sábado, 27 de junho de 2020

Aquele do "Cores e mais cores"

Se alguma coisa me chama muito a atenção do comportamento do brasileiro é justamente a facilidade em ser relativamente simplista e pouco preocupado com os detalhes, mas em contra partida, usar sua preguiça para formar opiniões contundentes sobre o que sequer podem imaginar em saber.

Parece difícil? Bom, de maneira muito leviana, pergunte para um pombo exadrista ou para um bolso-colostomia-narista de onde vem o conceito de direita e esquerda e submeta-se ao que será o maior circo dos horrores, muito pior talvez que uma visita com um beijinho da mulher barbada em seus lábios. Aliás, perdão, mulher barbada, não devo ser sexista, não é mesmo? Afinal, não é porque você é mulher, que não podes ter barba!

Mulheres, barbas e outros detalhes de lado, vamos ao que interessa.

Anote esse número, hoje, dia 27/6/2020: 10 milhões. 10 milhões. Sim, 10 milhões!

Esse é o número de desempregados já acumulados desde que começou a pandemia da Covid-19 aqui no Brasil. O jornalismo marrom de uma rede de televisão do paraná com um dígito só no canal, chegou a informar que o número de desempregado é igual a população do paraná, ou seja, além de jornalistas eles são especialistas em senso, numerologia e comparação. Eu sou jornalista e até por isso critico os meus "parças", bando de burros!!!

Mas a discussão não é essa. 10 milhões!!!

Esse número vai só aumentar, não há o que faça!

Porém, e sempre há um porém, temos um grupo de pessoas que, assim como aquela música do antigo grupo de Forró Fala Mansa, está em casa e cantando: Rá, rá, rá, mas eu to rindo à toa...

Sim, meus leitores, são os selecionados pertencentes ao um grupo restrito de puxa-sacos, estudiosos e protegidos funcionários públicos. Sim, nobres, estes estão rindo a toa. Enquanto milhares estão perdendo seus empregos porque as empresas não aguentam mais ou estão quebrando ou ainda e tudo na mesma linha estão indo pro beleléu, esse grupo além de estar rindo a toa, segundo informações que me chegaram, ainda tiverem o direito ao aumento garantido.

O mundo inteiro indo pro buraco mas os funcionários públicos poderão ter aumento.

É isso aí, palmas para todos.

Todos os do executivo e legislativo que, por seu poder hierárquico mais uma vez vão entrar com seus cacetes enquanto os demais, entrarão com seus tobas. Vai ser assim, eles carcam e a gente sorri. Enquanto todos querem pelo menos poder trabalhar, essa nata da sociedade está "trabalhando" em casa, ganhando salários integrais, com benefícios e garanto, com ajuda de custo para homeoffice, enfim, é isso... Nata da sociedade. Inveja? Sim, eu tenho inveja, com certeza estaria coçando meu saco em casa, ganhando nas costas dos outros e vivendo minha feliz. Se duvidasse, nem máscaras usaria, afina, quem disse que vírus pega em funcionários públicos?

Não há o que faça, eles sempre serão a nata da sociedade brasileira, acima deles, apenas os empresários que com muito trabalho, esforço, noites mal dormidas, pagam seus altíssimos impostos e banco essa farra nojenta que é esse grupo da nota da sociedade. Enquanto isso, bom, enquanto isso, bolso-colostomia-naro brinca de ser o menino mal e proteger seus muitos meninos maus. Eu quero muito ver o dia que gente babaca for obrigada a fazer vasectomia, para não deixar mais babacas pelo mundo. E, muito antes que algum hipócrita venha me perguntar, sim, eu deixei dois herdeiros, que pelo visto são bem menos babacas que o pai, e claro, depois disso, eu mesmo fiz minha vasectomia, para não deixar mais herdeiros. Preferi assim, e hoje, observando exemplos de mórmons e o bolso-colostomia-naro, percebo que fiz o mais certo.

Bom, desejo muita saúde aos funcionários públicos, afinal, do jeito que estamos caminhando, eu até passarei fome antes, mas em contra partida, depois, teremos que dar as mãos e catar os restos que dividiremos com os outros animais!!! Seja você funcionário público ou não!!!

É isso...

#abraço

sábado, 20 de junho de 2020

Aquele do "O que estamos fazendo a nós mesmos?"

Hoje é sábado. Não que isso importe de maneira direta, mas foi o que me veio a mente afim de iniciar esse texto. Eu acordo cedo, bastante cedo na maioria dos dias e como meus meninos ficam dormindo, lógico que aproveito esse tempo para pensar e eventualmente escrever. E hoje estava aqui no sofá, depois de uma omelete de 2 ovos, 3 xícaras de café, um olho direito que está com sei lá, 30% da visão funcionando - e com isso atrapalhando e muito o esquerdo que insiste em ser bom... Enfim..  Parece não ter nada com o texto e com o título, né, mas tem, pelo menos na ótica distorcida da realidade desse que vos escreve.

Enquanto eu fazia o que relatei acima, eu estava assistindo televisão, e num canal, estava passando um desses "shows da realidade", de uma oficina de blindagem algo assim, e mesmo gostando de carro, o que mais me chamou atenção, primeiro por não haverem negros, o que é comum em produções de Hollywood, é que a grande maioria é composta por latinos, visivelmente latinos. Mas além de latinos, o que mais me chamou atenção ainda é que, independente de quando esse programa foi gravado, a bandeira dos E.U.A. estão lá, na parede, como uma imagem de chézus crist para um católico ou uma imagem do "josé smite" (sic. eu sei como se escreve, mas me nego) para os mórmons...

O povo norte-americano (já que americanos também somos), pode ser o povo mais lazarento da história da humanidade, eles são fascinados por guerras, se acham melhores que todos os demais, tem a economia mais pujante do planeta e blá, blá, blá...

Tirando todos esses defeitos, vamos lá: os caras são patriota...

Não me lembro de ter entrado em um consultório de médico, hospital, escola, supermercado, centro de escritórios, nem mesmo em órgãos públicos que tivessem uma bandeira do brasil presa na parede, de forma pujante que demonstrasse nosso orgulho e amor em sermos patriotas e filhos dessa pátria que me pariu.

Não, não temos essa capacidade. Desculpe-me!

Ostentamos um desejo de sermos iguais a outras nações, mais ricas, mais poderosas, mas não fazemos a lição mais básica que é pensar em nós mesmos. Nós somos únicos, talvez o povo mais misturado, onde negros, índios, japoneses, alemães, italianos e gente de todo o planeta convive em quase total harmonia. Só não vivemos em maior harmonia pois, após longos 14 anos de governos de linha não só populista, mas também, hoje vivemos com êxtase os conflitos das "minorias" assim autointituladas. Isso é para outro texto.

Somos um país de 212 milhões de habitantes. Não temos conflitos sociais extremos, não temos a fome como uma desgraça nacional.

Temos vários problemas, mas nada que um pouco de amor próprio não nos proporcionasse uma solução.

Enquanto isso, estamos nos matando entre esquerda-centro-direita.

A esquerda, sempre muito sedutora, é aquela gostosa de vestido vermelho, corpo escultura, que vai nos custar caro no final. O centro, é aquela gostosa mais normal, calça jeans, mas que não para de falar um minuto sequer, e sobre assuntos que talvez pouco nos interessem... E a direita, essa é aquela de sandália de salto alto, linda mas que infelizmente não te convence com o discurso, que parece e é hipócrita...

A esquerda, é aquele homem, que chega com uma conversa que flui no ouvido da mulher como algo nunca antes ouvido na existência, mas que trouxe um vinho tão ruim, que a dor de cabeça do dia seguinte vai durar uns 3 dias ou mais. O centro, é aquele homem sedutor, que chega num carro importado (alugado ou não, tanto faz), mas que durante a conversa, se gaba, se gaba, se gaba... Você até gosta, mas não consegue gostar por muito tempo... A direita é aquele homem, de barba, bronco, parece um lenhador, mas que na hora que chega próximo a você, abra a boca e dela parecem sair larvas do mais escroto esterco.

Enquanto isso, estamos aqui no brasil, pensando que queremos ser uma Alemanha, um E.U.A, uma Inglaterra, mas estamos fazendo tudo para sermos uma Venezuela ou ainda pior. Porque pior? Sim, porque até vencemos a esquerda que nos transformaria numa super potência falida social, mas colocamos o mais idiota dos representantes do pior pinel do país. Ele não sabe falar, ele não sabe agir, ele não sabe se portar, ele consegue saber apenas passar as mãos nas cabecinhas dos seus pequeninos filhos, que nunca fizeram nada de errado.. Ele é pai né...

Ou seja, sistematicamente, provamos para todo o mundo que além de não termos amor próprio, continuamos vivendo num mundo de fantasias e de faz de conta. O ricos, estão vivendo seus momentos, carros importados, vinhos importados, mármore importado, tudo de bom e do melhor, importado. Os mais baixos, usam e tem os importados quando podem. Os médios sonham com os importados, mas compram as marcas nacionais mais tops... Bom, os pobres, estes sim, compram tudo que os demais compram, mas o fazem na parcelinha, na prestação...

Não somos unidos, talvez nunca sejamos.

Veja a diferenção:

United States of America - Estados Unidos da América
República Federativa do Brasil - República Federativa do Brasil

República = bom, nem vou comentar, veja no dicionário e tire suas próprias conclusões...

A pergunta que faço para terminar é: para que insistir nesse erro chamado Brasil?

A propósito, a ultima pergunta será essa: você acredita que num país em que, dos 212 milhões de habitantes estimados, uma parte seja pobre ou miserável? E ainda sejam eleitores? Pense nisso, será mesmo uma democracia quando você obriga gente a passar fome e depois escolher alguém? É provocação mesmo...

#fui

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Aquele do "Parabéns a todos os casaisinhos..."

Não há outra coisa que eu possa desejar a todos os casaisinhos espalhados pelo 2º lugar em numeros de casos de covid-19 do planeta. Sim, parabéns a todos os namorados, noivos, esposas e esposos, amantes, apaixonados, ficantes persistentes, enfim, a todos aqueles que em outro coração e persona encontrou algo que o faz respirar mais rápido ou sentir o coração pulsar na boca.

Desejo a todos anos e anos de felicidade e que, o que mais importe para ambos, é que esse sentimento e essa sensação de gostar nunca acabe. Não há sexo que signifique tanto, não há bem que valha tanto, não há presente que substitua, não há condição social que supra. Apenas o olhar fixo no olhar, que antecede o beijo úmido que apaga qualquer sofrimento, brigas ou afins...

Quem o que valha para todos seja a química. O toque dos lábios, as línguas que não param, as mãos que percorrem os seus corpos.

Em épocas de pandemia talvez isso seja proibitivo, mas que o amor possa superar e persistir assim.

Não se permitam desistir desse amor por coisas pequenas, por erros idiotas ou por inseguranças infelizes.

Não se permitam deixar de lado o sentimento que mais nos alimenta, mais que chocolate, mais que qualquer droga...

Não se permitam tornar-se alvos da inveja alheia.

Não se permitam comparações, você e ela, você e ele, seja qual variante for, vocês dois são foda e serão foda enquanto puderem ser. Se se deixarem de ser, que se exploda agora, hoje, vocês são!

Não se permitam de qualquer forma, deixar de investir nesse sentimento, seja ele uma paixão ou amor, por qualquer questão menor que seu sentimento. Aprenda a perdoar ainda mais se você for inseguro. Aprenda a respeitar, ainda mais se você tem medo. Você pode abrir mão de algo que te parece ruim, mas que pode ter fazer falta...

Eu não posso desejar a todos, sem qualquer exceção, todos os casais, que tenham eles 1 dia ou menos de relação ou anos e anos, um FELIZ DIA DOS NAMORADOS.

