segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

De Volta ao Aconchego do DLQ


De volta ao aconchego do DLQ

Estive em pausa, por um tempo, que, para este veículo, é tempo demais.  Tentarei fazer com que haja menos pausa doravante, com o perdão das senhoras e senhores leitores pelo trocadilho infame.
            Salvo engano, o interregno vem desde o incêndio em Santa Maria, assunto sobre o qual me recusei a escrever.  É certo que pouco poderia acrescentar ao falso debate que ocupou a mente da maioria por aqueles dias.
Falando nisso, ou não, surge um novo partido.  Muitos dirão que já os temos em conta (numericamente) grande por demais. Discordo. A rigor esse nosso processo é normal, considerando a juventude de nossa democracia.  O tempo, juntamente com nossa maturidade política e eleitoral tratará de expurgar o que não for necessário, reduzindo-os a uma quantidade aceitável.  O novo partido (auto intitulado Rede) tem como figura de proa a senadora Marina Silva que, pela bagagem de vinte milhões de votos nas eleições de 2010; pelo histórico como militante das causas ambientais; por conta do seu histórico pessoal como agente político, dá um aporte de seriedade à sigla.  Em contrapartida, nascendo como o “partido de fulano ou sicrana  vê a luz (visto que acaba de nascer) meio igualzinho aos co-irmãos.  Seria mais do mesmo? Diz-se que será nem de direita, nem de esquerda. (???)
Sabendo que há gente em quantidade afirmando que isso de ter lado – ideologicamente falando – é um tanto anacrônico, pensar-se-á que o recém nascido tem cara e alma pós-modernas. Desconfio disso. A prova cabal, na visão deste modesto escrevinhador será a organização do dito aqui na terra do Leite Quente, onde identidade político-ideológica é algo estranhamente fugidio.
Ser de direita ou de esquerda faz diferença para mim e, no entanto, não parece importar à maioria.  Dependendo, porém, de quem dele se aproximar, nos pinheirais; conforme  os e as (refiro-me a mulheres e homens) que vierem a compor suas fileiras por aqui, será possível identificar se a Rede será de fato uma agremiação com o discurso e prática contemporânea da sustentabilidade ou se mais um grupo de pessoas que se sustentam da política partidária, adotando, em cada tempo, o discurso da moda.
Em tempo: o caso do ex-prefeito Saul Raiz decorre, a meu ver de certas desinformações quanto à estrutura do Sistema de Saúde. Parece interessar à Mídia, discutir – como no caso de Santa Maria ou das eleições no Congresso, ou ainda do julgamento ocorrido no STF (acho que ninguém mais se lembra disso) –; interessa, enfim, tratar da periferia das questões. Da perfumaria.  A questão é explicar para a população, o funcionamento do sistema. Por onde, afinal se entra?
Do pouco que sei me parece que, na maioria dos casos, pelas Unidades Básicas de Saúde; em alguns casos específicos, pelas Unidades 24 horas e noutros, como seria o caso do ex-prefeito (lesão por arma de fogo) Pronto Socorro. Uma boa campanha informativa, por parte do Poder Público, com a boa vontade dos veículos de comunicação, melhoraria a vida da população, daria melhor funcionamento aos Equipamentos de Saúde á disposição e pouparia recursos.  A questão que não gera notícias polêmicas e dificulta o achaque. (sirva a quem servir).
“É isso só. Tem mais não!” Por agora.

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