quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Aquele do "Eu não me canso"...

Nos últimos anos, meses, dias, nas ultimas horas, minutos e segundos, quem sabe nos milésimos... enfim, eu não me canso nunca de aprender. Seja uma nova receita carnívora ou então, uma outra ligação entre carboidrato e cânceres em geral, ou então, a interação medicamentosa entre o regulador de humos e sua função no sistema nervoso central... É uma coisa de loco. O que me dá muito prazer é justamente aprender sobre mecânica automotiva, esses dias por exemplo aprendi que, a eficiência do motor a combustão com essa merda de combustível que temos no brasil, é simplesmente pífia e que os mesmos motores, com gasolinas mundo afora, rendem e muito mais!!!

Enfim, enfim, delongas a parte, ontem, dia 4 de setembro de 2019, foi um grande dia de mais um grande aprendizado. E porque estou escrevendo isso? Simples, porque acho que não confio em mais ninguém a não ser a Paula, que está offline nos últimos dias, para demonstrar e conversar sobre os últimos aprendizados. Sério, acho que eu gostaria mesmo de desabafar um pouco, mas nunca arrumo alguém imparcial para ouvir, a não ser um copo de cerveja ou cachaça, mas eles não me prestam durante a semana.

E foi durante uma consulta que, após alguns questionamentos, eu descobri que algo ainda precisa ser encerrado pois, se não houver esse processo, não haverá nunca paz. Dilemas e dramas a parte, é importante observarmos que, para que tudo corra da forma como é para correr, infelizmente precisamos dar passos as vezes mais largos do que um dia poderíamos querer. Sim, que saiamos dessa maldita e desconfortável zona de conforto para sermos então, melhores para nós mesmos.

Porém, quando se fala em zona de conforto, porém desconfortável, estamos tratando do que mesmo? Ah, de qualquer coisa que não te faz andar em sentindo frontal ou seja, não te serve para mais nada além de ficar parado. Eu, certa vez, fiquei nesse estado de leniência por meros e incalculáveis 18 anos. Achava que tudo ia bem, fazia tudo para que tudo fosse bem, mudei o que eu um dia tinha sido e o que eu gostaria de ser, para me sentir confortável, e na verdade, o conforto maior viria só depois de levantar desse "sofá" (zona de conforto), colocar a bunda gorda para balançar e correr atrás da vida que perdi, abri mão e quem sabe até, apostei na barca furada.

Sim, eu tenho sim culpa. Minha culpa foi ter insistido em algo que não servia para muito.

Mas que merda, sabe, é preciso que alguém de fora, que nunca me viu na vida, chegue, olhe nos grãos dos meus olhos e me diga palavras que doem, machucam, mas que cauterizam quase que instantaneamente a ferida e assim, fazem com que cresçamos.

A cauterização me chama atenção, e já cauterizei algumas verrugas uma vez, pois, ao passo em que ela mata as células que precisam ser mortas, ela faz com que o sangramento diminua. Ou seja, causar dor mas traz a cura, quase que num paralelo meio paradoxal. Viajei, né?

Eu acabei crescendo em ambientes que não serviram para muita coisa na minha vida:

- na igreja mórmon de merda, eu não podia pensar fora da caixa. tinha que obedecer as palavras de sabedoria escritas por um lunático anos atrás que me proibiam de tomar café, coca-cola, masturbar, namorar antes de fazer missão, entre outras tantas coisas, ou seja, um grande ambiente para formar um alienado;

- parte da minha educação foi numa escola católica. ali, além de ter que rezar e pedir perdão para poder ir para o céu um dia (eu nem nunca quis ir para esse céu babaca mesmo, o inferno parece mais a minha praia...), e nessa escola eu era obrigado a cantar musicas, rezar orações e tudo que era diferente de minha religião oficial. E o que isso resultou? Nem vou comentar nos recalques, bele?

- durante minha infância, e isso não é culpa de meus pais, eu acabei crescendo sem um espelho masculino mais presente e isso também me trouxe reflexos bem distintos. Porém, nunca soube ao certo o que era ser bom em algum coisa...

Enfim, agora, aos poucos, os aprendizado que um dia eu deveria ter tido, estou tendo agora, porém, enquanto houver carnes, gorduras animais e uma cachaça, haverá vontade de aprender...

Então, que assim, seja...

Segue o barco!!!


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