quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Um ano sem coca-cola = vida mais saudável e consciência limpa

Tenho por filosofia de vida não caçoar de quem tem algum tipo de fobia. Coisas como medo de altura, medo de entrar no mar, de barata e coisas do tipo. Tenho as minhas e só quem tem sabe o quanto isso te limita a viver em determinados momentos. Da mesma forma não desprezo a dificuldade que as pessoas têm de abandonar algum vício. Tenho poucos, mas os meus me incomodam bastante.

Ontem, dia 15, completei um ano sem beber coca-cola. Parece uma coisa besta... uma coisa menor. Só que para quem vive algum tipo de vício sabe que isso é uma vitória. Eu não era daqueles que tomava coca no café da manhã, no almoço e na janta. Mas quando eu tomava a "pegada era forte". Um litro num almoço qualquer. Em festas, três, quatro, cinco garrafinhas. Churrasco, 2 litros escorriam garganta abaixo tranquilamente. Em viagens a trabalho, certa vez, contabilizei números assustadores. Veja um pouco mais da conta assustadora CLICANDO AQUI!

Se você ficou com preguiça, relembro. Fiz uma conta simples sobre quantas latinhas de refrigerante (naquela época eram basicamente cocas): 3 + 3 + 2 + 1 + 3 + 2 + 1 + 2 + 3 + 2 + 3 + 2 + 1 = 28

28 latinhas em pouco menos de uma semana de uma viagem para cobrir jogos de futebol. Cerca de 1 kg de açúcar a mais no sangue em cinco ou seis dias.

Faça a conta do seu consumo e se assuste também.

Ao longo de 2013, pelo menos um seis meses depois do início, voltei a consumir esporadicamente (mesmo) outros refrigerantes. Na maioria das vezes pela falta de outro tipo de bebida para tomar. Como não consumo bebidas alcoólicas, ou era água (da torneira) ou refri. Aí bebia refrigerante mesmo.

Uma constatação que fiz ao longo desse tempo é que EM TODOS os eventos quem domina é a coca. Seja na preferência do povo, ou na forçação de barra causada por anos de lavagem cerebral. "Coca é melhor". E o mundo corrobora com isso. Seja em eventos de família, seja em eventos sociais. E é melhor mesmo. As opções são coca e coca. Quando varia, Guaraná Antártica.

As primeiras semanas foram as mais difíceis. Não vou dizer que tive crises de abstinência, mas foi bem mais complicado do que eu imaginava. Não pela falta pura e simples, mas porque eu sei que é bom e no calor é aparentemente o melhor remédio para refrescar (não bebo alcoólicos, lembrem).

Cheguei a pôr coca num copo certa vez. Não tinha outra coisa para beber. Quase fraquejei, mas joguei fora.

Quando piá frequentei algumas reuniões do Vigilantes do Peso. Lembro de sentir pena das pessoas que diziam com orgulho que conseguiram recusar uma empadinha numa festinha. Por vezes senti esse mesmo orgulho. E tive pena de mim.

Hoje minha saúde melhorou. Recuperei grande parte do peso que perdi ao longo de 2013 (foram 13 quilos no total). Mas foi por relaxo. O corte foi fundamental para emagrecer.

Agora o objetivo é cortar mesmo o resto dos refrigerantes. Só resta o mundo me ajudar, afinal em todas as festinhas e eventos é o refri quem comanda (só não adianta tomar sucos industrializados. Eles tem a mesma ou mais quantidade de açúcar que os refris).

Agradeço aos amigos que ajudaram nessa batalha. Aos que compartilharam suas dores (hahah) e alegria pela minha vitória. Sou mais feliz. Mais saudável. Mais vivo.


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