simples de priorizar o que é mais importante. Um projeto bacaninha, mas que carrega uma dose cavalar de marketing cultural, ou um projeto mais caro e de real relevância a tantos e mal pagos profissionais do transporte urbano de Curitiba? A prefeitura e a URBS têm obrigação de cuidar disso. Do bem estar dos seus funcionários.

Ainda não sei os valores envolvidos na disponibilização desses livros x a construção dos banheiros. Mas valia a reflexão de todos os envolvidos, pelo bem maior da cidade de Curitiba. 

Um viva para o DLQ...

Hoje escrevo com felicidade, a mesma de todos os dias quando aqui insiro caracteres após caracteres, mas hoje somada a uns 50% mais de alegria. Não porque trocamos de papa, isso para mim, pouco importa, muito menos porque a médica que alguns dizem - assassina - esteja presa.

Não, não, tamanha alegria se dá, pelo simples fato de digitar em meu navegador o www.dlq.com.br e ver que todos deixaram seus textos aqui. Nobre Dudu, sempre O Simprão de sempre com o seu Mega Trufa e sua ida no IMax... Eu ainda não usei do sorvete, produto este que sou viciado ao extremo... Mas o IMax,esses graças ao empregador de minha esposa, tive a chance de conhecer e adorar também. É maravilhoso e de graça, foi ainda melhor... Obrigado à Márcia Fernanda, minha patroa, pelo esforço dela...

Mas não foi apenas o Dudu que deixou sua marca, nobre Geraldo, ironicamente o mais experiente da tropa e o mais novo da turma, também deixou sua marca. Um texto que leva ao raciocínio, ao pensamento, e que, de alguma forma me fez pensar.

Eu infelizmente tenho opiniões muito duras as quais as vezes prefiro não citar, não falar. Mas, sinceramente, olhando para a cara da médica, não consigo acreditar 100% na culpa dela. Assim como não acredito também na culpa total do casal que matou a menininha, que nem vou citar o nome aqui. Vivo num país onde é sabido por todos, mas negado por todo mundo, que até mesmo uma prova de crime aqui, tem valor. Se ela vai ou volta, é uma questão de $$$.

No Rio Grande do Sul, um simples exaustor gigante teria salvado a vida de muitos, senão de todos. Mas, apenas os donos da boate e os musicos estão presos, infelizmente ninguém mais. Aqui é assim. A médica se ferrou e está presa, mas será que ela tinha tanta autoridade assim? Alias, será que não existe qualquer tipo de conflito de interesses nesse caso?

Questiono para utilizar minha capacidade de raciocínio, não quero e não pretendo estar com qualquer razão, mas que tem um fedorzinho vindo desse caso, isso tem. Assim como para mim, o caso dos Nardonis, também tem um cheirinho estranho, que foi escondido da mídia e de todos os interessados.

Alias, existe um juri popular num país onde a mídia toma partido mesmo sem ter provas???

Discussão para um outro dia...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


QUALÉQUIÉMEIRMÃO!!!???

Hoje faz um mês do episódio da Boate Kiss.  O Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, classificará, em seu relatório final do processo, como homicídio doloso qualificado, o crime dos 4 réus já em prisão provisória.

Aqui, na Terra do Leite Quente, bem, o pessoal do Evangélico teve a pachorra de solicitar a substituição da Delegada que conduz as investigações do caso Drª Virginia.  Alguns profissionais da Saúde, especialmente médicos, creem mesmo estar acima da lei.  Insisto que, se as coisas forem levadas a sério, "periga" - como se dizia antigamente, lá na minha terra - descobrirem que Dona Virginia era o que, também lá no interior e também antigamente, se denominava "pau mandado".

Menos mal que o pedido foi negado e ainda levaram uma reprimenda. O órgão que congrega, organiza, associa, sei lá, os delegados publicou uma nota, inclusive, passando uma descompostura sutil e educada aos signatários do pedido, embora ressalvando o respeito e reconhecimento aos relevantes serviços e talecoisa, da classe médica, enfim.  Fato, fato mesmo é que têm surgido evidências de que não se trata de invencionice as acusações surgidas no início de todo esse imbróglio.

Resta, claro, a dúvida deste escrevinhador quanto à postura de todos os outros profissionais envolvidos na massada - essa também é antiga -  ao longo do tempo todo que não se sabe, afinal quando e com quem começou.  Gente amada!  Diz pra mim: mesmo gente que trabalhou lá, saiu de lá e agora, depois da primeira denúncia, aparece na delegacia pra dar depoimento voluntário quanto às "maldades" de Dona Virgínia...  Casdiquêquenumfalôantes? Hã...?
Então tá!  Isso só. Tem mais não!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Minha primeira vez com a dupla Imax / Bruce Willis

Conto-lhes uma passagem, antes de contar outra história. Um dia, enquanto passava o final de ano na casa do meu irmão Leandro Marcinhack, decidimos tomar um sorvete após um passeio pela praia. Na hora de escolher, ao invés do tradicional Tablito ou sorvete de brigadeiro, bati o olho num tal de Mega Trufa. Era o lançamento do momento. Chocólatra que sou, olhei, analisei mas me assustei com o preço. Era coisa de R$ 4,5, enquanto os demais R$ 1,5. Naquele tempo, meus amigos, a grana no bolso de um estagiário era artigo de luxo.

Mesmo assim decidi dar um passo ousado na minha vida. Tinha na minha cabeça a certeza de que experimentar algo certamente mais gostoso que o picolé rotineiro poderia me gerar prejuízos. Ousei. Experimentei. E, como eu suspeitava, me "arrependi". O "arrependi" foi entre aspas, claro, para reforçar o tom irônico da colocação. O sorvete era delicioso (e caro também). O problema foi que a partir dali fiquei refém daquela delícia. Toda vez que encontrava um freezer pela frente (coincidindo com a vontade de sorvete) eu me via obrigado a comprar aquele doce.

