segunda-feira, 27 de maio de 2013

Resposta à polêmica dos novos lacres codificados

Assim como meu companheiro LG, adoro quando alguém se revolta contra algo que escrevemos. Se mais gente fizessem o mesmo, o debate sobre questões importantes seria mais frequente. A seguir postarei o comentário de um leitor (infelizmente não sei que ele é e de onde veio), mas se chama Pedro Afonso Steinfield . Ele não curtiu muito o que escrevemos sobre os novos lacres. É da vida e da liberdade de expressão.

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Li até o final e realmente fiquei muito revoltado, mas revoltaro COM QUEM ESCREVEU ESTES ABSURDOS ACIMA!!

Primeiramente, existe uma RESOLUÇÃO FEDERAL que detalha que o lacre tem que ser rastreável e que todos os estados precisam cumprir o que nela diz. Acontece que hoje em dia quase nenhum estado cumpriu, o Paraná, POR ORGULHO QUE DEVERIA SER NOSSO, é um dos primeiros a cumprir o que já deveria ter sido cumprido!!

Hoje, um par de placas é prostituído a um despachante por 40 a 60 reais, como vocês mesmo comentaram, acontece que o despachante (PROÍBIDO POR LEI!!), repassa ao seu cliente ao mesmo preço de 80 a 120 reais que o fabricante cobra do seu cliente. Ou seja, é justo que o despachante, que NÃO PODE TER LUCRO COM PLACAS, CONFORME LEI, lucre de 40 a 80 reais, SEM EMITIR NOTA FISCAL pela venda de placas e sem fazer nada, produção e funcionários. 

Hoje, uma placa IDENTIFICADORA de veículo, sendo vendida por 40,00 senhores, afirmo que não cobrem nem os custos, se formos contar todo o processo de fabricação, funcionários, NF´s(sobre todas as vendas), etc.

Então senhores, acredito que antes de saírem espalhando barbaridades, sem antes se inteirar dos assuntos explicitados ou somente por externarem opiniões de amigos contrários a estas atitudes, estão cometendo um grande erro, até por serem formadores de opinião.

A livre expressão é direito, agora isto não é a mesma coisa que, com tanta veemência e sem entendimento, falar inverdades!!

Sobre a sua pergunta??? Eu respondo, acho que temos cara de otários sim, por ter lido isso até o final!!

Talvez seja por isso que fui o único a comentar aqui...devo ter sido o único otário!         

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Que coisa né? E o debate segue correndo nos comentários do texto original. Se quiser participar da festa, seja bem vindo também.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

TEMOS CARA DE OTÁRIO? Não precisa responder...


Tem um assunto bem polêmico em pauta essa semana. O governo do Paraná vai mudar o processo de emplacamento em todo o estado, incluindo um novo e inútil lacre. Um amigo do blog, o jornalista e executivo de futebol Sandro Rasbold, preparou um rico relatório explicando passo a passo o que vai acontecer. Você DEVE ler. Acompanhe e entenda:


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Como funciona:

Atualmente o solicitante (proprietário/condutor ou despachante) se desloca até um fabricante para confeccionar as placas de seu veículo, todas as placas confeccionadas por todos os fabricantes do estado ficam registradas junto ao sistema do DETRAN-PR.

Existem dois meios de registrar a confecção de placas pelo fabricante dentro do sistema CELEPAR, o primeiro é o registro, de solicitação de confecção de placas, para veículos novos (1°emplacamento) ou mudança de município e o segundo é a autorização, de confecção de placas, para substituição de placas danificadas, inelegíveis, extraviadas e etc.

No primeiro caso o fabricante apenas deve conferir os dados e anexar uma cópia do documento do veículo. No segundo caso além do documento do veículo, o fabricante deve anexar cópia de documento oficial com foto contendo os dados do RG e CPF do solicitante além do decalque do chassi do veículo com a assinatura do solicitante junto ao processo. Em todos os procedimentos os dados ficam armazenados dentro do sistema do DETRAN-PR de forma online e devendo o fabricante prestar contas mensais de todas as suas operações sobre os processos que são remetidos para o DETRAN-PR.

Preços:
O mercado regula os valores (oferta/demanda), assim o solicitante pode escolher o fabricante que melhor lhe convier. Os valores praticados para a confecção de um par de placas em alumínio (o material mais comum) atualmente em Curitiba são:

Par de Placas em Alumínio
  • Particulares: R$ 80,00 / R$ 120,00
  • Despachantes: R$ 40,00 / R$ 60,00
Par de Tarjetas
  • Particular: R$ 30,00 / R$ 50,00
  • Despachantes: R$ 16,00/ R$ 25,00
Forma de pagamento:
De acordo com as regras do livre mercado, o solicitante pode escolher realizar o pagamento com:
  • Dinheiro
  • Cheque (alguns fabricantes ainda aceitam)
  • Cartões de débito
  • Cartões de crédito (podendo parcelar sua compra)
No caso dos despachantes o pagamento pode até ser mensal.

