terça-feira, 30 de abril de 2013

Absurdos que eu prefiro não acreditar

Ontem no final da tarde, depois de um lanche maravilhoso com minha amada Má, estava assistindo a televisão e como bom brasileiro que sou, estava justamente no canal em que a programação era policial. E nesse canal, uma matéria demonstrava que um órgão público determinou o fechamento por completo de uma unidade de tratamento especial que mantem um homem, hoje com 26 que, quando era de menor, matou namorado e namorada, num crime que chocou muitos.

Hoje, leio um desses sites de notícias que uma liminar mandou soltar aqueles caras que, há algum tempo, invadiram um hotel de luxo no Rio de Janeiro, com armas de grosso calibre e alto poder de fogo. Aí eu fico me perguntando algumas coisas:

1º de que adianta, qualquer governador ficar investindo em viaturas idiotas da Renault e mais, investindo em aumento de salário para os PM´s e para os PC´s, se na verdade, eles ficarão dando murro em ponta de faca. A polícia prende, os direitos humanos reclama, os advogados cumprem sua função e a justiça manda soltar.

2º acompanhe os noticiários policiais e entenda o que estou falando. Quase todos os dias tem a notícia de um que foi preso mas que, já teve passam. Muitas vezes, pelo mesmo crime. Então o F.D.P. vai, mata, é solto, mata, é solto, mata, é solto, mata é solto... Merda...

Infelizmente, o grande problema da segurança pública no brasil não tem nada, absolutamente nada a ver com os prefeitos, governadores, presidente da república. A SEGURANÇA PÚBLICA no brasil, está do jeito que está porque nossos LEGISLADORES, sim, aqueles senhores e senhoras que recebem um bom dinheiro e vivem em Brasília, não fazem nada para mudar.

Vivemos em 2013 com um código pena ultrapassado e há muito tempo desqualificado para os tipos de crimes que existem hoje. Afinal de contas, hoje, o vagabundo é o cara que trabalha e conquista suas coisas de forma honesta. E quem tem proteção dos direitos humanos, dos sociólogos entre outros, é o bandido, que claro, é sempre o coitadinho.

Coitadinho, é filho de rato que nasce pelado e corre no mato.

Bandido é bandido e dia após dia, eles estão ficando cada vez piores e cada vez mais insensíveis a qualquer sofrimento humano. Ok, uma vida não vale mais nada, certo?

Aos leitores deste espaço, eu desabafo. Sei que uma hora outra, serei eu a vítima, mas o que posso fazer? Otimismo não me adiantou mais nada e nele, não vou mais colocar minhas esperanças.

Tomara chegue o dia em que o congresso nacional, através de seus deputados federais e senadores, possa fazer realmente uma mudança que arrance de forma dura, essa sensação de impunidade, essa quase verdade de que ser bandido, é mais vantajoso que ser um trabalhador nesse país.

Rema o bote!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Meus olhos não veem, mas...


.. eu estou enxergando até no escuro. Está aí para todo mundo ver. E antes de continuar, quero deixar claro que o que escrevo hoje aqui é minha opinião sobre um assunto, que para mim é fato. Gosto muito da ideia de as pessoas poderem discordar e quero um debate franco, se possível, sobre. Aguardo comentários, mesmo que sejam me xingando...

Mas o que meus olhos não veem mas eu enxergo até no escuro é que a estrutura de 3 poderes que está escrita na nossa Constituição Federal de 88 está com as "fundações" abaladas. Para quem não se lembra, na CF/88 está escrito, determinado e sacramentado que no Brasil existem 3 poderes: executivo, legislativo e o judiciário. Os católicos e evangélicos que me perdoem mas não, no Brasil deus não é o 4º poder, somos um estado laico.

Mas, fato é que, depois de muito esperar por algo, algumas "crianças" ganharam um balde infinito de doces e mesmo com algumas diarreias, eles não largam o osso todo. O partido dos trabalhadores, que hoje em dia quase nada representa da classe que lhe deu origem, está muito afinado em diminuir os três poderes, em reduzi-los ou agrega-los em 1 só. Não é atoa que o judiciário condenou e se tudo der certo vai confirmar a condenação de diversos "compradores de legisladores", ou seja, os mensaleiros. O mensalão foi um grande alerta que mostrou a todos aqueles que veem ou não, mas que enxergam, que é muito mais fácil governar uma máquina cheia de dinheiro - é só comprar o apoio - ops, trocar, talvez.