Disse tudo isso para vir novamente a público para dizer que mais uma vez, uns dez anos depois, me vejo nesse dilema. Depois de ter experimentado a maravilha chamada IMAX acho bem difícil me acostumar com o velho picolé de antes.

No último fim de semana fui convidado a acompanhar a pré-estréia do filme Duro de Matar 5 - Um bom dia para morrer. Filme de ação daqueles clássicos, que só Bruce Willis seria capaz de protagonizar. E tem outra. Um thriller daqueles ideias para se assistir em uma grande sala de cinema, com som poderoso e imagem perfeita. E fui tudo isso que eu e minha amada Daniele encontramos no Shopping Palladium.

O filme foi em 2D, mas o aperitivo preparado pela organização do espaço deixou-nos literalmente tontos e ansiosos para voltar e prestigiar o espaço inúmeras outras vezes. Como em "Oz, Mágico e Poderoso", uma das estreias da temporada 2013. Apesar de não ser um apreciador da história, foi impossível não ser seduzido pelo aperitivo.

Voltemos ao Duro de Matar.

Eu adoro este estilo de filme. Aliás, curto este tipo de ficção em que o herói é indestrutível (embora sangue bastante) dá o seu show do começo ao fim. Se tiver o humor de um Bruce Willis melhor ainda. O ator, embora estampe no rosto as marcas do tempo, continua ótimo.

A história fala da busca do entendimento de John McClane com o filho Jack (Jai Courtney). E a chegada do protagonista à Rússia já oferece ao espectador um cartão de visitas arrebatador e destruidor com uma sequência de ação muito bacana. Na história um político influente tenta obter de um antigo amigo um dossiê que revelaria um passado comprometedor envolvendo o desastre de Chernobyl. A partir dali, com várias idas e vindas, testemunhamos as crises de pai e filho tentando se entender. Tudo isso emoldurado com muitos tiros e cenas clássicas dos embates mocinho/vilão.

É um prato transbordante para quem quer um entretenimento de qualidade. Obviamente recomendo o IMAX. A qualidade de imagem é fantástica. Fiquei tentado até a fazer uma jocosa brincadeira dizendo que senti saudades daqueles ciscos e imperfeições dos filmes tradicionalmente projetados em outras salas por aí. Mas acho que não teria a menor graça. Qualidade é tudo.

Ontem eu fiquei preocupado...

É fato que a saúde pública no Brasil é um lixo. Quer dizer, há exceções (minha vasectomia, por exemplo eu fiz pelo S.U.S. e não tenho do que reclamar). Mas enfim, tenta conseguir uma consultinha de emergência? Leva o chimarrão e um lanchinho, porque com toda certeza, vai demorar.

Mas até aí tudo bem, afinal de contas que pode e quem não quer encarrar o SUS, poderia utilizar-se de um plano de saúde. E só até aí. Vou escrever uma coisa: ou vai da merda, ou já deu merda.

Estive ontem em um hospital que foi recentemente inaugurado aqui em Curitiba, que prometia ser o centro de referência, e a coisa não vai muito melhor não. Pelo menos no que diz respeito ao tempo de espera. Mesmo com o plano, a espera ontem, foi muitoooooo superior a 2 horas. Isso para ser atendido. Depois, exames e soro, até que não demorou muito, mas, como sempre há uma surpresa, fiquei embasbacado com uma frase que ouvi da enfermeira do hospital: "que dia é hoje? ... não, não dia da semana, o numero mesmo, é que ... quem tem 5 empregos chega uma hora em que a coisa fica difícil...".

O pior é que esta enfermeira, disse isso enquanto preparava a medicação da minha patroa e na maior naturalidade. Era possível notar o cansaço na feição da enfermeira, que com toda certeza, deve trabalhar em pelo menos 2 empregos. E aí, eu fico ainda mais preocupado e volto a escrever uma coisa: ou vai da merda, ou já deu merda.

Se o sistema está muito caro e os médicos fazem greves, os planos de saúde cobram cada dia mais caro e tudo fica em desequilíbrio: onde isso tudo vai parar?

Será o colapso total da saúde, publica e privada no Brasil? Será que por isso nos EUA a coisa sempre foi diferente?



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Razão x Emoção...

Eu sempre compreendi que homens são racionais e mulheres, mais emocionais. E não necessariamente essa regra seja exata. Não, conheço muitos homens extremamente emocionais e conheço muitas mulheres extremamente racionais. Isso, se não levar em contas as questões dos envolvimentos amorosos, estes sim, me demonstram homens muito mais emocionais do que racionais.

Mas, outro lado emocional masculino que muito me assusta é a paião pelo futebol. Não, não estou escrevendo aqui sobre o torcedor que tem sua camisa do time, alguns amuletos e aquele que costuma ir ao estádio de boa, torce, xinga mas que não se mete em confusão. Não é desse, até porque esse normalmente sabe racionalizar sua paixão pelo time e pelo "esporte".

Ontem foi mais um dia de mais um clássico. Clássico dos marginais nos ônibus, nos terminais e nas vias que dão acesso ao estádio. Ônibus mais uma vez foram quebrados, pessoas foram feridas e há relatos de que um homem armado impediu um ônibus, carregado com uma torcida, de sair de um dos terminais para que a torcida adversária pudesse quebrar tudo.

ESTUPIDES HUMANA?

