sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sexta-feira em apuros

Na verdade não há apuro algum. Apenas me lembrei de um filme que assisti e assisto de vez em quando, que bastante hilário. Assista o trailer aqui: trailer

Um filme idiota que não acrescenta nada de mais na vida de qualquer um, mas eu adoro. Assim como adoro a ideia de chegar na sexta-feira e poder esperar a segunda-feira, que é o melhor dia da semana para mim. Hoje em especial, estou com uma vontade extrema de tomar uma Heineken geladinha, mesmo sabendo que não tenho sequer 1 em casa, mas o mercado é pertinho, darei um jeito.

Uma coisa que está me incomodando hoje é a questão da Praça do Japão. Eu particularmente adoro a cultura japonesa, as japonesas, e tudo que tenha a ver com eles, menos os peixes crus que estes eu ainda não aprendi gostar. Gosto muito, e considero muito linda também a praça do Japão, que é um lugar maravilhoso e de extrema paz e serenidade. Tive o prazer de ficar por ali um dia, só pensando na vida.

Mas, essa praça não pertence ao japão, muito menos aos japoneses e menos ainda a qualquer outra pessoa que possa até se imaginar dono dela. Mas é fato que Curitiba cresceu e como toda grande cidade, boa parte da mão de obra é importada diariamente de outras pequenas cidades perto. Temos ao lado de Curiitiba, na região norte, os municípios de Colombo e 4 Barras. Estes dois, em particular, utilizam o sistema de transporte baseado nos terminais do Santa Cândida, Boa Vista e Cabral e é por eles que boa parte dessa massa trabalhadora é transportada.

A prefeitura começou a instalar uma linha de ônibus que liga justamente e de forma mais rápida a Praça do Japão e o terminal de ônibus do Santa Cândida e agora, existe até uma campanha para proteger a praça do japão.

E aqui, é preciso um pouco de cuidado, aliás, muito, mas muito cuidado.

Você lembra da questão da calçada de mármore/granito do Batel? Pois bem, em todo o resto de curitiba, as calçadas são feitas de cimento, payver ou petitpavê. Ponto. Porque o Batel é especial para ser diferente?

E agora a situação é delicada pois: milhares de pessoas utilizam o transporte coletivo. E os usuários da praça e moradores não querem o ônibus passando por uma área de aproximadamente 4% da praça. É justo "destruir" 4% da praça? Talvez não.

É justo prejudicar milhares de usuários apenas para evitar que o ônibus transite pelos 4% destruídos?

Veja a imagem abaixo, retirada do Google Maps:


Estes dois cortes que indiquei na foto, são os que eu imagina que devem ser feitos para que o ônibus possa fazer uma espécie de retorno. Eu não consigo perceber em que isso afetaria a beleza e a pureza dessa praça. Vejo sim que existem inúmeros imóveis de altíssimo padrão que poderiam ter seu valor final de venda afetados.

Ou seja, agora expondo minha opinião como jornalista, cidadão, usuário do transporte coletivo e um cansado membro de uma sociedade injusta, desejo que a prefeitura continue com o projeto, corte a praça do japão no que seja necessário para esse ônibus passar e que, assim deve ser, faça o que for melhor para a maioria e não para uma minoria, independente das condições das maiorias ou minorias.

Curitiba precisa urgente dessa linha de ônibus assim como outras tantas que poderão afetar não apenas a praça do japão, como tantas outras praças, parques e demais lugares públicos.

Alias, já passa ônibus ao lado da praça, será que a associação de moradores não quer fazer uma campanha para que esta linha também seja desviada???

Por favor, né!!!!



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