quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A "arte" de demonizar indiscriminadamente

Nosso (do ser humano) primeiro impulso é demonizar quem se torna o centro de atenções em algum caso polêmico. Principalmente envolvendo morte, ou criança, ou crimes sexuais. A bola da vez é a médica chefe da UTI do Hospital Evangélico, suspeita de cometer eutanásia em vários pacientes. MUITA CALMA NESSA HORA.

Em geral a "pegada" das matérias que tenho lido, visto e ouvido colocam a suspeita como assassina. Pior. Se o caso corre em segredo de justiça, como raios há tanta "informação" vazando por aí?

Não sou advogado, mas parto sempre do princípio de que todos são inocentes até que provem o contrário.

Não estou defendendo a acusada em questão, só peço mais cuidado ao tratar do fato. Temos um sem-número de casos em que os achincalhados não eram culpados. (sempre lembramos do caso Escola de Base).

Hoje, por exemplo, ouvi uma entrevista na BandNews em que familiares de pacientes que estão na UTI falaram que sequer tinham trocado palavras com a médica, mas "achei ela meio esquisita. Vestia umas roupas extravagantes". Pera lá né? Isso lá é motivo para achar que alguém é assassino.

Repito, é preciso muito cuidado com situações como essa. Deixemos a Justiça decidir quem esta certo, quem esta errado. Quem tem culpa, e quem não tem. O único FATO desse caso é que essa médica jamais terá paz na vida caso se comprove sua inocência. Agora, se for culpada, que pague (e caro) pelos seus erros.

ps... o tema Eutanásia fica para outro dia. Rende uma polêmica bacana...

2 comentários:

  1. Entendo o seu ponto de vista!
    Digamos que acaba de ganhar um leito.. ou melhor dizendo, mais um(não sei quantos leitores tens)..

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    1. Companheiro Anônimo. Seja bem vindo. Não são muitos os leitores, mas aparentemente são fiéis. É uma honra tê-lo por aqui. Melhor se deixar seu nome na próxima :)

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Desabafe!