terça-feira, 25 de junho de 2013

Um cuidado necessário...

Ontem infelizmente presenciei um acontecimento que não gostaria nunca nem de acreditar. Estava num ônibus que faz a linha Centenário-Campo Comprido quando uma moça chegou para uma outra, que estava sentada logo atrás de mim ao lado de um cidadão, e para esta que estava sentada a outra dizia energicamente:

- saía daí moça, esse lugar era meu e eu saí daí, saia você daí, não fique ao lado desse cara, saia daí...

Meio assustada, a mulher que estava sentada se levantou e logo saiu do lado do cara, que não esboçou qualquer reação. Passados alguns minutos, eu levantei e, numa mistura de curiosidade e preocupação, fui falar com a mulher que tinha feito o alerta.

E, para minha surpresa ela me disse que ele não tinha feito nada de mal para ela, não havia tocado ela, nem falado qualquer coisa porém, com sua mala no colo, se disfarçar muito, havia aberto suas calças. Nesse momento, num ato consciente, a moça se levantou e saiu e logo, viu que a outra foi sentar ao lado do cidadão.

É, infelizmente o mundo está em constante mudança e tem homem que não está nem aí para as regras sociais nas quais estamos inseridos.

Perguntei se ela queria prestar queixa, pois caso positivo, recrutava alguns homens no ônibus, dominaria o homem até a chegada da GM ou da PM, que nesses casos de crime sexual, acontece rápido. Porém, ela preferiu, não sei se por medo ou por vergonha, não fazer.

Fiquei irritado, mas, não poderia eu, que não presenciei nada a não ser a cena posterior, fazer.

Fica um alerta para as mulheres: usar o transporte coletivo além de caro, molhado (entra mais água nos novos biarticulados que a chuva fora), agora é um lugar quase propício para imbecis acharem que podem se masturbar, molestar, enfim, aprontar...

CUIDADO, HOJE E SEMPRE. SE PRECISO, GRITE, CHAME ATENÇÃO, PEÇA AJUDA!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Enquanto espero nos "Quartos de Hotel"

Neste sábado percebi que me perdi nas contas. Não foi a primeira vez e certamente não será a última. Bom, em se tratando de contas, nunca fui muito bom mesmo. Cresci sendo inimigo dos números, seja na matemática dos bancos da escola, seja nos quilos da balança, ou mesmo naqueles que a memória tenta controlar. Mesmo assim decoro uma porção deles – principalmente àqueles que são diretamente ligados às necessidades do dia a dia, como senhas, telefones úteis e tudo mais (já escrevi sobre isso AQUI ó).

As contas mencionadas acima tratam especificamente sobre quantos shows dos Engenheiros do Hawaii eu já assisti. Numa primeira contagem, feita ao longo da semana, cheguei ao número de cinco. Achei pouco na verdade. Aí durante mais um (o sexto da primeira contagem) lembrei de outros três e aí percebi: “Caramba. É show, hein?”.

O mais bacana é que pude acompanhar a evolução do próprio Humberto e sua engenharia hawaiana. Minha admiração começou quando ganhei o LP “O papa é pop”, ainda na infância. Mas o que me arrebatou com o primeiro contato ao vivo – no longínquo ano de 1995, na Pedreira Paulo Leminski. Vendo de perto a execução daquele que classifico como o melhor disco dos Engenheiros, Simples de Coração, tornei-me fã.

Ao longo do tempo amadureci ouvindo as letras bem trabalhadas, por vezes sem nexo para ouvidos pouco treinados na “escola de poesia” de Gessinger. Não para os fãs. Cada nova canção atingia o ouvinte de um jeito, remetendo a um momento, a uma sensação, quase sempre únicas. Assistir aos dois shows do Estação Plaza Show (hoje Shopping Estação), dois no Guaíra, dois no Positivo, um no antigo Moinho São Roque e um em Ponta Grossa.

No último sábado, novamente no Positivo, tive o prazer de ouvir algumas canções que nunca tinha ouvido ao vivo. Releituras bem executadas, inéditas (duas, incluindo a surpreendente Tchau Radar. Adorei) e grandes canções como a Violência Travestida faz seu Trottoir, Hora do Mergulho e O Sonho é Popular. Para um fã, foi demais. As clássicas nem se fala.