Lacre:
O grande vilão da história, sob a alegação de evitar ou diminuir a clonagem de veículos a AFAPLACAS em convênio com o DETRAN/PR, através de portaria (secreta?), pretende lançar o lacre codificado que será atrelado ao documento do veículo, sendo assim quando a autoridade policial abordasse o veículo com lacre codificado, uma conferência no sistema poderia dizer se o lacre verificado corresponde ao veículo em questão. Uma verificação de chassi, numeração dos vidros entre outros identificadores que o veículo já possui então não passaram a servir de nada. Afinal o lacre codificado veio para acabar com a clonagem.

Do custo:
O lacre utilizado atualmente tem um custo por peça de R$ 0,25 (vinte e cinto centavos) e seu custo final não é repassado, sendo absorvido pelo fabricante. O lacre codificado terá um custo por peça de R$0,84 (oitenta e quadro centavos) e seu custo final chegando a R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos) que será repassado para o solicitante.

Biometria:
Com a parceria estabelecida, por portaria, entre DETRAN-PR / AFAPLACAS todos os procedimentos realizados pelos fabricantes de placas do estado deverão conter o registro biométrico do lacrador e do solicitante, no procedimento do solicitante particular me parece não haver problemas, já que segundo a AFAPLACAS este procedimento irá acrescentar apenas um minuto a mais no tempo de atendimento. Mas no caso do despachante que faz um pedido de 100 pares de placas, provavelmente o tempo no atendimento será acrescido em quase duas horas.

Do sistema CELEPAR:
O sistema atua sofrerá mudanças para atender as novas exigências como, por exemplo, o procedimento biométrico e emissão de boleto bancário (?). Uma empresa terceirizada especializada (GTO) foi contratada pela AFAPLACAS para trabalhar juntamente com a CELEPAR dentro do sistema de ligação entre FABRICANTE e DETRAN-PR.

Como irá a funcionar:
Seguem praticamente os mesmos procedimentos, mas a partir do dia 1° de junho os solicitantes de placas deverão realizar o procedimento biométrico para a liberação do lacre codificado (particulares e despachantes). O sistema de informações controlado pela CELEPAR passará a contar com o gerenciamento da GTO empresa terceirizada (compartilhamento de informações do estado com empresa privada).

Dos Preços:
Deixará de existir o livre comércio e a concorrência entre as empresas, sendo estabelecido um valor universal mínimo para todos os fabricantes de placas.

Par de Placas em Alumínio
  • Particulares e despachante: R$ 133,00
Par de Tarjetas
  • Particulares e Despachantes: R$ 111,00
Forma de Pagamento:
Boleto bancário à vista.
OBS: Cada procedimento gera um boleto, no caso do despachante que faz um pedido de 100 pares de placas, será gerada a mesma quantidade de boletos.

Dos novos custos:
Cada procedimento de pedido de placas irá gerar um boleto e estarão embutidos os seguintes custos, incluindo de uma taxa que atualmente não existe por um serviço que o DETRAN-PR não presta (que provavelmente não serão descriminados) para o contribuinte.

Com o boleto pago (EM DINHEIRO,) os valores são direcionados para a conta da AFAPLACAS, que após alguns dias repassará os valores das taxas para o DETRAN-PR e valor descontado para o fabricante emissor do boleto, que ainda deverá recolher os encargos e impostos sobre o valor retornado.

Par Placar em Alumínio:
  • Valor total do boleto: R$ 133,00
  • Taxa do DETRAN-PR: R$ 16,95
  • Valor do Lacre (retido pela AFAPLACAS): R$ 4,50
  • Boleto bancário R$ 2,50
Par de Tarjetas:
  • Valor total do boleto: R$ 111,00
  • Taxa do DETRAN-PR: R$ 16,95
  • Valor do Lacre (retido pela AFAPLACAS): R$ 4,50
  • Boleto bancário R$ 2,50
  • Taxa de vistoria do veículo (retorna para o fabricante): R$ 35,00
 AFAPLACAS
Os novos custos e procedimentos foram apresentados pela AFAPLACAS com a presença de funcionários do DETRAN-PR a todos os fabricantes de placas em reunião no dia 15 de maio de 2013 em espaço cedido nas dependências da secretaria estadual do esporte.

Transcrição de alguns trechos da reunião.

