terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Minha primeira vez com a dupla Imax / Bruce Willis

Conto-lhes uma passagem, antes de contar outra história. Um dia, enquanto passava o final de ano na casa do meu irmão Leandro Marcinhack, decidimos tomar um sorvete após um passeio pela praia. Na hora de escolher, ao invés do tradicional Tablito ou sorvete de brigadeiro, bati o olho num tal de Mega Trufa. Era o lançamento do momento. Chocólatra que sou, olhei, analisei mas me assustei com o preço. Era coisa de R$ 4,5, enquanto os demais R$ 1,5. Naquele tempo, meus amigos, a grana no bolso de um estagiário era artigo de luxo.

Mesmo assim decidi dar um passo ousado na minha vida. Tinha na minha cabeça a certeza de que experimentar algo certamente mais gostoso que o picolé rotineiro poderia me gerar prejuízos. Ousei. Experimentei. E, como eu suspeitava, me "arrependi". O "arrependi" foi entre aspas, claro, para reforçar o tom irônico da colocação. O sorvete era delicioso (e caro também). O problema foi que a partir dali fiquei refém daquela delícia. Toda vez que encontrava um freezer pela frente (coincidindo com a vontade de sorvete) eu me via obrigado a comprar aquele doce.

Disse tudo isso para vir novamente a público para dizer que mais uma vez, uns dez anos depois, me vejo nesse dilema. Depois de ter experimentado a maravilha chamada IMAX acho bem difícil me acostumar com o velho picolé de antes.

No último fim de semana fui convidado a acompanhar a pré-estréia do filme Duro de Matar 5 - Um bom dia para morrer. Filme de ação daqueles clássicos, que só Bruce Willis seria capaz de protagonizar. E tem outra. Um thriller daqueles ideias para se assistir em uma grande sala de cinema, com som poderoso e imagem perfeita. E fui tudo isso que eu e minha amada Daniele encontramos no Shopping Palladium.

O filme foi em 2D, mas o aperitivo preparado pela organização do espaço deixou-nos literalmente tontos e ansiosos para voltar e prestigiar o espaço inúmeras outras vezes. Como em "Oz, Mágico e Poderoso", uma das estreias da temporada 2013. Apesar de não ser um apreciador da história, foi impossível não ser seduzido pelo aperitivo.

Voltemos ao Duro de Matar.

Eu adoro este estilo de filme. Aliás, curto este tipo de ficção em que o herói é indestrutível (embora sangue bastante) dá o seu show do começo ao fim. Se tiver o humor de um Bruce Willis melhor ainda. O ator, embora estampe no rosto as marcas do tempo, continua ótimo.

A história fala da busca do entendimento de John McClane com o filho Jack (Jai Courtney). E a chegada do protagonista à Rússia já oferece ao espectador um cartão de visitas arrebatador e destruidor com uma sequência de ação muito bacana. Na história um político influente tenta obter de um antigo amigo um dossiê que revelaria um passado comprometedor envolvendo o desastre de Chernobyl. A partir dali, com várias idas e vindas, testemunhamos as crises de pai e filho tentando se entender. Tudo isso emoldurado com muitos tiros e cenas clássicas dos embates mocinho/vilão.

É um prato transbordante para quem quer um entretenimento de qualidade. Obviamente recomendo o IMAX. A qualidade de imagem é fantástica. Fiquei tentado até a fazer uma jocosa brincadeira dizendo que senti saudades daqueles ciscos e imperfeições dos filmes tradicionalmente projetados em outras salas por aí. Mas acho que não teria a menor graça. Qualidade é tudo.

3 comentários:

  1. Imagino então essa qualidade e um filme tipo "Os Miseráveis". Acho que terei de provar esse "picolé", caro Dudu. A propósito, não sei se me passou ou se você, afinal não deu o nome do picolé (de fato), caro e gostoso como o qual fez a relação com o IMAX.

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    1. Falei sim Geraldão. Era o Mega Trufa. hehehe. Os Miseráveis no Imax deve ser "coisa de cinema" Rááá

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    2. Aliás, hoje o melhor é o mega 3 chocolates hahaha

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