quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Bagagem que carregamos, #será?

Hoje, com 41 anos, o passar dos tempos me causa algumas reflexões que antes eu não tinha. Tirando tudo o que vai mudando com o tempo, o que é normal e aceitável, parece que o pensamento vai "evoluindo" e passamos a pensar/perceber/aceitar coisas que antes talvez não fossem tão importantes. Uma dessas coisa que ando observando com bastante atenção são as manias que temos/criamos. Coisas simples do tipo manter a tampa da caneta sempre alinhada com a logo marca ou então, sempre virada para um lado do teclado quando repousamos a mesma no teclado do computador.

Outras manias, um tanto mais preocupantes quanto engraçadas, como as manias das pessoas hoje em dia conversarem uma com as outras, com as telas dos celulares (ditos smartfones) estampadas em suas faces. Talvez em desuso, talvez fora de moda, talvez ainda um processo evolutivo, hoje em dia aquela conversa olho no olho, já quase não existe mais, assim como as locomotivas que tanto encantaram gerações deixam de existir nas ferrovias. Coisas que se vão, costumes que nunca mais existirão... Usos que deixaremos de lado para viver a modernidade.

NÃO! POR FAVOR NÃO!

Sim, estou velho antes do tempo, mas ainda sinto muito prazer no aperto de mão e no abraço. Ainda sinto muita emoção em ver uma pessoa e não apenas em mandar um whats ou um direct para ela. Sou de um tempo ou melhor, venho de uma educação em que, o olho no olho valia mais do que uma assinatura com caneta BIC, que não dá para apagar. Confesso que em um dos colégios que estudei, ainda peguei uma fase onde eu fazia uma prova a lápis e não podia ser lapiseira, pois nesse caso, as diferentes durezas de grafite, poderia borrar as provas uns dos outros.

O tempo passou e eu venho sofrendo calado... Na verdade, isso é adaptação de um trecho de uma musica que gosto muito, mas que não vem ao caso nesse momento. Eu não sofro efetivamente por conta e todas essas mudanças. Apenas não consigo me adaptar a muitas delas. Talvez a grande maioria delas... Meus dedos são meio largos para o teclado do whats, me borro todo ao escrever um texto mais longo, não sei mandar áudio - fico constrangido por ouvir minha própria voz - e aí imagino os outros ouvindo-a... E para todos os efeitos, gostava mesmo do chiado do rádio amador, dos walk-talks, que acho que você nem chegou a conhecer...

E a emoção de atender um telefone sem saber quem estava ligando? Heim?

Quando a primeira e única secretária eletrônica da Panasonic chegou lá em casa, gravávamos mensagens na esperança de que as pessoas deixassem recados... Acho que durante anos, foram dois ou três recados... Frustração total!!!

E hoje, acordei com uma musica na cabeça. Se bem que essa musica está me acompanhando desde segunda-feira, acordei com ela há dias na cabeça mas ainda não tinha parado para ouvir ela inteira. E ouvi.

Foi um deleite para meu dia, que estava arrastado e cansado. Agora está bom. Sou musical, cresci ouvindo rádio, musica. Mesmo não tendo voz, adoro cantar, adoro ouvir musica, já gostei de tocar musica, hoje me limito a curtir. E um dos estilos que mais gosto, tirando o pagode que tem características próprias que me faz amar o swing, o balanço e tudo que está relacionado a ele, as musicas da tão falada DISCO me fazem ficar horas em estado ALFA. Amo mais que sorvete e chocolate, dois dos venenos que tenho que evitar atualmente...

Mas, se eu amo mais que sorvete e chocolate é porque amo muito mesmo, mesmo que eu não tenha sequer noção do que é amar... Até achei que um dia sabia, mas descobri que uma de minhas limitações é não saber o que amar é, ou é o amar...

Durante minha fase de desenvolvimento, muitas foram as influências musicais. Minha irmã era moderninha e saia a noite: ela me apresentou a musica eletrônica, na época (que inclusive era o nome do lugar que ela frequentava - Epoca - em Curitiba), eram musicas de grupos como C + C Music Factory, Snap, Tecnotronic entre tantas outras melhores e piores...

Meu irmão mais novo até tentou mas eu nunca virei fã de bandas como Nirvana, Black não sei o que e outros tantos classicos do rock, que para mim, nunca fizeram a cabeça, mas que respeito.

Meu pai, por sua vez, ouvia uns mexicanos de 4 canais, duplo stereo, muita musica alemã das quais nunca sequer entendi as letras. Quem nunca ouviu um trecho da famoso Zigge-zagge, Zigge-zagge, hoi, hoi hoi, Links her in die hand (zwei, drei, vier)... Mas não parou por ai, com ele já aprendi a gostar de excelentes cantores como Benito di Paula, Jair Rodrigues, Elis Regina, entre outros...

Minha mãe, do alto de sua humildade musical, me ensinou musicas muito específicas mas que marcaram por serem musicas marcantes para ela. Inclusive tem uma que nunca achamos, uma tal de churrasquinho de mãe, algo assim.

Dessa forma, musicalmente, eu não tenho escolhas a não ser as que me causam prazer ao ouvir. Não sigo estilos nem tendências. Ouço o que eu quero, a hora que eu quero.

Enfim, é isso, faz parte da bagagem que eu gosto de carregar, é bom demais!

E melhor ainda, não seguir modinhas é mais gostoso ainda...

É isso aí, está curioso em saber que musica me inspirou este texto: Segue ai, e se não gostar, guarda para você, bele???


É essa aí.. #top

#abraçodoLG


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