Não distante, as prostitutas também trocam "apoio" por dinheiro e essa é uma das profissões mais antigas do planeta e esse ato interfere, no máximo, no casamento do cidadão se a casa cair.

Mas na esfera política é muito mais perigoso, até porque, o legislativo além de criar leis, deveria fiscalizar as atuações dos executivos e com isso, evitar possível abusos, tanto de poder quanto os outros. E nessa visão, quando um judiciário pune um legislativo e recebe em troca uma ameaça, a coisa não parece estar muito boa não.

O que eu não vejo mas enxergo e muito bem é que, de fato, o executivo já tem em suas mãos o legislativo. E agora, existe uma proposta de que o legislativo tenha poder de decisão sobre o judiciário. Logo, o executivo terá em mãos o legislativo e o judiciário. Para quem não concorda comigo, por favor, não é perigoso um presidente ter em suas mãos os 3 poderes?

Em outros lugares, isso até poderia receber outro nome. Quero nem pensar nisso vez que, levamos anos para que pudéssemos novamente desfrutar de uma democracia, o que de fato para mim, vem sendo diariamente confrontado pelo partido dos trabalhadores e alguns aliados. Estes demonstram querer, de todas as formas, abracar todos os poderes como as crianças abracariam um balde infinitamente cheio de doces e guloseimas.

Estamos findando 12 anos de pt na presidência da república, o Brasil não evolui enquanto nação, nossa segurança pública (obrigado Lula e Requião) é uma das piores e não só no Paraná, a saúde é um descaso (podemos até chamar de doenças públicas), e para não ampliar a discussão, nem vou comentar a educação, que ano após ano, parece mais deseducar do que educar.

Ou seja, sobre diversas óticas ou pontos de vista, 3 poderes agrupados em 1 só não parece ser uma boa coisa. 

E aí, o que pensar? Medo, muito medo...

Rema o bote!



quarta-feira, 24 de abril de 2013

RESPOSTAS

Atualizado em 25/04 - 18h30

O 1º Desafio DLQ de 2013 foi um grande sucesso. Mesmo que com um certo tom irônico, nesse primeiro desafio pude perceber que, mesmo que o e-mail não tenha chego a todos os vereadores, por algum motivo ou outro, 8 +1 (1 vereador respondeu, no tempo de gerar uma infeliz coincidência de publicarmos no blog e recebermos a primeira resposta no nosso lixo eletrônico - já filtramos para numa mais acontecer) vereadores demonstraram respeito e demonstraram sua opinião.

Segue abaixo, para os demais 29, um gráfico onde fica demonstrado o nível de respeito que os senhores e senhoras vereadores tem por uma atitude simples feita por dois homens, que antes de serem jornalistas, são cidadãos.



E, como busco respeitar tanto os que responderam quanto os leitores desse blog, coloco abaixo as respostas recebidas. Inclusive, um vereador enviou duas respostas (de mesmo teor), através de dois assessores.

Acompanhe abaixo:

CRISTIANO SANTOS

"Bom dia Eduardo e Luiz, primeiramente parabéns pelo trabalho com o blog DLQ, o qual não tinha conhecimento até o momento.

Quanto a ausência de resposta, logicamente peço desculpas, mas quero ressaltar que nunca ignoramos cidadãos, tanto os "presenciais" quanto os "onlines", faço questão, caso ache necessário, mostrar todos os e-mails respondidos, desde as solicitações aos bairros até os inúmeros currículos para trabalho. Até porque sou jornalista de formação e me preocupo em muito na respostas a perguntas.

Ontem fui felicitado com o nascimento do meu filho Davi, então estive ausente em alguns compromissos, principalmente via eletrônica, e pequei em não delegar a nenhum dos assessores o acesso ao e-mail.

Quanto ao questionamento:

Você, sr.(a.) vereador(a): É a favor da diminuição da maioridade penal?

( ) SIM, para os 16 anos
( ) SIM, para outra idade
(X) SIM, mas prefiro não pensar numa idade antes de analisar mais dados
( ) Não*

Se NÃO, por quê?

O motivo da minha resposta é simples. A maioridade penal é uma tema que não necessita apenas da minha ou sua opinião, mas sim uma pesquisa profunda perante os assuntos, que, diga-se de passagem, já deve ser conduzida por especialistas e o maior número possível de membros da sociedade.

