quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Canalhices pelos ares

Sou um cliente recente de empresas aéreas. Até meus 25 anos, nunca tinha pisado em um aeroplano. Naquela idade, aproveitando uma das super promoções da inovadora GOL decidi que era chegada a hora de desbravar os ares do meu Brasil. Comprei (por R$ 25 o trecho) uma passagem de ida e volta para Porto Alegre. Finalmente viajaria de avião. Fui, achei legal pracas, vivi algumas histórias curiosas em 3 dias de "folga" e voltei cheio de planos para voltar a caminhar por cima das nuvens.

Depois disso tive nova chance de voar (ironicamente para Porto Alegre) a trabalho alguns anos depois e mais um tanto de meses a seguir embarquei em lua de mel para a primeira de dezenas de viagens daquele ano de 2011. Desde então, quando assumi meu posto de repórter setorista, tenho conhecido os mais diferentes aeroportos e companhias aéreas do país.

Diferente da maioria dos senhores (eu estava nesse grupo antes), viajar por aí não é nada espetacular. Não são mil maravilhas. Tem muito trabalho, um pouquinho de "folga" e muitos problemas.

Boa parte desses problemas são originados exatamente em aeroportos e aviões. Conexões em horários esdrúxulos, violações constantes dos direitos do consumidor, preços ABSURDOS (assaltos descarados) e companhias aéreas amadoras, despreparadas e exemplos a não serem seguidos.

Vejam vocês meu caso de amor e ódio com a Azul Linhas Aéreas. Se você me perguntar qual empresa recomendo para voar, não titubeio ao indicar a Azul. São os melhores assentos, o melhor serviço de bordo e entretenimento, além de preços convidativos. Agora torça (MUITO) para que sua bagagem chegue íntegra ao destino. Eu, por exemplo, já tive 4 problemas.

No primeiro eles quebraram as rodinhas da minha mala. Acionei a empresa ainda no Aeroporto e recebi R$ 150 em voucher como cala boca. Arrumei a mala por R$ 75. Em outra viagem, arrancaram um dos pézinhos da minha mala. Recebi um voucher de R$ 50 como consolação. Da outra vez DESTRUÍRAM o carrinho e a alça da minha mala (recém comprada). Mandei arrumar e eles pagaram o conserto 3 meses depois (foi prometido em 20 dias e tive que entrar em contato mais de uma vez). Nessa semana, novamente, arrancaram um dos pézinhos, rasgaram o tecido da mala e quebraram a alça (só vi esse último bem mais tarde). Reclamei e como tinha percebido só na hora de pegar o carro alugado, a funcionária se recusou a me atender. Liguei na empresa e disseram que não podiam fazer nada. Só depois, quando acionei uma "pica grossa" ainda no aeroporto consegui... mais uma porcaria de um voucher de R$ 100.

Como pode uma empresa manter uma terceirizada que comete tantos erros assim? Diz a funcionária que eles vão recebendo multas a cada ocorrência. Mas e aí? Isso basta? Não deveria. a Anac deveria tomar alguma atitude.

Deixo registrado aqui, embora saiba que a empresa não terá acesso a isso, que se quebrarem mais uma mala minha irei acioná-los na justiça ou mesmo na Anac. Isso não pode continuar acontecendo. É uma empresa sensacional, mas trata as bagagens como LIXO. Lamentável.

Tuas malas valem mais do que um sensação inesquecível

Hoje, pela primeira vez, tive que pagar excesso de bagagem. Passou dois quilos. resultado? R$ 15 para um trecho curto (Natal para Fortaleza). Achei caro, como tudo ligado a aviação, mas me surpreendi o que viria a seguir. Enquanto aguardava o troco, fiquei observando um casal que veio acertar as contas pelo excesso de bagagens também. A empresa era a TAM. O casal, pelo que entendi, passou em 83 quilos o limite de 23kg por pessoa. (Tá, vamos refletir e pensar: que diabos eles estavam levando nas bagagens). Cálculo aqui, cálculo ali... R$ 2005,00 de taxas.

DOIS MIL QUINHENTOS E CINCO REAIS !!!!!

Pode um negócio desses? Casal chorou, esperneou e meteu a conta no cartão de crédito.

Em seguida chega um caboclo com o riso de orelha a orelha. Pediu uma passagem para o Rio de Janeiro (destino final deste mesmo voo que peguei). tava louco de faceiro porque o filho estava nascendo. O preço para levar os 70 e poucos quilos do homem de Natal para Fortaleza? R$ 1,200.

Qual é a maldita lógica dessa matemática das companhias aéreas?

Inferno de Brasil...

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