quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Das grandes mentiras que nos contam...

Você sabe, eu sei, todos sabemos: desde que somos crianças, talvez até mesmo quando ainda estamos mamando nos peitos, ouvimos os adultos nos dizerem que mentir é feito, que mentir é errado, e para alguns mais acalorados, mentir é pecado. Eu hoje dou muita risada disso, até porque aqueles que tentaram de alguma forma nos ensinar que mentir é feito, na verdade, são os grandes mentirosos da turma toda. Talvez não o façam por mal, mas fazem.

Como dizia um chefe meu de outra época: "dizer que não sabia não é desculpa para fazer errado".

Mas, voltando ao tema principal do meu texto hoje, e o mais irônico que possa parecer e talvez a parte mais legal de tudo é que estou escrevendo sobre isso, dentro de uma "igreja", que aqui, todos os doutrinados gritam "ser a única verdadeira na face da terra." Então, se eu não terminar esse texto pode ser obra dele, o maior de todos... (sério eu não acredito nisso mas, vai que...)

Então vamos lá, vou listar algumas das mentiras que nos contam e que acreditamos porque queremos:

1 - carboidrato é essencial para a vida humana;
2 - deux existe;
3 - igreja são feitas para os homens;
4 - precisamos acreditar em deux;
5 - aquecimento global;
6 - carne vermelha dá cancer;
7 - gordura da carne faz mal;
8 - se lembrar de mais - cito adiante

Estou até emocionado pois, não há como negar que desde que eu me entendo por gente, sempre que estive numa igreja eu questionava de forma contundente tudo que aqui acontecia.

A grande mentira que meus pais me conduziram a acreditar é justamente na existência desse deus, que pune os maus e premia os bons. Um absurdo tão grande que de tão absurdo, eu deixei de acreditar faz tempo. Livre arbítrio e essas desculpas todas nunca me satisfizeram, nunca mostram para mim a lógica de viver adorando algo que não se vê, que não se ouve, que não se toca e que eu, nunca sequer senti. Eu até tentei, em nome dos dois amores que tive na igreja, eu juro que tentei mas não era para mim essa palhaçada toda.

Então, tento passar para meus filhos que deus é uma mentira que nos contam. Nos contam a séculos, não é culpa dos meus pais, mas ainda assim, não deixa de ser mentira. Eu sei que uma mentira contada milhares de vezes torna-se uma verdade, mas não para mim. Esse tipo de lavagem, não rola comigo, certamente sou uma quase reencarnação do capeta, de certo...

Agora, explicando, estou dentro de uma igreja pois meu pai não tem mais confiança em dirigir a noite. Ele nunca gostou de dirigir mas a noite ele não quer mais. E como em teoria o compromisso dele seria rápido, eu vim até aqui para acompanhá-lo, e de quebra, para o tempo passar, entre um mórmon chato e outro, eu estou aqui, escrevendo, que é algo que - isso sim - me liberta.

Qualquer religião, seja ela de qualquer vertente, de qualquer país, sempre é usada para o mal das pessoas, muito embora, as religiões sempre convençam a todos do contrário. Não sei bem porque, se bem que até tento entender, mas há sempre uma necessidade de que tenhamos vindo de algum lugar e que possamos ir para algum lugar. Isso é parte da fraqueza humana, os outros animais, mais evoluídos que a gente não se preocupam com isso. Simplesmente vivem...

Mas o ser humano não. Ele tem que achar motivo para ter nascido, e quando nasce e cresce, dizem que a vida anterior não pode ser lembrada porque deux não quer. Enfim, baboseira acima de baboseira. E então, querem desesperadamente serem bons para poder voltar a viver com ele. Ele quem?

Puta que me... enfim...

Católicos, mórmons, os mais diversos tipos de evangélicos, muçulmanos,cara, é muita religião para meu gosto e esse bando de enganadores além de tudo, ganham e muito dinheiro as custas desses pobres manipuláveis.

Não gosta do que escrevo, por favor, pare de ler. Pode ficar ainda pior...

A enganação é tamanha que, católicos batizam os bebês, que mal podem escolher o que querem da vida. Os mórmons, exigem aos 8 anos, ou seja, uma criança é obrigada a "decidir" se quer ou não... Então, façamos o seguinte:

- imposto sobre membro convertido (pago pela igreja);
- exigência de idade mínima de 18 anos para receber pregação;
- limite máximo de 2 filhos para os membros dessas instituições;
- castração química após o segundo filho ou vasectomia;

Hahahah isso ninguém quer, pois todo mundo tem medo de ser punido pelo deux que tudo castiga e por favor, eu não tenho medo dele não, então se for preciso, eu me candidato a propor essas alterações em nossa lei. Se for o caso, entro em contato com cada uma dessas "panelas" para avisar das mudanças.

É simples, basta querer... Basta fazer... Basta não temer...

Das mentiras que ainda contam, essa eu acho a pior de todas porque mexe justamente com o maior medo das pessoas, ou seja, não poder voltar para algum lugar que, desculpe decepcioná-los, NÃO EXISTE!!!