Juarez Borges – Presidente AFAPLACAS
“O DETRAN- PR tem uma taxa de vistoria, mas não cobra taxa de vistoria, mas nós fabricantes vamos cobrar este valor, equivalente a taxa de vistoria do DETRAN-PR, esta taxa vai estar no boleto, então nós não falamos de preços ainda, mas já temos o valor da taxa do DETRAN-PR, já temos o valor do lacre nosso (sic) que nós vamos cobrar deles e o valor da vistoria que nós vamos cobrar deles”.

“Se os despachantes estão sabendo da conversa? Veja a informação que nós temos, é que o Cícero (Cícero Silva Coordenador COOVE DETRAN-PR) foi numa reunião em Foz do Iguaçu dia 4 agora (4 de maio) e passou alguma coisa. Claro que ele não passou como iria ser a pedido da associação, por que eu acho que os primeiros a saber temos que ser nós, como vai funcionar temos que ser nós, isto está em convenio e vai ser normativado (sic) eu to dizendo isto ai, vai ser bom se funcionar, vamos ver se funciona”.

“Eu não quero falar de valores agora, por que primeiro temos que esgotar toda esta como fazer o como fazer, depois a gente vai brigar por preço”.

“Vamos aproveitar que o DETRAN-PR esta aqui e aproveitar todas estas chances que a gente tem as nossas duvidas, depois vamos brigar por preço a minha pedida era, que o dinheiro vem no nosso bolso”.

“Gente eu consegui alimentar esta vontade de querer mais”?

“Vou passar a palavra para o Álvaro para começar a discutir preço”.

“Gente dia 1° começa”.

“Se nós não fizermos isto no dia 1° nós não faremos mais”.

“Daí ele (DETRAN) vai escolher um fabricante e tchau e benção isto não é uma ameaça isto já pode estar acontecendo”.

“Não soltamos antes para vocês por que muito se falou muita discussão e principalmente nossos parceiros despachantes entenderam muitas coisas erradas apesar do Cícero já ter falado, eu volto a repetir não queremos tirar ninguém da jogada só muda a forma de se fazer”.

“Eu sugiro o seguinte, nós temos quinze dias para cobrar do despachante para fazer caixa”.

Álvaro – Gerente Executivo AFAPLACAS

“Não se assustem por que vão ganhar muito dinheiro, porque não é verdade, vocês vão ganhar muita responsabilidade e o dinheiro paga a responsabilidade”.

“Existe uma Lei Federal que diz que, um determinado bem de serviço tem um custo mínimo, que eles chamam de exequibilidade, como a lei não nos permite entrar no mérito de preço final, nos vamos aqui falar de exequibilidade, ou seja, qualquer preço que nós chegarmos abaixo disto, que nós estamos falando aqui agora é um valor inexequível passível de fiscalização da Receita Estadual, Receita Federal, INSS, FGTS ok”.

“O que eu vou mostrar pra vocês agora é o mínimo que vocês vão ter que cobrar.”

“Na minha cabeça um par de placas deveria ser vendido no ano que vem (2014) por R$ 300,00, não achem muito por que não é”.

“Exequibilidade não prevê lucro se você tiver que fazer um investimento a exequibilidade não prevê, então vamos falar de exequibilidade, eu incluí duas tabelas de preço, tabela de custo preço 1 e tabela de custo preço 2, a tabela custo 1 prevê as taxas externas. A taxa do DETRAN-PR, segundo o preço do lacre R$ 4,50, terceiro banco R$2,50 o custo do boleto. OK. Não estamos cobrando o boleto, estamos fazendo a composição de custos. Então nós temos querendo ou não um custo que deixam de receber de R$ 23,95”.

“Somando os dois preços o custo 1 e o custo 2 que são aqueles variáveis, somando os dois nós teríamos um custo de um par de placas em alumínio de R$ 65,18. Existe mais um item que é o serviço de lacrar, que tem a taxa de R$ 16,95 e a vistoria R$ 34,97 aprovados pela Lei, quando vocês cobram isto vocês não estão cobrando o que o próprio DETRAN que é um órgão que não visa lucro cobra”.

“O que eu estou colocando para vocês é, estou tentando definir o preço pelo qual abaixo vocês não devem vender vocês estão se prejudicando gente, então vamos lá, mais o custo 1 mais o custo 2 mais os serviços chegam ao total no alumínio o par a R$ 156,65”.

“Quando nós falamos no lacre, o que tem neste lacre, o que está embutido aí, o próprio lacre, a despesa do sedex, o sistema de rastreio, três cursos ano de vistoriador lacrador, a locação do QR Code e biometria, o decalque e a etiqueta, tá tudo ai, ele custa no total R$ 4,50 para sócio e R$ 5,50 para não sócio”.

