quinta-feira, 5 de junho de 2014

Fico com vergonha...

Prezados e prezadas. Eu fico até com vergonha. E várias vezes na minha vida.

A primeira vergonha do dia é que, não tenho conseguido escrever. Não estou conseguindo fazer o que sempre gostei de fazer aqui, que é opinar sobre algo, descer o sarrafo no que acho errado e elogiar o que acho certo. Cheguei num ponto em que, de tanto ponderar antes, não consigo fazer depois. Mas, sempre há um Mas!!!, estou tentando e hoje, vou escrever sobre uma das vergonhas que tenho de ser parte desse país "iluminado (seja o que isso queira significar)", por deus (com letra minúscula mesmo).

Veja a imagem, antes de qualquer coisa, observe bem o que está no foco, os números e coisas e tal, por favor...

Observou a foto e na foto?

Pois bem, segundo conta a história, Getúlio Vargas criou um monte de benefícios pensando no trabalhador e em seu bem estar. E uma das tais conquistas desses trabalhadores é justamente um auxílio que as empresas são obrigadas a dar para que o mesmo vá trabalhar, quando usa transporte coletivo. Esse auxílio, pode ser em dinheiro, em alguns casos e em outros, é dado através do vale-transporte. Uns até chamam de vale-trans-pobre (trans de transporte, bele?).

Aqui em Curitiba, se não engano num dos mandatos municipais do Roberto Requião, criou-se um vale transporte de metal, que substituiu um de papel, e sabe porque?

Vamos lá, que isso eu lembro bem.

Esse foi um dos vale transporte de Curitiba. Observe que onde tem um quadradinho avermelhado com um numero 1, era uma área que a "catraca cortava e assim, ele perdia a validade. Sabe o que a galera fazia? Isso mesmo, colocava um pedaço de gillette. Expertos, né...

Aí, veio o de metal e na saída do de metal, um de papel que durou pouco.


Esses dois eram aceitos em bancas de jornal, lanchonetes, pipoqueiros e onda mais você possa acreditar. Eram comercializados nas ruas por "agentes de passagem", que pagavam pouco e vendiam por muito. Normal.

Mas, finalmente, para acabar com todo esse comércio ilegal de um benefício, crio-se o cartão transporte.

Lindo, que agora, é vendido no face, na cara de todo mundo. E depois, é só o cara cancelar o cartão, dizer que perdeu ou que foi roubado e pega um outro. Ninguém confere nomes, ninguém quer conferir o que está acontecendo. Fazer o que, né... somos 2 milhões só em Curitiba, vai controlar como?

Morro de vergonha de ser brasileiro, de ter que viver ao lado de pessoas que fazem isso.

Morro de vergonha de saber que para esse povo, levar vantagem é o que interessa.

Morro mais ainda de vergonha ao saber que um cara que faz isso, é o mesmo babaca que reclama da corrupção, enche a pança de cerveja, xinga o juiz e claro, vai pra miss comungar no domingão...

Triste, triste. E eu, ahhhhh um dia essa vergonha toda me mata...

#morrodevergonha


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