Mas ainda espero (sonhar é exagero) ver ao vivo a execução de Quartos de Hotel. Uma das mais tocantes canções do Gessinger. Identifico-me demais com ela por causa da minha profissão e quem sabe um dia não ganho esse presente.

Por hora me contento, por exemplo, em ouvir Simples de Coração. Dessa letra tiro um dos lemas da minha vida. Ouvi-la ao vivo foi bom demais.


“Já perdemos muito tempo brincando de perfeição. Esquecemos o que somos, simples de coração”.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Eu, Ninador de Hipopótamos*


Ouvi de um humorista, há alguns meses, no Programa Roda Viva - falando diretamente para alguns blogueiros - que eles (os blogueiros) preferiam as inverdades ou "verdades" não apuradas devidamente, do que as noticias.  Dizia ele: vocês sabem quem é o público de vocês e falam o que eles querem ouvir, ou melhor, escrevem sobre o que eles querem ler.  Uma das blogueiras afirmou então: que "quando você posta uma nota falando que a Hebe saiu do hospital isso resulta em poucos acessos.  A informação de que a Hebe foi pra UTI rende milhares de acessos.

Outro dia, ouvi, num programa da ESPN-Brasil, um jornalista dizer em tom de brincadeira que, para a maioria das pessoas, notícia ruim é "notícia boa", notícia boa, as vezes, nem é notícia.  A cara leitora e o caro leitor há de se estar perguntando a razão desse "nariz de cera". Explico.  O terrorismo funciona melhor que a informação.  (Viu como sou capaz de ser objetivo?  O Jack ficaria orgulhoso!).

As ruas gritam ao país contra o modelo brasileiro de gestão pública e de veiculação da informação.  Diante desse quadro quase sem paralelo na historia do país a maioria dos partidos políticos tenta fingir que os gritos são dirigidos aos ouvidos "do outro partido", dos outros políticos.  A mídia prefere, em alguns casos fazer uma meia cobertura, noutros casos, uma anti cobertura.  A maioria das pessoas vem tratando da questão como uma oportunidade de fazer valer suas "verdades". Na prática, suas crenças, seja lá o que isso for.  Não me furtarei a chamar a atenção para alguns fenômenos estranhos em meio à tempestade que, infelizmente, não é de ideias.  Há riscos nisso, bem sei, mas viver é um risco.

Questão 01
Há muita contra-informação na Internet, mas há informação também. Há muita opinião disponível, a maioria, com pouco ou nenhum substrato.  Para levar a sério e inserir num processo de reflexão, convém que sejam assinadas.
Questão 02
Movimentos, manifestações, protestos ou seja lá o que for, de modo geral têm uma identidade (ideológica, coletiva ou individual) e serão sempre mais efetiva se tiverem um porquê.  Ainda que difuso.
Questão 03
Se aos jovens é permitido ter mais impulso que racionalidade e isso é, aliás saudável, visto que as pessoas adultas pensam demais, querem ter certezas demais e têm medo demais (inclusive de sair das suas respectivas zonas de conforto); por outro lado, até por isso, é justo esperar que nesses, ao contrário daqueles, se encontrem vontades e esforços no sentido de compreender tanto o contexto quanto os atos em questão.

Tenho ouvido e lido muita bobagem por esses dias.  Mais que o habitual. Isso, aliás, tem me feito lembrar de uma frase que o amigo Araújo repetia muito, citando alguém que seria o autor e, sinceramente, não me lembro quem era: "Nada mais perigoso que um idiota com iniciativa".  Marx escreveu que a historia sempre se repete e completava em tom (para nós, no presente momento) de aviso: a primeira vez é a tragédia, a segunda é a farsa.  Fico eu pensando, então a respeito das possibilidades históricas e lembro aos caríssimos e caríssimas, que esse escrevinhador registrou no texto anterior que esse nosso momento histórico é tão maravilhoso quanto perigoso.  Completo lembrando que no próximo sete de setembro, completarei 52 anos.  Quando eu tinha 3 anos de idade, vivemos algo parecido.
Houve, naquele momento, quem achasse que se tratava de eventos que poderiam ser enquadrados no contexto da "loucuragem" vivida pela juventude de então e, como dizem alguns hoje em dia, "não dá nada".  Houve gente que tentou aproveitar o momento para recuperar o espaço de poder perdido, apertando o botão do "f...-se" só pra ver no que dava.  Houve gente que tentou aproveitar o momento para tentar resgatar valores que pareciam estar se perdendo numa modernidade "ateia" e num movimento "esquerdizante".  Houve gente que, ocupada demais, não pode parar pra pensar ou contribuir...   Houve gente que deu um golpe e instalou uma ditadura.