“A outra noticia é que estamos tratando com o DETRAN para que nenhum boleto saia abaixo do valor da exequibilidade”.

“Estamos falando do Aço par R$ 135,08, Alumínio par em R$ 133,62, Aço moto R$ 118,63, Alumínio moto R$ 118,34, só tarjetas R$ 113,24, a tarja (sic) subentende a vistoria a lacração”.


E o problema não é só no Paraná. Clique AQUI e AQUI e veja a aflição de outros estados.

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por Luiz Guilherme Gaertner

O título lá em cim está em caixa alta porque realmente estou gritando. Gritando de raiva e gritando de desespero. Não é de hoje que os governos, principalmente deste estado do Paraná, utilizam-se do poder por nós, eleitores, instituído a eles para que os mesmos nos FODAM FERREM. E mais uma vez isto está acontecendo.

Tens ideia do que está rolando? Não?

Veja: você sabe o que é essa imagem abaixo?



Não é obrigação sua saber, mas você verá isso em seu carro. No lacre da placa traseira do seu carro, mais precisamente. Essa imagem é um código de barras em duas dimensões, diferente do código de barras que encontramos em embalagens de leite, biscoito e qualquer outro produto hoje em dia.

Nesse código aqui mostrado no blog, é possível colocar muitos caracteres (numeros, letras, numeros e letras...) enfim, dá um conferis e conheça mais... QR Code (o que é e como é)

É algo simples que muitos sites na internet se oferecem para fazê-lo de graça. Você pode criar o seu e qualquer smartphone xinfrim hoje consegue ler esse código. Repito: qualquer smartphone xinfrim consegue ler este código.

Tem um iphone? Baixe e veja do que estou falando. Tem um Android??? Clique e instale um leitor e veja o que diz no código acima: APLICATIVO ANDROID

É mais uma ferramenta, que ainda não pegou muito, mas existe.

Pois bem, o governo do Estado do Paraná, na figura do lider do poder executivo, o sr. Governador Beto Richa, determinou que a partir de 1º de junho de 2013, todos os lacres das placas de qualquer automóvel passe a ter um código de autenticação, estampado no QR Code. Simples.

Mas, você não receberá esse lacre em casa. Você terá que pagar por ele. E pagará caro, muitooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo caro. Vamos aos números, justificativas e demais fatos relevantes:

Segundo texto de divulgação, o lacre hoje tem um custo de 0,25 centavos. O novo, codificado, vai custar 0,84 e chegará ao usuário final, ou seja, eu e você que temos um carro, moto ou o que o valha, custando, na tabela que será criada, 4,50 R$. Em qualquer lugar que você for, custará exatamente o mesmo preço. (a livre concorrência foi pro inferno!)

Mas, digamos que você pegou seu carro zero KM. Certo?

Aí, as coisas ficam ainda mais caras. As placas que hoje variam entre 80 e 120 reais, o despachante que custa entre 40 e 60, a tarjeta que custa entre 30 e 50 e o despachante para a tarjeta que custa entre 16 e 25, passarão a custar:

Par de placas: 133 reais
Par de tarjetas: 111 reais.

Detalhe: agora, tem  que ser no dinheiro, não serão aceitos mais cartões.

Enfim, esse é um resumo do que vai mudar. Não é uma ideia, é um fato.

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por Eduardo Luiz Klisiewicz

Pois é... o dobro.

E para que? Para porcaria nenhuma.

O blá blá blá da segurança anti clonagem não convence. Neste momento cabe a pergunta. Quando é que alguém que nos lê foi parado por um policial rodoviário ou coisa que o valha, e teve o lacre vistoriado? tá... pensem bem. Deixem o pensamento malicioso de lado, se solte e diga sem medo: Já vistoriaram meu lacre.

Não, não vistoriaram não. Tua segurança anti clonagem tá no número do chassi nos vidros, no próprio, e no motor. Existe uma série de maneiras de garantir que um carro é seu de verdade. Não precisamos ter que pagar mais caro, BEM MAIS CARO, por isso. E para atender a que interesses? alguém vai sair ganhando com isso.

Diariamente me espanto com a falta de foco de nossos governantes. Os seus esforços - tá, reconheço que as vezes eles se esforçam - muitas vezes vão para projetos e objetivos que não buscam realmente o bem comum.

Agora... perguntar não ofende. E porque raios foram mexer nessa história das placas? O número de clonagens aumentou?

Ou não seria o número de emplacamentos que diminuiu, com a consequente perda de arrecadação?

O tarifaço do Detran teria algo a ver com isso?