Não sei, acredito muito mais em falta de coragem e efetividade do poder público em atuar. Não na repressão, pois para isso precisaríamos de muitos policiais os quais garanto que nem com 100% impostos, teríamos condições de contratar. Mas é preciso do sr. prefeito, dos srs. vereadores, do governador e dos deputados estaduais e das esferas federais, uma atitude: identificação e punição dos marginais. Dos piores deles. Aqueles que ordenam o quebra quebra, daqueles que combinam na internet, daqueles que ainda presidem um organizada. Ou seja, dos que estão abaixa da aba dos cartolas.

É preciso enfiar vergonha na cara desses que, sujam o nome dos muitos torcedores de bem, por uma emoçãode uma minoria que é insignificante, mas que junta, consegue meter medo até na polícia.

Infeliz domingo de atletiba. E por favor, os hipócritas de plantão, antes de me xingar, por favor, tirem suas bundas das cadeiras e bora fazer e participar de campanhas que coloquem esses marginais para assistir aos jogos, cada vez mais longe... Isso também tem que partir dos "torcedores do bem" e até dos "torcedores de cristo"...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sexta-feira em apuros

Na verdade não há apuro algum. Apenas me lembrei de um filme que assisti e assisto de vez em quando, que bastante hilário. Assista o trailer aqui: trailer

Um filme idiota que não acrescenta nada de mais na vida de qualquer um, mas eu adoro. Assim como adoro a ideia de chegar na sexta-feira e poder esperar a segunda-feira, que é o melhor dia da semana para mim. Hoje em especial, estou com uma vontade extrema de tomar uma Heineken geladinha, mesmo sabendo que não tenho sequer 1 em casa, mas o mercado é pertinho, darei um jeito.

Uma coisa que está me incomodando hoje é a questão da Praça do Japão. Eu particularmente adoro a cultura japonesa, as japonesas, e tudo que tenha a ver com eles, menos os peixes crus que estes eu ainda não aprendi gostar. Gosto muito, e considero muito linda também a praça do Japão, que é um lugar maravilhoso e de extrema paz e serenidade. Tive o prazer de ficar por ali um dia, só pensando na vida.

Mas, essa praça não pertence ao japão, muito menos aos japoneses e menos ainda a qualquer outra pessoa que possa até se imaginar dono dela. Mas é fato que Curitiba cresceu e como toda grande cidade, boa parte da mão de obra é importada diariamente de outras pequenas cidades perto. Temos ao lado de Curiitiba, na região norte, os municípios de Colombo e 4 Barras. Estes dois, em particular, utilizam o sistema de transporte baseado nos terminais do Santa Cândida, Boa Vista e Cabral e é por eles que boa parte dessa massa trabalhadora é transportada.

A prefeitura começou a instalar uma linha de ônibus que liga justamente e de forma mais rápida a Praça do Japão e o terminal de ônibus do Santa Cândida e agora, existe até uma campanha para proteger a praça do japão.

E aqui, é preciso um pouco de cuidado, aliás, muito, mas muito cuidado.

Você lembra da questão da calçada de mármore/granito do Batel? Pois bem, em todo o resto de curitiba, as calçadas são feitas de cimento, payver ou petitpavê. Ponto. Porque o Batel é especial para ser diferente?

E agora a situação é delicada pois: milhares de pessoas utilizam o transporte coletivo. E os usuários da praça e moradores não querem o ônibus passando por uma área de aproximadamente 4% da praça. É justo "destruir" 4% da praça? Talvez não.

É justo prejudicar milhares de usuários apenas para evitar que o ônibus transite pelos 4% destruídos?

Veja a imagem abaixo, retirada do Google Maps:


Estes dois cortes que indiquei na foto, são os que eu imagina que devem ser feitos para que o ônibus possa fazer uma espécie de retorno. Eu não consigo perceber em que isso afetaria a beleza e a pureza dessa praça. Vejo sim que existem inúmeros imóveis de altíssimo padrão que poderiam ter seu valor final de venda afetados.

Ou seja, agora expondo minha opinião como jornalista, cidadão, usuário do transporte coletivo e um cansado membro de uma sociedade injusta, desejo que a prefeitura continue com o projeto, corte a praça do japão no que seja necessário para esse ônibus passar e que, assim deve ser, faça o que for melhor para a maioria e não para uma minoria, independente das condições das maiorias ou minorias.

Curitiba precisa urgente dessa linha de ônibus assim como outras tantas que poderão afetar não apenas a praça do japão, como tantas outras praças, parques e demais lugares públicos.

Alias, já passa ônibus ao lado da praça, será que a associação de moradores não quer fazer uma campanha para que esta linha também seja desviada???

Por favor, né!!!!



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Autoestima em alta!

Pois bem, vivemos um grande momento na história mundial, mas como sou Curitibano, vou levar apenas em consideração o microcosmo onde vivo, que é esta cidade maravilhosa (ironiaaaa)... E, assim sendo, consigo mesmo acreditar que estou inserido na sociedade que maior autoestima tem. Tudo está perfeito.

Ah, mas o grande detalhe que quero abordar nesse texto, é a capacidade que as pessoas desenvolveram de ter opinião sobre tudo, do pentelho da cobra que atacou o cavalo até sobre a cor da unha da rena do papai noel, passando por temas como política, educação...

O nobre Dudu escreveu ontem sobre a demonização. Fato que, ganhamos a capacidade de condenar sem saber, de opinar sobre todos e tudo e ainda, ganhamos ferramentas que nos fazem pensar que somos qualificados para qualquer tipo de crítica e comentário. Mas, nós não somos! Fato também que, a medida em que ganhamos essas novas capacidades e utilizamos elas, criticando ateus em redes sociais ou criticando, por exemplo, quem gosta do Big Brother Brasil ou ainda, quando criamos campanhas pedindo o curtir ou o compartilhe um desaparecimento de uma pessoa, muitas vezes não sabemos a merda que estamos fazendo.

