domingo, 20 de julho de 2014

nadar, nadar, nadar e morrer na praia

Estive no litoral do paraná esse final de semana e ao observar um fenômeno que não tenho a menor ideia de porque ocorre, ocorreu. Eram dezenas no trecho que andei, e grandes. Águas-vivas, ironicamente, mortas na beira da praia. Não dá pra chamá-las por outro nome, pelo menos que eu saiba, mas eram águas-vivas, mortas. Completamente sem vidas.

Tornou-se inevitável a hora que eu, ao observar esses seres mortos na praia, lembre de um jogador chamado Cai-cai, perdão, Neymar. Esse não é uma água-viva mas com certeza nadou, nadou e nadou e morreu na praia. Achei irônico os bichos mortos, com ondas chegando e voltando e eles aí, estáticos ou quase. Uns de ponta cabela, outros de cabeça para cima, alguns amontoados de lado com muita areia em volta.

E, se eu numerasse as mortas, pareceria realmente uma seleção. Se eu colocasse uma camiseta da seleção, a unica diferença é que os bichos não iriam chorar a derrota. Claro, ainda bem que nenhum jogador de futebol está morto como as águas-vivas. Mas, moralmente, eles não se diferem em nada: muitos atravessaram o oceano para "morrer" por aqui.

Não sei se o problema é o frio, calor, o porto e os navios, mas que foram diversas águas-vivas mortas, isso foi bastante impressionante. E além deles, muitos troncos bem grandes de árvore. Tinha até uma base de árvore composta com muitos troncos. Impressionante.

Assim como para mim foi impressionante a atuação da "seleção brasileira de futebol".

Impressionante, irônico e talvez cármico final, tanto para o time quanto paras as águas-vivas, mortas.

Essa também é uma reflexão que acaba valendo para a vida toda. Em quantos momentos nós nadamos, nadamos e nadamos e lá no final, morremos na praia? Ou o que é pior, mesmo sem saber qual será o final, nos tornamos incapazes de tentar o nado tão necessário?

Nossa, realmente a melancolia daqueles animais marinhos mortos, me deixou bastante impressionado.

E vou parar por aqui, não vou nem citar que havia também uma tartaruga mortinha da silva, sendo comida pelos insetos e larvar...Muita morte...Na beira da praia!

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