quarta-feira, 19 de julho de 2017

Quem sabe um dia eu diga: BANAL é o carai...

Certo dia, a convite de uma grande amiga, estávamos conversando sobre algumas coisas, nesse caso nada banais, as quais estão presentes a cada dia em nossas vidas. E durante a conversa, percebemos que existem algumas palavras que hoje em dia e talvez já a muito tempo, saiam da boca das pessoas de forma tão banal que nem o sentido original da palavra se saiba pelo interlocutor.

Um exemplo disso é a palavra deus. Quantos e quantos eu conheço que dizem essa palavra, mas no contexto geral, a banalização fica extremamente clara, o que é triste até porque, deveria haver mais sentido em se usar algumas expressões. Não estou julgando o interlocutor e sim, o que estamos fazendo com os conceitos e com a educação que tivemos. Também não podemos julgar o que recebemos de carga de conhecimento, acredito que a própria existência do ser proporcione mudanças e adequações que levam ao processo de amadurecimento, o qual percebo em quem me cerca, sejam amigos e não amigos.

Mas depois desse papo passei a observar diversas condições e situações as quais não pude deixar de notar que utilizamos e talvez nem tenhamos mais a real noção do que estamos fazendo. Quando escuto a expressão "vai com deus", na maior parte das vezes até por ser burro, não sei o que responder e penso, será que quem está falando sabe o que está falando? Ou sabe o peso do que está realmente falando? Ou tem a noção do que está falando? Isso me incomoda!

E ai penso, o mundo mudou? SIM! E mudará sempre. Isso faz tudo mais belo ainda.

Outro exemplo que sempre observo: "muito obrigado, muito obrigada"!

Expressões que utilizamos das mais variadas formas que vão da ironia à sinceridade passando pelo cinismo clássico do irritado cotidiano. Expressões que muito provavelmente não refletem mais o estado de quem as pronuncia. Ou seja, falamos por falar pois imaginamos que que as ouve, quer ouvir, mas será que quer ouvir mesmo isso sendo falado de forma tão vazia ou será que seria esperado algo pelo menos um pouco mais sutil e sincero, que na verdade poderia ser apenas um sorriso ou um aceno com o polegar virado para cima.

"Por favor", por sua vez, me parece não demonstrar mais a educação que demonstrava antigamente e sim, uma forma de coagir pessoas para conseguir alcançar objetivos. Será? Afinal de contas, que hoje em dia pede por favor algo que na verdade espera que retorne quase que como uma obrigação do receptor com o interlocutor?

Pedir por favor parece mais impor uma obrigação do que esperar um "favor". Tenha-se "favor" como: "Aquilo que se faz de maneira voluntária a alguém; sem imposição; gentileza, obséquio.", segundo o www.dicio.com.br

Então, banalizando a palavra, a expressão, pedir por favor, está quase como um "faça de uma vez", e essa banalização parece ser muito triste, mas...

E para fechar, até porque não poderia deixar de ser, tenho visto muito gente, não as mais próximas pois essas, até pode conhecê-las, percebo diferenças gritantes, mas a palavra Amor. Palavra essa que sempre despertou poetas, musicos, artistas, escritos... Que sempre causa dor e alegria, emoção, paixão ardor, fulgor, enfim, que mexer com a química dos apaixonados e o desespero dos desligados...

A banalização dessa palavra na boca das pessoas está cada vez fazendo com que, o sentimento que ela representa, deixe de ter a mesma intensidade. Ao contrário de uma onomatopeia que sempre será fidedigna ao som que ela representa, hoje em dia dizer "Amor" e chamar alguém de amor, pode sim representar algo tão superficial quanto o passar de uma lua cheia, que dura alguns dias, mas que pode e será, no mês seguinte, diferente do que já foi outrora.

E você, claro leitor, tem algum exemplo para relatar?

Fica meu abraço...

#abraçodoLG


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