quinta-feira, 28 de março de 2013

Carros, Caminhões, obras e mato. Muito mato

Embora tenha garantido meu apoio (inclusive pelo voto), garanti também toda a vigilância possível a administração do prefeito Gustavo Fruet. Não que a vida dele mude por causa disso, mas nós - editores do DLQ - exercemos nosso dever de cidadão responsável e preocupado com nossa amada Curitiba. As questões, por vezes, parecem menores diante da enorme lista de problemas e "coisas a fazer" na cidade, mas estamos sempre prontos a contribuir.

Vamos a "questã" de hoje. Reparem na foto abaixo:


Bonitinhas as flores amarelas né? Aliás, elas são bem comuns em toda Curitiba.

O problema, neste caso, é que essas flores crescem com vigor neste local aqui, ó:



Pois é meus amigos, não ligaram o nome a pessoa? Então olhem mais duas imagens que registrei dia 27 (dois dias antes do aniversário de Curitiba):



E então? Descobriu o local? Pois é, se sim, o problema é maior do que eu imaginava, pois já foi incorporado à paisagem. 

Trata-se do viaduto do Tarumã. Não vou nem abordar o problema do congestionamento do trânsito no local, já que essa é mais uma das heranças malditas deixadas, não pelo péssimo Luciano Ducci, mas pelo senhor governador Beto Richa.

O mato tomou conta da cidade (mostrarei o problema em outro local num post a seguir, nos próximos dias). Mostro essas imagens que retratam o perigo enfrentado pelos motoristas diariamente. A cobertura vegetal esta se alastrando e tomando conta da pista, prejudicando a visão dos motoristas, além de esconder pedras e outros objetos que podem ser "atropelados" por quem passa por ali.

Não é porque a Linha Verde esta chegando ali que o resto da estrada tem que ser abandonada. Como a antiga BR 116 passou para o controle da cidade, é preciso uma ação imediata dos governantes.

Atenção a todos os cantos da cidade. Tem bastante gente empregada na prefeitura para ignorar problemas - em tese, menores - como esse. Impossível ninguém ter reparado.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Demissões... Eu acredito que é só o começo!

Provavelmente, diferente da análise dos meus companheiros de blog, eu acredito que a notícia que li hoje, na internet, se tornará mais comum a medida que a crise for se manifestando de forma mais contundente. É #fato que infelizmente, vivemos com uma máscara criada pelo governo federal, desde 2002, de que o Brasil é um país economicamente forte e inatingível - no que diz respeito a crises econômicas.

Em 2008, auge da primeira etapa da crise, enquanto os E.U.A. estavam se ferrando com dívidas bancárias, escândalos financeiros e outros acontecimentos, aqui nas terras de DEUS, o governo abriu os cofres para as montadoras de veículos, construtoras e linha banca (estes com mais ênfase, mas foi aberto para diversas outras áreas da indústria e serviços). É, mais uma vez #fato que, o brasileiro que nunca teve "capacidade" muito menos "poder" de compra adorou a novidade e não perdeu tempo em sair fazendo a festa, mesmo que essa festa, seja na maioria esmagadora, feita em pelo menos 12 vezes sem juros no cartão.

O problema maior, desde 2008 até hoje é que, das bondades do governo para a indústria, quase nenhuma ou nenhuma contrapartida foi oficialmente exigida e rigidamente cobrada. A GM demitir 598 funcionários é apenas uma demonstração disso. E, muito mais curioso é perceber que isso aconteceu de fato (anunciado muito antes), justamente após o fim do tal IPI reduzido, que muitos milhares de carros fez não só a GM como tantas outras montadoras vender. É uma lógica perversa mas matemática: se vende muito carro, contrata mais gente para fazer. Se as vendas sofrem uma curva, lá se vão funcionários para rua. Sempre foi assim. E anote aí no seu caderninho, não será apenas a GM que vai demitir. Aposto!

A crise já está aí e não enxerga quem não quer ver. A inflação só está mais controlada agora porque mais uma vez, o governo resolveu agir pensando no agora e assim isentou IPI e Cofins dos produtos da cesta básica. E qual o efeito prático disso? Mídia, meu nobre leitor. Mídia. De fato os produtos devem ter um decréscimo de preço na ordem de 3 a 4% para o consumidor final, o que de fato, não representará muito no frigir dos ovos. Veja os valores: 4 reais, 8 reais e 10 reais. 4% é igual, respectivamente a: 0,16, 0,32 e 0,40 centavos de real. Isso se os fabricantes, distribuidores e varejistas fizerem suas partes e repassarem se não, assim como os empregos da GM, a promessa não vai servir de nada.

A crise não é ruim e até agora, a torneira de dinheiro do governo aberta e escancarada, tem dado certo, mas será que temos esse dinheiro infinito todo? Até quando teremos fôlego para artificializar o combate a crise?

Certamente que isso uma hora terá que acabar e para mim, as demissões na GM e outros fatores mostram que ao fôlego já está chegando num limite de estresse e que logo depois desse limite, colheremos alguns frutos não tão doces e suculentos. Ou seja, quem puder, que guarde arros, feijão e outros alimentos, pois depois da copa do mundo, talvez precisemos mais do que nunca dessas reservas.

É aguardar para ver no que dará...