Podia listar um outro tanto de questionamentos aqui, mas esperava que essa atitude partisse dos nossos representantes. Quem sabe um dia. Hoje não, já que esse absurdo (como foi o tarifaço) teve aceitação da maioria dos nossos companheiros deputados.

Sobre a pergunta lá do título... bom, não precisa responder.




quarta-feira, 22 de maio de 2013

Perguntar não ofende!

Porque não utilizar os vidros traseiros dos ônibus - ou mesmo outros espaços dentro dos coletivos - para publicidade? Assim seria possível capitalizar recursos que ajudariam na redução da tarifa.

Se existir algo legal  que impeça isso, que se derrubem essa besteira.

Passaram dos limites e o bicho vai pegar!

Até onde vai o oportunismo das pessoas né? Diariamente me surpreendo com isso (tá, sou ingênuo mesmo).

Ontem estava acessando a internet de um computador e minha mulher de outro (sim, somos ícones da nova classe média). Eis que senão quando ela me indaga:

- Amor, coisa mais linda do mundo, minha razão de viver, ser abençoado por Deus e que me faz tanto feliz (não exagerei nem um pouco)! O que é isso?
- O que, pequena?
- Que você curtiu no facebook?
- Mas não curti nada.
- Aqui ó:


- Que merda é essa? (pensei)

Pois então. Por alguma razão (não faço a menor ideia qual. Provavelmente alguma promoção ou sei la o que) curti a página do Acesso Zero um belo dia. E jamais curti novamente. Aliás, não curto mais a ideia em si há muito tempo (já que as tais compras coletivas, em grande parte das vezes,  viraram outro antro de oportunista). Então porque diabos estão usando minha imagem como divulgador do referido site?

É malandragem demais.

Sei que provavelmente aceitei que isso fosse legalmente possível ao clicar em um 'OK' qualquer na hora do cadastro e ignorar as letras miúdas e termos de blá blá blá. Mas quem lê?

As empresas se aproveitam da credibilidade das pessoas como eu (Rááááá) para vender seus produtos e ganhar, sim senhores, ganhar dinheiro. E não sobra um tutuzinho pra mim.

O mais grave de toda essa história é a seguinte (e pouca gente deve ter percebido). Quem me conhece sabe que eu tenho um ÓDIO FENOMENAL e INDESCRITÍVEL por azeitonas. Em que mundo fantasioso e surreal eu curtiria algo que tem azeitona em sua receita?

Xinga minha mãe, mas não relacione meu nome a qualquer coisa ligada com azeitonas

Mundo sem vergonha.


ps: Minha arma contra esse absurdo, evidentemente, é 'descurtir' a referida página. Fazer o que. Pelo menos até a próxima super-promoção. Afinal... ninguém resiste a um descontão né?

quinta-feira, 16 de maio de 2013

DESCOBERTA ==> EU SOU UM DEFICIENTE SOCIAL

Talvez não seja bem isso, mas hoje no ônibus enquanto me deslocava ao trabalho, pude perceber o quanto deficiente eu sou no que diz questão ao meu convívio social. Tenho hoje 35 anos, em breve farei 36 anos e durante esse tempo de vida, aprendi muitas coisas que, delas, algumas eu guardo até hoje, outras eu coloco em prática todos os dias e algumas outras que quero e aos poucos vou apagando de minha memória.

Mas, antes de continuar, vou colocar a definição da palavra deficiente, de dois dicionários diferentes:

1. www.dicio.com.br

Significado de Deficiente

adj. e s.m. e s.f. Insuficiente, insatisfatório; medíocre.
Psicologia Diz-se de uma pessoa que tem diminuídas as faculdades físicas ou intelectuais.

2. www.michaelis.com.br

deficiente 
de.fi.ci.en.te 
adj m+f (lat deficiente) 1 Que tem deficiência, falho, imperfeito, incompleto. 2 Escasso. 3 Mat Diz-se do número cujas partes alíquotas dão, depois de somadas, um total menor que esse número.

Neste contexto, eu realmente me sinto deficiente. Afinal de contas, existem certas coisas básicas que hoje em dia, perderam completamente o valor que no futuro nos farão muita falta, aliás, já fazem...

Vamos aos fatos que me tornam deficiente social (alguns, são muitos)...

- eu separo meu lixo (em casa, no trabalho, em qualquer lugar) [não sou obrigado, faço porque quero];
- eu uso o transporte público [não sou obrigado, faço porque quero], (não uso banco de deficientes, não desrespeito as pessoas e quase sempre, levanto e dou meu lugar para pessoas nem tão idosas);
- eu digo bom dia para as pessoas nas ruas, mesmo para aquelas que eu não conheço;
- quando estou dirigindo, eu sinalizo quando vou trocar de faixas, mantenho os faróis do carro sempre regulados, luzes funcionando, não costuro entre as faixas e sempre que possível, deixo os pedestres atravessarem;
- eu amo muito minha Márcia e a ela, sou além de fiel, muito apaixonado.