Pelo menos, sabemos que, hoje, muitos bacuris, guris e gurias, pimpolhos, crias, filhos, proles, enfim, serão encomendados.

Muitos pegarão covid-19 por não obedecerem as regras para evitar.

Outros tantos, também terminaram por motivos idiotas.

A vida é assim, um ciclo, e você é quem está no comando.

Pegue nas mãos ou faça uma video-call para sua amada(o, e, i - seja o que for), e diga o quanto, você se ama e logo depois de dizer o quanto você se ama, diga também o quanto isso faz você amar seu parceiro (a, i, e, seja o que for)

E assim, viva esse dia, viva essa noite.

- Beba pouco
- Use camisinha
- Haja sempre com respeito

#abraçodolg

terça-feira, 2 de junho de 2020

Aquele do "Não sei o que pensar, mas não irei nessa onda não!"

Sim, eu não sei o que pensar. Não sei mais o que esperar e ainda, não tenho a menor ideia do que poder dizer para as gerações futuras que um dia, por ventura, o covid-19 me permita conhecer e interagir. Não tenho clareza de datas precisas mas minha grande lição de vida sobre racismo ou respeito ao semelhante foi quando eu tinha aproximadamente uns 7 ou 8 anos de idade.

E antes que qualquer um critique a merda que falei, quero deixar claro que todos, sem qualquer tipo de exceção, um dia em algum momento da vida, compreendida entre seu nascimento e sua morte, fez alguma merda.

Como comentei, não me lembro do dia, hora, mas sei que eu morava numa casinha de madeira no Capão da Imbuia, a qual meus pais compraram com certo sacrifício e na qual, minha vozinha, dona Nair, fazia questão de estar sempre presente. Claro que isso era maravilhoso, eu gostava tanto dela que dela sinto falta até hoje. Mulher guerreira, mulher trabalhadora e se algum tiver algo contra ela, guarde para si mesmo pois a imagem que eu tenho nunca vai ser abalada por um qualquer.

Sim, estávamos pelo menos eu e ela, não lembro se havia mais gente. Eu vivia uma fase bastante tranquilo para mim, pois não me preocupava com nada a não ser, ser eu mesmo da maneira que eu queria... Um garoto de 7, 8 anos, algo assim. Ia para escola, da escola pra casa, brincava na rua, pulava a valeta de esgoto que tinha na frente. Brincávamos de pique-esconde, jogávamos futebol (eu sempre odiei, mas era com os amigos), guerra de mamona, bicicleta, enfim, a vida sempre transcorria da melhor forma possível

Eis que então, eu resolvo um dia contar uma piada sobre negros. E até então, tudo parecia muito normal, eu convivia com as pessoas e isso era normal. Mas, a grande lição aconteceu pois minha avó ouviu a piada. E mais que prontamente, do jeitinho dela, me deu um esporro daqueles de deixar qualquer idiota com cara de imbecil.

Para quem confunde ou considera apenas o que o dicionário, idiota não é a pessoa desprovida de inteligência, no meu texto eu descrevo quem não tem inteligência, como imbecil. A palavra IDiota que uso aqui é para descrever o ser que, ao viver em sociedade e em um ambiente coletivo, tem a capacidade de observar e apenas se preocupar apenas com seu umbigo ou então, com o seu ser. Assim como identidade se refere a algo sobre o ser ID, idiota refere-se a quem pensa apenas em você... OU seja, eu era um idiota contando piadinhas sobre negros, pois eu não pensava neles, não tinha a menor ideia de como isso poderia atingir alguém.

Eu, com 8 anos, não tinha qualquer tipo de discernimento sobre esse assunto, talvez até devesse ter, mas não tinha. Com 8 anos, eu não tinha muita clareza nem do que era a vida. Com 8 anos eu era um retardadinho em processo de absorção de conteúdo e foi justamente o que minha avó fez.

Depois desse episódio, não apenas eu não me lembro de ter contado uma piada sequer sobre negros, como também, passei a não rir de piadas com esse tema.

A lição foi tão dura para mim que, fico sem graça até hoje só de me lembrar desse acontecimento. Eu tinha pouca idade mas a lição foi sem dúvida alguma, uma forma de me mostrar que o mundo não seria como o mundo me cobrava ser. Ou seja, eu comecei a viver de uma forma em que eu precisava negar os demais para poder aplicar o respeito que, de forma ampla, era o mínimo que eu poderia oferecer de retorno.

Sim, eu não vou entrar nessa onda nova, até porque, eu, meus filhos e todos os que eu posso contagiar com esse respeito excessivo, eu tento contagiar. Todos os que me permitem contar o que me aconteceu eu conto, para que, sem violência, sem atos loucos e sem esse discurso de ódio, possamos juntos quem sabe mudar o mundo. Eu sei que é muita pretensão, mas eu sempre tive em mente que preciso tentar.

Não sou culpado por essa burrice que é o racismo, mas serei sempre culpado se durante minha vida, não fizer nada, mesmo que seja apenas com os meus, para que isso seja mudado.

Como diria Gabriel O Pensador:

"Como eu já disse, racismo, é burrice...

E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu, eu não vou me meter,
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você"

E fecho esse texto com esse trecho dessa linda musica do Gabriel O Pensador pois, assim como eu, aos 7, 8 anos de idade tive alguém que, de forma contundente me fez lavar a minha mente com relação a isso, quem sabe você lave a sua e leve essa mensagem aos também ou realmente precisam lavar suas mentes.

Por favor... Se externamente não somos todos iguais, somos sim, todos seres humanos...

E isso por si só já basta! Ou não, né!

#triste

terça-feira, 26 de maio de 2020

Aquele do "Mais uma semana..."

Curtindo a quarentena e de castigo em casa, hoje tirei um tempinho para tentar ver alguns números da Covid-19 no Brasil. E fiquei assustado. Já foram mais de 23 mil pessoas que morreram por causa desse vírus. Mães, filhos, pais, netos, avós... Mais de 23 mil.. Se continuar nesse ritmo, penso que nos tornaremos campeões, heim?

Pois é, enquanto no Brasil temos um suposto presidente que supostamente tem inteligência e que supostamente pensa, a realidade tirando minhas suposições é que já se foram 23 mil pessoas. Isso só o que o governo assume, mas como aqui tudo é no estilo do 10zão, então, deve ser muito mais. E que relação isso tem com a vida das pessoas que não morreram?

Bom, estão na loteria ainda. No estado que moro, o governo (com vínculos religiosos), já liberou as igrejas (de boa né), academias e shoppings. Eu não tiro a razão do governo e como acredito e muito na seleção natural, só desejo que os fiéis, os marombas e os consumistas paguem por seus efetivos tratamentos, por sua hidróxicloroquina ou pelo seu finalmente, caixão.

É, eu penso assim mesmo, quem está na chuva, ou quer se molhar ou infelizmente vai se molhar. Afinal de contas, quem quer rir, tem que fazer rir, não é mesmo?

Curitiba pode ser vista como um exemplo. Seu povo, sua população aceitou os riscos e os reveses e se cuidou, principalmente no início de tudo. Então, dizer que agora é hora de voltar a vida normal, acho muito precoce mesmo. Mas fazer o que, o Little Mouse sabe e que seja o melhor para todos.

Infelizmente, não há o que faça, esses 23 mil, possivelmente se tornarão 46 mil ou ainda mais...

O SUS é muito bom, mas é muita gente. E essa gente toda que saia sem máscara, que resolveu ir fazer compras, ou então rezar ou ainda, malhar um pouco. Você sabia que na Índia, que tem mais ou menos 1 bilhão e 400 milhões de habitantes teve pouco mais de 4000 mil mortes? Nós, temos algo em torno dos 215 milhões de habitantes, 1/8 da população da Índia e já estamos na casa dos 23 mil mortos.

Rumo a medalha de ouro?

Sim!

Pena não ser na educação, ou ainda na segurança pública ou no desenvolvimento de tecnologias. Ou seja, triste, mas necessário para que aprendamos que somos sim, irresponsáveis e preguiçosos!

Muitos acreditaram um dia na "marolinha" do Lula. O tempo passou e ficamos calados, e mais uma vez, acreditamos na "gripezinha" do Bolsonaro. Infelizmente, não há o que faça...

Vai ser assim... 23 mil hoje, 25 amanhã, quem sabe, no final de maio, chegamos aos 30 mil?

Heim?

Pode ser né...

Nessa loteria, sabe como fica: 1 chance a cada 9 mil e 500 de você ser a próxima vítima.. Hehehe probabilidade muito menor que ganhar na megasena, heim... Hoje é mais fácil morrermos de Covid-19 do que sermos vencedores de um prêmio da megasena..

#ficaadica

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Aquele do "Não que eu me importe muito..!"

Nobres leitores... Não que eu me importe muito com a opinião alheia até porque, opinião é como bunda, cada um tem a sua de deve cuidar sempre, afinal, ninguém sai disponibilizando ela a qualquer um. Então porque opinião precisa ser disponibilizada dessa forma?

Não, eu não estou apenas emitindo minha opinião aqui, esse é um blog que se propõe além de dar opiniões, tentar de alguma forma propor um pensamento talvez um pouco fora da caixa cristal transparente à qual os veículos de comunicação costumam tentar e conseguir nos colocar. Sim, você não percebe pois você está justamente nessa caixa, que as vezes é embaçada pela respiração ofegante de um povo desesperado, mas o mesmo povo que não percebe que as respostas mais acertadas não estão na imprensa, na mídia muito menos nas pessoas - jornalistas.

Infelizmente, você não verá o que eu quero dizer, e nem por isso, é demérito seu... Você é apenas uma ferramenta nesse processo todo e continuará sendo por todos os tempos a não ser que você se proponha uma mudança...

E se você acha que é tão difícil se propor essa mudança, eu garanto que pode ser mais fácil e está muito mais presente em suas mãos do que qualquer outra forma de mudar. Sim, sempre que você ouvir, por exemplo que alguma coisa foi dita por alguém, sim, isso é tão simples quanto andar pra trás, certo, ou seja, sempre que tu ouvir uma frase atribuída ao coelhinho do zap-zap, pesquise. É muito simples: você digita a frase ou o termo, e o google vai trazer milhares de links com essa informação. Aí, você deixa a porra da preguiça de lado e faz uma leitura de pelo menos umas 5 indicações...

Garanto, mas garanto com toda certeza que, em pouco mais de que no máximo 15 minutos, você estará preparado para formar um pensamento que não dependa da opinião (bunda) dos outros..

Seja você de direita, direita extra, do centrão, da esquerda ou do lado que você quiser ser, você se sentirá renovado, revigorado, percebendo que na nuvem existem milhares que pensam exatamente como você, mas existem bilhares que não estão cagando pra sua opinião. Mas isso também é libertador. O que seria do amarelo se todos gostassem do azul? E se o azul que você enxerga foi ligeiramente ou grosseiramente diferente do azul que seu vizinho enxerga?

Certa vez li um texto, de um autor para mim desconhecido, e a história era mais ou menos essa que vou colocar em outra cor. As aspas são para demonstrar que esse texto não é meu, mas não sei de quem é:

<---------->

"Certa vez, estavam em casa marido e esposa, recém casados, tomando café na cozinha quando a esposa, olha pra fora e vê a vizinha colocando no varal alguns lençóis. 

E ao observar a cena, ela comenta com o marido: nossa, que vizinha sem capricho. Olha lá, os lençóis todos manchados... Que vergonha, se fosse eu, jamais deixaria um lençol assim...

O marido olha, ouve, mas não diz nada.

E assim, foram passando os dias, os meses...

E sempre assim: olha lá, como ela pode deixar os lençóis e as roupas todas tão manchadas?

E o tempo foi passando...