Rema o bote aí!!!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Experiências... by LG

Hoje pela manhã lembrei que tem coisas que quando precisamos fazer, temos que nos preparar psicologicamente muito bem. Uma delas é fazer qualquer tipo de trabalho no Detran. Falo especificamente do Detran do Paraná, unidade Tarumã. Fato que estive lá semana passada e a mulher que me atendeu, conseguiu não ser precisa na informação. Eu fui até onde ela mandou e voltei e no meu retorno, o "estagiário" teve maior capacidade que a sra. "concursada", que inclusive, goza de proteção (ninguém pode desacatar um funcionário público sob risco de punição).

Hoje precisei voltar. E já mais preparado, fui com a ideia de que seria no máximo, muito mal atendido, mas tive que engolir seco, pois, tirando todas as burocracias, senhas e demais, fui bem atendido. Fato é que entre vistoria, informações, atendimento e pagamento de taxas, não gastei mais do que 1 hora e pouquinho.

Fiquei bastante feliz em saber que tudo correu bem. E não é para menos, afinal de contas, uma segunda via de um documento me custou exatos 90,75 R$, no dinheiro, direto no banco arrecadador e coisa e tal.

Por essa grana todo, acho que merecia um cafezinho, um bolinho de vovó e ainda, um pãozinho, mas não, nada. É facada no bucho mesmo e torça para numa mais precisar, pois senão, a coisa fica ainda mais cara. 90,75 direto no detran e se fosse por despachante, seriam 190 reais.

Obrigado à minha coordenadora que me autorizou trocar de horário e assim, economizar 100 reais.

Infelizmente, nem o bom atendimento de hoje me fará esquecer todas as vezes que fui mal atendido, mal tratado e ignorado por funcionários públicos no tempo em que eles estão no exercício de sua profissão. Queria muito que nosso excelentíssimo governador, Richa Beto, pudesse um dia fazer esse detran e todos os outros funcionar com qualidade excelência e bom preço. Mas, tudo junto é sempre muito complicado, então por hora, acredito que fiquei com a qualidade: excelência e bom preço, ahhhh, isso fica para mais além.

E não esqueça, se tens que ir ao Detran, seja para fazer o que for, o do Tarumã funciona das 8 horas às 14 horas (e eu que sou folgado)... Chegar mais cedo, garante um bom lugarzinho nas filas que se forma...



Sucesso por lá...


Rema o bote aí... valeu!!!

sexta-feira, 22 de março de 2013

PMs deveriam aprender com os agentes da Setran o dom da Onipresença

Diariamente, durante minhas caminhadas no Parque Bacacheri, ouço a rádio Band News. Acompanhando as notícias do dia fico pensando em como transformá-las em pauta para o nosso Diário Leite Quente. E hoje tive uma ideia genial e revolucionária para minimizar o gravíssimo problema da segurança em Curitiba. Saquem só.

É sabido por todos os motoristas curitibanos que os agentes da falecida Diretran (renascidos como Setran) tem uma habilidade incrível, extraordinária e surpreendente de "brotar do chão" no exato instante em que a gente dá uma escorregada no trânsito. Seja uma "paradinha de cinco minutos" em local impróprio, seja naquele centímetro de pneu em cima da faixa. Celular no volante então? Vixi. Assim como os lendários Ninjas, eles usam a caneta como espada e ZAAAAPPP... tá feita a multa.

É sabido também que antigamente o povo se sentia mais protegido quando via policiais militares patrulhando pelo centro ou pelos bairros da cidade. É verdade que isso diminuiu muito nos últimos meses. Mas se antes a prática era comum, ela pode rapidamente voltar a ser regra.

Minha sugestão vai para o secretário de segurança Cid Vasquez é contratar um curso que seria ministrado por esses agentes de trânsito (vulgos periquitos e periquitas) para os policiais militares. Seria muito bom para a população que esse poder de brotar do chão, de aparecer do nada - como se tivessem saído das sombras das árvores - aos policiais militares.

Quem sabe após esse intensivo a habilidade de surpreender (não o povo, mas sim os bandidos) passe a fazer parte do currículo de todos nossos oficiais. Assim, a bandidagem teria o mesmo medo que nós temos a cada infração (ou sensação de irregularidade iminente).

Brincadeiras óbvias à parte, nunca é demais lembrar da necessidade que temos de mais policiamento. Por mais clichê que seja, estamos entregues à bandidagem. A presença da polícia precisa ser regra, não exceção. Os bandidos se inibem e sempre vão agir longe dos oficiais da lei, bem como longe da luz, na penumbra do escuro.

quinta-feira, 21 de março de 2013

O doce sabor de ajudar...

Pois bem, nobre leitores. A pauta desse texto foi passada por minha esposa e assim sendo, se eu não executasse, a dona Márcia cortava meu saco fora. E no fundo, tornou-se muito mais pertinente a discussão que eu gostaria de gerar do que eu poderia imaginar.

Então que, no local onde ela trabalha, a adesão do pessoal na campanha da páscoa solidária, não foi assim, o que era esperado.

Essa campanha, foi marcada no seu lançamento pelo evento que você pode conhecer clicando aqui, e tem como objetivo proporcionar para crianças que não tem condições e coisas e tal, o recebimento de doações em chocolates para que a páscoa não passe em branco. Ou seja, doação de chocolates.

