quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A vida é... ahhh, essa vida é uma caixinha de surpresas. Né!

Pois bem. Não sei se posso me referir aos leitores pois o blog esteve tão abandonado por mim nesses ultimos tempos que acredito que nossos leitores acabaram migrando. Mas, a vida é uma caixinha de surpresas e talvez, algum antigo leito posso ler este texto e quem sabe assim, recomeçamos uma relação DLQ x Leitores.

Um dos motivos pelo qual me afastei e muito do DLQ é que eu queria assistir ao circo eleitoral desse ano. Sem emitir durante o pleito qualquer tipo de opinião, crítica positiva ou negativa, enfim, queria mesmo era assistir. Nos pleitos anteriores, eu até fazia questão de escrever, mas esse em especial, me cativou a assistir. E surpresa foi que, como antes nunca visto na história desse país, um candidato ganhou com 51 (uma boa ideia)... tá, isso foi zueira. Mas, nunca antes um segundo turno foi tão apertado, tão difícil e tão cativante como esse.

A palavra circo aqui, talvez não seja exatamente a correta até porque circo é um lugar que vamos para nos divertir, mas, que a campanha me fez rir muitas vezes, isso me fez sim. Os debates? Não, esses me deram sono.

Ao mesmo tempo que assisti de quase camarote o envolvimento popular com a política - sim, em ano de copa do mundo sequer imaginei isso - foi surpreendente ver que as pessoas se definiram e correram atrás de suas convicções. PT e PSDB além de travarem suas lutas, angariaram milhares de pessoas que atuaram como verdadeiros candidatos. E as redes sociais parecem ter mostrado para mim, que servem para alguma coisa que não postar fotinhos de pet´s. Vi menos foto de "salvem os cachorrinhos de rua" e em contra partida, vi mais campanhas a favor de um ou de outro candidato.

Num país onde a máxima era que "futebol, religião e politica" não se discute, vi pessoas assistindo os debates na academia, em bares, restaurantes, amigos se confraternizando para assistir ao circo dos horrores que foram os debates. Nada de novo foi realmente debatido, apenas um amontoado de mentiras, promessas vazias e o cansaço dos candidatos estampado em rede nacional, agora com tecnologia HD.

E nas ruas, foi possível ouvir de tudo que é tipo de discurso. Um contra a esquerda, outro contra a direita e mesmo que os interlocutores não tenham a mínima ideia de onde surgiu esse conceito de esquerda-centro-direita e ainda, usando de maneira quase errada por completo, ainda assim, eles tinham seus argumentos, contra-argumentos e fomentações.

Os eleitores, talvez pela primeira vez, mostraram que tem algum tipo de força. Mostram também que com o medo imposto por esse ou aquele candidato, tudo pode mudar.

Afinal, a vida é ou não uma caixinha de surpresas?

Eu tinha certeza que a presidentE dilma iria ser reeleita, até porque quem tem toda a máquina nas mãos, dificilmente perderia. Porém, 3% de diferença, deve ter criado um peso adicional aos ombros já pesados dessa que foi eleita e reeleita presidente. Que ela conviva com esse peso e tenha a sabedoria de que de agora em diante, vai ter que trabalhar mais e pelo povo. Não que ela esteja realmente preocupada com isso, mas é melhor ficar, né...

Sempre sonhei em ver um país mais politizado. Um país em que se falasse sobre política nos ônibus, nos terminais, nos escritórios, nas padarias. Eu vi isso acontecer. Cada qual do seu jeito e com a sabedoria que tem, mas cada qual fazendo. Isso chegou a me esfriar a espinha.

Foi lindo!

Petistas brigando, psdbistas brigando...

Foi lindo! Espero ver mais vezes isso, mas, como esquecer que o gigante adormecido tomou alguns calmantes fortes e assim voltou para o ostracismo? Não houveram, como diriam os evangélicos mais chatos "graças a deus", manifestações de rua, nem quebra quebra, muito menos manifestos eleitorais. Alguns babacas tiraram suas selfies nas urnas, mas esses otários, vamos ignorar. Eles também são parte desse processo democrático.

No mais, meus parabéns a dilma, que se com toda a máquina estatal nas mãos perdesse, seria por mim considerada eternamente, incompetente!

Que sejam mais 4 anos de marola e tempo bom para o brasil que sabe, voltar a crescer. Meu voto, esse ela não teve. Mas, sou apenas parte dos 48% que não queriam ela. E todo mundo sabe, 50% + 1 voto, é maioria.

Eu? Eu vou ficar com meu recalque, afinal de contas, não queria mais o PT, mas pensando melhor um pouco, talvez seja melhor, afinal, agora teremos mais 4 anos para aparecer um candidato de verdade, que seja melhor do que os que agora participaram.

Para finalizar, o que me deixou triste foi perceber que Marina perdeu apoio por sua aliança com um desprezível Malafaia, que Aécio não conseguiu se antenar, que aquele outro morreu e que Dilma, deixou muito o cansaço se mostrar. Ela tinha que se apresentar mais forte.

Porém, o que me deixou mais triste ainda foi ver o comportamento babaca do brasileiro que acha que somos melhores do que alguns outros brasileiros. Se dilma ganhou no nordeste, mérito dela e de suas campanhas e programas. O nordestino não pode ser completamente culpado por ter eleito dilma. Até porque o respeito, como prega a constituição e a religião que muitos desses críticos frequenta, pregam o respeito ao próximo, seja ele rio grandense ou cearence. Respeito é respeiro. E isso faltou um pouquinho para o brasileiro esse ano.

No mais, viva o 7 x 1 da alemanhã sobre o brasil e viva 4 anos mais de pt (ironico).

Vamos ver no que vai dar isso tudo!

Um comentário:

  1. Não estou dizendo quem está certo ou errado mas não se pode negar que esta eleição foi a escolha do Ruim e do Pior. O país precisava mudar isto é fato, mas não se pode esconder que o fato dos nordestinos, pela sua ignorância ou não, fizeram que essa mudança não acontecesse. Infelizmente não só os de lá mas os tantos que vieram para o Sul para tentar uma vida melhor mas não se desliga da pobreza que existe lá. É sabido por todos que infelizmente não há edução, saúde ou qualquer outro benefício para o povo de lá, mas por uma assistencia do governo o povo já acha que está bom.

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