Primeiro porque, qualquer um, inclusive você que critica, tem o direito de gostar do que quiser. E também tem o direito de não gostar. Porém, tem o deve de respeitar.

O nobre Dudu escreveu ontem sobre a demonização que estavam e ainda estão fazendo da médica do hospital, que segundo alguns depoimentos, os quais escutei e acho inconclusivos (minha opinião), demonstrariam que ela brincava de escolher quem vivia e quem morria. Ela está presa, e o processo está correndo. Isto não basta?

Quem, no Brasil, condena ou deixa de condenar é a justiça, e somente a justiça. A igreja católica e algumas evangélicas também acham que tem esse poder, mas não tem. Quem diz quem é culpado ou não é a justiça e somente ela pode fazer isso. Mais um fato também é que a justiça é feita por homens e mulheres e está, assim como qualquer outra profissão, suscetível a erros (mas isso não vem ao caso agora).

Fico perplexo ao perceber que o ser humano, falo mais dos curitibanos pois como já citei acima é onde eu vivo, está deixando de lado a eminente capacidade de perguntar, de investigar, de estudar, de propor um debate para simplesmente, usar a sua possibilidade de opinar. É só entrar em um portal de notícias para ver a quantidade de "comentários" que uma matéria polêmica como essa da médica tem. De todos os tipos: playboy defendendo a médica, estudantes de medicina jurando que isso é perseguição, familiares de mortos dizendo que ela é uma assassina, enfermeiros dizendo que ela é o demo, qualquer dia, até o próprio demo vai querer opinar, se é que algum engraçadinho não usa essa alcunha para se esconder atrás de algum comentário racista ou preconceituoso.

Eu sei, eu sei, os hipócritas vão me xingar agora e vão dizer que eu sou igual ao que descrevi acima e para esses, eu vou dizer: sou sim. Estou inserido nesse meio e não teria como ser diferente, mas, ao contrário do modelo citado, eu nunca exponho minha opinião sem pelo menos, conhecer dois dos mais envolvidos temas. Eu não julgarei a médica antes da justiça até porque, não vivenciei nada e não posso apenas usar um antolho e observar apenas o que a imprensa quer me mostrar.

Gostaria que fosse observado que, antecedendo ao fato da médica ser presa, o Hospital Evangélico já era pauta dos jornais por conta de greves, falta de dinheiro e outras supostas "irregularidades". Por favor, será que um fato não tem nada com os outros?

Voltando ao meu tema principal, acredito que como vivemos numa democracia e por termos previsto na constituição federal o direito do livre pensamento e da liberdade, devemos pensar até que ponto apenas expor uma opinião, sem baseá-la em qualquer tipo de conhecimento prévio, estudo ou pesquisa, ou ainda, análise de dados mais certo, pode se prejudicial? Podemos então combinar que, opinar é legal, importante e tudo mais, mas faça isso com discernimento. O que pode parecer o demônio, pode terminar sendo uma mensagem de deus. E vice-versa.

Utilize sua capacidade de raciocínio: pensar, ler, estudar, buscar são verbos que devem preceder o ato de comentar, expor e quem sabe, principalmente, criticar e julgar.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A "arte" de demonizar indiscriminadamente

Nosso (do ser humano) primeiro impulso é demonizar quem se torna o centro de atenções em algum caso polêmico. Principalmente envolvendo morte, ou criança, ou crimes sexuais. A bola da vez é a médica chefe da UTI do Hospital Evangélico, suspeita de cometer eutanásia em vários pacientes. MUITA CALMA NESSA HORA.

Em geral a "pegada" das matérias que tenho lido, visto e ouvido colocam a suspeita como assassina. Pior. Se o caso corre em segredo de justiça, como raios há tanta "informação" vazando por aí?

Não sou advogado, mas parto sempre do princípio de que todos são inocentes até que provem o contrário.

Não estou defendendo a acusada em questão, só peço mais cuidado ao tratar do fato. Temos um sem-número de casos em que os achincalhados não eram culpados. (sempre lembramos do caso Escola de Base).

Hoje, por exemplo, ouvi uma entrevista na BandNews em que familiares de pacientes que estão na UTI falaram que sequer tinham trocado palavras com a médica, mas "achei ela meio esquisita. Vestia umas roupas extravagantes". Pera lá né? Isso lá é motivo para achar que alguém é assassino.

Repito, é preciso muito cuidado com situações como essa. Deixemos a Justiça decidir quem esta certo, quem esta errado. Quem tem culpa, e quem não tem. O único FATO desse caso é que essa médica jamais terá paz na vida caso se comprove sua inocência. Agora, se for culpada, que pague (e caro) pelos seus erros.

ps... o tema Eutanásia fica para outro dia. Rende uma polêmica bacana...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Se fôssemos um país sério, a Câmara de Vereadores de Curitiba...

Os amigos podem até achar um exagero, mas se fôssemos um país sério, uma cidade séria, um estado sério, a Câmara de Vereadores de Curitiba estaria fechada. (Leia e ouça). São inúmeros os problemas e irregularidades, desrespeitando normas do Corpo de Bombeiros.

Em resumo, porque a mesma AIFU fecha casas noturnas e botecos (como o minúsculo Bar do Véio do Rio, no Tingui) e mantém em pleno funcionamento a CMC?

Quem seria "macho" de ter coragem de lacrar a Câmara? Aliás, que vereador teria esse "peito" para fechar o seu próprio local de "trabalho"?