E aí, começa o meu questionamento. No texto, é possível observar que dentre os apoiadores, são destacadas os supermercados  Big, Mercadorama, Walmart, Tododia e Maxxi Atacado - que pertencem ao mesmo grupo. E, nesses mercados, você é convidado a participar da campanha.

Mas, você é convidado a doar uma caixa de bombom, se não me engano. Nesses mesmos mercados, a caixa de bombom, custa hoje, véspera de páscoa, mais do que custava antes dessa época e para quem quer doar para as crianças, o preço é o mesmo. Me parece injusto que, os supermercados citados e todas as outras empresas apoiadoras, lucrem (e muito) usando essa bandeira da doação.

Se vivemos o momento da páscoa, porque os mercados não abrem mão do lucro sobre as caixas de bombom ou chocolate que fossem direcionados para essas doações? Não estou propondo que o supermercado deixe de ganhar, mas que ele ajudasse nessa doação: o cliente compra o chocolate - sem o lucro do mercado e juntos, clientes e supermercado - ajudam fazer uma criança feliz (e com cáries).

Simples.

CAIXA DE BOMBOM = 6 REAIS
CAIXA DE BOMBOM = 4,5 (SEM LUCRO DO MERCADO)

CLIENTE COMPRA CAIXA DE BOMBOM SEM LUCRO
 +
 MERCADO FELIZ
=
UMA CRIANÇA FELIZ

Vou usar uma expressão que aprendi em casa com o meu pai: gozar com o pau dos outros.

É isso que essa rede de supermercados faz, ganha positivamente em imagem, pois as pessoas associam a rede com boa vontade, com ajuda ao próximo ao mesmo tempo que ganha com o lucro que coloca sobre os produtos que os clientes compra para doar.

Sinceramente, até acho a campanha interessante, mesmo achando que comemorar a páscoa com chocolate é apenas uma questão de mercado, mas vá lá. Porém, vamos parar com essa demagogia de alguns e tentar, juntos, fazer um futuro melhor para todos.

Só vou doar quando os mercados, supermercados, fizerem sua parte. Do que recebo, já preciso deixar quase 40% em impostos, taxas e coisas assim. E ainda assim, preciso fazer doações para me sentir bem?

Me desculpem, mas isso não está certo.

Desconto já!


Rema o bote!!!




quarta-feira, 20 de março de 2013

Eu gosto de velharia...

Meu carro é de 1993. Acho os carros mais novos mais bonitos, modernos e eficientes, mas nada substitui o conforto de minha santana quantum 1993, com motor 2.0, ABS e bancos da RECARO. Vou trocá-la um dia, mas esse dia ainda parece demorar. Ah, e ainda faço seguro dela, para que eu possa dormir mais seguro.

E hoje passei por mais uma  situação que mostrou o quanto eu gosto de velharia. Levei, em dezembro, meu relógio de pulso para arrumar. Velharia por usar relógio de pulso e mais ainda, por mandá-lo arrumar. Enfim, de dezembro até agora, passou um bom tempo, mas o relojoeiro deu um jeito e ainda pediu desculpas, pois para arrumar as peças, foi um tanto complicado. Afinal de contas, o relógio, ou a máquina do relógio, deixaram de ser fabricadas há mais de vinte anos.

Mas o bichinho ficou bacana, com pulseira nova!

E detalhe, é um relógio que deve durar pelo menos mais uns 20 anos tranquilamente. Toda a máquina é feita de metal e montada dentro dos mais rigorosos padrões e dessa forma, é algo que foi realmente feito para durar. Acho que sinto saudades do tempo em que um produto era feito para durar.

Carros, motos, relógios, eletrodomésticos... Hoje em dia, tudo é feito para durar, durar apenas um tempo, para que então você e eu joguemos fora e logo, compremos outros.

Então, dessa forma, quer me chamar de velharia, pode chamar, acho até interessante curtir tanto coisas que outras pessoas, já teriam jogado no lixo.

Mas, ano que vem, não pagarei mais IPVA e meu relógio, continuará mostrando a hora certa!

Rema o bote!

terça-feira, 19 de março de 2013

Quando o empurrão, vem de fora...

Desde 2009 minha patroa me cobra a formulação de uma planilha onde eu fizesse um resumo dos gastos, dos proventos, das dívidas, enfim, da minha vida financeira em geral.

E foi em 2009 mesmo que eu comecei, meio a contra gosto. Resultado mais do que imediato é que em pouco tempo (menos de 1 ano), baixei meu limite de cheque especial de 1750,00 (que eu utilizava quase sempre) para 250 reais (mesmo o banco insistindo em aumentá-lo - e que não uso nem metade disso). Consegui enxergar tudo o que eu gasto, no que eu gasto, para quem eu gasto e qual o peso de cada gasto desse no final do mês, mesmo que sejam apena os 2 reais do pão de cada dia, me dai hoje, que no final do mês, somam 60 reais.

Peguei gosto por planilhas (excell, open office, google docs), mas me faltava alguma coisa que fosse mais real, que eu pudesse atualizar na hora da compra ou então, que eu pudesse ter a mão em qualquer computador. E foi aí que por indicação de uma grande amiga, a Sabrina Demozzi, conheci o Minhas Economias.

Tentei usar em 2011, mas preferi ainda a planilha. Porém, em 2012 e comecei a usar e a coisa fluiu. Vale a pensa insistir na ideia de que, organizado financeiramente, até nos momentos de aperto a coisa fica mais fácil de lidar.