Sobre o "placar dos ignorantes" acho uma boa demonstração de seu ponto de vista, mas também acho interessante a criação de outros tipos de placares.

Desde já agradeço a atenção quanto aos mandatos legislativos, pois sempre fui crítico quanto a participação da comunidade na câmara.

Qualquer nova demanda, nosso gabinete está à disposição.

Atenciosamente"

ALADIM

"Caro Luiz Guilherme,

Agradeço mais uma vez seu contato e o parabenizo pela inciativa de levantar este debate.
Como todo cidadão que gosta da família, dos amigos queridos, da cidade, de viver em paz, também me sinto com medo em razão do aumento da criminalidade. Já fui vítima várias vezes de assalto em meu estabelecimento comercial e a cada assalto a violência e ousadia dos criminosos é maior. 
Dia desses, um dado informado pelo ex-Procurador Geral de Justiça do Paraná Olympio de Sotto Maior, em entrevista ao Bom Dia Paraná foi esclarecedor. As estatísticas de segurança mostram que dos crimes contra a pessoa, cerca de 8% são cometidos por menores. 
Particularmente, penso que precisamos repensar o Estatuto da Criança e do Adolescente. É preciso haver um debate aberto, sem as amarras das paixões e preconceitos. Fato é que um jovem de 16 anos dos dias de hoje não tem o mesmo comportamento do jovem de 16 anos de 1940 (ano em que entrou em vigor o atual Código Penal).
Portanto, mesmo sabendo que a redução da maioridade penal não é a solução para a questão dos crimes cometido por menores, penso que deveria haver uma mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente, aumentando o tempo de internação compulsória para os jovens a partir dos 16 anos e que venham a cometer crimes graves. Além de buscarmos outros instrumentos de responsabilização dos pais deste menores, sem precisa utilizar questões de Direito Penal.
Desculpe a resposta longa, mas não acho que seja possível simplesmente assinalar uma "resposta correta" sobre este assunto, pois não é tão simples assim.
À disposição.
Um abraço"

Aladim

COLPANI

(x ) SIM, para os 16 anos

SALAMUNI

- Boa tarde, Luiz Guilherme, sou assessor do vereador Paulo Salamuni e escrevo para repassar a opinião do vereador em relação à enquete enviada ao email. De antemão, peço desculpas pela demora em respondê-lo.

O Salamuni é contra a redução da maioridade penal, pela argumentação abaixo:

"O Brasil tem uma série de problemas que precedem esta discussão. Na hierarquia das soluções, a polícia e a prisão devem vir por último, antes disso o país precisa resolver os problemas sociais geradores da criminalidade."

Boa tarde, Luiz Guilherme, sou assessor do vereador Paulo Salamuni e escrevo para repassar a opinião do vereador em relação à enquete enviada ao email. De antemão, peço desculpas pela demora em respondê-lo.

O vereador Paulo Salamuni é contrário a redução da maioridade penal, resumidamente, pelo seguinte argumento:

"A redução da maioridade penal é ineficaz, uma vez que age na consequência do problema, não na causa.  A atenção pública deve ser voltada às condições que damos à formação e ao desenvolvimento desses jovens, desta forma não será necessário agir com o poder de polícia".

João Guilherme Bernardo Frey

PIER PETRUZZIELLO

"Boa tarde senhores Luiz e Eduardo.

Conforme combinado na noite de ontem, segue a justificativa do voto do vereador Pier Petruzziello.

      "Sou a favor da redução da maioridade penal aos 16 anos, mesmo sabendo que é inconstitucional, mesmo sabendo que o adolescente precisa de educação, mesmo sabendo que é função do Estado proteger a Família.
No entanto, se adotarmos o caso pratico, percebemos nitidamente que, latrocidas, homicidas e traficantes, estão cada vez mais cedo se especializando na arte de cometer seus delitos. Precisamos nos ater nos detalhes de que, menores de 18 anos, matam a sangue frio, na certeza da impunidade. 
De fato, diminuir a maioridade penal para os 16 anos, não será a grande solução do problema, mas é fato que teremos uma real diminuição dos mais diversos tipos de crimes.
Deixo minha resposta simplificada, diante da complexidade do tema, mas acredito que devemos cada vez mais debater o assunto para que possamos encontrar soluções para este grande problema de nossa sociedade." Pier Petruzziello.