Tá para nascer caboclo com essa coragem.

PMDB abocanha mais um carguinho. Que o Cheida seja "o diferente", não + do mesmo

Sabemos que o PMDB tem uma quedinha (???) por cargos públicos em governos que não são comandados por ele. Não veria problema algum nisso se os políticos escolhidos para ocuparem esse espaço tivessem competência e cumprissem as obrigações a eles atribuídas. Mas... nem sempre (ou quase nunca) é assim.

O próximo escolhido para participar do governo Beto Richa é o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida. Este político em questão é daqueles que leva a minha simpatia. Quase de graça, afinal nunca algo SUPER relevante ele fez (que eu saiba) para merecer minha atenção. Acompanho a atuação de alguns parlamentares e em especial observo o que tem feito o Cheida.

Decidi votar nele nas últimas eleições após entrevistar cerca de 500 candidatos (englobando estaduais e federais) para o Portal dos Candidatos (Candibook) da Gazeta do Povo, produto do qual fui editor. Vi e ouvi coisas que só Deus duvida. Me decepcionei várias vezes, me surpreendi outro tanto, e numa peneirada atenciosa optei pela serenidade e segurança que me passou o Cheida. E apostei.

Até aqui não tive muitos motivos para questioná-lo sobre sua atuação, mas ao ver seu nome relacionado para assumir a pasta do Meio Ambiente no governo Richa fiquei "meio assim". O que esperar? Uma condução técnica, dedicada e profissional, coisas que sempre esperei dele? Ou mais uma atuação política, atendendo aos apelos e conveniências de um partido acostumado ao sabor dos ventos dos interesses?

Recebi como promessa (via twitter) de Cheida a certeza de que honrará a minha confiança caso aceite o convite. Até que não duvido disso, mas me permito ter um pé atrás por todo o contexto.

Por exemplo?

Ouvi uma entrevista do líder do PMDB no governo estadual, Teruo Kato, que representa exatamente esse meu receio. Tratou a indicação de Cheida como algo friamente político. E fez uma analogia assustadora, dizendo que o que era um flerte, passou a namoro com a indicação do deputado Luiz Carlos Romanelli (secretaria do Trabalho) e agora é noivado com a indicação de Cheida ao Meio Ambiente.

Meu sonho era que esse namoro, quiça casamento, fosse com o Estado do Paraná, não ao Governo do Paraná.

Kato disse ainda - para mim o mais revoltante e errado desse sistema político - que "sempre votamos unânimes com o governo". Porra, senhores. Sempre votamos com o governo? Independente da questão e projeto? Que representantes são esses? Ou os projetos são maravilhosos? Os deputados (vereadores idem) não têm capacidade para decidir se concordam ou não com algo? Ou são apenas obrigados a votar conforme os interesses do partido?

Sei lá. Tem muita coisa errada por aí. Que o Cheida mantenha o bom trabalho que vem fazendo e que não se nivele por baixo como muitos fizeram ao entrarem debaixo das saibas do senhor governador. Confio, mas cobro. E cobro mesmo. 

Ao senhor Teruo Kato... espero que o senhor se interesse, um dia, em namorar o meu estado do Paraná. Não só os interesses do seu partido e pares.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

De Volta ao Aconchego do DLQ


De volta ao aconchego do DLQ

Estive em pausa, por um tempo, que, para este veículo, é tempo demais.  Tentarei fazer com que haja menos pausa doravante, com o perdão das senhoras e senhores leitores pelo trocadilho infame.
            Salvo engano, o interregno vem desde o incêndio em Santa Maria, assunto sobre o qual me recusei a escrever.  É certo que pouco poderia acrescentar ao falso debate que ocupou a mente da maioria por aqueles dias.
Falando nisso, ou não, surge um novo partido.  Muitos dirão que já os temos em conta (numericamente) grande por demais. Discordo. A rigor esse nosso processo é normal, considerando a juventude de nossa democracia.  O tempo, juntamente com nossa maturidade política e eleitoral tratará de expurgar o que não for necessário, reduzindo-os a uma quantidade aceitável.  O novo partido (auto intitulado Rede) tem como figura de proa a senadora Marina Silva que, pela bagagem de vinte milhões de votos nas eleições de 2010; pelo histórico como militante das causas ambientais; por conta do seu histórico pessoal como agente político, dá um aporte de seriedade à sigla.  Em contrapartida, nascendo como o “partido de fulano ou sicrana  vê a luz (visto que acaba de nascer) meio igualzinho aos co-irmãos.  Seria mais do mesmo? Diz-se que será nem de direita, nem de esquerda. (???)
Sabendo que há gente em quantidade afirmando que isso de ter lado – ideologicamente falando – é um tanto anacrônico, pensar-se-á que o recém nascido tem cara e alma pós-modernas. Desconfio disso. A prova cabal, na visão deste modesto escrevinhador será a organização do dito aqui na terra do Leite Quente, onde identidade político-ideológica é algo estranhamente fugidio.
Ser de direita ou de esquerda faz diferença para mim e, no entanto, não parece importar à maioria.  Dependendo, porém, de quem dele se aproximar, nos pinheirais; conforme  os e as (refiro-me a mulheres e homens) que vierem a compor suas fileiras por aqui, será possível identificar se a Rede será de fato uma agremiação com o discurso e prática contemporânea da sustentabilidade ou se mais um grupo de pessoas que se sustentam da política partidária, adotando, em cada tempo, o discurso da moda.
Em tempo: o caso do ex-prefeito Saul Raiz decorre, a meu ver de certas desinformações quanto à estrutura do Sistema de Saúde. Parece interessar à Mídia, discutir – como no caso de Santa Maria ou das eleições no Congresso, ou ainda do julgamento ocorrido no STF (acho que ninguém mais se lembra disso) –; interessa, enfim, tratar da periferia das questões. Da perfumaria.  A questão é explicar para a população, o funcionamento do sistema. Por onde, afinal se entra?
Do pouco que sei me parece que, na maioria dos casos, pelas Unidades Básicas de Saúde; em alguns casos específicos, pelas Unidades 24 horas e noutros, como seria o caso do ex-prefeito (lesão por arma de fogo) Pronto Socorro. Uma boa campanha informativa, por parte do Poder Público, com a boa vontade dos veículos de comunicação, melhoraria a vida da população, daria melhor funcionamento aos Equipamentos de Saúde á disposição e pouparia recursos.  A questão que não gera notícias polêmicas e dificulta o achaque. (sirva a quem servir).
“É isso só. Tem mais não!” Por agora.