Claro!  Devo estar sendo dramático demais.  Exagerado.  Sou também, ao meu modo, terrorista... Pode ser. Meu texto e minha reflexão, no entanto, vai assinada.  Quase todo mundo sabe onde me achar pra discutir sobre o que aqui exponho e o que não cabe aqui.  Adoraria poder fazer o mesmo com muita gente que anda batendo no peito e cantando o Hino Nacional Brasileiro, como também fizeram as senhoras da "Marcha das Famílias, com Deus pela Liberdade, em 1964.
(*) O título é um empréstimo livre e não autorizado
do título de um poema do filósofo, bioquímico e poeta,
meu amigo, Jaime Francisco Antunes

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Fracasso de Ducci nas urnas livrou-o da minha denúncia

No longínquo mês de setembro de 2012 exerci meu dever de cidadão e denunciei o então prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, o vice-governador Flávio Arns e o vereador Zé Maria por abuso de poder e propaganda política irregular. Aproveitando-se do poder de seus cargos, eles utilizaram de meios imorais para fazer a divulgação da campanha de reeleição do mencionado prefeito.

Que meios imorais? Dá uma lida aqui na denúncia original.

Era um abuso de poder constrangedor e desigual. Nenhum outro candidato tinha o "direito" de usar o sistema para fazer sua campanha.

Agora você para e se pergunta: "Mas o que aconteceu com a sua denúncia, nobre Eduardo?".

Explico-lhes...

Primeiro ela foi pra frente (e isso, por si só, é extremamente relevante. A Justiça Eleitoral tratou minha denúncia da mesma forma que foram tratadas todas as quase 800 feitas naquela eleição.

Mas o resultado obtido não foi o esperado. Mas 70% por culpa minha, outros 30% pela avaliação do Juiz.

Minha denúncia foi recebida pelo Ministério Público. Imediatamente o órgão intimou-me para apresentar provas complementares (como nome das escolas mencionadas e demais documentos). O problema inicial é que nesse meio tempo, o senhor Luciano Ducci (apontado como objeto principal da minha ação) caiu do cavalo. Ou seja, não conseguiu nem o direito de ir para o segundo turno (que dirá a reeleição). Por isso, o objeto da ação deixou de existir, ou seja, o Ducci não poderia mais ser punido, porque não seria mais prefeito.

Aí cabe a análise. Na opinião da Justiça, fim de caso. Na minha, não. Ele usou o poder da máquina para tentar se eleger e merece ser punido por isso, afinal ele certamente continuará na vida pública. Então deveria pagar pelo equívoco (senão legal, moral). Pena que o Juiz entendeu que a denúncia perdeu a importância pela perda do "objeto".

A minha parte de culpa esta na má formulação da denúncia. O foco principal (ou compartilhado) era o vereador Zé Maria. E mal o mencionei na denúncia. Ou melhor, mencionei-o apenas como panfleteiro do Ducci, e não panfleteiro de si mesmo (lembro-me, na verdade, que não o fiz por precaução, afinal ainda não tinha em mãos o material distribuído por ele - o tive em seguida).

Paciência. Aprendo com meus erros e da próxima vez a coisa será mais séria e bem feita.

O balanço desse caso mostra que o senhor Ducci escapou de uma boa, pois a meu ver a Justiça Eleitoral iria dar uma beliscada no bolso dele. O que foi feito, foi ilegal sim. E se a prática se repetir, viu Zé Maria, a coisa vai fedeeeeeerrrrrrr.

Até logo...

O sonho, não acabou, isso eu posso afirmar. Mas, infelizmente, eu não poderia continuar sonhando onde eu estava. E, o projeto 2012 encerrou-se na terça-feira, dia 18 de junho de 2013.

Foi nesse dia que eu pedi minha desfiliação do PPS/PMN = MD.

