segunda-feira, 24 de junho de 2013

Enquanto espero nos "Quartos de Hotel"

Neste sábado percebi que me perdi nas contas. Não foi a primeira vez e certamente não será a última. Bom, em se tratando de contas, nunca fui muito bom mesmo. Cresci sendo inimigo dos números, seja na matemática dos bancos da escola, seja nos quilos da balança, ou mesmo naqueles que a memória tenta controlar. Mesmo assim decoro uma porção deles – principalmente àqueles que são diretamente ligados às necessidades do dia a dia, como senhas, telefones úteis e tudo mais (já escrevi sobre isso AQUI ó).

As contas mencionadas acima tratam especificamente sobre quantos shows dos Engenheiros do Hawaii eu já assisti. Numa primeira contagem, feita ao longo da semana, cheguei ao número de cinco. Achei pouco na verdade. Aí durante mais um (o sexto da primeira contagem) lembrei de outros três e aí percebi: “Caramba. É show, hein?”.

O mais bacana é que pude acompanhar a evolução do próprio Humberto e sua engenharia hawaiana. Minha admiração começou quando ganhei o LP “O papa é pop”, ainda na infância. Mas o que me arrebatou com o primeiro contato ao vivo – no longínquo ano de 1995, na Pedreira Paulo Leminski. Vendo de perto a execução daquele que classifico como o melhor disco dos Engenheiros, Simples de Coração, tornei-me fã.

Ao longo do tempo amadureci ouvindo as letras bem trabalhadas, por vezes sem nexo para ouvidos pouco treinados na “escola de poesia” de Gessinger. Não para os fãs. Cada nova canção atingia o ouvinte de um jeito, remetendo a um momento, a uma sensação, quase sempre únicas. Assistir aos dois shows do Estação Plaza Show (hoje Shopping Estação), dois no Guaíra, dois no Positivo, um no antigo Moinho São Roque e um em Ponta Grossa.

No último sábado, novamente no Positivo, tive o prazer de ouvir algumas canções que nunca tinha ouvido ao vivo. Releituras bem executadas, inéditas (duas, incluindo a surpreendente Tchau Radar. Adorei) e grandes canções como a Violência Travestida faz seu Trottoir, Hora do Mergulho e O Sonho é Popular. Para um fã, foi demais. As clássicas nem se fala.

Mas ainda espero (sonhar é exagero) ver ao vivo a execução de Quartos de Hotel. Uma das mais tocantes canções do Gessinger. Identifico-me demais com ela por causa da minha profissão e quem sabe um dia não ganho esse presente.

Por hora me contento, por exemplo, em ouvir Simples de Coração. Dessa letra tiro um dos lemas da minha vida. Ouvi-la ao vivo foi bom demais.


“Já perdemos muito tempo brincando de perfeição. Esquecemos o que somos, simples de coração”.


2 comentários:

  1. Você computou aquela vez que fomos na Opera de Arame ver a gravação de um programa de TV e que tava tendo Engenheiros ao Vivo? Lembro que ficavamos mexendo com uma ajudante de palco gatíssima... se não me engano era Dani o seu nome! hehehehe. Saudades da adolescência! Abraço Mano!
    Preciso me identificar? rs...

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  2. Não precisa meu irmão Chitão... Era Dani mesmo... veja o que o destino me aprontou hahaha. Grande show aquele... e computei sim Abraços meu querido

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Desabafe!