Enfim, essa deficiência social tem me causado alguns problemas de aceitação social. Mas eu não vou mais me importar com isso, pois, para ser feliz, preciso apenas me sentir feliz. Quero muito que todos vivam suas vidas intensamente, mesmo que para isso, não precisem ser como eu - deficientes sociais.

Quero muito essa felicidade para todos, seja para os que tem deus no coração, para os que jogam lixo no chão, para os que xingam no trânsito, para os que se sentam em bancos preferenciais e ficam olhando para fora como quem tem medo de encarar a realidade, seja também para aqueles que acham que "furar tubo" é um favor para a sociedade.

Cada um, carrega os recalques que bem entende. Eu, faço simplesmente a minha parte e tento difundir novas ideias, mas sei que do mundo, sou apenas 0,0000000004% ou seja, nada. 

Quando me ver na rua, pode até me chamar de deficiente, pois é isso mesmo que eu sou!


Rema o bote!

terça-feira, 14 de maio de 2013

O problema do Brasil, é o Brasileiro...

Infelizmente, essa frase ganha mais sentido dia após dia. Agora, ganhou um pouco mais de sentido num projeto que está tramitando na Câmara Municipal de Curitiba, de autoria do vereador Rogério Campos (PSC). No projeto, ele prevê que sejam criados ônibus especiais para o transporte de mulheres. A piada maior nem é a criação, que até acredito ser bastante interessante, mas segundo divulgado pela imprensa, esse novo ônibus seria uma forma de proteger as mulheres de eventuais abusos.

Ora, sr. vereador, nada garante que eventuais abusos sejam cometidos fora dos ônibus. Talvez até seja um ponto de começo, mas como a frase no título desse blog diz, o problema do brasil está cada vez mais sendo os brasileiros.

Eventuais abusos não são aceitáveis em qualquer lugar, seja no ônibus, num elevador, num ambiente de trabalho qualquer e até mesmo, numa igreja qualquer!

E para se garantir a segurança das mulheres é preciso, antes de um ônibus cor de rosa, que tenhamos uma polícia preparada para dar atenção as mulheres (comuns são os relatos que ouço dentro dos próprios ônibus que eu utilizado, de mulheres que são abusadas e/ou violentadas dentro de casa mesmo e que os policiais numa delegacia, ao invés de prestar apoio, dão risada), é preciso um sistema prisional que funcione e que faça com que infratores que comentam eventuais abusos seja prontamente punidos e quem sabe até banidos da vida em sociedade, é preciso leis e também relacionado as leis, é preciso um judiciário com pulso firme (este ultimo me parece o mais próximo que temos).

Antes de destinar 20% do transporte coletivo para o uso exclusivo feminino, acredito que seria muito melhor que a Câmara e a Prefeitura, trabalhassem com campanhas efetivas de respeito por si só. Tipo uma campanha em que todos fossem incitados a respeitar o próximo pelo simples fato de que sem respeito, nada funciona.

Por exemplo, vamos lá:

Temos o sistema de transporte, segunda os governantes, mais eficiente e mais copiado do mundo. E o mais fácil de furar. Ontem, por exemplo, no ônibus em que eu estava, entraram 8, isso mesmo, 8 adultos entre 16 e 19 anos (aparentemente). Detalhes, no papo, eles tinham acabado de sair de um emprego/estágio e furaram o tubo simplesmente para "ferrar o sistema".

Na sexta-feira, 3 mulheres, adultas, furaram o tubo da Eufrásio Correia, com salto alto e tudo mais. E pior, ainda ficaram tirando sarro dos que pagam.

Não precisamos rodar muito para vermos carros oficiais da prefeitura municipal, como esses dias, avançando o sinal vermelho e parando em locais proibidos.

O que eu quero com esses relatos?

É justamente mostrar que pintar ônibus e torná-los exclusivos femininos não adiantará de nada, se assim como tantas outras leis, não houver qualquer tipo de fiscalização efetiva e não pontual.

A estrutura social, seja ela em Curitiba ou no Paraná está em vias de falência. Não há respeito pelo próximo e não raro, essa falta de respeito começa de evangélicos (aqueles que não aceitam os diferentes), dos católicos, dos mórmons ou seja, justamente de pessoas que aprendem e pregam o respeito.

E se assim está, imagine se apenas um ônibus especial vai proteger as mulheres de "eventuais abusos". Infelizmente, com a falta de respeito que há, esses "eventuais abusos" apenas ganharão outros lugares e outras formar.

