segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Silenciosa solidão...

Às vésperas das esperadas eleições, vivo uma inesperada solidão que já me acompanha e vai me acompanhar por um longo tempo... É fato de que estar rodeado de amigos e pessoas que te querem bem, pessoas que te amam e pessoas que te acompanham faz um bem danado, mas sabe que algumas vezes, mesmo não querendo, somos surpreendidos por uma solidão que ao contrário do que muitos pensam, pode até fazer bem?

E assim tem sido, mas não vou ficar falando disso.

Agora o foco é eleições. Eu prometi e aqui, oficialmente quebro minha promessa pela primeira vez, vou fazer um comentário sobre esse tema desgraçado.

O PT está desesperado. O PT está muito desesperado.

Ao que tudo indica, mesmo que eu acredite o contrário, o projeto de poder do PT, que iria até pelo menos 2022, está correndo sério risco de se acabar. Não só porque a dilma parece um chuchu, mas porque, além de um chuchu, o discurso dos pobres que agora viajam de avião não está mais colando tão bem quanto 4 anos atrás.

Sim, hoje o "pobre" do PT consegue ser visto em sala de aula, ser escutado pelos professores universitários, consegue viajar de avião e consegue principalmente comprar televisores de 50" entre outras tantas coisas que antes, os "pobres" do PT não podiam. Mas, desculpa aí, hipócritas, isso aconteceria de qualquer forma e com qualquer presidente, ou você hipócrita, acha que tem gente pagando passagem aérea ou faculdade com o bolsa família?

O PT apenas leva a glória por um processo que o brasil passaria de qualquer forma. Entre 2002 e 2014, o mundo inteiro cresceu, o mundo inteiro gastou, o mundo inteiro aproveitou... Agora, que o mundo inteiro está freando o consumo, vemos que o PT não serve para nada além de fazer bolsa isso, bolsa aquilo. Só para se ter uma ideia, o meu salário aumentou exatos 2% menos que a inflação, ou seja, estou com pelo menos 2% menos de capacidade de compra e olha que eu sou assalariado como os que o PT tanto protege.

A inflação está comendo solta e a dilma plastiquinha, fica dando risada por ai e fazendo campanha política!

Um viva...

Não quero que a morte do eduardo seja motivo, mas que talvez haja uma necessidade mudança, talvez sim... Pode até nem ser a mudança da pessoa, ou seja, trocar uma por outra, mas que pelo menos houvesse da presidente dilma uma mudança de postura.. Que nesses 4 meses que faltam para o ano acabar, que ela pudesse providenciar algo que realmente ajudasse o povo desse país, que me ajudasse a recuperar minha capacidade de compra...

Mas, talvez, seja pedir demais, não é mesmo?

Vou continuar, fazendo contas o mês inteiro, decidindo o que eu pago e o que eu atraso e de quebra, vou curtir uma solidãozinha...

Que a terra continue a girar, pois se parar, ahhhh, vai piorar, heim....

Toca o barco!!!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O destino é mesmo um f.d.p.

Sem que escuto esta palavra "destino" fico com um medo danado. Até porque o destino já me proporcionou muitas surpresas desagradáveis, sofríveis e coisas assim. Como também me trouxe algumas coisas boas, mas essa balança parece sempre pender para o lado negativo, e isso é uma merda.

Bom, o que eu esperava esse ano do destino, era que a copa do mundo fosse um fiasco, que houvessem protestos, mortes e até mesmo algum tipo de ataque a alguma obra da copa, até porque, ajudei a pagar por essa palhaçada toda. Porém, nem os black shit blocs nem qualquer outro "grupo" fez qualquer coisa que pudesse valer a pena. E ainda por cima, a copa foi realizada com certo sucesso.

Claro, sucesso completo seria o brasil campeão, mas isso, seria vitória demais para o destino, eu tinha que ganhar uma dele. 7 x 0 é impagável, imperdível e inesquecível.. Sonho até hoje com o momento em que falei para meu irmão que iria sair da área de serviço e a Alemanha faria 1 gol.. Fez 3... Senti um prazer inenarrável com isso...

Mas o assunto agora é destino. Pois bem, mesmo depois que a copa transcorreu e que tudo infelizmente deu certo, alguma coisa tinha que mudar o rumo desse país. E não precisava ser a morte trágica de um candidato a presidente da república não, mas que isso agora, seja válido pelo menos.

Claro, não desejo a morte a ninguém, mas o candidato será lembrado por muito tempo.

E na minha visão, que pode até não interessar aos demais, eu tenho a certeza de que essa morte será o início de uma grande mudança no cenário político brasileiro. Até porque, as coisas precisam realmente mudar e no meu ver, começaram a mudar agora.

Marina será eleita, no que eu desejo. E o brasil vai ter que aprender logo logo a conviver com algo que não sejam os benefícios sociais do pt e também as roubalheiras do psdb.