Muitas foram as mentiras que me contaram mas felizmente, antes de morrer, acho que as muitas serão poucas o quase nenhuma. |Igreja, deux, carboidratos, gordura e carne foram algumas das que eu ouvi e com o passar do tempo, descobri a realidade. Verdade, não digo, acho que cada um carrega a sua, mas que pelo menos vivo mais tranquilo e menos "temeroso", isso com toda certeza.

Então, se não gostou do texto, de boa, não precisa se preocupar, eu devo ter escrito para outras pessoas que não você... Se você gostou, indica para mais pessoas.

E se você também já se libertou dessas questões todas, parabéns. Se não, segue um trecho de uma música do Gabriel O Pensador, que gosto muito:

"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!
Até quando você vai levando porrada, até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?"


Até quando, você vai ficar levando porrada da vida???

Liberte-se!

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Você se permite?

Sabe, em alguns momentos da vida, aquela gordinha, matorinha, sacaninha e perfeitinha te cobra uma postura sobre acontecimentos/gostos/costumes que talvez você ainda não tivesse imaginado ou pensado. É assim mesmo, inesperadamente você está numa situação na qual precisa tomar uma decisão e a única coisa que você pensa é: e agora?

Sim, dois extremos, né... Numa roda de amigos alguém tira uma droga que você nem imaginava estar perto e em segundos, você precisa decidir se aceita ou não, se prova ou não. Ou então, você está andando na rua e acha aquela carteira com o dinheiro que daria para pagar aquele boleto atrasado mas que, na primeira divisão, apresenta o nome e o número do telefone do dono da carteira - aí, bichão, você pensa, repensa, não comenta e decide: devolve ou não devolve?

Numa analogia com o trânsito, estamos constantemente numa bifurcação, numa situação de escolha e a vida moderna está nos cobrando que, mesmo após nos estabelecermos na vida adulta, tenhamos que tomar essas decisões cada vez mais rápido. É insano, talvez até desumano, se bem que desumano ultimamente muita coisa se tornou... Mas e aí, como fazer para lidar com essas situações, com essa velocidade toda?

É muito sim, não - num mundo em que estamos esquecendo de forma muito contundente o "talvez", o "será", e ainda o "devo?". À medida em que o tempo está passando, vivemos cada vez mais usuários de apps, dos "i", ifoods da vida, é muito "i", i-comida, i-carona, i-carro, i-patinete, i-supermercado, tirando os outros tantos "is" que aqui prefiro nem comentar... Mas será possível que tenhamos um "i" que realmente nos ajude, tipo um i-decisão, ou um i-escolha?

Sim, talvez estejamos caminhando para isso, mas prefiro pensar que nem estarei vivo para ver isso, sério... Prefiro ainda acreditar nos seres humanos e não em máquinas que, sem bateria, não servem para nada mais que um peso de papel ou lixo químico.

Mas, voltando ao tema principal do texto, sobre os momentos em que precisamos escolher, comecei esse texto porque me permitir ouvir um sono novo para mim - mas bastante conhecido pela grande maioria. Eu selecionei em meu app de musica um artista chamado Chuck Berry... E, sendo um som de uma época em que os equipamentos eram elétricos mas analógicos, confesso que gostei e muito do que ouvi. As musicas são de uma qualidade tal que, para comparar com o que temos hoje, no final das contas, não há comparações. Uma harmonia, uma sequencia sonora de fazer qualquer ser vivo capar de experimentar, sentir uma extremo bem estar sonoro.

Eu já havia ouvido, mas nunca havia me permitido conhecer o som do cara. E é bom demais, muito de encontro aos estilos que gosto e mais que isso, projetando em minha mente todo um contexto social no qual essa musica está inserida: o que mais vem a mente era como as pessoas dançavam ao som do Chuck.

Enfim, talvez hoje estejamos com uma capacidade absurda de viver cheios de certezas, de verdades, de informações. Mas será que talvez não devêssemos justamente viver o contrário? Talvez cheios de dúvidas, incertezas e uma gigante capacidade de agir em nosso favor? Eu me permiti diversas pequenas coisas nos últimos tempos e na totalidade, aprendi e muito e muitas coisas/costumes/vontades mudaram para mim.

Tanto no gosto musical, quanto no trato com meus semelhantes e também no que diz respeito a vida em sociedade e todos os laços e enlaces que ela nos trás.

Se permita, ou melhor, procure questionar, senão tudo, quase tudo! É um exercício, mas vale a pena...

#abraçodoLG

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Ciclos - eles me fascinam...

A vida, na minha míope visão é uma gordinha, matorinha, sacaninha e perfeitinha. Não há outros adjetivos que posso utilizar de forma consciente que me tornem a pessoa mais descritiva do planeta em relação a algo tão bom e majestoso como a vida. Sim, eu amo a vida, eu amo a minha vida. E por mais piegas, e caguei para isso, que possa parecer, eu assumo que amo a vida.

E a parte da vida que mais me instiga são os ciclos que vivemos de ciclos. Eternos, constantes, presentes, infortúnios, enfim, ciclos e ciclos e mais ciclos. E hoje, segunda-feira, eu entro em mais um ciclo que seja fechou mas que se abriu. E por mais que ele me cause de forma imediata muitas mudanças - sejam elas de horários, rotinas - mudanças e ciclos sempre se somam para algo positivo em nossa vida, né mesmo!

