terça-feira, 5 de novembro de 2019

Aquele do "porque não fazer diferente..."

No Brasil já presenciamos quase tudo no que diz respeito a política, quase tudo, eu sei. Tem muita coisa boa e ruim que ainda não tivemos acesso e algumas, talvez até seja melhor nunca termos esse tipo de contato, como o que aconteceu na Alemanha com Hitler ou então em outros tantos lugares. Mas, tem muita coisa que ainda pode um dia acontecer. Esses dias eu estava cagando, sim, lugar onde algumas ideais aflora e política não poderia deixar de ser, e aí me veio na cabeça uma ideia. Mas antes, vamos de pergunta:

O que falta para o Brasil engrenar?

Temos uma grana pra educação, saúde, segurança e ainda um monte de estatal inchada e que pouco produz. Temos, se contarmos o número de vagas per captas, um universo de instituições públicas de ensino superior, supostamente democratizada pelo ENEM, que permitiu qualquer pessoa que queira estudar em qualquer universidade do país, sem antes mesmo ter que sair de casa.

Temos petróleo que chega, para todo o território durante centenas de anos - nesse caso só precisamos de uma refinaria para refinar o petróleo grosso (preço de merda) e transformá-lo em petróleo mais fino (preço de ouro), processo que hoje negociamos com outros países.

Temos uma saúde que, apesar dos problemas, é democrática, universal e incondicional. Mesmo que você seja um mega empresário, cheio do dinheiro e mesmo que você, supostamente, fosse a um posto de saúde básica - UPA - com seu Porshe ou Mercedes, ainda assim, você receberia tratamento. O país (nosso imposto) banca tratamentos de cânceres excelentes de forma gratuita. Na rede particular, isso custaria uma pequena fortuna.

O que falta?

Sério, eu não consigo entender.

Mas, começo a observar alguns detalhes que muito me chamam atenção e um deles é você que lê esse texto. Você, eu, seu vizinho, seu parente... O que estamos fazendo além de ir votar para que alguma coisa realmente e efetivamente mude nesse país? Essa é uma pergunta séria, de verdade. O que nós enfim fazemos?

Veja bem:

Não é exceção à regra quando alguém aceita subornar alguém em troca de uma punição mais dura. Não é. Outra, quando um filho vai mal na escola, como cobramos isso dele? Se sentamos e conversamos, mostrando os prós e os contras de estudar, agimos corretamente, mas ao prometermos algo em troca do que ele ainda não quer fazer, somos corruptos, assim como os que mandam na gente.

Quando aquele seu amigo pega uma tv a cabo pirata e você se anima e vai na onda, nem preciso falar, né. A mesma coisa aquela amiga que usa a carteirinha do plano de saúde da outra, ou seja, nós projetamos em nossos líderes justamente o que fazemos e dizemos ser contra. Será que somos enfim contra? Me questiono muito...

Não obstante, caímos na tentação brasileira de criar mitos. Ayrton Senna, Neymar, Lula, Bolsonaro... são exemplos de mitos que nós mesmos criamos, na esperança que eles venham de algum lugar mágico, com ideias mágicas e que de forma abrupta, mudem tudo que está errado, aniquilem a corrupção e que tudo, da noite para o dia vire um lugar florido de paz e igualdade, seja social, seja emocional, seja o que for.

Quando é que, surgirá alguém, carne e osso, não mito, que proponha sentar e escolher entre direita e esquerda, aliando o centro, tudo que há de proposta boa e melhor, e assim, propor uma real nova política para esse país? Sem extremismos, sem ideologias arcaicas, sem desejos e vontades de apenas alguns grupos, pensando o país como um todo?

É impossível imaginar que isso não possa dar certo, basta que tenhamos vontade. Somos mais de 200 milhões, mas no fundo, todos nós queremos coisas em comum.. Queremos uma vida mais tranquila, queremos trabalhar e ter algumas posses, e que isso nos traga certo conforto. Mas enquanto esquerda-centro-direita brigam, quem perde somos exatamente nós mesmo.

Um dia, quero estar vivo para ver, alguém vai propor essa nova política e quem sabe aí, o país possa finalmente avançar...

#ficaabraço

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