Ou seja, teremos uma presidente que não tem representatividade política alguma, mas que mesmo assim, somou mais de 20 milhões de votos na eleição passada.

Quero e desejo que essa morte, possa além de ser lembrada por ter sido trágica, seja o início de uma nova política nesse país.

Se não for, foda-se, já estamos ferrados mesmo...


domingo, 17 de agosto de 2014

Uma cidade que chora por seus políticos

Não são necessários nomes, nem idades, nem cargos, profissões ou religião. Nem cor, credo ou classe social. Em cada fala, cada olhar, cada silêncio o pesar pela morte de Eduardo Campos rouba a cena, se sobressai a qualquer conversa fiada e domina qualquer encontro (ou desencontro) pelas ruas da velha Recife. Os últimos dias não tem sido fácil para quem nasceu, mora ou escolheu a capital pernambucana para viver. Restrinjo minhas impressões sobre a cidade, pois nela aportei.

A grande maioria dos brasileiros ficou chocada coma trágica morte do presidenciável Eduardo Campo, do PSB, na última semana. Mesmo que não conhecia profundamente a história política do jovem de 49 anos (como eu) ficou sensibilizado. Pai de família (cinco filhos), bom marido (dizem) e político de futuro (parecia). É claro que o senso comum conduz qualquer personalidade morta dessa maneira a um pedestal que as vezes não lhe pertence, mas caminhando por Recife é fácil perceber que Campos tinha, sim, seu lugar no coração dos recifenses.

Ao chegar à Veneza brasileira no final da tarde deste sábado o assunto foi tema da primeira conversa com o taxista. No rádio as notícias davam conta dos últimos detalhes do embarque dos restos mortais de Campos de São Paulo para Recife. “Merecia vir em um avião melhor, não nesses Hércules do tempo do guaraná com rolha”, me disse o senhor, anônimo como tantos, do alto de seus cinquenta e poucos anos. “Assim vai demorar uma década pra chegar”, completou.

Ao chegar no hotel encontrei Severino Araújo, presidente estadual do PSB, e toda uma comitiva de lideranças do Paraná. Araújo estava consternado. Era amigo pessoal de Campos. Parecia não acreditar no ocorrido. “Estávamos juntos esses dias. Ele estava coma  gente”, repetia diversas vezes para possivelmente companheiros de partido. Minha memória para feições políticas já não é tão boa como a dos feitos políticos.

Ao partir para o jantar, Campos voltou ao tema com o próximo taxista. Com pontos de vista peculiares sobre política, lamentou que “mais uma vez morre um dos bons, enquanto tantos outros vagabundos continuam por aí”. Disse que Campos ajudou Marina a melhorar, a ter menos rejeição. “Agora ela, que esses dias era escorraçada por não conseguir ter o seu partido, virou a queridinha de todos. Até da dona Dilma”, falou. Falou do rouba, mas faz, criticou o coronelismo de muitos políticos e lamentou que “um cara tão bom para Pernambuco não vai poder mais tentar ajudar o país”.

Na volta para o hotel o terceiro taxista do dia disse que “nosso amigo já deve ter chego”. E, de fato, o avião havia acabado de pousar no Aeroporto de Guararapes. – Vai passar lá amanhã? Perguntei. “Amanhã estou de folga, mas vou tentar dar uma chegadinha lá”, disse o profissional do volante. Pelo que vi até aqui, Recife inteira vai “tentar dar uma chegadinha” no velório de Campos para um último adeus.


Invejei os pernambucanos. Queria sentir algo tão profundo assim (que não raiva) dos políticos do meu Paraná. Quem sabe um dia.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O tesão acabou...

De todas as grandes transformações que passei em minha vida nos ultimos anos, a quem em chama mais atenção e a que me chateia muito, é que perdi o maldito tesão de escrever sobre os palhaços da política nacional, estadual e claro, municipal.

Sim, não tenho mais qualquer motivação de escrever sobre eu, sobre você, sobre todos nós. Afinal, o cidadão, que nesse caso faz papel de palhaço e que faz os políticos rirem de nossas caras idiotas, continua e continuará sendo sempre, um bom e velho palhaço. Ah, não gostou, né... Tudo bem: pegue um nariz vermelho, uma maquiagem branca, faça um sinal de + de um lado do rosto e um de - no outro lado e um ponto de exclamação em seu nariz e vá protestar nas ruas, juntos com os black blocs.

Alias, nem estes ultimos fazem qualquer coisa coisa.

Já quis mudar tentando ser eleito e descobri que quando se entra lá, ou se converte ou sai... Preferi nem dar muita ênfase, o projeto acabou por ter começado errado, mesmo que eu não tenha percebido antes.

