terça-feira, 9 de abril de 2013

Viva o pinhão. Nossa cultura e nossos descendentes agradecem

As vezes a gente dá uma dentro. Aliás, o Diário Leite Quente tem acertado algumas vezes nas bandeiras que levanta e temas que defende. Estamos atentos ao que acontece a nossa volta e não nos omitimos diante dos desafios que se apresentam.

Hoje tava me perguntando - e tornei público esse questionamento pelo meu twitter - o porque de ainda não ter visto pinhões sendo vendidos por aí, seja em mercados, seja na beira das estradas. Anualmente este tipo de comércio acontece livremente desde o mês de março.

Acho essa venda precipitada um ABSURDO. Para explicar a primeira frase desse post, ofereço aos senhores e senhoras um texto que escrevi em 5 de abril de 2010. Olha só: http://www.dlq.com.br/2010/04/nao-compre-pinhao.html. Naquela época já havia deixado bem claro o meu posicionamento sobre a venda antecipada do pinhão. A colheita prematura prejudica sensivelmente a produção de sementes por pinhas, diminuindo drasticamente a quantidade do produto, afetando o preço e a maturação do mesmo.

Hoje, quando perguntei sobre o sumiço do pinhão, meu mais do que antenado irmão Fernando Klisiewicz respondeu de sopetão: portaria número 078/2013 do Instituto Ambiental do Paraná. A referida portaria pode ser melhor compreendida neste LINK AQUI. É proibido vender pinhão até 15 de abril. DENUNCIE caso observe este tipo de comércio.

Meus parabéns efusivos ao IAP pela medida. Há muito eu ansiava por algo semelhante. É preciso preservar essa iguaria típica do nosso estado do Paraná, bem como essa belíssima árvore. Aliás, as Araucárias  merecem esse carinho. Cito, inclusive, o que meu pai Gilberto tem feito. Em sua horta, no quintal de sua casa, cultiva constantemente sementes da árvore para o replantio posterior. Algo pequeno diante do absurdo e constante processo de extermínio a que a espécie é submetida. Mas uma andorinha faz verão, sim senhores.

IAP... ganhastes meu respeito por essa medida, não que tê satisfaça de alguma forma por esse meu sentimento. Viva o pinhão. Viva a Araucária. Viva o meu Paraná.

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