quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Autoestima em alta!

Pois bem, vivemos um grande momento na história mundial, mas como sou Curitibano, vou levar apenas em consideração o microcosmo onde vivo, que é esta cidade maravilhosa (ironiaaaa)... E, assim sendo, consigo mesmo acreditar que estou inserido na sociedade que maior autoestima tem. Tudo está perfeito.

Ah, mas o grande detalhe que quero abordar nesse texto, é a capacidade que as pessoas desenvolveram de ter opinião sobre tudo, do pentelho da cobra que atacou o cavalo até sobre a cor da unha da rena do papai noel, passando por temas como política, educação...

O nobre Dudu escreveu ontem sobre a demonização. Fato que, ganhamos a capacidade de condenar sem saber, de opinar sobre todos e tudo e ainda, ganhamos ferramentas que nos fazem pensar que somos qualificados para qualquer tipo de crítica e comentário. Mas, nós não somos! Fato também que, a medida em que ganhamos essas novas capacidades e utilizamos elas, criticando ateus em redes sociais ou criticando, por exemplo, quem gosta do Big Brother Brasil ou ainda, quando criamos campanhas pedindo o curtir ou o compartilhe um desaparecimento de uma pessoa, muitas vezes não sabemos a merda que estamos fazendo.

Primeiro porque, qualquer um, inclusive você que critica, tem o direito de gostar do que quiser. E também tem o direito de não gostar. Porém, tem o deve de respeitar.

O nobre Dudu escreveu ontem sobre a demonização que estavam e ainda estão fazendo da médica do hospital, que segundo alguns depoimentos, os quais escutei e acho inconclusivos (minha opinião), demonstrariam que ela brincava de escolher quem vivia e quem morria. Ela está presa, e o processo está correndo. Isto não basta?

Quem, no Brasil, condena ou deixa de condenar é a justiça, e somente a justiça. A igreja católica e algumas evangélicas também acham que tem esse poder, mas não tem. Quem diz quem é culpado ou não é a justiça e somente ela pode fazer isso. Mais um fato também é que a justiça é feita por homens e mulheres e está, assim como qualquer outra profissão, suscetível a erros (mas isso não vem ao caso agora).

Fico perplexo ao perceber que o ser humano, falo mais dos curitibanos pois como já citei acima é onde eu vivo, está deixando de lado a eminente capacidade de perguntar, de investigar, de estudar, de propor um debate para simplesmente, usar a sua possibilidade de opinar. É só entrar em um portal de notícias para ver a quantidade de "comentários" que uma matéria polêmica como essa da médica tem. De todos os tipos: playboy defendendo a médica, estudantes de medicina jurando que isso é perseguição, familiares de mortos dizendo que ela é uma assassina, enfermeiros dizendo que ela é o demo, qualquer dia, até o próprio demo vai querer opinar, se é que algum engraçadinho não usa essa alcunha para se esconder atrás de algum comentário racista ou preconceituoso.

Eu sei, eu sei, os hipócritas vão me xingar agora e vão dizer que eu sou igual ao que descrevi acima e para esses, eu vou dizer: sou sim. Estou inserido nesse meio e não teria como ser diferente, mas, ao contrário do modelo citado, eu nunca exponho minha opinião sem pelo menos, conhecer dois dos mais envolvidos temas. Eu não julgarei a médica antes da justiça até porque, não vivenciei nada e não posso apenas usar um antolho e observar apenas o que a imprensa quer me mostrar.

Gostaria que fosse observado que, antecedendo ao fato da médica ser presa, o Hospital Evangélico já era pauta dos jornais por conta de greves, falta de dinheiro e outras supostas "irregularidades". Por favor, será que um fato não tem nada com os outros?

Voltando ao meu tema principal, acredito que como vivemos numa democracia e por termos previsto na constituição federal o direito do livre pensamento e da liberdade, devemos pensar até que ponto apenas expor uma opinião, sem baseá-la em qualquer tipo de conhecimento prévio, estudo ou pesquisa, ou ainda, análise de dados mais certo, pode se prejudicial? Podemos então combinar que, opinar é legal, importante e tudo mais, mas faça isso com discernimento. O que pode parecer o demônio, pode terminar sendo uma mensagem de deus. E vice-versa.

Utilize sua capacidade de raciocínio: pensar, ler, estudar, buscar são verbos que devem preceder o ato de comentar, expor e quem sabe, principalmente, criticar e julgar.

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