E para melhorar ainda mais, o Minhas Economias tem aplicativos para IOS e para Android. Ou seja, seja você apaixonado pelo produto do Jobs ou pelo concorrente (meu caso), você pode gerenciar suas finanças diretamente do seu Smartfone, em qualquer lugar, e em tempo real. É possível usar a versão da web simultaneamente com a versão de smartfones.

Então, fica a dica: simples de usar, fácil de cadastrar e ainda, existem aplicações no site como gerenciamento de sonhos, onde você decide um valor para realizar um sonho e o sistema diz quanto você terá que guardar e por quanto tempo...

Muito bom mesmo. Ah, você tem várias contas? Dá nada, você pode gerenciar várias contas mesmo, fica tranquilo.

Visita lá, usa e depois, vem aqui no DLQ e conta como foi sua experiência.


...Rema o bote...

segunda-feira, 18 de março de 2013

Errei e assumo


Certa vez, quando eu estava na sétima série, algo que não me lembro aconteceu e minha professora de história, na época, Dona Teresinha, nos deu uma lição que para mim, ficou persistente até os dias de hoje e a qual, acho que nunca esquecerei.

Ela disse: “quando fizer alguma coisa errada, vocês devem bater no peito e dizer: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”.

Desse dia em diante, o que já era um ensino de mãe e pai, virou então um regra em minha vida e quando estou errado, eu bato no peito e digo: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.

E sexta-feira, 15/3 fui tão infeliz, que o texto que eu publiquei no DLQ, já fiz o favor de apagar. Nele eu citava a redução de impostos do ultimo pacote da Dilma e, erroneamente, citei como o imposto, o ICMS. Besteira.

O pacote da Dilma, o ultimo, trata do IPI e do PIS/Confins incidentes até então, em todos os alimentos que fazem parte da cesta básica do brasileiro. E então, resolvi explicar porque meu texto não está mais lá e mesmo, preciso refazer com as informações mais corretas.

Para começar, tomemos por base quais são os alimentos que compõe a cesta básica. São eles:

Carne
Leite
Feijão
Arroz
Farinha
Batata
Tomate
Pão Francês ou de Forma
Café em Pó
Açúcar
Óleo ou banha
Manteiga
Frutas/Banana / Maçã

Para esses alimentos, estão zerados o IPI e PIS/Cofins. E isso na prática significa que: os preços devem mais baixos.

Eu não vou mais tentar descobrir, tamanha é a dificuldades, o quanto esses impostos zerados vão representar de suposta economia no bolso do consumidor. Vou buscar essa ajuda com pessoas que entendem e depois, escrevo isso. Porém, vou comentar que, além de não acreditar que o pacote de arroz fique mais barato, me preocupa muito mais o reflexo para o ano seguinte que teremos.

Essa medida da Dilma, tem como objetivo principal, baixar a inflação e assim, acelerar a demanda de consumo para que a gente (Brasil) não caminhe mais rapidamente para a crise. E, se a média de inflação diminuir, nosso dissídio ano que vem, diminuirá.

A longo prazo, se todos gastarem mesmos e os preços assim se estabilizarem, ponto positivo.

Mas, isso, só teremos condições de saber e mensurar, depois de passados vários e vários meses.

É aguardar para ver. Por hora, no mercado, só percebo e vejo, preços que sobem.

Tem como não pagar para ver?

Rema a bote!

terça-feira, 12 de março de 2013

Ideia (nova?)...

Não sou de ficar divulgando propostas e pedidos de doação até porque desacredito muito na caridade feita nesse Brasil de falcatruas. Sempre tenho um pé atrás com os telefonemas pedindo doação ao instituto tal, que dos 10 reais pedidos 5 vão para o motoboy, 0,30 para a operadora de telefonia e que lá na ponta, chega menos de 4 reais para quem realmente precisa.

Dessa forma, pouco cristão que sou (ateu declarado), prefiro não contribuir com essa industria e se precisar, contribuo de outra forma, nos ultimos meses, tenho feito doações diretas à minha conta bancária, que anda no vermelho mais vermelho do mundo. E zapeando na internet e ainda em época de páscoa (claro que não doarei ovos de páscoa, se o fizesse, faria com barras de chocolate - entre 50 e 75% mais baratas - o mesmo chocolate), pois bem, neste tempo em que supostamente o suposto Jesus nasceu, eu vou até uma loja que achei interessante.

Conheci através do sítio: http://www.vaquinha.org.br/produtos/

Sinceramente, não me interessa para quem vai esse dinheiro ou se realmente ele vai ajudar a salvar alguma vida, mas, que a ideia - apenas por ser diferente - me cativou, isso você, amigo leitor, pode ter certeza que me cativou a ponto de eu já estar ansioso em ir até a loja e comprar minhas (vejam, coloquei no plural) canecas.

Utilizo o transporte coletivo e sei bem o que é ouvir pedidos de doações. Tem do tradicional "qualquer quantia, para ajudar na minha perna mecânica", até os caras que salvam os drogados e que não tem ajuda do governo nem das igrejas. Um discurso ultrapassado e que não me atinge em nada.

A ideia da Vaquinha me pareceu uma boa ideia.

