quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Sabe esses dias em que horas dizem nada..."

Pois então, tem dias em que horas, dizem nada. Você até troca o pijama, mas preferia estar na cama. Até aqui, usei alguns trechos da musica Tédio do Biquini Cavadão, que fez algum sucesso muitos e muitos anos atrás. Sei, vocês talvez nunca tenham ouvido tal musica mas eu ouvi a primeira vez numa situação bastante distinta.

Meu pai tinha uma brasília, até esses dias eu lembrava a placa. Era uma brasilia vermelha desbotada, com umas rodas legais, engate de reboque digno de um fabricante de bola de cristal, um motor 1.6 e muito carinho da família. Pois bem, nessa época costumávamos passar exatos 30 dias em Itapema - Meia Praia num camping chamado Meu Pago. Era sempre a mesma rotina: meu pai acordava umas 6 da manhã para arrumar tudo na carretinha e estufar o carro. Aí, brigava com a mãe, discutia com os filhos, mas tudo, numa boa, era a melhor coisa do planeta. E assim, pegávamos a BR 376 - BR 101 e rumávamos para SC. Era o famoso corredor da morte, ela não era duplicada e morria gente pra caralho. Felizmente, nunca aconteceu nada.

E essa música fez parte de minha vida pois num dia, quente que era um inferno, voltávamos da praia, com essa mesma brasília, o mesmo reboque, as mesmas pessoas, apenas eu torrado do sol como sempre, e no meio da serra do mar, a miserável da brasilia resolver falhar. E não ia, o pai pisava no acelerador, e a bichinha ia, #SQN. E essa música tocava na rádio enquanto meu pai tentava um racha com um caminhão da petrobrás, uma carreta tanque em que o motorista, de tanto calor, ficava com mais da metade do corpo pra fora do mercedão. E eu, criança ainda, absorvia tudo isso.

Hoje, essa musica não faz muito sentido mas eu sempre me lembro dela. E sabe porque?

Porque um dos exercícios de minha terapia com a Berenice, carinhosamente chamada de Bere, nos ultimos tempos, foi realizar um diário. Coisa de menina dos tempos antigo? Bem, eu achava, mas decidi fazê-lo. Decidi usar a tecnologia para fazê-lo.

E vou contar uma coisa, caro leitor, talvez tenha sido a melhor coisa que eu fiz nos ultimos tempos. Todas as noites, antes de dormir ou no máximo no dia seguinte pela manhã, eu vou lá e relato algumas coisas pertinentes ao meu dia, sobre o que fiz e deixei de fazer, sobre como esteve meu humor, sobre como as coisas mudaram ou ajudaram a mudar meu humor...

Duas coisas que eu gostaria de indicar: terapia e um diário. Terapia não é só para quem tem problemas, não, ela ajuda a que não tem qualquer tipo de problemas. Eu tinha, e agora, estou colhendo alguns frutos bem positivos, bastantes importantes para minha vida e meu futuro (que lindo isso, heim!)

Nunca tinha comentado isso com ninguém, mas começar esse diário me fez perceber que levantar, até trocar o pijama mas preferir estar na cama, não é assim, para mim, tão bom. O biquini cavadão me fez conhecer o significado da palavra tédio, mas, conhecer, me fez ver o quanto eu não posso viver com ele. Tédio é para quem quer tédio. Eu não posso.

E até por isso, estou escrevendo esse texto agora, kkkk, pois estava 1 pouquinho entediado, e aí, para quebrar a monotonia e não deixar ela tomar conta de mim, escrevi. Para alguns, escrever é uma forma de ganhar um din-din, para outros, uma distração, e para mim, é tudo isso e muito mais.

O blog é um sonho, e os meus textos, a concretização virtual do sonho...kkk essa frasi não ficou muito boa... talvez seja hora de para.

Para quem quiser se arriscar e ver algo tão antigo quanto o numero de telefone de curitiba com 6 dígitos, vai lá o vídeo. Enquanto escuta a música, faça um relato de como foi seu dia hoje... Só por exercício...

Fui!


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