#Fatos

Então, lendo os portais hoje resolvi escrever sobre 3 coisas que me chamaram atenção. A primeira delas diz respeito ao melhor dos melhores dos melhores do mundo inteiro e da galáxia, é claro, o jovem e imbecil Neymar. Então, diz a manchete no jornal que ele, este jogador, chega a 5ª expulsão de sua carreira reclamando.

Talvez eu seja um idiota¹, mas não conheço ou não me lembro sequer de 1 jogador que tenha assumido que a expulsão tenha sido justa e que ficou depois sem reclamar. Simples, Neymarketing se provou igual a todos os outros, porém com um salário maior que seria motivo mais que suficiente para nunca receber sequer um cartão e fazer pelo menos 1 gol em cada jogo que atuar (todos os jogos).

O segundo fato que me chamou atenção foi a da ameaça de morte recebida pela menininha de Santa Catarina que resolveu meter a boca na escola em que estudo e da qual os governantes estão pouco se cagando. Acho que todos conhecem a história dessa pirralha, que cumpriu seu papel de cidadã mesmo não tendo sequer idade para votar. Se você não conhece a ideia dessa garota, busca no google Isadora Faber - preguiçosos, aqui está o link - Pesquisa Google

Pois bem, depois de tudo que ela fez, agora alguém quer matá-la. Ou seja, tão nova e já descobriu como é que a banda podre toca aqui no brasil. Quem mexe num ninho de vespas, vai ser ferroado, ou ferrado ou mesmo, f.u.d.i.d.o...

O terceiro fato, o qual nem vou gastar muitos "toques" é que a ANP - Agência Nacional do Petróleo quer entender porque é que a gasolina custa preços tão diferentes em diversos lugares do brasil... Ahhhh, depois eu é que sou burro???

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Mostrando trabalho ou chamando atenção

Eu fui candidato a vereador e uma de minhas propostas era justamente observar e propor mudanças no que diz respeito as feiras livres e principalmente as feirinhas de artesanato de Curitiba.

Minha proposta era justamente verificar a forma como são concedidos os espaços e de que forma essas concessões poderiam ser mudadas para se tornarem mais justas e efetivas. Eu não fui eleito mas sou extremamente grato aos 112 votos que recebi. Ainda mais porque esses foram votos de extrema confiança, eu sei.

E um dos vereadores que foi eleito (não estou puxando o saco dele, mas o que é certo, tem que ser mostrado) resolveu tocar nessa feridinha que é a liberação de espaços e o funcionamento das feirinhas.

Leia o texto a seguir: Bernardi questiona abusos em feiras

Como falei, não acho esse vereador nem bom, nem ruim, apenas mais do mesmo. Porém, ele ficou um tempo afastado e claro, vai trabalhar para não perder a boquinha daqui a 4 anos. Então, parece que vai dar um gás.

Vale a pena a gente saber o que eles estão fazendo, até para que a gente possa cobrar e solicitar questões...

E, infelizmente, como no vídeo abaixo, eu já tinha pensado nisso..hehehe


Um parabéns pela iniciativa do Jorge Bernardi, pelo menos por essa iniciativa.


Se é para acabar, que acabe logo...

Os fatos me fazem acreditar que o final está por perto. O primeiro foi o Tiririca, que anunciou que vai deixar a política. Ele NÃO disse isso, mas para mim, ele deve estar num conflito moral, afinal de contas, ele era acostumado com uma platéia presente e se for para fazer palhaçada, num palco é sempre melhor, tanto para o palhaço quanto para o público.

E se ele desistir da política mesmo, vou admirá-lo pelo resto da minha vida. Afinal de contas, ele sempre foi um artista... E voltar para a vida artística seria no mínimo, um grande exemplo.

Outro fato foi o papa. Esse foi um frouxo mesmo. Seja por questões "políticas", seja pelo marcapasso, ou qualquer outro motivo, um papa normalmente morre no cargo e com ele, não deveria ser diferente. Mas não, ele simplesmente desistiu no melhor exemplo "se não guenta, porque veio".

Eu nem me importo, se não tivesse papa não faria a menor diferença. Mas, para quem curte essas coisas, é uma pena.

E agora, para finalizar o meteoro na Rússia. Esse sim, me mostrou que o mundo está acabando. Já era.

Porém, eu quero pedir um favor, seja para o criador, seja para a mãe natureza, enfim: DÁ PRA SER RAPIDINHO A COISA? Numa boa, acabar aos poucos pode até ser legal, mas me parece um tanto sádico.


E no Brasil, tudo continua igual (- o tiririca): gasolina mais cara, energia elétrica mais barata, meu salário vai subir apenas a inflação e minha conta bancária vai continuar mais um ano no vermelho.