Mas, a industria da doação vai continuar existindo e até quando eu não souber de onde vai, para onde vai a grana e quantos atravessadores tem, eu não vou mais doar.

Rema o bote!!

segunda-feira, 11 de março de 2013

De mágico mambembe a Poderoso Oz


Acho que por não ser conhecedor das aventuras de Dorothy e do Mágico de Oz minha missão de analisar o filme “Oz, Mágico e Poderoso” se torna um pouco mais fácil. Isso porque não trago para este texto outras referências, nem encantamentos da tenra idade em que a maioria das crianças conheceu Oz e seu mundo fantástico. Para vocês terem uma ideia, eu jurava que era nessa fábula que um coelho maluco vivia correndo com um relógio. Imaginem.

Já em exibição em todo o Brasil, “Oz” conta a história antes da história. Ou seja, como é que na verdade aquele mundo de cores e fantasia, além da lenda em torno do mágico, foi construído. Tudo muito bem contado pelo diretor Sam Raimi. Vivido por James Franco - um dos grandes jovens (embora não tanto assim) atores da atualidade, Oscar Diggs é um mágico/ilusionista de caráter questionável, que aparenta se orgulhar de não ter amigos, e que vive de pequenas apresentações em um circo itinerante pelo interior dos Estados Unidos.

Em fuga após se desentender com um dos companheiros de picadeiro, Oscar sobe em um balão e se vê no centro de um Furacão. Desesperado diante da morte iminente pede uma nova chance na vida e é levado ao reino de Oz. Lá, ao chegar, encontra a primeira das três bruxas que vivem no reino: a encantadora e maravilhosa Theodora (os adjetivos podem ser compartilhados por personagem e atriz, a estonteante Mila Kunis – mesmo mais cheinha do que de costume).

Além de candura e inocência, Theodora traz a Oz a notícia de que a presença dele cumpre a profecia que rege tudo o que acontece naquele mundo: a de que um mágico de nome Oz chegaria para salvar o povo da bruxa má. A grande questão é que Theodora também é bruxa, assim como Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams). A questão com que Oz se depara é descobrir quem realmente é a bruxa má.

A jornada leva Oz a viver todos os sentimentos que o acompanham na sua vida às máximas potências. A esperteza, a ganância, o amor, a paixão e até a antes refutada amizade – descoberta da maneira mais inusitada possível por Finley, um macaco alado vestido de mensageiro salvo pelo mágico no início da história. Em busca de sua própria redenção espiritual, Oz prova que para vencer qualquer batalha é preciso usar de inteligência e contar com o apoio daqueles que acreditam em você, mesmo que você mesmo se considere inapto para enfrentar esses desafios.

Achei a história muito bacana. Certamente vou atrás do filme/história original para completar as lacunas que faltam ser preenchidas. Recomendo a adultos e jovens, principalmente em uma projeção de qualidade e, de preferência, 3D. É uma experiência fantástica ser apresentado ou se aprofundar no mundo mágico de Oz, sua turma e sua lenda.

A preguiça que governa

Pode até ser que eu esteja muito errado. Mas vivemos numa era em que a preguiça está mais e a prática está menos. Escrevo isso pois hoje em dia, com a internet, vamos salvar o mundo de tudo, mesmo sem sair de casa. É ou não é?

O caso do pastor: 300 mil assinaturas em poucas horas e todas elas feitas pela internet. PARABÉNS...

Ou então, no caso do deputado que bebeu todas e matou 2... Campanhas com adesivos em carros e outros, mas tudo só nisso. Tenho até um conhecido que usava o adesivo "190 KM/H é crime" e, quando saía a noite, bebia, dirigia e até, corria. Então, a preguiça é que manda.

Mas que preguiça é essa que eu escrevo hoje?

Legal, é a preguiça de mudar. Nossa sociedade é extremamente cômoda. Os gordos, querem um emagrecimento rápido e a televisão vende isso, algumas fábricas vendem isso e muito compram isso. Tome isso e perca 10 kg em uma semana e sem sair de casa. Use esse aparelhe e perca peso sem se movimentar. Tudo isso são promessas que sabemos que não são a realidade, mas a acomodação prospera o pensamento preguiçoso.

No caso do deputado, mais vale assinar um abaixo assinado pela internet do que buscar os direitos ou até mesmo, juntar gente suficiente e ir para Brasília. Preguiça...

Hoje, na capa de um jornal de Curitiba, a manchete trata do aumento de 54% no número de multas aplicadas por beber e dirigir. Ou seja, uma preguiça de mudar de comportamento. Campanhas educativas não servem mais, pois as pessoas tem a preguiça de aprender. Esse papo de que multar depois e educar primeiro, não rola mais.

Nos tornamos acomodados para todos os assuntos que precisam de atenções mais práticas. Para emagrecer, precisamos nos exercitar pelo menos 1 hora por dia, diminuindo quantidades alimentares e ampliando qualidades. Para tirar um deputado corrupto de um posto para o qual ele foi eleito, precisamos nunca mais votar nesse f.d.p., além de usar outras ferramentas institucionais... porém, acho que a preguiça vai travar a busca por elas.

Enfim, bateu a preguiça e vou terminar por aqui...