Um dia, ela levantou preparou o café, mas algo estava diferente. Olhou uma, duas, três, quatro e cinco vez.. O marido, que só observava, questionou ela se haveria algo lhe incomodando...

Ela respondeu que sim, que como poderia a vizinha ter aprendido a lavar os lençóis de uma hora pra outra, se eles sempre estavam sujos, manchados?

Aí o marido, num ato de extremo perigo respondeu:

- Amor, ontem eu limpei os vidros!!!"

<---------->

Limpe os vidros do seu conhecimento. Não permita que sujeirinhas ou manchinhas em sua vidraça atrapalhem sua capacidade de julgamento.

E principalmente, antes de julgar ou emitir uma opinião sobre outrem, por favor, olha pro seu umbigo, ele pode estar precisando mais de atenção do que as outras pessoas.

E se ainda assim você quiser emitir sua opinião sobre alguém, pelo menos escolha um dos boletos da pessoa, pague e aí sim, terá certo direito.

#segue_vida
#quarentena
#covid_19

domingo, 17 de maio de 2020

sábado, 16 de maio de 2020

Aquele do "Mentira... mas você acredita - burro!"

Eu lembro muito em diversos dias de minha vida de uma musica do Ultraje a Rigor, grupo do qual o vocalista é mais inteligente que os demais. O QI eu não sei mais ao prestar atenção nas letras dá pra perceber que é algo mais do que os demais são.

Tem uma música que ele gravou, confesso não saber a autoria da letra, mas não duvido que pela inteligência da letra não seja dele que diz:

"Eu não tenho nada pra dizer
também não tenho mais o fazer
e só pra garantir esse refrão
eu vou enfiar um palavrão...Cu"

O contexto da música claro é bem maior que esse refrão mas ele expressa meu sentimento nessa hora em que o Brasil, essa linda nação de um povo hipocritamente imbecil (do qual eu me insiro), que aplica a palavra IDiota com uma maestria sobre natural, está inserido. Não, o Covid-19 é apenas um dos pontos que vão acabar com esse país. Não temo estrutura nem para tratar uma caganeira coletiva quiçá um vírus tão mortal e letal.

Um adendo aqui, por favor: acho que tem que liberar as igrejas. Afinal de contas, todas as religiões sempre acabam operando milagres, curas, benção óleos extravirgens abençoados... Pra que ficar usando respiradores e hospitais, não é mesmo?

Voltando... No início da pandemia eu assumi para muitos amigos que eu estava confiante no SUS, sistema único (unificado) de saúde. Pois, nos últimos 30 anos dos quais eu me lembre ainda, o SUS pode até ser um lixo mas ele salva muitas vidas. Tantas quantas nos permitiu chegar a marca de mais de 200 milhões de habitantes. Num país obeso, doente e louco, sem o SUS, jamais chegaríamos a essa marca...

Mas, caros leitores, chegamos ao fundo do poço. Não na saúde, nem na economia. Chegamos ao fundo do poço na nossa incapacidade de sermos sequer inteligentes básicos. Quem dirá ser tão inteligente quantas outras tantas nações.

Começamos a traçar nossa desgraça quando em 2001 elegemos pela primeira vez o governo mais corrupto depois de Fernando Collor. Infelizmente a esquerda seduz, não é mesmo? Saímos dos 16 anos dessa esquerda cada vez mais intolerantes, estamos carregados de politicamente corretos, de mimimis, de chatices culturais e sociais, de idiotices de minorias que querem simplesmente ganhar no grito. Ou então, por meio de leis, que só favorecem vocês...

Nossa incapacidade de inteligência mínima continuou.. Elegemos o caninha 51 não apenas 1, mas 2 vezes... Não bastasse, colocamos suas pupila, sim aquela que queria estocar ar e usar a mulher sapiens para fazer isso - sexista do inferno... Essa foi tão ruim, tão ruim que chegamos a ter essa questão, de impedimento. Nunca antes visto na história do brasil, um impedimento ainda mais de uma mulher - povo sexista, machista...

Bom, quando ela foi impedida tivemos um trechinho de um merda que nem vale a pena comentar. A unica coisa boa que ele fez para mim foi mexer em algumas leis, do trabalho, para tirar um pouco dos muito privilégios que os trabalhadores tem. Ou você acha que 13º, férias de 30 dias com salário integral e mais 33%, além de ir ao médico sem desconto, FGTS é coisa que países ricos tem?

Mas aí, para fechar porque ficou longo e estou meio sacudo para escrever, mais de 50% da população intel-idiota-burra-hipócrita-brasileira escolheu esse presidente que aí está. Me perdoem, mas ele nunca me inspirou nada de positivo. E assim como o outro que, além do tripéx também pode ter um "dedo" no celso daniel, esse de agora tem dedo podre também, a citar Mariele, enfim...

Hoje, sábado dia 16 de maio, no qual escreve esse texto, o relato é o seguinte: gente morrendo a rodo pelo brasil afora. Um "presidente" que, infelizmente não sabe o que é ser presidente e que, de forma linda, perdeu seu terceiro ministro. Governar não é fácil. E para melhorar, até onde entendi em ele já foi notificado de um processo de impedimento..

Top, vai ser o terceiro impedimento que verei na minha vida e talvez não seja o ultimo.

Culpa desses imbecis, que, de 13 candidatos, resolveram depositar as esperanças justamente em um dos dois piores. Tinha um tal de habibi haxide qualquer coisa assim, da esquerda e tinha outro, da suposta direita, mas que agora está dando dinheiro a qualquer lado para se manter no governo...

Então, se você acredita em deux, eu não acredito - reza, ora, pede...

E viva, sabendo que sim, basicamente tudo ou quase tudo, está sim, perdido.. Infelizmente, mas é isso mesmo...

Tadindo do Brasil

Mas nunca tadinho desse povo, se alguém f. o brasil, foi o brasileiro.

A propósito, resolvi caprichar nesse texto pois, há dois leitores que preciso agradecer aqui em especial, né dona Ana Flávia, né sr. Luiz Eduardo, meu filho, que com 13 anos, já está sabendo escolher o que ler... FIlhão, (o pai... o pai... cê já sabe pra onde eu vou, mas ta aí mais um texto)

Os demais leitores também são especiais e agradeço muito a todos, mas acabo não sabendo que vocês são... Se quiserem comentar, ou me achar nas redes sociais, se eu souber que são, com certeza, citarei vocês....

#fui




segunda-feira, 11 de maio de 2020

Aquele da "Cobrança..."

Eu realmente não ligo quando sou cobrado. É foram infinitos bancos me ligando para me cobrar, escola de filho, cartão de crédito, enfim, cobrança é o que não falta. Chega um momento que acho divertido até, pois eles escutam qualquer porcaria que falo e são obrigados a registrar e tudo ok!.

Mas, tem certas cobranças que a gente precisa dar certa atenção. E nesse ponto eu tenho uma dificuldade enorme pois quando a cobrança parte de mim mesmo para eu mesmo, a coisa fica feita. Nos últimos tempos, tenho lido e relido tudo que escrevo. Por vários motivos os quais listarei abaixo:

1 - eu escrevo de uma vez só, não fico ensaiando - sendo assim, eu troco a ordem de algumas palavras, erro outras -  e isso tira minha pequena ou nula credibilidade (heheehe)

2 - ando com medo de processos - não que muita gente leia esses textos mas, vai que alguém lê e se ofende com alguma politicamente incorreta que escrevi?

3 - a minha principal pauta, a política desse lixo de país, não tem colaborado nos últimos tempos

Não que não hajam pautas, elas existem e são muitas, mas é tão chato ficar escrevendo sempre sobre a mesma coisa que uma hora a gente enjoa e quer ou para ou escrever sobre outras coisas.

Quer um exemplo:

Quem acreditou que Jair Messias Bolsonaro faria algo diferente do que qualquer outro presidente anterior? Não faria assim como não está fazendo. A grana anda solta, estão comprando o que podem de acordos e detonando todos que vão contra, assim como sempre foi feito, só que com um agravente, com o apoio maciço da população.

Esse povo brasileiro é ironicamente idiota. Vota errado, estuda pouco, reclama muito, quer direitos mas não quer deveres, quer ser feliz mas não quer trabalhar e lutar pela felicidade. É realmente interessante...

O governo é obrigado a fazer tudo, mas não faz nada e todo mundo faz de conta que está tudo OK!

Por isso ando com uma preguiça gigante de escrever. Eu escrevo hoje coisas que escrevi durante o governo cachaça 51 e que voltei a escrever no governo da estocadora de vento... E aí, um bando de inteligentes vem tentar justificar o injustificável.

Não há o que faça, o que vale mesmo é a incapacidade desse povo - somos mais de 200 milhões - em entender que o que precisa mudar é nossa consciência coletiva.

É exatamente o que está rolando agora no lance do corona vírus ou covid-19...

É pra ficar em casa, ponto.

Não, filho da p. tem que sair para ir trabalhar, e ai, brincamos de deus dizendo quais são as profissões que "precisam trabalhar" e quais não precisam. Enfim, não dá para esperar muito mais desse povo. Num dia, escolhem lula como solução do país, um mito.. Rouba e ganha até tripéx (sic) como ele mesmo diz... Noutro, elegem um psudo ante-projeto de pseudo ditador que levou uma facada marcada.... Mito, mito, um mito de muita merda. Mais sujo que pau de galinheiro...

Ou seja, como esperar que alguma coisa boa saia de um país onde, de 13 candidatos, com alguns muito bons por sinal, se tira essa porcaria?

É por isso que as vezes eu tenho preguiça de escrever, e assim vai...

Essa semana, vamos explorar alguns assuntos, pois, lembra que comentei acima que as cobranças não me incomodam? Bom, nesse caso, e minha autocobrança é foda mas houve outra, né Ana, que foi muito bem recebida!!!

Vamos lá, o exercício agora é, escrever, ser o que sempre fui, com outras coisinhas a fazer...

#saúde
#xô-covid
#fora_bolso - hehee
#fui


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Aquele do "Preguiça de escrever... "

Sim, sim, sim... bateu aquela preguiça de escrever então, resolvi, num domingo de sol ardente, gravar um vídeo. Mais ou menos sereno e mais ou menos não sereno, porém, um longo vídeo. Espero que você consiga assistir um trecho e se gostar, quem sabe, repassa!!!

Abraço...


quinta-feira, 23 de abril de 2020

Aquele do "Tanto faz, no final já passou, não é mesmo!"

O caos se anunciou e acabou não passando por aqui. Não sei se porque o povo aceitou muito bem a questão de ficar em casa e em partes, isso foi louvável ou se não chegou por aqui a mesma coisa que chegou por lá. O Brasil, mais de um mês depois do isolamento somou por volta de 3 mil mortos. Eu sei, é inestimável o valor dessas perdas, afinal de contas perder um ente querido não é fácil, ainda mais de uma doença que chega sem avisar.

Meus sentimentos às famílias das vítimas, é sério, eu agradeço por não termos perdido ninguém aqui em casa, não posso ser hipócrita de não agradecer, mas ainda assim, lastimo as perdas.

Porém ontem, eu li algo que não soube muito bem como compreender o que estava escrito. Sabemos que o brasil vive uma dicotomia, ou seja, se você é brasileiro, você tem que escolher: ou você é pt ou é contra pt, ou você é bolsobosta ou você é lulacaninha, ou você é contra ou você é a favor.

E, por coincidência, ao falar com uma amiga, estávamos abordando o tema de ser binários ou não sermos binários. Bom, o isolamento social evitou que nós, enquanto nação tivéssemos números tão pequenos se compararmos com outros tantos países, não é mesmo? Mas vamos pensar que foi fácil pensar em isolamento social num país com tamanha desigualdade social, não é mesmo?

