quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Como está o mercado de trabalho para jornalistas

Com as reformas trabalhistas e as mudanças de comportamento nas redações muita coisa mudou

Fonte: www.pixabay.com
Uma das profissões mais populares e antigas do mundo é o jornalismo, e devido as grandes mudanças ocorridas nos últimos 10 anos, principalmente com a popularização da internet, os rumos dessa área de trabalho acabaram mudando de direção. 

Os avanços tecnológicos permitiram a diversificação das áreas e, de certa forma, a ampliação dos horizontes de trabalho. Mas de contrapartida, o aumento no número de profissionais e a escassez de dinheiro, trouxeram um inchaço e a diminuição de postos de trabalhos dentro das redações.

Não é raro você se deparar com jornalistas que mudam constantemente de cidade em busca de melhores oportunidades. É possível perceber a busca por aluguel de imóveis por períodos mais curtos, na tentativa de se estruturar em uma nova cidade e conseguir se fixar na profissão.

Como está o mercado de trabalho
A popularização da internet e os avanços tecnológicos ampliaram as possibilidades de trabalho. Os veículos tradicionais ganharam mais espaços e migraram para essa nova plataforma, abrindo novos postos para os jornalistas.
Não deixou de ser um sonho de qualquer profissional de comunicação trabalhar em uma das grandes rádios, jornais ou televisão do país, e isso se tornou ainda mais viável, com os websites e aplicativos de redes sociais. Os tradicionais veículos passaram a produzir conteúdo também para os novos meios, e isso possibilitou novas contratações, e principalmente de profissionais mais novos e com pouca experiência de mercado, mas com vivência em redes sociais.

O mercado da comunicação digital
Esse é o novo nicho que está abrindo portas para os jornalistas profissionais que não estão encontrando espaço nos veículos tradicionais devido ao inchaço. Adotando um estilo de linguagem mais informal e respeitando as especificidades do público que se atrai pelos meios digitais, a produção de conteúdo para a internet tem sido o carro chefe das contratações da área.
Para atuar no mercado de comunicação digital não basta mais ter um excelente texto, é preciso estar preparado para se comunicar com os mais diversificados públicos dentro de um mesmo veículo. É preciso estar conectado com a audiência e falar a mesma língua de quem está do outro lado da tela. Poderíamos entender esse como sendo o maior desafio do jornalista do futuro.

As barreiras da redação se romperam
O mundo digital permite uma conexão em tempo real com as mais diversas culturas, países, meios e audiência. Não existe mais as barreiras de um espaço físico da redação tradicional, o seu posto de trabalho pode ser dentro de algum dos apartamentos residência de um condomínio em algum lugar do mundo.
O jornalista do futuro pode não estar mais enraizado na redação, com pautas previamente preparadas, com expectativas de produtividade. O profissional de comunicação precisa estar atento aos detalhes e acontecimentos à todo momento, por isso não importa onde esteja, ele não deixa um segundo sequer de estar pronto para cobrir um evento capaz de mudar os rumos da sua carreira.

O que se vê do jornalista atual não é a procura por casas à venda, mas sim, por locais que possa instalar sua base e construir seu home work. Dominar as tecnologias é fundamental para a sobrevivência no jornalismo, mesmo que os seus concorrentes não sejam profissionais como você, se eles dominarem as ferramentas, eles podem te atropelar. Parece que a batalha ficou mais cruel para o jornalista, mas ele ainda tem um grande trunfo, saber contar uma história.

Para os jornalistas que estão se formando agora, um diferencial tem sido a linguagem digital presente no cotidiano e por isso uma facilidade maior com as ferramentas. Para os mais experientes, a busca por conhecimento e por entender as plataformas é essencial para a sobrevivência.

Como o jornalista sobrevive diante da crise
É preciso ter em mente que o mercado de trabalho para o jornalista vem passando por uma grave crise. A competitividade entre profissionais qualificados e os blogueiros, por exemplo, é real e ela precisa ser encarada. Os jornalistas precisam resgatar o seu prestígio e respeito, que lhe foram retirados por pessoas que são engraçadas ou que contam qualquer história que possa chamar a atenção.

Muita gente questiona a necessidade de assistir um jornal na televisão se ela pode ter a mesma informação na sua timeline no Facebook. Porém, aí mesmo pode ser verificado o problema. Nem sempre aquela notícia que está disponível é correta, é real, pode ser apenas uma montagem, uma fake News compartilhada por tantos, que chega ao ponto de ficar a dúvida entre a verdade ou mentira.

Para combater esse tipo de ação, notícias falsas que são disseminadas com o intuito de difamar ou denegrir a imagem de pessoas, empresas ou que for. Com isso, o jornalismo de qualidade toma a frente novamente, e precisa estar presente.

As informações com fontes corretas e confiáveis precisam ser a primeira a ser recebida pelas pessoas que estão conectadas, e só o jornalismo de qualidade é capaz de vencer essa luta. É notório que as más condições de trabalho, salários mais baixos e a terceirização levaram a uma precariedade dos serviços prestados pelos profissionais da comunicação. Mas é preciso regulamentar a profissão novamente no Brasil e começar a colocar a casa em ordem.

A profissão jornalista nunca vai acabar, ela precisa passar por modificações, mas vai se adequar as novas tecnologias e tendência e continuará sendo um diferencial. Informar o povo é a única maneira de promover mudanças em uma sociedade que está passando por tempos de tantas dificuldades.

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