Fui.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Mais do mesmo...

Para constar, não consegui tirar fotos por conta do trânsito, um tanto tumultuado por conta de alguns cones que determinavam uma faixa exclusiva para o shopping curitiba, no sábado, por volta das 15 horas e 20 minutos. Dudu, parece que o shopping está lendo o blog e se preparando para a fiscalização.

Mas sim, no sábado, dia 9/2, as 15 horas e 20 minutos, os cones estavam lá, do jeito que o nobre Dudu já relatou aqui. Mais do mesmo.

E outra da séria mais do mesmo é que a novela se repete: os motoristas e cobradores querem 30% de aumento, os empresários querem uma passagem de no mínimo 3,10, os usuários já acham caro e a merda vai para o ventilador. Com um sistema ineficiente como este, com estações tudo que viram caixa-rápido para bandidos, como a estação tubo TRE na marechal floriano peixoto, no Parolin, que foi assaltada na quarta-feira, quinta-feia e sexta-feira da semana passada, realmente, vai ficar difícil. Não há policiamento e quem arca com o custo da grana roubada?

Ou então, as mesmas estações, que permitem que pessoas de todas as idades consigam facilmente entrar pelas portas 2 e 4, consequentemente não pagando a tarifa?

O sistema é INEFICIENTE do jeito que está. Precisa mudar, precisa se adequar, precisa ser renovado. Mas, não existe sequer dinheiro para ajustar o que já existe, né...

Por mim, que se exploda, quem paga meu vale transporte é meu empregador, mas ainda assim, o custo já é muito alto e se aumentar ainda mais, vai ficar mais difícil.

Então, sr. prefeito, anda de buzum comigo um dia para a gente começar a notar o que precisa ser mudado. Um sistema em que todos os pagantes, paguem efetivamente, ou um sistema em que a guarda municipal, pudesse formar bases para além de proteger o sistema, proteger a comunidade em torno, seria um bom começo, não é mesmo???

Ah, mais do mesmo, e isso as vezes me cansa...


Fui.....

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Um conselho para o Shopping Curitiba: Fique esperto?

A persistência é uma qualidade. Não desistir uma virtude. Ser chato... um prazer!

Vocês têm acompanhado o caso "Cones do shopping Curitiba x Povo de Curitiba". A administração segue nos ignorando e, por consequência, ignorando todos os nossos leitores. Já a Setran e a assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba não (agradeço por isso).

Como fiz nova denúncia sobre o uso de cones particulares em vias públicas (nas duas vezes - AQUI e AQUI, comprovada por fotos) pedi um novo posicionamento da Secretaria de Trânsito sobre o caso. Eis a  resposta:   

"A Secretaria de Trânsito de Curitiba informa que foi feita uma solicitação à Diretoria de Fiscalização para programar fiscalização aos domingos, uma vez que o Shopping não possui autorização para colocar cones na via. Ontem (quinta) os agentes realizaram uma fiscalização no local e não foi constatada nenhuma irregularidade".

Ou seja, pode até não ser uma visitinha surpresa, mas ela vai acontecer. Que se prepararem. Caso aconteça o flagra, deve acontecer uma advertência. Em caso de reincidência, é possível que a empresa receba uma punição financeira. Quem sabe assim eles passem a respeitar a determinação de não obstruir o fluxo de veículos da Avenida Desembargador Motta.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sabe duma coisa?

Algumas pessoas que convivem comigo comentam vez outra de como pode, algumas pessoas que esbanjam dinheiro. Enquanto outras, trabalham, trabalham e não saem do mesmo de sempre. E aí, eu comento uma coisa: determinação. É isso que move as pessoas ou deveria mover.

Veja, fui a uma loja da TIM hoje para fazer a portabilidade de minha linha pré paga para uma linha pré da TIM. A moça da loja me disse que não existe isso, que para a TIM, eu tinha que portar para uma linha pós paga e depois, se eu quisesse, poderia migrar para uma conta pré paga. Fato, é que ela ganha uns trocados miseráveis por linha habilitada no pós, eu sei disso, mas ela acho que não sabe que eu sei. Ou seja, se sou idiota, pago pelo menos 1 mês de conta.

Não pagarei a conta e mesmo sabendo que isso é venda casada, sei que não adianta correr ao procon, muito menos para a Anatel ou para o diabo que o carregue, pois nesses lugares, as pessoas darão risadas de minha cara e ponto final. Foi sempre assim, é assim e sempre será assim.

Veja que, a Anatel através de suas portarias diz que a empresa é obrigada a portar, seja pré ou pós, desde que o cliente não tenha restrições nem qualquer outro detalhe. E eu não tenho. Mas, fazer o que?

Num país onde tudo pode, é assim mesmo. Pena que a democracia brasileira é confundida com liberdade total. Liberdade essa que leva pessoas, empresas e instituições em geral a desrespeitar leis na cara de todos e assim, nada pode efetivamente ser feito.

Um F.O.D.A.-S.E. ao Shopping Curitiba, com seu cones em plena via pública, um F.O.D.A.-S.E. para  TIM com sua venda casada (proibida por lei), e um foda-se a todos que acham que desrespeitar uma simples lei ou regra é algo comum, que não dá nada...

Um dia, vai dar sim!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Desrespeito, novamente...

O nobre companheiro de DLQ, o Dudu, relatou ontem aqui o desrespeito do Shopping Curitiba no que diz respeito a utilização de cones em uma via pública. E é fato: o shopping vai continuar fazendo isso, para agradar a si mesmo, para agradar seus clientes, mas principalmente, porque não há, da parte da prefeitura, qualquer interesse em fazer valer a lei.