Afinal de contas, eu por minha conta vou dividir aqui alguns grupos:

- funcionários públicos - estes, já vivem em isolamento social, pois ganham quase sempre muito mais que seus similares da inciativa privada, além de que tem flexibilidade de horário, liberdade de cafezinhos, licenças prêmio, licença produtividade, licença estou cansado.. além de que, o salário quase nunca atrasa e é reajustado sempre nos melhores índices;

- aposentados e pensionistas - estes também já vivem seus isolamentos, mas eles tem uma questão importante que é, de uma hora para outra, viraram a causa de todas as preocupações, e não estou tirando essa razão mas, os mais jovens também poderiam morrer ou pior, transmitir a doença para os mais velhos;

- políticos - estes eu nem preciso citar né, são os ganham melhor aqui nesse país, oficial e extraoficialmente, sabemos bem disso. E no mais, eles nunca trabalham mesmo, o que mudou? Mudou que talvez tenham economizado uma grana de viagens para brasília;

- iniciativa privada - estes, quase sempre tiveram apoio das empresas mas tudo tem um limite e empresa que não ganha, não pode gastar, e aí, diferente dos funcionários públicos, tem uma galera que já está colocando os currículos em ordem, só não sei para onde vão enviar, pois é uma situação geral;

- pobres - não, está por ultimo pois somos a grande maioria. Os pobres, normalmente ocupam profissões que as categorias acima julgaram e vão julgar sempre como essenciais. Mercados, farmácias entre outros, estes não poderiam parar pois a elite precisa deles. E quem os banca?

Bom, já estamos a uma semana com tudo voltando ao normal e tudo voltará.

Já morreram 3 mil, quem sabe mais uns 3 mil, mas ainda assim, morreram muito menos tupiniquins que na grande maioria dos países acometidos. Só nos EUA já foram mais de 38 mil....

Então, se deus é brasileiro, talvez ele tenha resolvido trabalhar um pouco por essa nação que está acostumada a só levar no tobis.

Quem sabe, agora é a nossa vez?

Ok, Ok, não é... foi mal tentar acreditar!!!

#fui

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Aquele do "Não aprendemos nada até agora..."

Pois é, mais de um mês passado após a chegada não desejada do Covid-19, já começamos a colher frutos. Alguns positivos, digo por exemplo a solidariedade do povo e muitos outros negativos, dentre os quais cito o isolamento social, cujo efeito imediato pode até ser positivo mas que a longo prazo, vai saber qual será; econômicos, os quais já podemos inclusive mensurar - dentre eles a exemplo de uma rede de lanchonetes que demitiu uns 600, que a gente sabe...

Mas, o efeito mais imediato que eu observo e exergo e posso ainda citar com bastante certeza que acumulei nos meus 42 anos é que, um país não pode ser considerado realmente um país sem que haja um governante sério, inteligente e atuante. Não obstante, vivemos um brasil que há quase 20 anos, não é governado. Estamos como um trem, num trilho, mas que, volta e meia, pega um desvio e demonstra que os maquinistas não são lá grande porcaria.

Desde 2002, ou melhor, desde outubro de 2001 vivemos uma esperança de que algo possa ser melhor. E realmente em algumas áreas até foi... a economia se manteve brevemente estável - claro, nosso dinheiro hoje vale merda mas ainda vale alguma coisa. No campo social, temos muito mais gente podendo comer porcarias industrializadas e continuamos com os esgotos abertos e a falta de cuidado com o povo. Não sei se por causa do tamanho, afinal, somamos mais de 200 milhões de pessoas ou se porque, desses mais de 200 milhões, uma parte está defecando para a política e assim fazendo, permitem que seres caricatos como um metalúrgico, uma ex-guerrilheira ou então um ex-patente baixa do exército nos governe. Este ultimo até agora não se sabe se é ele ou os filhos que tentam fazer algo que realmente não sabem fazer.

É fato que só não está pior porque o povo é pacato e prefere carnaval, churrasco e futebol, e claro, uma cervejinha, a ter que discutir sobre o futuro e ainda mais, sobre política.

Tornando mais prático o que estou tentando descrever:

Em 2008, o mundo passou por uma grande crise financeira. Vários bancos foram a falência da noite para o dia. Vários países se endividaram, enfim, foi um inferno. E enquanto o mundo se ferrava, nosso excelentíssimo presidente saia na mídia dizendo que aqui, chegaria uma marolinha. E de fato chegou uma marolinha... e logo chegou a onda e logo mais, estávamos lascados. E, enquanto o mundo se recuperava, olhávamos para frente torcendo para conseguir.

Um povo que não conhece sua história, realmente está condenado a repeti-la, não é mesmo?

Pois bem, a crise veio em forma de vírus. Não um vírus de computador mas sim um vírus que causa uma síndrome respiratória aguda e mata. E o que o chefe do executivo faz? Desdem, tira sarro, brinca, faz de conta que não sabe de nada. Ah, e não sabe mesmo. Aproveita essa hora em que, só no Brasil já se foram mais de 2000 pessoas, e que em outros países como os EUA já se foram mais de 38k, e brinca de sair em manifestação em um domingo.

Ou seja, que votou nesse e nos anteriores, fez sim um bom uso da democracia e do direito do voto: merda.

Agora, o que nos resta é: quem acredita, reza. Quem não acredita, espera e quem sair na rua, que se proteja...

#fui

terça-feira, 21 de abril de 2020

Aquele do "Solidariedade... é o escambau..."

E finalmente, depois de vários dias de isolamento, começamos a conviver com a palavra solidariedade. Né! Diz que somos o povo mais solidário do planeta e tirando a mania do brasileiro de querer ser melhor que tudo e que todos, mesmo sendo uns merdas tupiniquins, talvez realmente sejamos solidários.

Mas, até que ponto somos realmente solidários?

Vamos lá:

- doentes a parte, bem a parte, mas... todos os maiores patrocinadores da televisão brasileira e não posso obviamente citar nomes, passaram a fazer doações, a ajudar instituições, enfim, fazer boas ações... Sabemos que nosso país os troxas que pagam impostos mesmos são os classe mais média, acredito que eu e você que está lendo... Eu pago e bastante, dá quase 27% só de imposto de renda, sem contar os outros impostos que são incidentes em produtos e coisas que consumo, por exemplo...

- cantores, artistas, todo mundo resolveu fazer live, resolver se envolver para que os demais não fiquem loucos...

- times de futebol estão coletando comidas;

- igrejas estão doando...

- é tanta generosidade e tanta solidariedade que tenho que parar e me perguntar: será mesmo???

Não, pior que não...

Empresas vão reaver essa grana todo de seus clientes e claro, das diversas formas de reaver os valores em formas de impostos que não serão pagos.

Cantores, artistas e itens do gênero, estão ganhando burras de dinheiro com essas lives, que geram grana e em dólar, tirando que, após essas lives, muitos expectadores vão, com toda certeza, assinar serviços de streaming que irão gerar renda pra essa galera...

Times de futebol, não estão doando porra nenhuma, tirando o atlético paranaense que ganhou um estádio do governo e dá risada disso e por isso é o time que mais tem dinheiro, os outros times usaram seus torcedores e claro, assim fica fácil de fazer cortesia, né... usando aquele chapeuzinho alheio até eu...

E agora vem a parte que mais gosto de escrever... Que nosso país é um país de governo falido, ridículo e imbecil, isso eu nem preciso citar, mas talvez o maior problema dessa nação hoje é justamente os vínculos religiosos.

Eu poderia citar aqui uma a uma, mas vou citar alumas poucas. A católica, levou bilhões pra fora em forma de outros e outras riquezas e agora, para para ajudar que precisa, ela fica pedindo grana para seus fiéis.. E pior, os fiéis ajudam... Pessoas como padres cantores tem verdadeiros impérios de vendas de bujungangas como santinhos e essas merdas aqui em Curitiba, pecinhas que valem centavos de merda e que são vendidos a pessoas emocionalmente vulneráreis que, além de comprar esse lixo, ainda faz doações...

Tem também aquelas tipo aquela que o presidente imbecil é amiguinho, as quais, tem diversos canais de televisão ou usam canais de televisão, e aí, pedem doação na cara de pau, aceitam cartão de crédito, boleto e débito automático... caralhos, velho... e ainda não pagam 1 centavo de imposto... Roubam dessa galera e não pagam imposto.... Vão pros caralho...

E pra fechar o texto, vou citar uma ultima, que já comprovadamente tem um fundo de 1 bilhão de dólares os quais foi juntado de forma obscura, forma qual burlou o setor de impostos do EUA e está sob investigação. Os sudes, roubam ofertas, roubam dizimo e no final das contas, usam o medo par enriquecer cada vez mais alguns poucos.

Cara, não me venha realmente falar em solidariedade num país onde todos enganam os mais pobres e vulneráveis. Sério, isso é nojento, isso é escroto, isso é uma merda!!!

Abraço...

#fui

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Aquele do "Sim, antes de morrer, vamos também aprender!"

Veja bem, o texto de hoje é uma reflexão desse retardado que escreve aqui de vez em quando. Não costumo ter muita frequência para escrever e o nobre Geraldo está fazendo isso com uma maestria admirável. Mas vou tentar as vezes manter meus textinhos...

O texto que aqui escrevo na verdade é uma reflexão, estou há dias sem sair de casa, a não ser em condições muito, muito específicas... Eu não acredito em metade do que a grande mídia está tratando com pandemia de corona. Muito menos consigo acreditar no que chega pronto, como uma fórmula mágica na qual está escrito que 4% dos infectados vão morrer e bla, bla bla... De fato, isso pode e até aconteça, mas, afirmar isso antes de acontecer é brincar de Mãe Diná. E eu não costumo brincar de adivinhar, nunca gostei.

Fato também que ou o corona não chegou ao brasil ou chegou em sua versão mais branda. Não acompanhamos ainda no Brasil nada com a progressão que vimos nos EUA, Espanha ou Itália - a China eu não vou citar aqui. Sim, quase 1000 mortes até agora, em outros países chegamos a ter muito mais de 1000 por dia. Ou seja, ou algo aconteceu de errado ou então, vai saber o que acontecerá, se é que ainda não aconteceu.

Mas ai, comecei a pensar e quando eu penso a coisa não vai ser muito boa até porque a vida me ensinou que no meio dela, existe a morte e não há o que faça, todos vamos morrer. Alguns, morrerão com mais dor, outros, morrerão de formas trágicas e alguns (muitos) da doença que carinhosamente apelidei de mocoronga vírus. Sim, muitos morrerão de Covid-19, algo assim. Nesse ponto um hipócrita me perguntou: e se for um de dos seus? Bom, paciência, estamos no mundo para morrer, e mesmo que seja um dos meus, por mais que eu chore e me desespere, vou ter que saber trabalhar essa emoção, essa sensação e assim, viver vivendo, como vinha fazendo.

Não é a primeira epidemia a qual a população mundial passa mas essa tem uma coisa nova em relação as anteriores e que talvez vá matar muito mais do que o próprio vírus, aliás, no Brasil temos duas coisas. A primeira coisa e mais perigosa de todos os tempos é o presidente, esse imbecil desqualificado eleito por uma elite tão hipócrita e conservadora quanto ele. O segundo problema é ou são as redes sociais. Pois, assim como nosso presidente, todos os usuários de rede social resolveram da noite pro dia se tornarem formadores de opinião e também especialistas, inclusive em epidemiologia. Ai já viu, né.. É cada burro falando cada burrice...

Sobre o presidente, não há o que faça... Ele vai ficar e vamos nos foder o suficiente. Não que eu ache que os lulu-petistas fossem melhores, não. Vivemos uma fase no Brasil em que é melhor repartir este lixo em 5 países menores, cada qual com sua soberania. Queria muito mesmo ver o desenvolvimento social dos 5 países. Somos grande demais e dependentes demais de um governo federal, que não deixa de usar a pobreza como forma de obter votos.