Rogério Campos (PSC), linda sua atitude, mas onde você quer chegar com isso?

Por favor, além de criar o ônibus cor de rosa, crie também um mecanismo que efetivamente faça com que as leis que já existem sejam cumpridas? Quem sabe, fica a dica, uma guarda municipal feminina descaracterizada presente em 20% do ônibus simultaneamente todos os dias?

Fica a dica, heim...

Rema o bote!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Será que é a solução?

Mais uma vez, escrevo aqui com uma sugestão de pauta enviada por um leitor - obrigado Beneth - que além de companheiro de curso universitário (o qual ainda não sei se desisti ou não), tornou-se um amigo. E a pauta, diz respeito a crack (não aquele de algum esporte, mas sim, da droga), aos usuários dessa droga, a família desses usuários e claro, muito mais respeito ao governo que gerencia e brinca com a vida de ambos, o crack, o usuário e suas famílias.

É fato que, o governo, está cagando para as pessoas e o que delas possa retornar, a não ser o voto em época de eleições. Nossos governantes, independentemente de partidos políticos ou ideologias, ideais e fé, só estão interessados nos benefícios (se assim posso chamar) de se tornar um governante. Nada importa mais do que o poder de governar: filas nos hospitais, mortes no trânsito, crianças sem creches e escolas, falta de segurança pública ou qualquer outra coisa. O interesse é e sempre foi no poder. E aí, quando eu penso no que eu faria, se for na lógica deles, nada seria diferente.

Afinal de contas, que é que votaria num prefeito ou em um governador que não precisasse prometer arrumar a saúde? Imagine se um candidato não precisasse prometer arrumar a segurança pública porque os índices de criminalidade fossem pequenos?

Não, né... Eles prometem, a democracia acredita e todos vivem felizes para sempre. Para sempre ou até que alguma coisa aconteça: quando morre um parente numa fila de hospital, ou um assalto ao sobrado de um parente ou amigo... Aí, todo mundo cobra justiça, cobra os governantes e no final, percebemos que não há muito o que fazer.

Pois bem, na minha opinião, para ampliar esse estado de "dependência", em que os governantes precisam do "meu" voto, mas no momento seguinte eles me "ferram", eles criam mecanismos que fazem uma grande inversão de valores. Simplesmente, quem mais sobre, acaba aceitando.

Não sei se é bem isso, mas é fato que ao ler esta notícia aqui, eu fiquei sem conseguir formular uma opinião e para isso, peço ajuda dos leitores. É valido isso? Serve para alguma coisa?

Doar 1.350 reais para as famílias pagaram o tratamento de um dependente químico, ou drogadito ou viciado mesmo, é válido? A pergunta que nunca cala em minha cabeça: o que leva uma pessoa usar drogas e ainda mais, usar drogas fortes e altamente viciantes?

E porque esse benefício está, aos que indica o texto, disponível apenas para os usuários do crack?

Quantos pais, filhos e netos de família tem problemas com o tabaco, com o álcool, com remédios e não tem acesso e direito a um tratamento digno? Ou ainda, quantos usuários de outras drogas não tem esse direito? E ainda, será que pagar uma clínica é um ponto positivo, levando em contas o poder destrutivo do crack, em específico?

Isso me parece aquele pai, que surra o filho dia sim, dia não, mas que depois da surra sem motivo aparente e justificável, entrega um pacote de doces para o pimpolho. Que efeito essa distribuição de dinheiro, assim como o docinho que o pai dá, vai ter no ritmo social que vivemos hoje em dia?

Provavelmente uma boa iniciativa, mas, e o combate aos traficantes que a polícia insiste em prender (algumas vezes sabemos que não) e a justiça insistem em mandar soltar? E o restante dos crimes todos associados ao tráfico (roubo de carros, assaltos a residência, explosões de caixas eletrônicos), e isso tudo, será combatido com a mesma bondade que dar 1.350 reais à família do dependente químico?

Pensando assim, me parece uma medida paliativo-demagógica e aí, tão vazia quanto um copo descartável não reutilizado num lixão municipal (que a prefeitura de Curitiba insiste em chamar de usina).

Menos mal saber que esse dinheiro só poderá ser utilizado numa clínica específica para o tratamento específico e apenas isso. Muito mais mal é que eu, infelizmente já presenciei esse tipo de clinica e já pude conhecer métodos de tratamento. E eles, infelizmente, não levam em consideração o trabalho diário de sol a sol - um desintoxicação natural e sim, uma troca de drogas.

Tira-se uma droga ilícita e coloca no lugar uma muleta, que na verdade é uma droga lícita, vendida nas zilhões de farmácias Brasil afora.