Atenciosamente,"

Osvaldo Dietrich
Gabinete Pier Petruzziello

ZÉ MARIA

"Caro amigo Luiz Guilherme

Eu sou a favor da diminuição da maioridade penal! Porque se pode, beber, fumar, votar e ser até pai, por que não ser responsável por seus atos. 

Luiz Guilherme eu não tinha como responder antes nada, nenhum questionário pois não havia recebido nada de antes. Sendo assim, não me classifique pelos outros que não responderam. Por favor me passe quantos questionarios quizer e terei prazer em responder todos." 

Abraço Ver. Zé Maria.

TONINHO DA FARMÁCIA

"Bom dia!

Sou a favor, mas prefiro não pensar numa idade antes de analisar mais dados.

Grato
Vereador Toninho da Farmácia"


TIAGO GEVERT

"Prezado Eduardo, segue resposta e posicionamento.

At.

Tiago Gevert

A pergunta feita foi a seguinte:
Você, sr.(a.) vereador(a): É a favor da diminuição da maioridade penal?

(x) SIM, para os 16 anos

( ) SIM, para outra idade

(  ) SIM, mas prefiro não pensar numa idade antes de analisar mais dados

( ) Não*

Justificativa

A evolução cultural de nossa sociedade e a facilidade de acesso a informação conduziu a uma transformação enorme no perfil dos nossos jovens. É inegável que o jovem de hoje é muito mais informado, instruido e tem sua formação acelerada. Um jovem de 16 anos de 30 ou 40 anos atrás era muito menos preparado para a vida e participava muito menos da sociedade do que um jovem de hoje. 
A sociedade não pode mais fechar os olhos para uma nova realidade e a lei deve evoluir junto com as mudanças culturais. 
A redução da maioridade penal, imputando penalmente um jovem que pode voltar, exercer sua cidadania, pode ser uma forma de atualizar a legislação.
É claro que deve-se ter o cuidado de se dar um tratamento diferenciado aos jovens infratores para que as cadeias nao se tornem escolas do crime. 
Uma sugestão seria instituições penais diferenciadas para jovens e adultos.  Um debate deve ser travado para equalizar estas questões, contudo, sou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos.

PAULO RINK (ATUALIZADO EM 25/04)

"Olá, Eduardo. Bom dia.

Primeiramente, gostaria de me desculpar em nome do vereador Paulo Rink pela demora na resposta. Quero que fique claro que respondemos todas as mensagens recebidas, tanto as que chegam via rede social quanto por e-mail. Porém, como a demanda é alta, podemos demorar um pouco na resposta. 

Respondendo a sua pergunta, o vereador é a favor da diminuição da maioridade penal para os 16 anos. 

Abaixo você encontrará meus dados. Caso eu possa ser de alguma assistência, por favor não hesite em me contatar.

Att.,"

-- 
Giovana Bonetti


Gostaria de agradecer mais uma vez a todos que responderam, mesmo que equívocos tenha acontecido. Que bom que com poucos bytes e bits, conseguimos resolver de forma muito civilizada e respeitosa esse tipo de mal entendido.

E mesmo que, com muito cuidado eu tenha novamente verificado meu lixo eletrônico, não encontrei mais nenhum equivoco de outro vereador. Que pena que ficaremos, ao que tudo indica, apenas com esses 9.

E assim, damos por encerrado mais um Desafio do DLQ. E que venha o próximo...

Rema o bote...


quinta-feira, 18 de abril de 2013

O Placar dos Ignorantes esta de volta

Diante do lançamento do primeiro Desafio DLQ de 2013 (leia mais no post abaixo), trago de volta o Placar dos Ignorantes. O que seria este "piazão"? Seria uma espécie de ranking em que relacionamos de uma maneira bem simples o respeito que os vereadores de Curitiba têm com seus eleitores.

Nestes desafios, enviamos emails (os contatos são aqueles relacionados pela própria Câmara de Vereadores em seu site) para os nossos representantes com perguntas simples (em tese) para entender um pouco mais sobre a postura de cada um deles e também o posicionamento sobre questões bastante polêmicas. Tomando o ano passado como referência, alguns respondem sempre, outros quando convém e a maioria simplesmente ignora parte do povo curitibano.

