sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Aquele do "sim, sou covarde mesmo..."

Eu estava pensando esses dias e resolvi assumir esse lado. É mais fácil conviver com isso do que ter que ficar escondendo, primeiro de mim mesmo e depois, dos outros. E sim, eu sou um covarde. E porque digo isso? Bom, são vários fatores que me levam a acreditar nisso, mas o fator mais preponderante é o fato de que, com o passar do tempo, me tornei cada vez menos sociável. É muito difícil ter que conviver socialmente com outras pessoas.

Eu não sei falar sobre futebol, não consigo gastar sequer 10 segundos para tratar desse assunto escroto. Não sei quem são os jogadores melhores e piores, não sei quais são os times e como eles estão divididos em termos de grau ou se existe isso... Eu não sei mais falar sobre política, sinto até um asco quando preciso abortar essa temática. Não sei falar sobre coisas simples como comportamento social, não consigo respeitar opiniões alheias e pior, não assisto mais a TV aberta e dessa forma, estou desatualizado no que diz respeito às novelas ou aos programas de auditório.

Sim, eu ainda faço piadas que não posso mais fazer. Eu ainda tiro sarro de quem não posso mais tirar. Eu sou um transgressor social sim. Respeito a todos mas não me dou ao luxo de exigir o mesmo respeito. Mas, no dia a dia, eu tenho sim meus momentos.

Porém, de que forma isso me faz um covarde?

Para responder isso, pergunto: você sabe o que é um ermitão?

Então, veja:


Sim, eu deveria ter coragem, deveria deixar de ser covarde. Eu deveria achar um canto, num lugar isolado, no qual alguém me deixasse viver numa barraca e lá, construir uma vida. Caçar para comer, viver sem compromissos com banho, escova de dente, responsabilidades sociais, um lugar onde não houvesse um chato sequer para falar "graças a deus" ou então, um babaca qualquer que colocasse um assunto retardado na discussão ou ainda que exigisse algum comportamento que não quero, simplesmente ter.

Eu precisava perder o medo e ter a coragem de fazer o que poucos fazem, largar tudo e cair fora. Isso não quer dizer que vou viver andarilho ou mendigo, não é isso, mas poderia ser também... Mas o ermitão busca sua paz interior em algum lugar que traga a paz interior. Redundante?

Mas não, eu sou covarde e acho que assim ficarei. Infelizmente, assumi isso como modelo, que me foi ofertado desde que nasci. Tive escolha? Sim, tive, mas por covardia exacerbada ou então por falta de conhecimento, assumi isso modelo.

O modelo ermitão está me deixando com aquela pulga atrás da orelha, sabe, realmente. Esse modelo me parece um pouco mais atraente, afinal, terei uma paz e uma liberdade que essa sociedade hipócrita tenta me impor.

Deixando de lado isso, outra hora quem sabe escrevo a respeito!!!

#segueobarco

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