Então, estou em dúvida, horas sou a favor, horas sou contra.

Dudu, me ajuda, Beneth, me ajuda, leitores, me ajudem. Vou buscar conhecer mais antes de achar uma boa ou uma má atitude do governo.

Rema o bote!!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Abra sua mente, mas não me leve em consideração...

Hoje o dia começou bom, muito bom para falar a verdade. Na hora em que eu estava tomando meu cafezinho diário, feito pela Cláudia, um colega já me veio com uma pergunta que ele sabia que não gostaria da resposta, a qual, óbvio, não poupei de responder para ele.

Conceitos básicos ultrapassados, velhos e que nada deveriam representar mais, mas que as pessoas hoje em  dia, com seu direito de pesquisar no google.com e de comentar, tomam para si como verdades mais que universais.

Exemplos não faltam, mas não vou citá-los aqui para não me incomodar mais.

A minha sugestão é simples: leia muito mais.

Busque na literatura existente informações mais concretas e menos comentadas. Leia um livro sobre Albert Einstein antes de comentar sobre a teoria da relatividade ou qualquer outra coisa que ele tenha escrito, pensado, dito.

Antes de acreditar no aquecimento global, se permita saber que existem outras teorias, tanto menos quanto mais conspiratórias sobre o assunto e muitas delas, são realmente balelas e outras, são realmente muito embasadas. Não acredite no que o google.com diz, não porque ele está mentindo, mas as pessoas que alimentam ele podem sim, estar mentindo. Ou apenas, sem maldade, estão dizendo a verdade deles. E ela pode não representar a verdade da maioria.

Então, para que você não se torne um hipócrita que adora comentar na internet, leia muitooooo mais. Estudo, pesquise, torne-se um autodidata, mas use para isso, uma literatura mais virgem do que os mecanismos de busca na internet. Aliás, não tome a internet como uma ferramenta de informação, pois até nos artigos mais respeitados, existem comentários e besteiras escritas.

Eu sempre convido os leitores a comentar no blog e muitas vezes fico surpreso que poucos participam. Mas hoje, percebo que até o silêncio dos leitores pode ser muito positivo. Afinal, a internet banalizou a capacidade das pessoas emitirem suas opiniões. Não é difícil perceber que até quem nunca soube de nada, pode de uma hora para outra, opinar sobre os pinguins ou sobre o Silas Malafaia. Muitos, nunca pensaram no assunto, mas são contra o aborto e acham que os homossexuais vão destruir as famílias. Besteiras que um pouco de pesquisa, poderia ajudar a combater. Um pouco de pesquisa e um dedinho de vergonha na cara.

Mas, hoje vou deixar uma dia boa para todo mundo, ou melhor, eu acredito que seja uma dica boa, não sei se todos vão concordar:

A dia é:

Vá a uma livraria e pegue um livro sobre o assunto que você quer comentar:


Escolha um bom local:

Se quiser, ouça uma musiquinha bem bacana, tipo clássica, baixinho para não atrapalhar na leitura:

Leia, leia muito, sem parar, com sede de conhecimento:

Sinta-se feliz em não ser um hipócrita que acha que pode opinar sobre tudo.

Seja feliz...



Rema o bote aí!!!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Cara de pau não tem limites

Pego o gancho do amigo LG (leia o post abaixo. Vale a pena).

Assisti a um trecho da entrevista do senhor Siro Darlan. Advogado, promotor, desembargador, jurista ou sei lá o que, que há muito tempo gosta de um farolzinho. Vê uma luzinha vermelha, pode até ser de uma câmera de vigilância, que já dá "um jeito" no cabelo.

Ele disse que os bandidos que transformaram uma rua do Rio de Janeiro em praça de guerra e invadiram um hotel, mantendo vários reféns por mais de três horas, não oferecem risco para a sociedade. Por isso decidiu soltá-los. 8 dos 9 bandidos estavam presos preventivamente desde 2010. Por uma uma brecha no nosso ultrapassado código penal ou por uma manobra jurídica - volta e meia apoiada em inquéritos e processos mal redigidos - os caras foram soltos.

Como que uma quadrilha que duela com a polícia, com balas de grosso calibre, sem medo, sem juízo, sem compaixão, são considerados aptos para voltarem para as ruas por não representar perigo para a sociedade? Piada... de péssimo gosto, típica desse país, dessa sociedade, que me desperta volta e meia os piores sentimentos possíveis.

E o cara via na TV e fala ao natural uma barbaridade dessas. Se o problema é jurídico, critiquemos os dispositivos que permitem essas barbaridades.

E o povo, que comemora o dia do trabalhador hoje, se ferra por muito menos do que um duelo em plena luz do dia contra a PM. Brasil...