quarta-feira, 12 de junho de 2013

Onde canalizar nossos esforços?

É difícil... as vezes eu tento (juro que tento) contar até dez e dar uma chance aos nossos políticos. Mas é cada uma que aparece...

Vejam vocês esse projeto estadual que pretende proibir menores de 18 anos de fazer tatuagem mesmo com a autorização dos pais. Já li e ouvi uma porção de argumentos, mas nenhum deles consegue fazer cócegas na minha consciência para que ao menos eu considere, por um segundo que seja, a proposta do deputado Gilson de Souza.

Senhores... pensem e trabalhem pelo bem comum, não por suas convicções. Foi para isso que seus eleitores os colocaram nesta valorizada cadeira.

A mesma Lei dos homens (ou de Deus, né?) que permite um casal fazer um filho, também lhe permite decidir o que é conveniente ou não para essa criança até que ela alcance sua maioridade/emancipação. É claro que esse direito vai apenas até onde o bom senso seja respeitado (a integridade física e psicológica dessa criança deve prevalecer sempre), mas o pátrio poder deve prevalecer.

O projeto entra no seio familiar e desrespeita não só a vontade de um jovem, por exemplo, que já tem o direito de escolher o presidente de uma nação, mas também anula toda uma filosofia/estilo de vida adotados pelos pais. Cada um cria o filho como bem entender. Por vezes uma vida devotada a Deus (as vezes com ideias tão rígidas e radicais, que se comparadas com uma simples tatuagem, são muito mais "nocivas"), em outros casos com conceitos socialistas, libertários, naturalistas, de amor à natureza e, imaginem só, até de respeito ao próximo (isso acontece, vejam vocês).

Uma tatuagem não fere a vida do meu vizinho. As drogas sim, a bebida sim, o cigarro sim. A violência com certeza, a corrupção MUITO MAIS. O desemprego idem, as desigualdades sociais certamente. Uma tatuagem não.

Saber até onde interferir na vida individual de cada um deveria estar na cartilha de deputados, bem como uma longa lista de prioridades. Ocupar o tempo com coisas mais úteis deveria ser meta, lema, filosofia de vida, para nossos representantes.

Ou isso, ou...
... para eles.

Bato palmas para quem criou essa brincadeira (que já virou um "meme" da internet), e vaio o deputado sem foco. 

Um comentário:

  1. Dudu, meu nobre: essa lei é constitucional? Ou seja, ela tem amparo? Ou é mais uma daquelas que qualquer questionamento na justiça pode fazer ela perder o valor em casos isolados? Caberia aqui uma consulta a alguém da área do direito?

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Desabafe!