terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

PMDB abocanha mais um carguinho. Que o Cheida seja "o diferente", não + do mesmo

Sabemos que o PMDB tem uma quedinha (???) por cargos públicos em governos que não são comandados por ele. Não veria problema algum nisso se os políticos escolhidos para ocuparem esse espaço tivessem competência e cumprissem as obrigações a eles atribuídas. Mas... nem sempre (ou quase nunca) é assim.

O próximo escolhido para participar do governo Beto Richa é o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida. Este político em questão é daqueles que leva a minha simpatia. Quase de graça, afinal nunca algo SUPER relevante ele fez (que eu saiba) para merecer minha atenção. Acompanho a atuação de alguns parlamentares e em especial observo o que tem feito o Cheida.

Decidi votar nele nas últimas eleições após entrevistar cerca de 500 candidatos (englobando estaduais e federais) para o Portal dos Candidatos (Candibook) da Gazeta do Povo, produto do qual fui editor. Vi e ouvi coisas que só Deus duvida. Me decepcionei várias vezes, me surpreendi outro tanto, e numa peneirada atenciosa optei pela serenidade e segurança que me passou o Cheida. E apostei.

Até aqui não tive muitos motivos para questioná-lo sobre sua atuação, mas ao ver seu nome relacionado para assumir a pasta do Meio Ambiente no governo Richa fiquei "meio assim". O que esperar? Uma condução técnica, dedicada e profissional, coisas que sempre esperei dele? Ou mais uma atuação política, atendendo aos apelos e conveniências de um partido acostumado ao sabor dos ventos dos interesses?

Recebi como promessa (via twitter) de Cheida a certeza de que honrará a minha confiança caso aceite o convite. Até que não duvido disso, mas me permito ter um pé atrás por todo o contexto.

Por exemplo?

Ouvi uma entrevista do líder do PMDB no governo estadual, Teruo Kato, que representa exatamente esse meu receio. Tratou a indicação de Cheida como algo friamente político. E fez uma analogia assustadora, dizendo que o que era um flerte, passou a namoro com a indicação do deputado Luiz Carlos Romanelli (secretaria do Trabalho) e agora é noivado com a indicação de Cheida ao Meio Ambiente.

Meu sonho era que esse namoro, quiça casamento, fosse com o Estado do Paraná, não ao Governo do Paraná.

Kato disse ainda - para mim o mais revoltante e errado desse sistema político - que "sempre votamos unânimes com o governo". Porra, senhores. Sempre votamos com o governo? Independente da questão e projeto? Que representantes são esses? Ou os projetos são maravilhosos? Os deputados (vereadores idem) não têm capacidade para decidir se concordam ou não com algo? Ou são apenas obrigados a votar conforme os interesses do partido?

Sei lá. Tem muita coisa errada por aí. Que o Cheida mantenha o bom trabalho que vem fazendo e que não se nivele por baixo como muitos fizeram ao entrarem debaixo das saibas do senhor governador. Confio, mas cobro. E cobro mesmo. 

Ao senhor Teruo Kato... espero que o senhor se interesse, um dia, em namorar o meu estado do Paraná. Não só os interesses do seu partido e pares.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Desabafe!