As redes sociais, sobre essas não gastarei mais sequer um parágrafo... Você deve amá-la, enquanto eu, tenho muito medo delas...

E infelizmente, esse será o primeiro de muitos super vírus que ainda verei em minha vida, é infeliz a previsão, mas é a mais realista que posso ter!!!

Bom, um abraço pra todos...

#fui


quarta-feira, 8 de abril de 2020

Aquele da "Obviedade"

Diariamente, em certo momento do dia, interrompo o trabalho de pesquisa, leitura e produção, para dedicar algum tempo do dia à elaboração do texto a ser publicado no DLQ.  Invariavelmente, ao abrir um documento em branco, já tenho uma ideia de tema e até uma linha de abordagem (o que, as vezes se altera durante o processo).  Ao término, quase sempre o próprio texto me indica opções de título.

Hoje, pela primeira vez, a ideia primeira foi o título.  Escrevo, na sexta, um material que lhes será disponibilizado na segunda. Ok! Haverá tempo suficiente para um autoconvencimento de que ninguém tem interesse, a priori, pelo óbvio, tanto mais se isso se expõe já no título.
Estranhamente, sigo desenvolvendo a ideia – claro está que não me convenci –, possivelmente em função de que o título é, a um só tempo explícito e vago, restando, portanto, algum apelo de curiosidade nessas mal traçadas.  Sendo assim, a ela.

O saudoso Dionga (Dionísio Filho), criou algumas expressões e frases interessantes e, de modo geral, espirituosos.  Um deles: “fulano, pra morrer de repente, demora uma semana”.  É engraçado (ele dizendo isso a respeito de um atleta ou dirigente de clube de futebol.  É muito irritante, lembrar dessa frase em função do caráter reticente (quando não sabotador), por parte do Poder Público em relação, por exemplo, às medidas administrativas e políticas necessárias a distribuição (ao povo) da verba emergencial.

Não deveria, mas explicarei o motivo da irritação.  A bagatela de R$ 1,2 trilhão aos bancos, foi medida do executivo sem carecer de explicação, justificativa para a urgência e tals...  A parte que cabe à “tigrada” aqui de baixo foi na lenga-lenga do “duzentão”, a presidência da Câmara disse que não colocaria em votação valor menor que “quinhentão”, a oposição propôs mili e tantos guedes... Ta bom.  “Seiscentão” e não se fala mais nisso!  “Anhã, Ok. Tá bom. É...” (essa é de uma canção do João com o Aldir, só que é tema pra outro texto.  A citação aqui foi só pra baixar o nível de irritação).

De volta ao tema, o “ser” demorou uma semana só pra assinar a bagaça.  Gente!  Já tem advogado anunciando serviço, mediante óbvia remuneração (sei que não pode anunciar serviço de advocacia. A OAB que veja aí).  Tá todo mundo vendo isso, como também estamos vendo empresários se adiantando, partindo para pressão contra o isolamento social.  fazem o que sabem fazer melhor (e adoram fazê-lo): demitir.  Uns ainda estão na ameaça.

Outros, direto ao ponto.  Empresários e o próprio governo (minúscula sim), estão “jogando” pra ver o incêndio.  Verão.  Pior: queimaremos!

terça-feira, 7 de abril de 2020

Aquele do 'HEILL (em seis quadras sem rima)"

E se ela soubesse que escolhemos?

Vi Elis!  Considerando a faixa etária média das pessoas que me estão lendo, isso não soará, de modo algum, como façanha.  Ocorre que vi e ouvi a criatura falando durante quase uma hora. E isso foi agorinha.  Foi no YouTube, relaxa. Não se trata de experiência paranormal ou coisa que o valha.

O programa televisivo era o extinto Jogo da Verdade, na tv Cultura (que ainda existe).  Foi sua última entrevista.  Em torno de duas semanas antes da sua morte (da Elis).  Maravilha revê-la desfilando toda sua verve, sua inquietação, o espírito de rebeldia, a sensibilidade e uma perspicácia, uma leitura do mundo a sua volta de causar inveja.

Discorreu ela, na ocasião, sobre sua carreira, sobre a política das gravadoras, sobre o mercado musical e seus modismos...  Falou sobre o Brasil e nossas idiossincrasias e aí, falando da loucura daqueles tempos, disse não duvidar se aparecesse por aqui “um bigodinho”...  (os dedos sobre o lábio superior, indicando a marca registrada do Adolfo).

Eram os anos finais da ditadura (que ela não viu findar), assim como não viu o crescimento da produção musical independente, que pode contar, alguns anos depois, com avanços tecnológicos e a diminuição dos custos de produção, ampliando as condições de acesso, por parte dos artistas, ao grande público.

Não pode ver e saber que Itamar, Arrigo e outros se mantiveram “livres” e produzindo marginalmente, assim como não teve o desagrado de ver que o deus mercado seguiu prostituído e prostituindo ao limite, impondo estilos, rostos (ou bundas) e que o Amilson Godoy não venceu a luta contra a precariedade da carreira dos músicos.

Elis não viveu para ver que nossa percepção de coletivo, capacidade de ação coletiva e de empatia manteve-se em níveis baixíssimos e isso, talvez esteja na raiz do que se nos impõe.  Não soube (não saberia, ainda que estivesse viva), que só assisti à entrevista trinta e nove anos depois, quando sua profecia é um fato, apenas sem o bigode.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Aquele do(a) "Ah, a Alteridade!"

Com atraso, de minha parte LG - mas não sonegado nunca, segue abaixo mais um do nobre, inspirado e ainda confinado Geraldo Silva - Gegê...


“Comecei uma piada.  O que fez todos rirem.
E não percebi que a piada era eu”


Um amigo querido, Professor Bráulio Pedroso, a quem aliás, não vejo há tempos (bem antes do isolamento social), por relaxo mesmo; na sua dissertação de mestrado estudava algo como as anedotas como instrumentos de perpetuação e aprofundamento dos preconceitos.  Esses, de que somos, concomitantemente vítimas e algozes, individual e coletivamente.  Sua pesquisa tratava dessas piadas que no Brasil, ouvimos e contamos desde os primeiros anos na escola (sobre gaúcho, preto, judeu, viado, prostituta, português, loira, mulher, polaco, sogra...)

Efetivamente, um dos nossos modos de existir (como sociedade), é a desqualificação dos “tipos” que não aceitamos.  Demonizamos, destituímos de direitos à existência ou, ao menos os invisibilizamos. 

Se não os podemos eliminar, que não tenhamos que conviver.  Assim, criamos prisões, hospícios e, de maneira menos institucionalizada (porque de difícil justificação legal), guetos sociais, territoriais...  Os manos existirem na periferia, que seja.  Querer entrar no shopping, aí não né.  As putas e travestis, veja bem, se for ali nas penumbras da noite da Getúlio...  Pretos, se puderem se manter nas construções, nas cozinhas, nas empresas terceirizada de serviços de limpeza e vigilância, ok.  Parem com isso de querer advogar, medicinar, engenheirar...

Pra funcionar é necessário renovar na nossa e na cabeça deles seu desvalor e incapacidades mil.  E fazemos isso sorrindo, ou melhor, rindo.  “É só de brincadeira”.  “Não tenho preconceito” “Tenho até um amigo que...”  Não é preconceito mesmo.  É conceito.  Autoconceito.  A questão é que na ciranda autofágica, rimos todos, uns dos outros. Rimos de todos nós.  Diminuímo-nos a todos e todos temos vergonha de ser isso a que chamamos brasileiro.  É como se estivéssemos sempre falando daqueles outros. 

Os que atrapalham e nos afastam do “ideal de civilidade”, como se dizia por aqui no século XIX.
Fazer piada das nossas desgraças pode ser “lido” como estratégia pra não deprimir, como um jeito leve de encarar a dureza da vida. 

Deve ser visto também como fuga.  Tentativa vã de fugir ao compromisso de olhar no espelho sem a autossugestão que constrói imagens irreais.  Esse nosso auto achincalhe, dizemos, deveria ser estudado pela Nasa. 

Mas por que não pelo Inpe?  Se a questão é estudos espaciais...  De minha parte, “botava” isso tudo num foguete e “levava” pra Havana só pra ver Cuba lançar.

sábado, 4 de abril de 2020

Aquele do "Estou surtando, mas estou lúcido!"

Vamos la, senhoras e senhores. Afinal se eu escrever senhores antes posso ser chamado de sexista, não é mesmo? Ironia a parte, e talvez esse texto inevitavelmente contenha alguma, estamos vivendo uma fase bastante difícil, não é mesmo? Difícil para quem? Difícil?

Eu não consigo mais entender a humanidade enquanto um todo: sabemos que há um ciclo, que nascemos, que nos desenvolvemos - sim, estudamos, trabalhamos, compramos, gastamos, namoramos, casamos, fazemos filhos e bla bla bla, e no final disso tudo, morremos. Não há escapatória, a não ser o Pelé e o Neymar, o resto, todos vamos morrer um dia. Não adianta, rezar ou orar, pedir ou implorar - vamos sim morrer, é um ciclo natural. Ok, alguns vão dizer que não precisa ser tão cedo e bla bla bla de novo, mas quem define o tempo? Se for deus, certo, quem pode afirmar que ele num momento de diversão (todos merecem, né), não resolveu mandar uma nova praga?

Mas o texto não é para isso, eu poderia tirar sarro o dia inteiro e o que eu ganharia com isso? Alguns ex-amigos, alguns crentes furiosos comigo e ah, nem quero isso.

O texto é sobre o meu isolamento social. Não que eu tivesse uma vida social ativa, alias, nunca nem quis isso. Eu tenho medo de gente, eu tenho receio de gente e eu tenho nojo de gente. Tirando alguns poucos amigos, o restante me dá muito medo. Então, ficar em casa até tem me feito um bem danado da conta.

Quer ver as vantagens que já percebi?

- meu cartão de débito não é usado há mais de 2 semanas;
- não preciso me preocupar se um filho da puta com menor chance social vai me assaltar ou não;
- não preciso me preocupar em pedir licença, desculpa ou qualquer outra coisa;
- aprendi que, não preciso dizer bom dia para ninguém para ser feliz;
- estou aprendendo que, não preciso de ninguém, mas que um amor não faz mal não...

Enfim, são muitos os aprendizados até agora.


É bem possível afirmar que, muito provavelmente, meu melhor momento de terapia dos últimos tempos foi justamente viver esse isolamento social. Talvez eu sinta falta dele ou talvez, ele tenha me mostrado justamente que, tirando meus filhos, pais e poucos amigos, seja exatamente o que eu preciso e quero para viver...

Uma mulher para chamar de amor, meus filhos por perto e meus pais enquanto tiverem vivos, que sejam sempre bem vindos... O resto, não que eu os ignore, mas não fazem a falta que imaginava que poderiam fazer. O susto e o medo do corona fizeram com que a humanidade percebesse que, ela é fraca e vai morrer, mas ao invés de lutarem de frente contra isso, preferiram brincar de deux e tentar salvar a humanidade. O covid-19 ou Corona, é apenas o primeiro de uma série de virus super letais que a mamãe natureza vai nos presentear, não há como fugir.

E se assim for, que assim seja. E viva o isolamento social.

Mais uma coisa, se você pensou que eu ia politizar o assunto, se enganou, o isolamento social me fez ver mais uma coisa: não importa quem está lá em cima, governando por mim, pois seja os P que forem, seja os Porcos que forem, todos eles, sem tirar nem por, todos eles, nunca fizeram e nunca farão nada para me proteger... Já passamos H1N1 - o porco não fez nada, agora, Covid-19, mudou o chiqueiro, mas o porco, não faz nada. Por isso, quero que todos os políticos morram de Covid-19 ou de hemorroida ou de caganeira...