Estarei oficialmente desfiliado a hora em que entregar ao juiz eleitoral a documentação necessária.

E porque fiz isso?

Porque já não me adaptava aos ideais do PPS + PMN = MD.

MD é uma sigla que me confunde. Sempre escrevo MD ao invés de DM. E aí, tudo isso me lembra muito duas coisas que, embora não acredite, tenho medo: DEMO e DEM. Demo, porque palavras idiotas começam como DEMO, como por exemplo DEMÔnio e DEMOcracia. DEM, por ser uma forma ainda mais abreviada de DEMO e por ser um partido político que tem contribuído para que minhas pregas e minha hemorroida estava cada dia pior.

Sou grato ao PPS (aqui só ao PPS mesmo): sou grato enquanto partido, por ter sido muito bem recebido, sou grato a grandes pessoas que lá conheci, como o grande Jorge Ventura, o Lentilha entre outros. Sigam em frente irmãos, a luta de vocês deve levar a alguma lugar, mas eu, me canso fácil do discurso.

Não sei o que resultará a soma PPS + PMN = DM, mas acredito que nada muito diferente do que já temos sobrando por aí.

2016? Sim, é muito provável que exista um projeto para 2016, afinal, preciso dar esperanças para as 112 pessoas que votam e confiaram seu voto no LG, e muito mais no LG do que na cama onde sonhei meu sonho.

Me desfilio feliz e tranquilo.

E escrevo esse texto em respeito aos que me apoiaram. Não foram muitos, mas sei que também não foram tão poucos assim. Agradeço de forma muito enfática ao meu nobre companheiro de causa/luta/profissão e também amigo, Eduardo Luiz Klisiewicz. Dudu, o Simprão, na verdade, foi o grande causador disso tudo. Foi o grande idealizador.

Obrigado ao Dudu, obrigado ao antigo PPS e obrigado a todos.

O sonho continua mas, diferente.

2016? Ah, isso o futuro dirá!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Ronaldo, Vitor e Ana Beatriz: meus professores



Ronaldo, meu aluno, me convidou para a Manifestação em Curitiba. Disse á ele que iria se ele me convecesse.  Professor, me disse ele, não é certo os caras gastarem tanto com estádio de futebol e nada pra saúde, educação...  Argumentei que não é bem assim e que há mecanismos de participação, os conselhos e que tais... Que os orçamentos municipais, estaduais e federal destinam percentuais fixos pra essas áreas e considero, sim, necessário um aumento nesses percentuais, mas que precisamos, antes ainda, definir melhor o que queremos pra o nosso sistema de saúde e pra nossa estrutura educacional...  Ah, eu!  Seria mesmo difícil pra um menino de 16 anos entender isso tudo, fazer isso de me convencer, dada a complexidade do processo.  A parte positiva da nossa conversa é que eu não o demovi da ideia de participar desse momento histórico.  Felizmente, a juventude não é bundona como a gente. Ela simplesmente vai pra rua.

O país, na mente de gente velha como eu, fica perplexo diante do momento e demora pra entender.  Espero que o Ronaldo e os outros meninos e meninas que participaram da minha verborragia me perdoem. Só ontem a noite consegui ver alguma luz nisso tudo. Nossa conversa, infelizmente foi a tarde.

O jovem Geraldo estaria lá no primeiro momento. Esse senhor maduro quis entender tudo, antes de mexer a bunda.  É óbvia, desde o inicio, a intenção da Grande Mídia. Ela, mais velha do que eu e muito mais ranzinza e comprometida (não com as mesmas causas, claro); primeiro tentou não dizer; depois disse que se tratava de um bando de baderneiros; depois ficou tateando no escuro e pensando em como fazer disso um "braço forte", como o do Hino, contra a Dilma e a possibilidade de reeleição dela; depois, bem, depois teve de fazer um pouco de jornalismo...

O velho Geraldo chegou em casa na segunda a noite, bem cansado, e viu seu filho adolescente empolgadíssimo, acompanhando há quatro horas, a cobertura dos eventos por todo o país e pelo mundo. Ao mesmo tempo, o guri tava puto com a mãe dele que não o havia autorizado a participar da manifestação que estava agendada para essa mesma noite, em Curitiba.  Esse senhor que vos escreve, naquele momento, foi convidado pela filha a participar de um evento dessa mesma natureza, marcado para sábado próximo em São José dos Pinhais.  Perguntei à ela do que se tratava. Pai, ela disse, a gente ta querendo que as pessoas entendam que as coisas não podem ser assim. Tem essa coisa da copa, da saúde, da educação, da corrupção, esse Beto Richa e aqui a gente a gente ta encampando, inclusive esse negócio do Setim ser ficha suja.