Em 2012 nossos "Desafios" renderam grandes conquistas. Se não para o mundo, para uma pessoa. E isso, para nós, já vale muito.

Acompanhem o placar logo ali na coluna da direita. Ele já começou a ser atualizado. Veja se o seu vereador te atende da maneira esperada. Boa sorte e... PACIÊNCIA.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Não sei o que pensar...

Nobres leitores, o companheiro de DLQ Geraldo Silva, escreveu na sexta-feira um texto sobre um assunto do qual eu tenho medo e não sei como pensar, até porque tenho 2 filhos e eles ainda não atingiram, nem a maioridade penal atual, menos ainda, a nova maioridade, se um dia ela for aplicável.

E #fato que, infelizmente, a idade dos que cometem crimes está baixando, até por estímulo dos mais velhos que se aproveitam da condição dos menores para auxiliar a prática dos delitos. E os menores, tanto pela sua condição quanto pelo glamour, sensação de poder e condições de aceitação nos grupos, aceitam essas práticas e ponto final.

O problema não é novo, foi inclusive retratado (medindo suas realidades) por Jorge Amando, em sua obra "Capitães da Areia". Na obra, um grupo de crianças, comete pequenos delitos como furtos entre outros. A história se passa em 1930, em Salvador - BA.

Infelizmente, os jovens e adolescentes estão ficando um pouco mais violentos do que os retratados nos livros. É impressionante como, em certa passagem, eles usando um dos moleques que é coxo para se infiltrar numa casa, causando pena nos moradores e depois, no momento certo, abrir a porta das casas para que seus amigos pudessem fazer uma limpa.

No presente, longe do romantismo do livro e das histórias dos Capitães, o que vemos é bem diferente. Crianças com 14, 15, 16 anos, com armas como revólveres e pistolas e até mesmo armas mais potentes, assaltando e barbarizando. Vale citar que estes seres humanos, talvez pela falta de perspectivas de vida ou por terem se tornado (por conta da sociedade em que vivem) mais perversos.

Mesmo assim, não sei se sou a favor dou não da diminuição da maioridade penal E para me ajudar na minha formação de opinião, vou buscar ajuda com meus representas. Primeiro na esfera municipal, enviando meu desafio aos vereadores, depois ao legislativo estadual e por fim, ao legislativo federal.

Minha ação vai mudar alguma coisa? Não, mas pelo menos eles saberão que 1, entre tantos, está realmente preocupado com isso.

As respostas que eu por ventura receba, eu coloco aqui a disposição para todos vocês.

PRIMEIRO DESAFIO LEITE QUENTE - 15/4/2013

Você, sr.(a.) vereador(a): É a favor da diminuição da maioridade penal?

( ) SIM, para os 16 anos
( ) SIM, mas prefiro não pensar numa idade antes de analisar mais dados
( ) Não*

Se não, por quê?
R: 


Rema o bote!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Instaurando a Desagradabilidade



Então tá! Cansei de ser sex (claro que é uma figura). Diria meu colega de profissão, Marcos Araújo: "Sejamos abjetos". Ainda que a contragosto, complemento.
Nesse mar de desmedidas, infindáveis e pouco produtivas discussões quanto à maioridade penal, ouzo um pitaco.  Meninos e meninas roubam, estupram e matam. Fato. Fazem isso crianças e adolescentes de quase todos os níveis sociais há algum tempo. Fato.
Meninos e meninas vivem sob as mais indignas condições. Sub-humanas mesmo. E isso ocorre desde logo depois da chegada de Cabral (me refiro ao Pedro, não ao da Zélia ou ao do Rio - o filho, no caso).  Ocorre que isso é uma realidade, apenas com os infantes das camadas inferiores da nossa pirâmide social.
Não carece, portanto, de grandes estudos sociológicos, nem antropológicos a fim de que se perceba o estrago que isso faz na suas cabeças e almas.  É mais que perceptível o ódio gerado por esse estado de coisas. Mais ainda: parcos conhecimentos estatísticos permitem observar que a violência sob a qual essas pessoas crescem se reproduz nos seus atos, logo assim que formam musculatura suficiente para exerce-la também, em vez de apenas sofrerem sob ela.
A exiguidade de tempo (tenho de fazer o almoço, buscar minha filha na escola e, logo depois da refeição, retomar meu trabalho de fechamento de notas escolares que está atrasado) me leva a ser curto e grosso.
Quando um menino pobre mata violentamente um menino rico é uma tragédia. Fato.  Ninguém quer isso pra ninguém. É um crime, sim. Há que se tomar providências quanto a isso e outras tantas coisas, sim.  Não me venham, no entanto, com a balela de que a suposta diminuição da maioridade penal acabará com isso, ou diminuirá a ocorrência de tais eventos.
Correndo o risco de bancar o filósofo do óbvio, digo:  nossas leis não são fracas, nem o endurecimento delas mudará substancialmente o estado de coisas.  Botar mais meninos pobres, violentos e criminosos na cadeia - ainda que venhamos a aprovar também a prisão perpétua ou pena de morte - não é solução.  Até pode ser se a gente admitir que quer mesmo completar o serviço que a exclusão a que os condenamos não deu conta. Nos livramos deles.  "É isso só. Tem mais não"!  Por hora.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