Para esse sábado é isso...

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Aquele do "(IN)TRANSITIVO"

Pessoal, hoje mais um belo texto do nobre Gegê... que segue:


No where you can be
that isn't where you're meant to be


Deu vontade de falar de amor.  Não foi o sol (se estiver fazendo sol), porque escrevo na quinta ainda. 

Não é por causa dela, porque o que me faz amar a essa moça, digo a ela sempre.  Não tem a ver com a conjuntura, por óbvio.  Essa, aliás, tem exigido que amemos muito, de modo a não “bater os pinos”.

O fato é que deu vontade de falar de amor e pode mesmo ter a ver com a chuva curitibana sempre tão presente, de férias nesses tempos de confinamento.  A cidade-madrasta (como diz o guajiro), cuja normalidade é o cinza (e acho que os cinquentas tons, foram inspirados nesse céu), anda de namoro com o azul. De coizinhas com o sol e talecoisa!

Dessas coisas tais “cabecentrando”, creio, venham os devaneios que movem, afinal, a “rodadendagente” que altera o olhar, apura o ouvido; que aguça a sensibilidade nos deixando a tod@s em condição de assimilar Quintana.  Essa coisa, que talvez “venha do mar”, quem sabe dos confins do ar, para além do lá e atravessa os sentidos cinco, indo direto ao primitivo-puro ser.  Sei lá!

Penso que o que fez dançarem as mãos naquele dia (essa é interna. Sinto!), tem causado tempo a fora tanta coisa.  Gostamos de pensar que é a gente, que sendo diferente do tatu, é grande coisa.  Muito mais que o gambá, o leão ou o macaco.  Adorávamos pensar (antes da história do genoma), nas grandes distâncias, evolutivamente falando, entre a gente e quase tudo.  Cá pra nós, entre a gente e a gente, tinha e tem ainda, gente que vê abismos. 

E voltando à dança, outro dos nomes do amor, o que é bailar com Michael senão poesia. É poesia, mesmo para quem, como eu, é incapaz do moonwalk.
Se falei de lua...  O universo foi parindo estrelas e poemas.  Sorrisos e música.  E foi parindo seres, flores, cores e águas tantas (e há quem jure, fez os vinhos).  Fez amor, no fim das contas.  Coisa louca né? Fez sozinho. 

A gente (“humano, ridículo, limitado”), acha estranho, isso de amar sozinho e bastaria olhar pra trás e entender: quem a si não se ama, poderia, a outro alguém?

E foi assim que foi.  É de amor que tudo é feito e o processo é tido certo quando as coisas que se precisam, dão de cara, uma com a outra e se percebem.  Se dão conta que são caras umas às outras por serem metades.  Pense a flor sem as abelhas.  As ondas sem a lua.  A produção de riqueza sem o trabalho.  Imagina eu sem você. 

Foi assim e é assim, desse jeitinho.  Amar é a maré, entendamos.  Não fosse isso e tudo iria pelos ares.  Crendo ou não.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Aquele do "E Então, Que Quereis...?!

Mais um do Nobre e perspicaz Gegê - Geraldo Silva


“Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal...”


Queda d´água, bruta e doce, seu ruído contínuo e profundo ouvido adentro; assim como faz na pedra a água, em seu movimento livre.  À diferença que a ação da água (como diz o ditado), fura.  O som, por sua vez, pode fazer adormecer o ouvinte. É capaz de transportar a mente. Fazê-la viajar.  Disso se poderia concluir que a diferença está, possivelmente, na dureza da pedra. (Convém guardar essa ideia).  Não é isso apenas, mas pode ser um viés.  Todavia, dado que são diferentes modalidades de atrito (água na pedra, som no ouvido), a relação surge tanto forçada.  Se torna non sense.  Beira a irracionalidade.  (Isso também há de ser útil reter).

Eduardo (que não abriu os olhos), gosta de falar com os gringos na língua deles, só que não a domina, o que o leva a cometer deslizes semânticos, linguísticos.  Quando (conosco), se expressa na sua língua materna, o problema é sua carência relativa ao domínio e compreensão de conceitos e a dificuldade na articulação e expressão de ideias.  Diferentes problemas, ambos graves.  No idioma do tio Sam, as pessoas não entendem o que ele diz e “em brasileiro” a gente percebe que ele não entende nada do que fala.  Nos dois casos, pensa que está “abafando”.  Diferente daquela pedra, poderia sair do caminho das águas que, quando se fizerem cachoeira parti-lo-ão.  Porém, como na brincadeira, “poderia estar robanu, matanu...”  E não é que está!

Esse, que não é o da Monica, saiu direto das “aulinhas de inglês” para o cargo de filho de um outro que está fora de lugar.  A lida com o idioma, segundo ele, assim como a humildade (sic), aperfeiçoou na “chapa” do Mc Donald, lá.  O cargo, é notório, não existe.  A ação política que lhe caberia dar conta seria na função de deputado, em decorrência do fato de que alguns milhares de eleitor(a)es quiseram e se fizeram representar por ele na Câmara Federal.  Convenhamos: gosto e fiofó: cada qual tem o seu.

Interessante a pessoa se pensar o próprio “caminho das pedras”, embora seja estranha a ideia de que apenas se sabe sê-lo, depois que alguém apoia os pés no que deveria ser apenas água e não afunda.  É aí que a função se lhe apresenta.  Até então, penso, possivelmente se pensasse mera pedra sob a água.  Pensar-se “a pedra” aprioristicamente é risco grande por demais.

Em sendo pedra, pode-se rolar rio abaixo com o movimento das águas, pode-se criar limo, causando quedas, as vezes fatais (não se trata de praga, nem de previsão).  Sendo pedra e dura, ainda que grande e estando no caminho das águas que caem, é fato: furo na certa.

A dureza da pedra, útil em certas situações, é sua perdição sob a cachoeira.  Para o ser animado a falta de noção ou ausência de autoconhecimento idem.  Nesse caso tanto pior visto que não há poesia na empáfia, na maldade e na canalhice.  Ademais, as águas em queda não se perguntam o que há embaixo.  Correm, caem e continuam a correr para a imensidão do mar.  Na outra banda da conversa, Maiakovski: “...o mar da história é agitado.  As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as, como uma quilha corta as ondas”. 

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Aquele do "À GUERRA!"

“Se tenho o dom da delícia, eu tenho o não e o sim (...)
Se não ganho nessa eu perco, mas na outra vou ganhar...”

Alguém ainda lembra das interveniências no processo eleitoral estadunidense, quando da eleição do Trump(a)?  Houve umas questões no campo da mídia eletrônica, surgiram muitas “conversas” estranhas a respeito de “material informativo” circulando na internet sobre a candidatura democrata, sobre os democratas, sobre a candidata...

Houve demissão da coordenação de campanha, ou apoiador-mor do “eleito” enfim, fake “fuck” news...  Houve suspeitas de suposta ação dos russos no tal processo e, claro, discurso de ódio, proposta de construção de muro na fronteira com o México aguçando a xenofobia.  A candidatura Trump era tão radicalmente a direita que parte significativa das lideranças do Partido Republicana tentaram evitá-la nas prévias.  Não conseguindo, viraram as costas para a campanha.

Trump não é o único “direitão” no poder.  A Europa vive dias de “glória conservadora”.  A América latina tem experimentado, inclusive, Golpes de Estado, com renúncias forçadas por meio de ameaças ao mandatário e, principalmente familiares (caso da Bolívia) e lembro, alguns anos antes (quase ninguém lembra ou mesmo notou), o caso do Lugo, no Paraguai.

A bíblia presente na cena pós “invasão” do palácio presidencial boliviano, o deus (estranho) em nome do qual vociferava a deputada (auto proclamada) nova líder dos bolivianos, naquele vídeo insano, agora, segundo ela, morava lá.  Todos esses elementos nos são familiares, dado que também os vemos e ouvimos diariamente por aqui, nas falas e atos de “cristãos” que fazem “arminha” e falam em morte aos “inimigos” políticos e/ou de “fé”.  Fé demais!

Conservadores parecem alinhados e convictos, por toda parte.  Nas américas e nas “oropa, França e Bahia”. (França e Bahia foi só pra aproveitar a citação, o “velho deitado”)  Fundamentalistas de toda ordem têm, como é de praxe “muita convicção e confiança”, dado que abençoados, ungidos.  Os robôs da chupeta de piroca e do Kit gay mantêm-se super atuantes, enquanto os empresários... Bem, “vampiro brasileiro”, meu velho!

Há muitas evidências da presença da CIA (todos conhecemos essa sigla), no planejamento, financiamento e mesmo nas ações, em todos os casos, inclui-se nisso, as patacoadas do dalagnol (assim mesmo. Não é digno de correção ortográfica, nem de maiúscula) e do juiz (você sabe quem).  Aliás, esse aí e o necro desgovernante foram às sedes da Cia e do FBI (em visita aos EUA). 

Para o caso de ninguém lembrar, retomo aqui o caso daquele “porrilhão” e meio de dólares que era da Petrobrás, que supostamente fora roubado da Petrobrás, que estava  “in USA” e que foi devolvido, mas não ao Brasil ou à Petrobrás: ao (dá)lagnol.  Esse “dinheirinho” constituiria um “fundo” para ações, por meio de uma ong (Hummm... Fale-me mais sobre isso!).  Passarinho me contou que é “grana” pra campanha do Moro em 2022.  Mas passarinho, vocês sabem.  Diz coisas que até Deus duvida.

Aqui, quer saber?  Lembra da figura da qual tratamos no texto anterior?  Estamos formigas, abelhas.  Estamos qual meus colegas e eu, naqueles episódios das bombas de efeito moral, gás, balas de borracha...  Estamos atônitos e putos da vida (queiram perdoar pelo palavriado); estamos indignados, feridos (e agora, ainda auto confinados, portanto, um pouco mais ansiosos).

Nosso problema não é a varetinha com a qual mexeram no formigueiro.  Nosso único problema não está na rapina do mel que produzimos com muito esforço e tenacidade.  Os dias, beto, rato (pequeno e grandão); os três patetas e o palhaço mor; o juiz e os sinistros...  Nada dessa caterva constitui nosso problema maior.  A questão é o que isso tudo representa.  O que significam todos eles e a ideia de mundo subjacente. 

Estamos em guerra!  A mim me interessa revolucionar o que eles querem conservar.

terça-feira, 31 de março de 2020

Aquele do "O CAMINHO DA GUERRA!"

Mais um do nome Gegê... Bora que tá ficando cada vez melhor!!!

Pensando aqui sobre certos eventos em que uma criança, adolescente ou adulto mesmo, de repente, interfere na tão propalada ordem do formigueiro. A criatura mexe no ninho com uma vareta ou algo assim e as formigas reagem num frenesi absoluto. Andam todas de um lado para o outro, algumas atacam o elemento invasor (ainda bem que usou o pauzinho né. Fosse o dedinho...)

As formigas, enfim, fazem o que as formigas fazem nessas ocasiões. Mais ou menos como quando se vai rapinar o mel, numa colmeia. Aquilo vira um caos de revoadas em torno do vivente que, por
óbvio, normalmente está protegido (a não ser que seja um piá pançudo, sem noção que vai bulir com as bichinhas por maldade ou curiosidade e sem proteção).

A questão é, no caso das formigas, levarão um tempo pra reconstruir o ninho (acho que nem é esse o termo); às abelhas, restará voltar ao processo de fazer mel, assim que a caixa seja deixada em paz pelo apicultor ou o menino curioso. Isso levará um tempo. Seres humanos são, em tese, diferentes. Segundo consta, somos dotados de racionalidade e isso nos torna mais capazes no sentido de, por exemplo, compreender o que está acontecendo e reagir conforme a necessidade e/ou possibilidade, em tese em tempo mais curto.