Somos brasileiros e sabemos muito bem como dar um jeitinho, não é mesmo? Se o CD é caro, a gente baixa da internet ou compra piratinha mesmo, dá nada, é só 5cão e dá pra comprar 3. Se o software é caro, então, a gente compra na lojinha da pirataria, onde o vendedor falar abertamente que é e que para ele, não dá nada. E o pior, não dá nada mesmo. Mesmo que, hipoteticamente, uma fiscalização baixe, o máximo que vão fazer é apreender a mercadoria, que no dia seguinte ou nas horas seguintes, será reposta e ponto final.

Não vou dizer que seja apenas no brasil, mas falarei sobre ele por viver aqui, temos 3 poderes. Judiciário, Legislativo e Executivo.

Pois bem, o legislativo, tanto estadual quanto federal, cria leis. Leis estas que até hoje, em 35 anos, vi poucas que realmente mereceram meu respeito. Mas, o que mais me chama atenção é o fato de que são criadas para nunca serem cumpridas e muito mesmo, fiscalizadas. Quer um exemplo? Código brasileiro de trânsito, uma verdadeira cascata.

Limites de velocidade, cinto de segurança, uso do celular... apenas alguns otários são multadas, por estarem na hora errada, no dia errado no lugar errado. O restante faz e não acontece nada, absolutamente nada.

É lei, e é proibido vender bebidas para menores de idade. E aí, você acha que isso é cumprido? Não, eu sei que não, mas e cade o poder executivo que deveria providenciar que a fiscalização fosse feita? E mesmo quando é, o infrator é preso e a justiça, com a desculpa de que a pena é pequena, coloca o cara fora das grades, cobra uma multinha e pronto.

Infelizmente, o shopping Curitiba é um grande exemplo de que é fácil rasgar uma lei, cuspir numa outra e ainda, sair limpinho e servir de mal exemplo para outros tantos.

O que este estabelecimento faz é apenas o que todo brasileiro nato faz: dar um jeitinho.

Do 50ão pro guarda ao DVD pirata, muda apenas a ação, mas a intenção é sempre a mesma, dar um jeitinho....


#vergonha_alheia

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Shopping Curitiba volta a desrespeitar determinação da Setran

É... as vezes as pessoas acham que podem passar por cima de Leis e determinações como se fossem imunes às sanções que poderiam surgir como efeito dessas infrações. É assim que o shopping Curitiba age. Ou não?

Em recente post sobre o uso abusivo de uma via pública para interesse privado foi abordado aqui no Diário Leite Quente. Cumpri com todas as obrigações de um jornalista, entrando em contato com a prefeitura de Curitiba/Secretaria de Trânsito e também com a administração do shopping. Fui muito bem atendido pelo poder público, mas a empresa ignorou meu contato.

Não só o contato. A empresa ignorou também a recomendação da Setran (você pode conferir o documento AQUI) e o interesse público. A tomada da via para uso de seus clientes é, além de um erro, uma afronta. Prejudica o direito de ir e vir do cidadão e complica o trânsito da região.

Parece picuinha deste jornalista? Pode até ser. Isso não é nada perto de um monte de absurdos que acontecem pela cidade? Provavelmente. Mas nós fazemos a nossa parte e a partir de pequena atitude, tentamos deixar nossa Curitiba muito melhor.

Esse post vem acompanhado da foto que tirei no último domingo na Avenida Desembargador Motta. Mais uma vez o shopping distribuiu cones de sinalização para facilitar a entrada e a saída dos clientes.

Volto a pedir providências da Setran sobre essa prática. Se é proibido, é passível de punição. E que punição é essa? O que mais precisamos fazer para que o shopping recebe a punição por essa infração e cesse a prática?

Aguardem novos capítulos.

Renovação...

Tem horas que eu me pego fazendo a seguinte pergunta: o que é renovar? O que é renovação?

E aí, eu percebo que a resposta chega de vez em quando, não sempre. E esse final de semana, foi um dos momentos em que eu pude receber essa resposta. Eu renovei.

Renovei um pacto. Um pacto muito bom e gostoso com meus pais, meu irmão e cunhada, minha esposa amada e meus filhos. Renovei um pacto em que está escrito que a felicidade deve ser (no máximo que puder), incondicional a outras instâncias de minha vida (econômica e política), por exemplo.

E assim foi: na beira da praia, com meus filhos "pegando" as ondinhas deles, com meu irmão, ambos tomando uma geladinha Heineken na beira da praia, com minha patroa linda horas pegando uma onda, hora trocando ideias com a sogra e o sogro dela, na areia, e também, zuando junto com minha cunhada.

Momentos que de tão simples, serão inesquecíveis. Momentos em que só o fato de existir e interagir, valem todo o resto. Momentos em que o cansaço não conta, as articulações aguentam e o cérebro parece entrar num êxtase inexplicável.

Vou agradecer aqui, algumas pessoas publicamente por esses momentos desse final de semana:

- pai
- mãe
- meu grande irmão, Frederico e minha cunhada, Kátia
- meus pequenos filhos, nem tão pequenos assim, L.H. e L.E.

E com agradecimento muito mais do que especial, pois sei que o cansaço era persistente na carcaça dela, minha amada esposa, dona Márcia.

Que o amor consiga compensar esse cansaço... hehehe


E fica uma dia para todos que leem este blog: se permitam, vez outra, um momento de renovação. Se permitam apenas sentir um momento sem se preocupar com a viagem de retorno ou com o custo de alguma coisa...

Afinal, temos sempre no dia seguinte, a oportunidade e a obrigação de fazê-lo. Então, porque não aproveitarmos o hoje para curtir quem e o que realmente importa?