É... se as coisas mudam, vou mudar também

É com certo pesar que escrevo isso, mas infelizmente algumas práticas estão me conduzindo a uma mudança de pensamento e ação. Final do ano passado, comecei a pesquisar preços de óculos e lentes até porque estou ficando velho e cegueta.

O interessante é que, em qualquer ótica, um óculos custa - armação + lente - por exemplo, 150 reais. Porém, se você quiser comprar apenas a lente, ela custa 100 reais e se você quiser comprar só a armação, ela custa 150 reais. É uma conta que nunca fechará. E outra coisa que me chama atenção é que em uma ótica, uma armação aparece com um nome, em outra ótica, com outro nome. Sabemos que cópias são feitas, mas isso, parece intencional.

Pois bem, conversando com uma colega de trabalho, vimos que um site de compras tinha uma armação que eu queria a tempos disponível. E custava 5 dólares e com frete grátis. Não tive dúvidas e pedi na hora. Na pior das hipóteses, perderei 10 reais, na melhor delas, deixarei de gastar 150 reais numa armação.

Aí alguém me pergunta: porra LG, você não se preocupa com o desemprego que essa importação direta pode ocasionar?

E aí eu digo: NÃO!

Afinal de contas, tem tanta gente disposta a comprar em óticas o que eu comprei pela internet, que elas jamais vão parar de ganhar dinheiro nas costas desses "endinheirados"! Mas eu não, como tudo hoje em dia vem da china, vou comprar o máximo que eu puder de forma direta, sem os malditos atravessadores.

Acredito realmente que, da forma como está, não teremos um mercado sustentável por muito tempo. Os preços, parecem estar sendo definidos de forma quase aleatória. E isso, é triste, muito triste.

Eu fujo, o quanto eu posso...


Rema o bote!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Viva o pinhão. Nossa cultura e nossos descendentes agradecem

As vezes a gente dá uma dentro. Aliás, o Diário Leite Quente tem acertado algumas vezes nas bandeiras que levanta e temas que defende. Estamos atentos ao que acontece a nossa volta e não nos omitimos diante dos desafios que se apresentam.

Hoje tava me perguntando - e tornei público esse questionamento pelo meu twitter - o porque de ainda não ter visto pinhões sendo vendidos por aí, seja em mercados, seja na beira das estradas. Anualmente este tipo de comércio acontece livremente desde o mês de março.

Acho essa venda precipitada um ABSURDO. Para explicar a primeira frase desse post, ofereço aos senhores e senhoras um texto que escrevi em 5 de abril de 2010. Olha só: http://www.dlq.com.br/2010/04/nao-compre-pinhao.html. Naquela época já havia deixado bem claro o meu posicionamento sobre a venda antecipada do pinhão. A colheita prematura prejudica sensivelmente a produção de sementes por pinhas, diminuindo drasticamente a quantidade do produto, afetando o preço e a maturação do mesmo.

Hoje, quando perguntei sobre o sumiço do pinhão, meu mais do que antenado irmão Fernando Klisiewicz respondeu de sopetão: portaria número 078/2013 do Instituto Ambiental do Paraná. A referida portaria pode ser melhor compreendida neste LINK AQUI. É proibido vender pinhão até 15 de abril. DENUNCIE caso observe este tipo de comércio.

