sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Aquele do "todos menos eu..."

É, nessa onda do politicamente correto, eu me insiro na categoria do "todos menos eu". Não entrarei nos méritos da questão até porque já ando cansado de apanhar moralmente, até quando quem me bate não tem moral qualquer para me bater, mas enfim. Vamos lá, hoje o texto tem toda uma decoração vermelho e branca, e no final, talvez até faça um hohoho... Mentiras as parte, essa época do ano é infernal para mim.

Não apenas porque eu fico esperando o bom e velho papai noel, o qual precisa acertar algumas contas comigo. Eu sempre me comportei e nunca recebi meu Porsche 911 Carrera 4S conversível, com tanque cheio e docs ok. Sim, quando eu encontrar o papai noel ele vai ter que me explicar porque. Mas, voltando ao resto de lucides que ainda tenho, vamos lá. Não, eu não odeio o natal, até porque de alguma forma ódio e amor são antagonistas e isso é meio perigoso. Meio perigoso, eu disse, meio.

Eu apenas não sou mais um ser vivo que convive com isso, finge demência e fica de boa. Não, eu não curto essa época, eu não consigo curtir a hipocrisia de ficar desejando coisas que nem mesmo eu consigo acreditar, não tenho condições morais de achar que essa data possa ter alguma pontinha de coisa especial. Não, eu apenas desejo que o natal passe para que finalmente, possamos viver o ano novo, esse sim com bastante birita e quem sabe, algumas ondinhas puladas na praia... Se não rolar ondinhas na praia, que pelo menos possa rolar uma tibum na piscina, para que assim, eu possa lavar minha alma na virada e começar com minha cabeça erguida.

A virada do ano sim, tem e muita razão de ser, é o momento em que comemoramos o início de um novo e belo ciclo. O natal não, nele a gente comemora o nascimento de alguém que nem sei se realmente existiu, eu desacredito, logo, torna-se tão insignificante quanto qualquer outro ser que tenha nascido e que não tenha qualquer importância para mim.

Se era jesus, se era cristo ou se era o fruto de uma árvore, para mim tanto faz. Para mim. Se tu acredita, respeitarei sua opinião e defenderei até a morte o direito de tê-la, mesmo que você não respeite e minha descrença...

E hoje, dia em que escrevo esse texto, sexta-feira, é o ultimo dia útil do mês de novembro. Na segunda-feira, amanheceremos em dezembro, mês em que tudo fica belo, todos são lindos e bonzinhos, todos são imbuídos da graça de se tornarem bonzinhos e benevolentes com todos. Todo a tristeza se vai, toda a raiva em amor se transforma, os abraços ganham mais calor, os apertos de mãos ganham maior afago. Todos desejam a todos felizes natais, todos se fortalecem na graça do papai noel. Menos eu.

Não, filhão, eu não costumo desejar feliz natal, para quem gosta de ouvir alguma coisa eu costumo desejar boas festas, mas sem especificar quais são. Não tenho como acreditar em natal, em menino jesus muito menos no papai noel, que repito, me fez andar na linha anos seguidos e nunca trouxe meu Porsche. Eu não pedi nada mais, nem uma namorada, nem uma bicicleta, nem dinheiro, nem saúde que no brasil é caro como um Porsche, eu só pedi um Porsche. Apenas um...

Ah, e nessa sexta-feira, na qual novembro útil nos diz tchau e dezembro se anuncia para a segunda-feira, eu recebe a informação de que a minha carta de resignação da igreja mórmon (jamais chamarei de SUD) já está na igreja que, através desse escritório, deverá proceder a limpeza de meu nome nos registros, ou seja, falta pouco para que meu nome sequer apareça nos registros dessa religião a qual, sem entender qual era a real função, um dia aceitei entrar. Com 8 anos!

O que na minha visão é um crime, fazer um aceite dessa monta com 8 anos, agora vai ser reparado da forma mais correta que para mim é válida. Remover qualquer registro meu dessa porcaria.

Bom, 2019 está acabando, foi um puta ano... Ainda não achei minha cara metade, bebi o que quis e pude, vivi o que quis e pude, aproveitei meus momentos com meus filhos com o que pude e claro, acho que estou muito mais esperançoso o 2020 que se anuncia. Não será um natal a mais ou a menos que fará com que eu fique melhor ou pior. Não, essa etapa do ano tornou-se muito mais um focal comercial do que qualquer outra coisa e como, meu nível de consumismo diminui exponencialmente, uma fase na qual o focal é justamente o comércio, para mim, sem chance.

Quero aproveitar as pausas dessa época para colocar minha casa mental em ordem, escrever muito, descansar bastante e claro, quem sabe uma ceia no ano novo regada a bastante espumante e também um banho de cidra não venha muito a calhar, né!!!

Então, conforme descrito...

#ho-ho-ho

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