Minha filha tem 14 anos e me fez entender que a Mídia, os partidos políticos, os próprios políticos e eu estamos olhando às avessas.  É muito nítida a questão em pauta: cansaço.  As passagens de ônibus, ou o valor delas, o seu reajuste encheram o copo da paciência transcendental do povo brasileiro em relação aos seus governantes, legisladores, homens togados (inclusive) e talecoisa...  Deu pra isso!

É possível que ninguém saiba mesmo, como eu disse ao Ronaldo, o que se quer.  Mas é fato, sei agora, que quase todo mundo sabe o que não quer. Convém que nós, velhos de ideias, olhemos com respeito e atenção pra essa gente nova e louca por mudanças.  Convém que ouçamos em vez de dizer.  Convém que coloquemos nossa experiência à disposição da energia deles, de modo que seja facilitada a sua compreensão acerca das próprias insatisfações e venhamos a construir, todos, caminhos novos e mais dignos pra esse projeto de nação.  Momento tão lindo e empolgante quanto perigoso.  Maravilhosa sociedade que gesta coisas assim. Sim. Ela está grávida, isso é fato.  O bebê, veremos como será.  A barriga ta linda!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Notinha rápida

Antes, acesse o link e leia:

Impostos sobre combustíveis

Agora sim, vamos aos fatos rápidos:

Para mim, até hoje, era balela essa história de lucros baixos. Continua sendo, mas agora eu tenho um parâmetro para me pautar. O que acredito ser ainda mais legal, é que, os postos e o sindicato já estão trabalhando para que, assim como em diversos lugares do mundo, eu possa me servir num posto de gasolina.

No mercado, não tem ninguém para colocar as coisas no meu carrinho. Porque não posso "autoabastecer" meu carro?

Adoro essa ideia, com certeza. Abastecerei no primeiro posto que me der 0,20 R$ de desconto se eu "autoabastecer' meu veículo.

A reportagem mostra ainda, no final, um infográfico bem interessante sobre os tributos e demais taxas.

Vale a pena dar uma lida. Ano que vem, é ano de eleições e você e eu, "democraticamente", seremos "obrigados" a escolher um novo presidente e um novo governador além de novos deputados. Talvez seja tempo de pensar...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ajuda: escolha o que é mais importante

Uma pesquisa extremamente rápida. 1 pergunta apenas.

Ajude, vote, participe, divulgue...



 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

12 de junho - um dia apenas

Sendo o 12 de junho um dia como outro qualquer, me pergunto porque é que não podemos vive-lo de forma convencional, sem o estresse de uma grande data comemorativa. Pois bem, eu vou responder minha própria pergunta pedido para que cada leitor desse blog, homem, mulher, homo ou hetero, bi ou tri, qualquer um... apenas viva o seu sentimento!

Para alguns, o dia dos namorados é o melhor dia do ano para comprar presentes caros. Certa vez, vi uma colega de turma ganhar um carro, uma Classe A novinha com direito a entrega com laço vermelho e tudo mais: o amor durou pouco e 2 anos depois, ela não sabia se devolvia o carro ou ficava com ele.

Tem outros que preferem um jantar romântico a luz de velas nos caros restaurantes chiques das cidade, isso mesmo, aquelas que cobram quase ou mais de 100 reais por um prato de macarrão com molho de tomate (mas não é pomarola, né) e mais de 100 reais por uma garrafa de vinho (beber e dirigir não combina, heim).

Outros, compram flores, chocolates, espumantes e rumam para as gigantescas filas de motéis que insistem em não fazer reservas...

Tem aqueles que ficam dizendo que é apenas um dia comercial e blá, blá, blá...

Que o dia 12 de junho seja marcado antes de tudo pelo respeito. Respeito entre os casais de namorados. Que eles saibam se respeitar: um pode ser ciumento, outro pode ser mais ranzinza, outro pode ser chato e até ter chulé, mas se existir o amor, a paixão e o tesão, que continue existindo o respeito.