Pois que assim seja, mais um ciclo muito bem vindo. Aliás, bem vindo tem hífen ainda? Não sei...

O simples fato de ter acontecido já trás um gás animal. Certa vez, há alguns meses, propus de trocar de horário na empresa para fortalecer minha atuação e ajudar a empresa com uma condição melhor. Fiz da forma que era mais pertinente para a empresa e sempre penso que, se ele me pagam um salário que não é ruim e aliás, muito acima dos padrões médios do país que vivo, tenho a obrigação moral de me dispor à ela...

Mas, a vida, a gordinha, marotinha, sacaninha e perfeitinha, me fez passar por um ciclo, o qual culminou em agora, nova troca e novo ciclo. Louco isso, né...

E assim foi, troquei de horário novamente. Algumas pessoas nasceram para dizer boa tarde, boa noite mas eu, eu nasci para dizer bom dia. Quanto mais cedo melhor. Durmo sempre entre 1 e 2 da manhã e as 5h30 estou acordado, já faz tempo que é assim e não consigo perder esse costume. É impressionante como o acordar cedo me faz ficar bem o dia todo e ainda, que no final do dia, eu insisto em fazer academia e agora com meu filho mais velho.

Bom, e quem acaba ganhando de certa forma com isso é o Diário Leite Quente, que recebe uma tendência de melhor aproveitamento do meu tempo culminando num período de atualização meio diferenciado.

Será?

Não sei, como a vida é feita de ciclos, vai saber?

Que assim seja, que os frutos desse novo plantio comecem a ser colhidos, cada coisa no seu tempo, cada ratinho em sua toca, cada suricato em seu habitat...

Enfim, é isso...

Brasil....

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Cale-se² - cale-se sempre

Mesmo que a grande máxima que adotei em minha vida seja o "cale-se", tem horas que preciso colocar pra fora. Seja falando ou melhor, agora, parece que está sendo escrever. Na verdade, escrever sempre foi o meu forte, pelo menos desde que me entendo por gente. OK, OK, o LGzinho aqui não sabe escrever, me faltam as faculdades da norma culta da língua portuguesa, mas confesso que eu tento.

Desde pequeno, aliás, desde que ganhei meu primeiro diário, obrigado Pryscilla Gaertner por isso, eu passei a entregar ao papel todos os meus recalques. Todas as meninas que gostei e nunca tive coragem de dizer à elas, então, o papel absorvia. E sabe uma coisa interessante, eu escrevia a lápis até que comprei uma caneta "GRIP", da Compactor, que tinha um corpo emborrachado e uma escrita deliciosa.

Ahhhh, quantas folhas de papel eu escrevi... Recalques por brigas com pai, mãe, irmão, irmã... Meninas, foram tantas... Uma até foi concretizada, as demais, foram apenas aquele sonho, aquele sentimento platônico que, por minha culpa e assumo aqui, deixei passar em branco...

Sabe quando dizem que o que a gente aprende na infância a gente jamais esquece? Sim, coisas boas e ruins, certamente... Até hoje, as mulheres passam... E eu, não escrevo mais, mas sei bem dos recalques que carrego... E uma das ultimas coisas que lembro de ter escrito num diário foram justamente os meus questionamentos com relação a deux... Eu lembro até hoje, acabara de perder meu segundo tio mais querido... O segundo que se foi de forma estúpida... Aprendi, numa forma bastante dolorida, que a vida acaba - e acabaram essas duas...

E o que deux tem haver com isso? Para mim, nada mais, para outros tantos, ele seria o responsável por dar a vida e tirar ela. Isso para mim, triste né, mas é a mais imbecil história que alguém poderia me contar. Não, tem dias que nem respeito por quem acredita eu tenho, porque, os que acreditam não conseguem respeitar que eu não acredito e se é para ser assim, intolerância deles, intolerância minha...

Esse texto, ao que tudo indica está ficando sem muito nexo, né...

Mas, perdão, tem dias que preciso deixar as palavras rolarem soltas, desprovidas de regras - sejam elas morais ou sociais - pois apenas assim, consigo encostar minha cabeça no travesseiro e tentar dormir tranquilo.

Nos últimos tempos, tenho conversado e muito com a Paula, sabe, isso tem sido legal até porque fazia tempo que não tinha uma amiga a qual não me julgasse apenas pelo que acredita mas que se o fizesse, fizesse de maneira franca. Ela não faz isso, ela sabe ouvir, ela sabe falar e é agradável... Pena que ela está há uns 800 km daqui, senão, assim como foi com a Suellen tempos atrás, issa ser #bera atrás de #bera...

Enfim, que assim seja. Finalizo meu texto desejando que bolsonaro não acabe seu mandato, que lula não consiga conhecer o gostinho da liberdade vivo e que o brasil, um dia seja um lugar melhor para se viver.. Tirando isso, eh_noix!!!

Voltando ao estado inicial, "CALE-SE LGzinho" --> "CALE-SE"