segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Meu olhar sobre as eleições 2014

Meus amigos... mais uma eleição aconteceu (temos o segundo turno presidencial ainda).

Teus candidatos se elegeram? Dois dos meus sim.

Votei em Eduardo Jorge, Roberto Requião, Marcelo Almeida, Fernando Francischini e Ricardo Arruda.

No primeiro e no segundo por acreditar que eram as melhores opções. Eduardo por ser histórico político e propostas debatidas ao longo da campanha. No Requião por gostar do que ele já fez pelo estado e por ser o único capaz de evitar um trágico segundo mandato do governador Carlos Alberto Richa. Em Marcelo Almeida para votar pela renovação do senado (embora não tenha nada contra o Álvaro Dias), no Francischini por acreditar no bom trabalho que desenvolve, entre eles o da CPI da Petrobrás e coisa e tal, e no Arruda por acreditar na renovação da Assembléia e, principalmente acreditar nos ideais do meu irmão Fernando, coordenador de campanha de Arruda.

Queria ter votado na Tia Denise, mão do meu amigo de infância Chitão. Sei da militância que ela tem em seu partido e acredito que querer mudar pode nascer por acaso. E ela teve mais votos que gente bem mais famosa, tipo o Chick Jeitoso :)

Serei um vigilante, como sempre tentei ser, do trabalho dos dois últimos que citei. Críticas, sugestões e tudo mais. Lamento pelos demais resultados, principalmente para o governo do estado. Todos sabem o quão crítico sou de Richa. Nem por isso, contudo, deixarei de acreditar que é possível mudar. Tomara que ele me surpreenda e me faça mudar de ideia, já que seu primeiro mandato me deixou uma péssima impressão.

Para a presidência o segundo turno entre Dilma e Aécio pode me forçar a ir contra uma das grandes certezas que sempre tive. Não acho que o governo Dilma foi um completo desastre, como dizem. Mas acho o PSDB uma das piores coisas que existe na política. Contudo, sou amplamente contra o continuísmo exagerado e mais quatro anos do modelo atual não me parecem a melhor escolha. Por isso, contra esses princípios mencionados, pode ser que vote em Aécio. Pode ser. Não tenho certeza.

Na Assembleia Legislativa tivemos uma boa renovação, em grande parte causada pela histórica votação de Ratinho Jr. Como planejado, ele deixou Brasília para trilhar de vez seu caminho rumo ao governo estadual. Toda a aliança feita até aqui tem transformar Ratinho em governador em 2018 como objetivo, inclusive apoiado pelo atual Richa. Com a maioria da Assembléia, apoio do atual governo, é quase impossível perder essa batalha.

Menos ódio, mais fé

O ódio aos filhos dos políticos eleitos não pode se sobressair à razão. A fruta não cai longe do pé e blá blá blá. Cada um é senhor do seu próprio destino (tudo bem, no caso dos políticos são senhores do nosso também). Mas só o trabalho destes eleitos mostrará (ou não) o valor que eles têm. Eu não sou metade do homem que meu pai é. Se a avaliação do que sou tomasse como base apenas a mesma usada para avaliar filhos de políticos, eu deveria ser bem melhor do que sou.

É preciso cuidado. Podemos ter, no meio de tantos destes eleitos como filho de fulano, pessoas idealistas, que sonham (como a maioria de nós) com um país, um estado, uma cidade melhores. Colocá-los todos no mesmo balaio é o mesmo que os políticos espertalhões fazem com a gente, ou seja, somos todos burros manipuláveis pela velha política. E não somos não. Ou somos?

Joio do trigo, fruta longe/perto do pé. Cuidado minha gente. O mandato (e a nossa fiscalização) é que determinará se o filho do fulano, o neto do ciclano, prestam ou não. Ademais, fomos nós (nós sim, votando ou não. Só cresceremos pensando como sermos uma coisa só) que os colocamos lá. Que sejam quatro anos de crescimento para o meu Paraná e o nosso Brasil.

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