terça-feira, 6 de agosto de 2013

Uma "não" explosão na rotina

O dia começou como sempre. Despertador, cochilo, despertador, resmungo, despertador, olhos abertos, chamêgo na nega véia, e roupa de casa e trecho. Deixei a muié no trabalho, dei meia volta e comecei a planejar o dia (que só vai/iria terminar por volta das 01h, depois do jogo do Paraná Clube.

Pensei em dar uma passadinha no mercado, fazer uma fézinha, sacar um dinheiro e dar um tapa na peruca. To parecendo um caipora véio. Cabelo todo desgrenhado, barba (que barba????) muito mal feita. Quase um mendigo (ou mindingo). Nega véia reclamou.

No caminho de volta à Colombo, trânsito inesperado na via rápida Centro Bairro, na altura do BIG Boa Vista. Giroflex, carros 'fugindo' por ruas paralelas, indefinição. Do rádio (rá, sempre ele) vem a notícia: ameaça de bomba no mercado.

- Caralho, penso eu. Que foda!

Em seguida, penso.

- Que merda (é, além de falar, eu penso com palavrões). Ia sacar dinheiro ali no mercado para cortar o cabelo.

Contorno a quadra, fujo do bloqueio, e sigo meu caminho. No trecho penso em que desculpa dar para a muié por não ter cortado o cabelo. Eu sei que existem dezenas de caixas eletrônicos e bancos pela região. Mas deu preguiça. Ali era caminho, oras. Penso em algo depois.

No twitter, onde anunciei o bloqueio e a policiamento na região, pipocam comentários de vários amigos sobre o ocorrido. Eram dinamites, deixadas num caixa eletrônico.

Pelo rádio, mais uma vez ele, vem a informação final: Iam explodir o caixa do Bradesco. Justamente o caixa que eu utilizaria para sacar a grana e cortar o cabelo. 

E agora José? Corri risco de explodir? Ou de ser um herói, ao perceber as bombas e fazer a denúncia? Estive muito próximo de ser o centro da notícia.

Porém, cheguei tarde demais, contornei a quadra, e fui pra casa sem cortar o cabelo. 

E segue a vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Desabafe!