Que todos aprendam que uns gostam de doce, outros de salgado e tem ainda, os que gostam do mesmo doce ou do mesmo salgado.

Que todos aprendam, saibam e respeitem que tem homem sim que gosta de homem, assim como tem mulher que gosta de mulher. E eles também vão comemorar o dia de hoje.

E para finalizar, seja seu dia regado a AMOR, PAIXÃO, SEXO, OU ATÉ MESMO A SOLIDÃO, independente do que seja, viva esse dia com vistas à sua FELICIDADE. Não namora obrigado, não goste por conveniência e não seja imprudente com seu coração.

E agora, no finalzinho, vou apenas dizer uma frase que vai encerrar tudo:

Márcia Fernanda, você esses dias no carro me perguntou se ainda somos namorados. Lembra-se do que respondi? Então, independente do que aconteça em nossas vidas de hoje em diante, foi você quem me tirou do limbo solitário em que me encontrava e me ensinou o que o AMOR, a CONVIVÊNCIA homem e mulher. Sim, ainda somos namorados, noivos, amantes, casados, marido e esposa, homem x mulher e tudo mais que podemos ser. Guarde a imagem dessa rosa nesse dias dos namorados: uma viva para nós dois. Te amo!

Onde canalizar nossos esforços?

É difícil... as vezes eu tento (juro que tento) contar até dez e dar uma chance aos nossos políticos. Mas é cada uma que aparece...

Vejam vocês esse projeto estadual que pretende proibir menores de 18 anos de fazer tatuagem mesmo com a autorização dos pais. Já li e ouvi uma porção de argumentos, mas nenhum deles consegue fazer cócegas na minha consciência para que ao menos eu considere, por um segundo que seja, a proposta do deputado Gilson de Souza.

Senhores... pensem e trabalhem pelo bem comum, não por suas convicções. Foi para isso que seus eleitores os colocaram nesta valorizada cadeira.

A mesma Lei dos homens (ou de Deus, né?) que permite um casal fazer um filho, também lhe permite decidir o que é conveniente ou não para essa criança até que ela alcance sua maioridade/emancipação. É claro que esse direito vai apenas até onde o bom senso seja respeitado (a integridade física e psicológica dessa criança deve prevalecer sempre), mas o pátrio poder deve prevalecer.

O projeto entra no seio familiar e desrespeita não só a vontade de um jovem, por exemplo, que já tem o direito de escolher o presidente de uma nação, mas também anula toda uma filosofia/estilo de vida adotados pelos pais. Cada um cria o filho como bem entender. Por vezes uma vida devotada a Deus (as vezes com ideias tão rígidas e radicais, que se comparadas com uma simples tatuagem, são muito mais "nocivas"), em outros casos com conceitos socialistas, libertários, naturalistas, de amor à natureza e, imaginem só, até de respeito ao próximo (isso acontece, vejam vocês).

Uma tatuagem não fere a vida do meu vizinho. As drogas sim, a bebida sim, o cigarro sim. A violência com certeza, a corrupção MUITO MAIS. O desemprego idem, as desigualdades sociais certamente. Uma tatuagem não.

Saber até onde interferir na vida individual de cada um deveria estar na cartilha de deputados, bem como uma longa lista de prioridades. Ocupar o tempo com coisas mais úteis deveria ser meta, lema, filosofia de vida, para nossos representantes.

Ou isso, ou...
... para eles.

Bato palmas para quem criou essa brincadeira (que já virou um "meme" da internet), e vaio o deputado sem foco. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Na entressafra de ideias, o Rei nos salva

Abandono... Roberto Carlos

Se voltar não faça espanto, cuide apenas de você 
De um jeito nessa casa, ela é nada sem você 
Regue as plantas na varanda, elas devem lhe dizer 
Que eu morri todos os anos, quando esperei você 
Se voltar não me censure, eu não pude suportar 
Nada entendo de abandono, só de amor e de esperar 
Olhe bem pelas vidraças, elas devem lhe mostrar 
Os caminhos do horizonte 
Onde eu fui lhe procurar 
Não repare na desordem, dessa casa quando entrar 
Ela diz tudo que eu sinto, de tanto lhe esperar