Meus parabéns efusivos ao IAP pela medida. Há muito eu ansiava por algo semelhante. É preciso preservar essa iguaria típica do nosso estado do Paraná, bem como essa belíssima árvore. Aliás, as Araucárias  merecem esse carinho. Cito, inclusive, o que meu pai Gilberto tem feito. Em sua horta, no quintal de sua casa, cultiva constantemente sementes da árvore para o replantio posterior. Algo pequeno diante do absurdo e constante processo de extermínio a que a espécie é submetida. Mas uma andorinha faz verão, sim senhores.

IAP... ganhastes meu respeito por essa medida, não que tê satisfaça de alguma forma por esse meu sentimento. Viva o pinhão. Viva a Araucária. Viva o meu Paraná.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Quando minha burrice se supera...

Cresci viciado em computador e cigarro. A bebida até que não me faz muita falta, mas eu gosto dela também. Mulheres, ah, a esse gosto da vida, reservo minha Márcia, e só ela já está mais do que bom. Entre os meus vícios o que eu hoje ainda alimento com maestria é o computador e tudo a ele ligado.

Por exemplo, não vou a um banco para sacar dinheiro há muito tempo. Pagar uma conta então, só pago o maldito licenciamento anual porque esse não tem como pagar em qualquer banco que não seja o maldito, ineficiente e chato, BB. Ainda bem que é 1 vez por ano e só.

Mas é fato que, a tecnologia quando não operada com a devida atenção, pode gerar alguns problemas. Eu, por exemplo, me ferrei com um simples detalhe que até agora, não consigo sequer imaginar porque é que o fiz: paguei uma fatura de agosto, no mês de fevereiro. E a de fevereiro, está, claro, constando como "em aberto" e gerando juros.

Os boletos, referentes as mensalidades da escola dos meus filhos, ficam disponíveis num sistema que, ajuda pouco mais ajuda. É um sistema confuso que disponibiliza os boletos de uma forma pouco convencional, mostrando listas em ordem decrescente, começando pelo mês de dezembro até chegar em janeiro. Porém, é justo dizer que ruim com o sistema, pior sem ele, já que antes, eu precisava esperar os boletos chegarem para realizar tão procedimento. E eles vinham pelos meus filhos.

Fato é que, na verdade, o que eu pago mensalmente, é uma "anuidade" dividida em 12 parcelas. Dessa forma, se eu paguei a parcela de agosto em março, seria apenas um detalhe. Mas não é e eu, já estou devendo mais de 11 reais de juros. Ou seja, por um erro IDIOTA, corro o risco de ser jogado para uma empresa de cobrança que vai ficar me ligando até que eu pague, o que não sei ao certo quando conseguirei fazê-lo, se não, apenas em agosto.

Dessa forma, fica o alerta para aqueles que se utilizam de sistemas: CUIDADO.

Percebam as datas, as ordens e tudo mais. Quem adianta uma parcela, paga igual, pois não há 1 centavo de desconto, mas quem paga atrasado, tem que pagar juros.

Melhor seria se eu pagasse a anuidade 1 vez por ano, mas nunca me sobrou dinheiro para isso.

Vamos ver, a escola disse que vai tentar me dar uma força, vou esperar para ver o que o "sistema" vai determinar...

Rema o bote...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma mentira que muda Leis e deixa o arrependimento de legado

É inadmissível mudar as leis de um país por causa de um evento esportivo. Um ABSURDO. Por menor ou pouco importante que seja a referida lei (aliás, se for mesmo pouco importante, nem lei deveria ser).

Vivo do jornalismo esportivo. Para profissionais como eu, cobrir uma Copa do Mundo é apontado como o auge. O ponto máximo da cobertura. Não vejo assim. Prefiro produzir uma reportagem que mude a vida de alguém do que ter o status de cobrir um mundial de futebol. Isso não quer dizer que não quero trabalhar em um campeonato como esse. Pelo contrário. Trabalharei com o mesmo profissionalismo e foco na informação e no humanismo que tenho ao cobrir um jogo entre Paraná Clube e Paranavaí, na última rodada do campeonato, quando o resultado em nada vai interferir na sequência da competição.

Mas nem por isso aceito bovinamente o que fazem com o meu país, meu estado e minha cidade por causa de uma competição esportiva que mal dura um mês.

