quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Oportunismo dos políticos: pro bem ou pro mal do povo?

O oportunismo do ser humano às vezes me irrita, às vezes me constrange, às vezes me deixa puto mesmo. Ele pode ser observado em todas as classes sociais, credos religiosos, opções sexuais e blá blá blá.

Recentemente tivemos (eu, você, o povo em geral) uma vitória. Mas uma vitória muito contaminada por esse oportunismo. Senadores acabaram (em tese ainda, já que ciuminhos e a briga pela paternidade da ideia ou seobre qual das PECs será a escolhida) com o voto secreto. A decisão só foi tomada após o obsceno salvamento do deputado Natan Donadon (RO), que esta preso por corrupção e formação de quadrilha, de um processo de cassação.

Usando de um oportunismo sujo e rasteiro, os nossos representantes (muitos dos quais ajudaram a votar para que o camarada não fosse cassado e pudesse continuar deputado mesmo PRESO) decidiram então acabar com o voto secreto. Assim, veríamos a cara de quem toma as decisões por nós (e eles não poderiam mais se esconder do povo e dos seus "compromissos" políticos.

A decisão nacional estende seus efeitos para a Câmara dos deputados, Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras Distritais e Municipais.

But... nossos vereadores malandrões se apressaram para votar pelo fim do voto secreto (???) antes da promulgação da PEC nacional. Com isso, dizem, podem se tornar a primeira capital a tomar a atitude. Atitude, aliás, que visa a transparência das decisões do município.

A pergunta? Porque não antes?

Tá, antes tarde do que nunca. O oportunismo fala mais alto, mas se o produto final for para o bem do povo, que vá.

Dessa história toda, no âmbito municipal, espero que aprovem o projeto excluindo as votações dos vetos do prefeito. Nesse caso o efeito é inverso. Saber quem votou em que pode ter efeito contrário em projetos e decisões de interesse comum a todos. Tudo por causa das alianças de propósito duvidoso.

Sigo sonhando em representantes que pensem no bem público por conta própria, não apenas motivados por decisões de terceiros e/ou por pressão popular.



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