Mas o fato maior é que justamente eu, não consigo mais escrever sobre as bandalheiras, sobre os desmandos, sobre a incapacidade gerencial e sobre qualquer outra coisa que diga respeito a mim, a política desse meu país e claro, aos meus "representantes" que estão lá eleitos.

Eu trabalho o ano inteiro, 150 horas por mês (tem gente que precisa trabalhar mais) para ganhar em um ano, 75% 10% do que ganha um deputado estadual por mês, apenas de salário, para trabalhar 1, 2 ou 3 dias. E pior, eu não tenho qualquer outro benefício lícito que me ajude. E os ilícitos, prefiro nem os conhecer.

E, enquanto esses políticos defecam tarnquilos em suas privadas aquecidas, eu sou obrigado a trabalhar para pagar a escola dos meus filhos, seus planos de saúde... Não, não sobrou para a segurança, essa ultima, fica para depois.

Vou continuar lutando, trabalhando tentando e conquistando, mesmo que no parcelado, as coisas que desejo.

Mas, deixar de escrever sobre tudo isso pelo menos me colocou numa situação mais positiva: ME INCOMODO MENOS!

E essa paz, está me fazendo um certo bem...

Sobre outros assuntos, opa, aí sim... vamos trabalhando nisso!!! E para aqueles que insistem em me perguntar???

Esse ano, pagarei a multa no TRE novamente! 1º e 2º turno - multa!!! Mas que meu voto nenhum desses (...) ah... tenha certeza, nenhum deles terá!

Fui!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ia ser um tema, mas foi outro

Hoje ao entrar no blog para escrever, meu texto teria uma temática bastante diferente. Escreveria sobre votos brancos e nulos, sobre candidatos e essas coisas chatas que só a política brasileira pode nos proporcionar. Mas ao invés disso, inspirado um pouco pelo texto do nobre Dudu, o tema mudou.

Ele escreve sobre o amor e eu, vou escrever sobre o meu "eu" e o seu "você".

Seja você homem, mulher ou qualquer outro desses novos gêneros que temos aqui, não sei ao certo como tratar, mas que assim seja, seja você o que for, se estiver andando na rua e me olhar por mais que 1 ou 2 segundos, provavelmente ouvirá de mim um simples e direto "bom dia", "boa tarde" e "boa noite", este ultimo mais difícil porque andar a noite em curitiba é para poucos corajosos. E não sou um deles.

E sim, cumprimento na rua todos que me olham, que me enxergam - a maioria prefere virar o rosto a um careca como eu - tudo bem, é pertinente a quem convém.

Mas não é só na rua. Eu cumprimento pessoas nos ônibus, nos prédios, nos shoppings ou em qualquer lugar, não importa de que classe social seja ou se importa para mim ou não. Acredito que por sermos humanos temos que antes de qualquer coisa, termos respeito uns pelo outros e um cumprimento para mim é sim uma expressão desse respeito. Posso claramente já ter cumprimentado algum político que nunca conheci ou alguma mulher que pelos padrões sociais não prestava, posso até mesmo ter cumprimentado algum assassino ou serial killer, mas ainda assim o fiz, o faço e o farei.

Isso não me diminui em nada. E também não significa que amo a todos, coisa que não é.

Porém, já vivemos numa situação tão concreta de falta de respeito pelo próximo, educação por nós mesmos e consideração que qualquer mínima tentativa parece servir para alguma coisa. É impressionante quando chego num estabelecimento comercial e cumprimento as pessoas que num primeiro momento estranham, mas que logo, percebem que é mais fácil e mais prático se assim fazemos.

Enfim, o texto do Dudu mudou minha temática. Proponho esse exercício: cumprimente pessoas, converse com estranhos... Eles podem até ser pessoas boas, apenas não as conhecemos.. Mas isso não significa que não precisamos respeitá-los apenas por serem humanos. O resto, deixemos para que a vida nos mostre, tentamos num primeiro momento, deixar o pré-conceito de lado.

Amor e respeito?

Pelo próximo e por nós mesmos...

Isso não é questão de religião, isso não é questão de crença... Isso é uma questão de você com você mesmo ou de "eu comigo mesmo".

Tente!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Reflexão!


O que é o amor? (Arlindo Cruz)

Se perguntar o que é o amor pra mim
Não sei responder
Não sei explicar
Mas sei que o amor nasceu dentro de mim
Me fez renascer
Me fez despertar
Me disseram uma vez
Que o danado do amor
Pode ser fatal
Dor sem ter remédio pra curar
Me disseram também
Que o amor faz bem
E que vence o mal
E até hoje ninguém conseguiu definir
O que é o amor
Quando a gente ama, brilha mais que o sol
É muita luz
É emoção
O amor
Quando a gente ama, é um clarão do luar
Que vem abençoar
O nosso amor.

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E tenho dito! Amem mais. Abracem mais. Respeitem mais.