quarta-feira, 27 de março de 2013

Demissões... Eu acredito que é só o começo!

Provavelmente, diferente da análise dos meus companheiros de blog, eu acredito que a notícia que li hoje, na internet, se tornará mais comum a medida que a crise for se manifestando de forma mais contundente. É #fato que infelizmente, vivemos com uma máscara criada pelo governo federal, desde 2002, de que o Brasil é um país economicamente forte e inatingível - no que diz respeito a crises econômicas.

Em 2008, auge da primeira etapa da crise, enquanto os E.U.A. estavam se ferrando com dívidas bancárias, escândalos financeiros e outros acontecimentos, aqui nas terras de DEUS, o governo abriu os cofres para as montadoras de veículos, construtoras e linha banca (estes com mais ênfase, mas foi aberto para diversas outras áreas da indústria e serviços). É, mais uma vez #fato que, o brasileiro que nunca teve "capacidade" muito menos "poder" de compra adorou a novidade e não perdeu tempo em sair fazendo a festa, mesmo que essa festa, seja na maioria esmagadora, feita em pelo menos 12 vezes sem juros no cartão.

O problema maior, desde 2008 até hoje é que, das bondades do governo para a indústria, quase nenhuma ou nenhuma contrapartida foi oficialmente exigida e rigidamente cobrada. A GM demitir 598 funcionários é apenas uma demonstração disso. E, muito mais curioso é perceber que isso aconteceu de fato (anunciado muito antes), justamente após o fim do tal IPI reduzido, que muitos milhares de carros fez não só a GM como tantas outras montadoras vender. É uma lógica perversa mas matemática: se vende muito carro, contrata mais gente para fazer. Se as vendas sofrem uma curva, lá se vão funcionários para rua. Sempre foi assim. E anote aí no seu caderninho, não será apenas a GM que vai demitir. Aposto!

A crise já está aí e não enxerga quem não quer ver. A inflação só está mais controlada agora porque mais uma vez, o governo resolveu agir pensando no agora e assim isentou IPI e Cofins dos produtos da cesta básica. E qual o efeito prático disso? Mídia, meu nobre leitor. Mídia. De fato os produtos devem ter um decréscimo de preço na ordem de 3 a 4% para o consumidor final, o que de fato, não representará muito no frigir dos ovos. Veja os valores: 4 reais, 8 reais e 10 reais. 4% é igual, respectivamente a: 0,16, 0,32 e 0,40 centavos de real. Isso se os fabricantes, distribuidores e varejistas fizerem suas partes e repassarem se não, assim como os empregos da GM, a promessa não vai servir de nada.

A crise não é ruim e até agora, a torneira de dinheiro do governo aberta e escancarada, tem dado certo, mas será que temos esse dinheiro infinito todo? Até quando teremos fôlego para artificializar o combate a crise?

Certamente que isso uma hora terá que acabar e para mim, as demissões na GM e outros fatores mostram que ao fôlego já está chegando num limite de estresse e que logo depois desse limite, colheremos alguns frutos não tão doces e suculentos. Ou seja, quem puder, que guarde arros, feijão e outros alimentos, pois depois da copa do mundo, talvez precisemos mais do que nunca dessas reservas.

É aguardar para ver no que dará...


Rema o bote aí!!!

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