Rema o bote!!! Ai, ai, ai, que preguiça!!!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Por um dia-a-dia internacional das Mulheres



Há anos venho ouvindo de minhas amigas militantes do Movimento Negro - cito as amigas por razões que nas próximas linhas se tornarão óbvias - que a questão do Povo Negro no Brasil tem raízes no processo de escravização, e que o "Treze de Maio" não lhes impôs fim.  De fato, dizem elas, e eu próprio repito qual  um mantra, o problema foi o dia 14.   

A liberdade pela qual lutaram nossos antepassados (mulheres e homens negras e negros) não haveria de ser esse arremedo que tivemos com a Lei Áurea.  Não é liberto quem, depois de ter seu trabalho explorado compulsoriamente. Depois de um processo de coisificação, de transformação em mercadoria e, especialmente, tendo sobrevivido à desumanização da escravização fica obrigado a transpor ainda uma outra barreira: a da exclusão, marginalização, invisibilização e  inferiorização a que foi relegado por força de uma lei que deu fim, sim á escravidão institucionalmente e apenas isso.

haverá gente que dirá, diante do exposto que a reclamação é prova  ou ao menos evidência de descontentamento descabido.  Algo como cuspir no prato - nesse caso seria na mão da Redentora -, não reconhecendo pela liberdade concedida.  Primeiro que não foi concedida, mas conquistada. Segundo que não foi liberdade visto que se concebeu uma legislação que mais que dá fim à escravidão deu fim ao Movimento pela libertação e consequente mudança social, pela incorporação dos ex-escravizados á estrutura social econômica e política do país.

Sendo amanhã, dia 08 do mês de março, minha, talvez insólita analogia, tem o propósito de incitar à reflexão quanto ao que alguns consideram dia de homenagens às mulheres.  Muitas famílias irão jantar fora e, desse modo às mães não apenas não precisarão cozinhar, como não lavarão a louça.  Casais terão, possivelmente uma data a mais para que o distraído marido dê flores à mulher amada.  Haverá, como já hoje há, um sem número de posts no face, relativos á data. No dia 09 de março deste ano da graça será sábado.

Se nesse dia seguinte, sobrar apenas a "pílula", então meu texto fará sentido. A diferença, apenas será que, claro, não sendo dia 14 de maio e o ano não sendo o de 1888, não será o início do suplício para o qual não há lei que ponha fim.  Será, no entanto, cabível a comparação e cabe mesmo uma referência à canção do Lennon cujo verso inicial gritava às mentes psicodélicas: " Woman is the nigger of the world".
Diria esse singelo escrevinhador que seria louvável que fossem todos os dias, dias de homenagem e de reconhecimento, dado que em vez da balela de que elas vieram da nossa costela, nós é que viemos do útero delas.  Obrigadíssimo á todas!  Um obrigado especial às Candaces!
"Habemos" confusões mentais

Bom dia, gente dessa terra boa!  Escolha de Papa na Igreja Católica, com o antecessor vivo. Fato um tanto inusitado. Raro. Coisa de umas três vezes (contando com essa), ao longo da história do catolicismo.  Definição da vida pós-chaves, na Venezuela, com ele morto. Processo, certamente difícil, até por conta das pressões externas. O entorno da Venezuela não é Venezuela e, definitivamente, ela não é o resto do mundo. Não é igual a ninguém: Brasil, Tailândia, Irã, Alemanha...  Ainda assim, ao que parece, muitos governantes ao redor do mundo; quase todos os grandes veículos de comunicação, no mundo todo, têm a receita para a felicidade dos venezuelanos, dentro da democracia.  Tão estranho isso, dado que a própria ideia de democracia é tão difusa, mesmo nos países de onde falam, escrevem e vivem os tantos jornalistas que deitam regras para a "Revolução Bolivariana" ou contra ela no mais das vezes.

Estranho solo esse nosso em que alguns choram a morte do Chorão, outros riem do choro e da morte e há ainda os que não sabem do que se trata e, ainda assim, falam a respeito, curtem, compartilham...  Esquisitices tontas, como a indicação de um perdido deputado, com sua mente eivada de preconceitos assumindo a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Os sentidos? No face, provavelmente, haveria quem comentasse, a partir da menção pura e simples da expressão: são cinco.  Convencionando partirmos dessa perspectiva, cabe a pergunta deste que vos escreve: por que então parece não se estar vendo, ouvindo, sentindo, falando e, quando se cheira, é "fé demais"?  Morre-se.

Desculpe não estar sendo nítida essa escrita.  Digo nítida porque se disser clara confundirão com cor e se trata de possibilidade de compreensão, entendimento.  Desculpe, enfim, caras e caros leitoras e leitores.  Sinto-me assim.  Mais ou menos como o mundo à minha volta: incompreensível. Turvo.

E aqui, na minha terra não menos estranha... As coisas vão bem assim.  Desse jeitinho, mas disso, já falaram.. Ou melhor, sobre isso já escreveram meus colegas de blog. Hoje, não sei porque, decidi falar/escrever sobre a vida.
É isso só. Tem mais não!

Certas coisas...

Ontem, meio deprê e meio desanimado com o mundo e com a vida, escrevi um Roteiros Lógico... (ou não), o qual me rendeu feedbacks bastante positivos. E confesso, um feedback positivo quando você está com um pezinho na lama é muito mais do que um empurrãozinho para frente. E é óbvio que da primeira versão do roteiro, já trabalho em alguns ajustes pequenos e logo, vou começar a correr atrás de rodar esse roteiro.