Pensando nisso, lembrei de um evento em 1988, quando o Álvaro Dias jogou a soldadesca e os cavalos contra profissionais da educação, ato repetido uns trinta anos depois pelo Beto (aquele). Havia, nos dois casos, uma multidão que se quis dispersar e, para tanto, cavalos, bombas de efeito moral, gás, balas de borracha... Logo, correria, choro, gritos, gente ferida (no corpo e na alma). Nos dois casos, também, a ação dos (desgovernantes) não mirava apenas o grupo de centenas ou milhares de pessoas presentes (perto demais) do palácio, mas a categoria no seu conjunto.

Arriscaria dizer, o conjunto a população. Funcionou. Não porque não tenha havido reações a esses indivíduos ou grupos políticos aos quais pertencem, mas porque essas não foram, jamais, na intensidade e assertividade que os atos incitavam. Acima de tudo, funcionou porque cumpriu o objetivo almejado, qual fosse, informar à categoria e à sociedade paranaense o lugar dos profissionais de educação e da própria, na percepção dos mandatários, no estado. Mais ainda, delimitou o processo de diálogo (ou sua ausência), na relação dos governos paranaenses com essa e com a maioria das categorias de servidores públicos, além de, em certa medida, iniciar a mudança de perspectiva a orientar a “visão” que a sociedade paranaense passou a ter sobre a educação pública desde então.

Aquela guerra “surpresa”, de 1988, deixou atônita toda uma categoria profissional, estabeleceu um modus operandi para aquele e os futuros governantes e de quebra, (pra não dizer que deu início), ao menos fortaleceu ou tornou mais nítido o processo de desqualificação e descrédito do conjunto de profissionais da educação e da educação pública. Há exagero? Pode ser.

Note-se, houve certo espanto, até por parte da mídia quando da primeira agressão.

Na segunda, não apenas foi mal noticiada (?), como, muito rapidamente foi possível ao governo dar sua versão de suposta “resposta das forças policiais aos ataques sofridos pelos policiais, por parte dos manifestantes”. O noticiário tratava sempre da “briga” entre policiais e professores, confronto entre ambos e coisas dessa natureza. Uns armados com palavras, gritos de ordem e seus próprios corpos, os outros, bem... Ah, a guerra. Sim, no próximo texto.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Aquele do "COMO AQUILO DEU NISSO!"

Mais um texto do genial e nobre amigo Geraldo, que aqui, me refiro sempre como Gegê... Ele com sua atenção e sensibilidade ao que está acontecendo, descore a seguir:

COMO AQUILO DEU NISSO!

Por se entender o Império como “um e único”, se o entende também como um
continente que, sob a direção de uma elite ilustrada, deve conter a nação
brasileira – “a associação de todos os brasileiros” –, até mesmo porque tem-se
clareza da sua frágil coesão, como resultante da instituição que a fundamenta e
que, não obstante, deve ser preservada: a escravidão. Velha preocupação –
recordemos – já expressada por José Bonifácio nos idos da Independência –, “...
amalgamação muito difícil será a liga de tanto material heterogêneo, como
brancos, mulatos, pretos livres e escravos, índios, etc., em um corpo sólido e
político...” –, e que ainda permanecia, reproduzindo-se porque reproduzia os
interesses e as concepções dos grupos dominantes e dirigentes da sociedade.
Se a nação não se apresentava como um corpo uno e indiviso, e assim negava a
sua definição e revolucionária, o território do Império devia ocupar o seu lugar,
sendo a sua integridade e indivisibilidade um “dogma político”. (...)

O TEMPO SAQUAREMA. MATTOS,Ilmar Rohloff de. São Paulo, Hucitec, 1987

Acordei com a frase “Debaixo dos caracóis, os seus cabelos”, assim, diferente da canção. Receio que seja espécie de metáfora ao texto que lia, antes de dormir, sobre a construção do Estado Nacional, no Brasil do século XIX. Óbvio. Não há prudência nisso, no entanto (adoro contrariar a prudência), resolvi pensar a respeito. A rigor, a frase na minha cabeça, ao acordar era “Debaixo dos caracóis, seus cabelos jazem. Isso, convenhamos, bem pode suscitar em alguns, referências à psicodelia. Poderia ser, mas pode ser tanta coisa...

Em mim, possivelmente, em virtude da leitura a que me referi acima, me ocorreu tratar disso a partir da lógica e do antagonismo que norteou a estruturação do Estado Brasileiro no período imperial. As conturbações, ocorridas durante as Regências, por exemplo, são emblemáticas. Estudando-as minimamente, compreendesse-as facilmente como tentativas de ajuste, por parte das camadas sociais, dos grupos políticos regionais, das forças sociais enfim; no processo de organização da jovem aspirante a nação. Processo esse, de resto, caótico como não poderia deixar de ser.

Luta por pão, por liberdade, por direito de expressão, por espaço de mando...

Cada qual na sua luta e elas todas em relação, em associação por assim dizer, com a necessidade de estruturação e organização de instrumentos institucionais, administrativos, jurídicos e ideológicos do novo Estado.

A questão – e essa é a ponte possível com o mote deste “textinho” - é que nesse contexto se tentava cuidar para que a ordem escravocrata permanecesse, assim como a integridade territorial. Vale
citar ainda, a vontade presente (estranho isso), de ser moderno, ser civilizado, ser
europeu (tanto quanto possível).

Se lhes parece estranho, como a mim me parece, é porque definitivamente, a manutenção do trabalho escravo, da economia fundamentalmente agrária e latifundiária voltada à exportação, não combinam com o liberalismo (dos discursos). E nisso, diga-se, nem o liberalismo econômico cabe nessa lógica de funcionamento da economia brasileira do período (só lá?), como não têm a ver os princípios políticos liberais com a Política do Favor que não apenas organizou a estruturação dos serviços  públicos de então, como, por meio desse engenho, alçou-os à condição de participar do jogo político, com direito de votar e ser votado. Afinal era preciso haver cidadãos.

Esses completavam um quadro mínimo que justificassem ou dessem ao Regime, um ar de moderno, atual, “civilizado” Para os outros, a civilidade significava bem menos: submeterem-se às regras e normas, posto que boçais e/ou bárbaros (negros escravizados e índios), ou simplesmente alijados do processo pelo critério de renda (negros e brancos pobres/livres).

Debaixo desses caracóis, no fim e ao cabo, a repressão (violenta, especialmente nos casos de insurgências de caráter popular), foi aos poucos colocando “ordem na Casa”; a Nova Ordem, por Meio da incorporação de algumas demandas e quadros regionais, se estabeleceu; A Coroa, com o Golpe da Maioridade e por meio do sui generis mecanismo do Poder Moderador, pode capitanear o processo, alternando Conservadores e Liberais a frente do Gabinete Ministerial...

O Favor e o Compadrio funcionaram muito bem como esquema de acomodação de questões que iam da representatividade à organização do Serviço Público e até das atividades profissionais (da educação, do serviço médico, nomeação de delegados e afins). Nos latifúndios escravistas, o chicote, a força. E o Estado Nacional Brasileiro se fez, como ainda hoje é. A nação, essa é ainda possibilidade.

Os cabelos – nessa minha alegoria –, a força criadora da nação, enterrada sob os escombros da construção de um Estado que quis e quer controlar do Oiapoque ao Chuí, cobrindo apenas parte da população. A que tem voz! A nação brasileira é o Sansão, cujos cabelos jazem sob os emaranhados fios, da trama perpetrada pela visão tacanha e pela mentalidade pretensamente intelectualizada da elite econômica e política brasileira que, mesmo quando se pensa liberal, só o é até a página dois. Era e é de uma miopia capaz de fazer inveja ao Mister Magoo”. Como ele, também, recusa-se a encontrar os óculos, ou nem crê na utilidade deles, inclusive porque desconfia do oftalmologista.

domingo, 29 de março de 2020

Aquele do "Amor, supremo amor..."

Vamos lá, hipócritas, esse texto não é para todo mundo não. Esse texto sequer vai ser lido ou agradar parte dos que dele, poderiam aproveitar. Esse texto é apenas uma pequena fragmentação do pensamento de um grãozinho de areia que pouco quer da vida.

Esse texto fala sobre o Amor. Sim, Supremo Amor.

Não aquele amor de pai para filho. Muito menos aquele amor dos irmãos para os irmãos e também não tem nada com o amor no sentido fraternal.

Esse texto é um texto sobre o amor, aquele amor maldito que te arrebenta por dentro, sabe, quando você olha uma desgraça qualquer e mesmo sem entender porque, bate como um soco na boca. É disso, muitos chamam de paixão, outros tantos de tesão, e tem aqueles que apenas ignoram os sinais da vida. Sinais que as vezes nem existem mesmo, mas quem dirá?

Por isso o texto é para poucos, afinal, se você nunca amou dessa forma tão intensa, lamento, mas você ainda não foi feliz o suficiente. E não estou perguntando não, eu estou afirmando que você ainda não foi feliz o suficiente. Mas, ainda pode ser...

Esteja atento: você pode ser o que for, rico, casado, magro, gordo, feio, solteiro, empregado, desempregado, homem, mulher ou viado, enfim, seja o que for e como for e onde for e quando for... Pelo menos uma vez na vida você vai se deparar com aquele alguém que, mesmo sem a menor pretensão vai, inevitavelmente olhar despretensiosamente para você e mesmo assim, vai te causar aquele friozinho na espinha. Sim, você pode até negar, mas isso já deve ter acontecido.

Isso não significa que vocês serão felizes para sempre, mas significa que se as condições fossem favoráveis, vocês poderiam.

A vida é uma caixinha de surpresas e no final das contas, eu realmente ainda acredito muito no amor. E confesso, não fosse a minha maldita timidez, acho que já teria aproveitado algumas chances que esta vida da me deu, mas que por não proceder, perdi!

Perdi, talvez tenha até parecido esnobe ou babaca, desculpa, nunca foi minha intensão, era falta de coragem mesmo em encarar tudo isso...

Eu cresci sem um modelo de relacionamento. Pai e mãe eram apenas pai e mãe... E isso me fez acreditar em outros exemplos. Eu sempre quis saber o que era e para que servia o amor tão falado na televisão, nos livros, na literatura e nunca sequer entendi. Quando achei que tinha entendi, descobri que de tão frágil, talvez não fosse. E quando novamente achei que havia descoberto, descobri na verdade que não havia descoberto nada.

Hoje sem que não há como explicar algo inexplicável.

Como criar uma manual de instruções para explicar o que acontece quando você olha aquele alguém 1, 2, 3 vezes e fica com aquela sensação de pernas bambas? E mesmo que não haja ainda assim qualquer tipo de interação, a sensação continua?

Enfim, hoje o texto é leve, e a ideia era ser leve mesmo, pois de pesado já basta a vida, e ainda mais a vida sem a companhia - seja por timidez ou por isolamento social causado por um vírus...

Se você hoje, ama ou não ama, se você hoje gosta ou não gosta, se você hoje quer ou não quer, fica uma pequena dica: se permita - não faça o que fez este que lhe escreve: não fuja do que um dia pode quem sabe, ser sua felicidade...

Viva, deixe viver quem sabe, receba como troco, uma felicidade!!!

#fui

sexta-feira, 27 de março de 2020

Aquele do "Desabafo!"


Eu andava sem inspiração de escrever, muito menos pensava em sequer gravar alguma coisa, mas é tanto idiota, tanto burro e tanto imbecil por ai que não pude deixar de lado aquela opinião meio que dos contra.

Já alerto, se tu for bolsonaro, desliga e vá embora. Se tu for babaca, desliga e vai embora...

