quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Justiceiros, ah tá... até parece...

A cena que vi não poderia ser mais cópia do que foi. Um jovem, preso a um poste ou algo assim, com um cadeado de prender bicicleta. Cena digna de um seria que alguns gostam e que agora está passando da tv aberta. E lá estava o meliante, preso, amarrado, embicicletado(?!?)... Mas o que ele fez?

Bom, para mim, pouco importa, pois se fez algo de errado, tem que pagar.

Mas, quem diz quem vai pagar ou não? Até onde sei, é a justiça desse país. Até onde sei, quem deve prender um meliante é a autoridade policial. E quem deve indiciar é a autoridade policial e quem deve julgar é a justiça. E, em alguma parte desse enredo todo, algumas coisas se perderam.

Primeiro de tudo, acredito que existe muita gente com muito tempo livre.

Hoje em dia criança não pode trabalhar, não pode procurar o que fazer, criança só pode estudar e brincar. Só.

E por sua vez, os governantes não estão nem aí para qualquer outra coisa que não seja a troca de favores e se manter no poder. Ganham uma eleição já pensando na próxima.

O povo ia cansar, hora outra, o povo ia cansar. Já, por poder de lei, não podemos ter armas. Nossa defesa pessoal se tornou desvantajosa. Ok. O povo se desarmou e o bandido, claro, está cada vez mais armado e sem preparo. Os justiceiros ou seja lá o que eles forem, estão apenas começando a buscar o que o governo não quer ver: segurança pública.

Não vejo problemas em um grupo pegar um meliante por conta própria e depois levá-lo lá na delegacia de polícia. É previsto que a prisão em flagrante deleito pode ser feita por qualquer cidadão, de bem ou não.

Mas, sem violência, né.

Matar bandidos não é uma excelente ideia, na real, é burrice. Podemos entrar num ciclo de violência que vai sempre dar direito a uma das partes, buscar vingança.

E para que os justiceiros tenha calma e paz, é preciso que o governo gaste muito, mas muito mais em segurança pública. Afinal, me perdoem, mas educação já não adianta muito. Bandido bom é aquele que não quer outra vida, e não o ladrãozinho que passou fome um dia.

É isso.


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