Uma sátira, sem qualquer pretensão humorística até porque o tema, de humor, não tem absolutamente nada. É uma tristeza melancólica perceber que este governo municipal, assim como os demais (menos o do Rafael Grega), só fodem como o povo. O anterior ao atual conseguiu o improvável que foi endividar a prefeitura a ponto de hoje, o carequinha ter que escolher que credor ele paga antes. É o sorteio do cheque sem fundo.

Mas não vou me apegar muito a essas temas. Vou diversificar um pouco:

1 - É claro, que cada governo escolhe suas cores, seus funcionários e seus formatos. Na época das eleições, o prefeito anterior mandou, sem a menor preocupação, pintar os terminais de ônibus de amarelo e azul, coincidentemente as cores de seu partido. Pois bem, veja a foto abaixo e perceba que o que um dia fora azul, depois voltou ser amarelo, agora assume o vermelho, que por coincidência ou não, é uma das cores do atual partido do atual prefeito. Mesma linguagem subliminar subjetiva? E alias, se já estavam pintados e assim o foram em outubro do ano passado, porque estão novamente pintando???

Terminal de ônibus do Campina do Siqueira - Curitiba / Foto tirada em 6 de março de 2013

Agora só falta pintar o amarelo que sobrou de branco e colocar o símbolo do PDT e escrever que mudanças se fazem através da EDUCAÇÃO, que é a bandeira mais demagógica que este partido poderia utilizar. Aliás, é mania de prefeito novo... Mudar tudo o que o anterior fez, não é?


2 - Uma amiga postou no "face", esses dias, uma tirinha que zoava a galera que fala mal dos ovos de páscoa, comparando com o preço das barras de chocolate. E o texto termina dizendo que quem não tem dinheiro, fica questionando o valor do ovos, que na verdade, a quantidade de chocolate pouco importa, que o mais importante é na verdade o ovo e coisa e tal.

Aline, minha querida amiga de longa data, essa vai para você:
1 custa 17,90 - levando 4, cada um custa 13,43... Peraí, tem algo errado, não tem não?
A conta não fecha. Como um mercado pode vender um produto por 17,90, alegando impostos, taxas e claro, uma margem de lucro muito pequena e quando o cara compra 4, o preço cai para 13,43? E os impostos? E as taxas? E o lucro?

Então, tenho a certeza de que esse ovo, na verdade, custa no máximo, no máximo, 7 reais ao mercado. Um dia eu saberei isso, e aí, vou divulgar para todos. Ser roubado é uma coisa, ser assaltado a "mão armada" num supermercado, é falta de vergonha na minha cara... Eu não vou compactuar com isso.

Essa oferta que escrevo aqui, estava no Carrefour Pinhais, mas existe também em outros supermercados.

3 - E o café... Ah, o café, minha gente. E não aguento mesmo viver sem ele. Fiquei duas semanas sem sequer uma gotinha do cafezinho nosso de cada dia nos dai hoje... Mas não resisti e essa semana, na terça, cai em tentação e não me livrei de todo o mal... Mas pelo menos, como leite cheio de graça, estará convosco (comigo), bendito o cafezinho com leite, e sem delongas mais, mostro que ao observar uma simples garrafinha (de vidro, é claro) do antigo chocomilk, percebi que sim, dentro de minha mochila, não pesaria nada trazer 100 ml de leite, quem sabe 80 ml de leite para temperar o cafezinho.

E olha, é muitooooooo bomm....

Segue a fotinho da garrafinha, que além de tudo, teve uma destinação "ecochatologicamente" correta. Não foi para um lixão e vai me servir por um longo tempo.

Garrafinha reutilizada - agora, posso tomar meu cafezinho, com leite, é claro...


Então, por hoje é isso. Se puderem, deem uma olhadinha no terminal, vejam que eles estão mesmo pintando. E se puderem também, pesquisem antes de comprar os ovos, a galerinha tá cobrando muitoooo caro mesmo...

Rema, rema que vai...


quarta-feira, 6 de março de 2013

Um roteiro lógico... (ou não)

TELA: FUNDO CINZA ESCURO, BORDAS WIDE PRETAS E TEXTO EM BRANCO:

UTOPIA: ESPERE SENTADO!

CENA 1 - EXTERNA / TERMINAL DE ÔNIBUS / FAST / TRILHA INCIDENTAL RÁPIDA

Clipe com vários takes em um terminal de ônibus, sem identificar o local ou os veículos. Pegar imagens apenas dos vidros, demonstrando a lotação dos ônibus. Pegar vários, acompanhar vários movimentos, ida e volta.

CENA 2 - EXTERNA / TERMINAL DE ÔNIBUS / FAST / TRILHA INCIDENTAL RÁPIDA

Clipe com vários takes, agora de pessoas nos pontos, nas plataformas, nas estações, pessoas entram e saem dos veículos, mostrar diversas situações em que os coletivos param, o entra e sai, o sobe e desce

CENA 3 - EXTERNA / TERMINAL DE ÔNIBUS / FAST / TRILHA INCIDENTAL RÁPIDA

Mix de imagens em FAST dos ônibus e das pessoas nas plataformas...