A Lei que impede a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol é uma bobagem. Em nada diminui os índices de badernas e brigas entres torcedores no pré e pós jogos. Mas se é Lei, TEM QUE CUMPRIR. Seja pelo meu amigo Tino, que aprecia uma cervejinha vendo o seu Coxa jogar no Couto Pereira, seja pelo senhor Joseph Blatter, presidente da Fifa.

Acho que a referida Lei precisaria ser revista? Acho. Mas enquanto isso, é imoral tirar a sua validade apenas para atender aos interesses comerciais de uma entidade que se presta apenas a sugar o que o futebol tem de melhor para convertê-lo em cifras.

Tudo bem, deixa pra lá. A lei da bebida não é importante. Ok, vamos ver o que vem a seguir...

- Suspenderam a aplicação da lei do meio ingresso para que a Fifa venda os bilhetes conforme sua conveniência. Mas que palhaçada. Mais uma vez abrimos as pernas para o deleite da Fifa. Vendemos a alma. Não só dos diversos elefantes brancos que nos assombraram por anos, lembrando-nos do quão idiotas somos (povo brasileiro) ao despejar rios de dinheiro em obras sem a mínima utilidade além de 30 dias. E utilidade efetiva questionável.

O direito adquirido de várias pessoas, como estudantes, aposentados, doadores de sangue, professores e afins é jogado no lixo para atender a mais uma exigência da Fifa. Danem-se nossas Leis.

Ahhhhh, mas tem o legado da Copa distribuído por várias obras na cidade.

Rááááá. Metade não vai mais acontecer, mas teremos uma super-mega-belíssimo viaduto estaiado (que poderia ser trocado, se não legalmente com o dinheiro específico do PAC para essa obra, pelos princípios da razoabilidade e obviedade, virar uma porção de trincheiras). Teremos também uma nova avenida das Torres, com mais pistas e mais radares. Um belo paisagismo e talvez um novo muro para esconder a Vila das Torres.

Cada vez que penso, discuto ou vejo qualquer coisa relacionado à Copa já tenho uma gastura. É perda de tempo. É chover no molhado. Mas é meu dever, periodicamente, desabafar contra esses absurdos cometidos.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Estou pasmo!!!

Estou pasmo, besta, boquiaberto, assutado, impressionado...

Nos mercados que fui no sábado, véspera de páscoa, os ovos tinham acabado. Isso significa, em números absolutos que, mesmo custando em média 40% mais do que no ano passado, os consumidores pouco se importaram e fizeram mais uma páscoa feliz. Eu apostava em não ver os corredores tão vazios como pude ver no sábado, mas, mais uma vez eu estava errado.

Eu não comprei um ovo sequer. Não fiz o coelho assado mas não gastei com chocolates. Acho que o farei agora, depois do fervo da páscoa. Quem sabe eu, LG, crie a minha páscoa ou então um outro dia qualquer. E para que se tenha uma ideia, um ovo do qual escrevi aqui no DLQ.com.br que estava custando 57 reais no início do período de vendas da páscoa, no sábado, estava a venda por 64 reais num mesmo mercado. E eu vi a pessoa que pegou o ultimo na minha frente.

Se a páscoa era um evento religioso, nesse ano, nem isso eu consegui perceber. Fato é que minha esposa, sogra e alguns parentes até foram na missa/procissão, mas, no domingo, que sempre havia uma oração/reza/algo assim, nem isso. Foi servir o rango e vamo que vamo.

Como ateu que me tornei, a páscoa realmente deixa de ter sentido ano após ano, mas para os que conheço que são fervorosos, não consigo entender porque pequenas atitudes parecem ser esquecidas também, ano após ano.

Não apenas porque se tornou algo de mercado, mas por conta de toda hipocrisia que está aliada, os feriados religiosos estão se tornando exemplos de um tempo perdido. Se eles forem convertidos em simples folgas, programadas, talvez o país perca menos dinheiro, desenvolvimento ou qualquer outra coisa.

Garanto que, cobrando 40% a mais em média e dando entre 5 e 7% de aumento para seus funcionários, as empresas fabricantes de ovos de chocolate e chocolates, devem estar rindo a toa. Rindo da cara desses consumidores que em nome do senhor, gastaram uma dinherama massa...

Que cada um viva feliz em sua felicidade, se critico, não é nada pessoal. Apenas, não me calo...


Rema o bote e vamos para a ilha!