A Cena 3 se funde com tela Cinza Escuro, Bordas WIDE pretas e o texto em branco:

ENQUANTO ISSO, ALGUÉM RESOLVE FICAR DE MAL COM O "AMIGUINHO"

CENA 4 - INTERNA / TERMINAL DE ÔNIBUS / ÁUDIO DE PESSOAS FALANDO
A cena começa com um zoom lento numa cabine de cobrança de passagem de ônibus de um terminal. Enquanto o zoom acontece lentamente,é possível ouvir uma pessoa falando sobre valores, reajuste...

em off (prefeito)

Pois bem, senhores, a situação é delicada e está mais delicada do que nunca.
O governador, só de birra, cancelou o subsídio.
E a planilha, continuará sem nunca ver a luz do sol...
Então...

O presidente da urbanização municipal interrompe o prefeito...

em off (presidente da urbanização municipal)

Sr. prefeito, mas é uma questão de sobrevivência...
Ou a gente reajusta a passagem ou então... 

CENA 5 - INTERNA / SALA DE REUNIÃO / MESA / TIPO COLETIVA DE IMPRENSA SEM PERGUNTAS

O zoom termina com a inscrição do valor perdendo o foco e se funde com a imagem de uma mesa, onde estão três pessoas com plaquinhas de papel onde se lê: na esquerda (presidente Urbanização Municipal), ao centro (Prefeito) e a direita (Representante Empresários).

Agora, quem interrompe é o representante das empresas.

Representante das Empresas

Nós estamos trabalhando há mais de 5 anos, sem um ganho real.
Nosso lucro está diluído e praticamente, trabalhamos por caridade.

Prefeito

Caridade, não, né, aí vocês também forçam um pouco a barra.
Mas o fato é que, vamos precisar aumentar a tarifa mesmo. 
E, nossos economistas formados em Havard, dizem que o custo mínimo será de 3 reais e 05 centavos.
Está decidido...

Corta para a cena 6

CENA 6 - SALA ESCURA / NÃO É POSSÍVEL VER NADA / APENAS ÁUDIO

Desconhecido 1

Ok, ferramos o subsídio, e quebramos o concorrente, mas...

Desconhecido 2

Fica tranquilo, vamos lançar alguma bolsa ou algo assim, não há com o que se preocupar...

Desconhecido 1

Sei não, estou preocupado mesmo com a ano que vem...

Desconhecido 2

Não dá nada, deixa comigo...

Corta para a cena 7

CENA 7 - ÔNIBUS LOTADO / FINAL DE TARDE / CÂMERA DENTRO DO COLETIVO / APERTO TOTAL

Entra trecho da música de Beth Carvalho - Corda no pescoço...

E o povo como está ?
Está com a corda no pescoço
É o dito popular,
Deixa a carne e rói o osso
Mas a vida dessa gente, aposto que está um colosso
Mas da fruta que eles gostam
Eu como até o caroço (2x)


Cobrir trecho abaixo com imagens do interior do ônibus, filas no postos de saúde, enchentes, trânsito, locais de moradias indignas, políticos comemorando e sorrindo...

Termina com uma TELA: FUNDO CINZA ESCURO, BORDAS WIDE PRETAS E TEXTO EM BRANCO:

"Suba esquerda ou suba direita, é sempre no meu meio que eles colocam tudo"


terça-feira, 5 de março de 2013

Revoltado, eu? Não, não... apenas um olha diferente

Ontem a tarde recebi uma ligação e entre papo vai e papo vem, ouvi a frase em que o interlocutor disse que acompanha minhas revoltas no facebook. Não perdi meu tempo em dizer que não são revoltas, são apenas meios talvez não tradicionais de ver as coisas. Não gastei tempo porque o momento as vezes exige que não seja, mas hoje, não poderia deixar de escrever sobre esse assunto. E mais uma vez eu afirmo em letras maiusculas: EU NÃO SOU REVOLTADO!

Não!

Tenho apenas uma forma diferente de ver mutas das coisas que já é padrão. E pior, tenho uma forma muito diferente de escrever e falar sobre essas coisas. Por exemplo: por melhor presidente que o lula tenha sido, para mim, ele foi o pior e sim, critico muitas das ações dele como presidente. E será assim. Suba esquerda, suba direita, desça o meio, é sempre no meu meio que eles colocam tudo. (esse é uma frase exemplo do que os outros acham que é revolta).

Porém, anos de terapia estão me tornando um cada mais calmo. Uma pessoa mais centrada, na verdade, estão me tornando igual a todos os outros. Abaixo hoje minha cabeça e me torno submisso a situações que outrora, eu brigaria. E porque? Para não ser o "revoltado" com minhas "revoltas" pessoais.

Cansei da alcunha de revoltado e de ter que ficar explicando para todos que eu não sou o que eu realmente não sou.

Vou continuar escrevendo meus textos, alimentando minha capacidade de escrever e assim, quem sabe, deixando apenas para meus textos, meus recalques. Quem me falou que sou revoltado, não me conhece, não sabe de minhas reais e plenas capacidades, não tinha qualquer direito de me julgar, mas, fez uso do direito de ter uma opinião. Seja ela certa ou errado, temos esse direito.

E, se no texto de hoje você leitor do DLQ vê um tom de revolta, lembre-se de que não há revolta e sim, uma maneira diferente, mais direta e mais sincera de ver o mundo e o que nele está. Sou assim, peço perdão, tentarei ser melhor na próxima encarnação...

Segue o bote!!!