Enfim...



quinta-feira, 26 de março de 2020

RECADO - (PARTE III)

Aristóteles disse! E essa assertiva já serviu pra que “verdades” se impusessem. Não é o caso aqui. Apenas uma modesta citação, uma ideia, aliás, bastante conhecida: “O homem é um animal social”. 

Eis porque, talvez, esses tempos de “Fique em casa” seja para todos nós, uma experiência desafiadora.  Muitos, na contramão, precisando justificar quão prazeroso pode ser ficar sozinho.  Porque simplesmente gostam e há até aquelas pessoas que têm necessidade de fazê-lo, vez em quando.  Há, claro quem prefira sempre, ou todo o tempo, como os há quem não se suporte a sós. 

A experiência, na verdade, não é estar só (para todo mundo), mas ficar em casa.  Logo se a pessoa não mora sozinha, significa estar com os seus e isso também é para muitos, bastante complexo.  Nessa diversidade, por óbvio, há gente para quem a dificuldade é realmente estar em casa e se sentir... em casa.

A despeito dos vários aspectos gritando por abordagem no parágrafo acima e na tentativa de fugir, tanto quanto possível, do risco de que esse último texto da série termine com aspecto de um fractal, prendamo-nos em um só.  A prudência indica tratar do elemento “espelho”.  Me sobra a torcida para que a construção que segue, da parte deste escrevinhador, não resulte rasteira por demais, nem desnecessariamente complexa, inviabilizando a parceria refletiva proposta já no primeiro da série.
Casa, para bem dizer, é uma expressão de grande amplitude semântica.  De larga possibilidade, do ponto de vista filosófico e de diversas possibilidades na perspectiva da antropologia.

Em contrapartida, ao menos a mim me parece, guarda tal simplicidade apenas comparável ao desenho que uma criança faz desde que consegue pela primeira vez, reunir e aplicar habilidades motoras para o manejo do lápis, giz de cera e que tais; além das capacidades de expressão, em forma de imagens, daquilo que no seu pensamento tem o significado da coisa e da palavra casa.

De maneira geral o desenho se compõe de alguns traços que formam o corpo, uns tracinhos na parte superior que indicam o que vem a ser a cobertura, telhado, (antigamente, se colocava, em algum ponto dessa cobertura, uma chaminé). Penso que hoje isso não ocorra.  Mas, por algum motivo, agora, como antes, em geral, há nuvens no entorno superior. Na verdade, um céu azul e, invariavelmente, um sol.  Há e havia, quem desenhasse, na parte de baixo, em frente e ao lado, um verde (jardim), os mais habilidosos, árvores e flores...  Penso que essa imagem tenha significados bastante fortes.

Profissionais da pedagogia ampliariam o olhar (e é seu dever de ofício fazê-lo), em relação à posição do desenho no papel.  Ao centro, no canto da folha (superior ou inferior).  Outros significados e leituras.  Quanto a maioria de nós, mortais comuns, as percepções mais diretas e simples nos bastam e ajudam a entender o que, para as crianças a coisa e a palavra significam.  Um lugar!
Sim, sim. Um lugar que é seguro, que é bonito, que é agradável, que é seu.  Melhor, onde a criança se sabe ela individualmente e parte de um coletivo a que denominamos família.  Antes que loucuras venham a ser construídas no meio da leitura, convém assinalar: o referido coletivo pode ser ela e mais uma pessoa, ela mais duas pessoas, ela mais algumas pessoas... Quaisquer pessoas (se me entendem). 

A isso, também as crianças de ontem e de hoje, aprendem igualmente a denominar, família.

A casa real varia em tamanho, podendo ter um cômodo, três, oito, cinquenta e cinco e sim, seria humano que todas tivessem o tamanho necessário à dignidade.  Ela varia na forma, no estilo arquitetônico, no nível de acabamento e aí também não se pode fugir do fato de que seria ideal que cada um desses aspectos pudesse ser, para todos, no nível da dignidade e... 

Bem, as discrepâncias, do ponto de vista do poder aquisitivo das pessoas e das famílias não são novidades. Porém, de volta aos desenhos, vale reparar que são meio universais, de modo que se pode inferir que a construção mental expressa nos desenhos das crianças não está relacionada à percepção real da casa onde a “pessoinha” mora.  Talvez elas desenhem uma ideia sentida.

Ah, sim, o espelho sobre o qual eu disse que trataria...  Pois muito bem! O lugar, esse no qual “quarentenamos”, sozinhos ou na companhia das outras pessoas que formam a nossa família nos reflete, naquilo que concerne à nossa aura, nosso espírito, nossas emoções e sentimentos?

 As relações estabelecidas por nós para conosco; por nós para com os outros membros e desses para com eles (cada um), deles para com cada um dos outros, nós outros incluídos, são reflexos de cada qual?  Adianto que não falo da famigerada harmonia, mas da vida em relação.  Paulo Freire, diria, em comunhão.

Antes que me esqueça, o planeta é nossa casa num sentido bastante mais amplo, como ampla é a família com a qual o coabitamos e, aqui entre nós, seria bacana que ele nos espelhasse.

quarta-feira, 25 de março de 2020

RECADO – (PARTE ll)


Ocorrerá de muitos de nós não estarmos nesse plano (não confundir com Terra Plana), depois que a “tempestade passar. A questão, no entanto, permanece, posto que caberá a quem quer que sobreviva, escolher seguir sendo o que era ou outra coisa. Outro ser. De outro jeito. Com outro olhar. Um que olhe e veja... “A contenteza do triste, tristezura do contente. Vozes de faca cortando, como o riso da serpente. São sons de sim, não, contudo... Pé quebrado, verso mudo. Grito no hospital da gente” (Chico Cesar).

Muito para além do juízo que se tenha feito agora, por parte de cada um dos grupos de que falei no texto anterior, quanto a natureza do evento, será imperativo (aos sobreviventes), uma tomada de decisão quanto a, o que se fará com a vida que lhes for concedido continuar vivendo.  O fato é que não haverá tempo pra pensar depois, visto que, saídos do “olho do furacão”, a lógica que norteia nossa existência, tenderá a nos impelir à correria em busca de recuperar o tempo e a dinâmica “perdidos” nessa pausa da economia e da ordem mundial.

Esse tempo, no qual as águas de Veneza estão espantosamente limpas, em que não há baladas, festas e afins.  Esses dias (sei lá quantos serão), nos quais, para alguns é possível trabalhar sem o estressante deslocamento no confuso trânsito apenas para que superiores, chefes, patrões tenham seus “colaboradores” sob suas vistas de feitores, podendo fiscalizar o uso que cada qual faz do tempo pelo qual é “pago”...  Enfim, esse momento no qual pais e mães, forçosa e alguns, penosamente estão reaprendendo a conviver com filhos dentro de casa em tempo integral.  Esse tempo deve, precisa servir para refletir sobre todas essas coisas que, sim, estão na raiz de um modo de vida, de existência muitíssimo mais letal que o dito vírus.

Reparar no ninho em algum galho de árvore no quintal, ou no jardim, ou mesmo no formato da lua, que em todas as noites da nossa existência está bem ali, Nova, Crescente, Cheia, Minguante... E a gente nunca parou pra olhar, junto com nossos filhos. Ver, da varanda, da janela ou do meio do jardim o céu com as estrelas, só pra ver e depois, novamente vê-las refletidas no olhar de quem se ama e agradecer à “dinda lua” pela luz que tornou possível tal momento, tal efeito.

Pensar no que escreveu o poeta, “...Está certo dizer que estrelas estão no olhar.de alguém que o amor te elegeu pra amar”.  Viver essas coisas, afinal, haverá de ser pedagógico.  Mais que isso, terapêutico.
Não haveremos de ter desaprendido a (con)viver com nossas crianças, mas elas, possivelmente nem tenham aprendido a coexistir conosco, de fato.  Não creio que nossa geração haja esquecido de como encontrar, no céu, as “Três Marias”.

Desconfio, no entanto, que parte significativa das crianças de hoje, sequer saibam do que se trata.  Não acredito que muitos de nós, prefiram realmente correr cotidianamente em direção ao infarto, só não vemos outra saída.  Recuso-me a aceitar, como fato, que é o dinheiro o elemento que nos define e norteia nossa passagem sob o sol, acima de todas as coisas. Arrisco dizer que as divindades (conforme a crença de tantos, excetuando-se os ateus), gastam menos tempo nos impondo castigo ou provações, do que nós próprios construindo armadilhas nas quais, por fim, caímos sem a lembrança de que são obras nossas.

Continua no próximo texto. E como diria o guarijo, “mantenha-se respirando e don´t you fuck dê mole no terceiro mundo”

terça-feira, 24 de março de 2020

RECADO (PARTE l)

Pessoal, o texto abaixo está sendo publicado por mim, mas não é meu, é um excelente texto - que eu confesso acho que não conseguiria escrever tão bem, do meu nobre amigo e sócio de projetos utópicos, o Geraldo Luis Silva... Parceiro de cerveja, parceiro de papo e parceiro de ideias...

Leiam com atenção, é muito, mas muito bom mesmo!!!

E é o primeiro!!!

Segue:

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Este é o primeiro de uma série de textos/crônicas em que me permitirei a ousadia do sonho.  A rigor, não estarei, nisso, saindo nada do meu habitat preferido.  Pela vida adentro (ou seria afora?), fiz mais sonhar que ser prático, a ponto de ouvir, de maneiras tantas e vindas de pessoas diversas, frases cuja ideia central tem a ver com “falta de senso de oportunidade” de minha parte.  De fato, quando digo que me permitirei sonhar, é em função de que, neste momento específico da minha vida, por necessidade, tenho tentado ser minimamente prático e objetivo.  Sonhos, porém, me fascinam como o amor e as artes.

De que sonho falo então? decorre desse profundo mal-estar, da angústia, da ansiedade e até desespero perceptível nas expressões, nos olhares e nas atitudes de muitas pessoas, diante da situação em que vivemos e que é, ao fim e ao cabo, uma espécie de remake, dado que a Gripe Espanhola e outros tantos eventos vivenciados por gerações por gerações anteriores e que balançaram a raça humana em suas estruturas.

A questão é que passada a tempestade, temos voltado à mesma rota, logo assim que a tontura também passa.  Pessoas cujo mecanismo de “organização” mental e/ou emocional, as impele a atribuir a tudo uma ação divina, (seja como castigo ou como provação), clamam por perdão e/ou clemência durante; agradecem a ele pelo “livramento” depois e tocam a vida.  Os indivíduos que esperam tudo da ciência, torcem para que seja encontrada uma solução (vacina, remédio ou o que seja), isso acontecendo, sua “fé na racionalidade” se fortalece e vida que segue. 

Há claro, aqueles que apenas vêm as coisas e os eventos como algo que lhes possibilite ampliar os ganhos financeiros ou que os faz perder dinheiro.  Esses aproveitarão toda e qualquer situação para ganhar mais, ainda que não haja muita perspectiva, isto é, “pode ser que não haja em que gastar, sequer vida para usufruir, mas se houver “estarei mais rico” ainda que seja à custa de alguns milhares de vidas, dado que alheias”.

Seria possível estender por páginas á fio os exemplos de indivíduos e grupos e suas respectivas percepções e ações diante de eventos e catástrofes como isso que ora vivenciamos.  Desnecessário, ao menos para o fim a que se destina esta reflexão, ou convite a ela.  Assim sendo, vamos ao mote dessa conversa: o recado do Corona à humanidade.

Li hoje, no post de uma amiga a frase/ideia: “Eu acho que a terra ativou o sistema imunológico e está tentado se livrar da gente”  Lembrei, na hora, de uma canção do Raul Seixas em que ele, há alguma décadas, antecipava: “boliram muito com o planeta. E o planeta como um cachorro eu vejo. Quando já num aguenta mais com as pulgas, se livra delas num sacolejo”.

O complemento disso a que denomino aqui “recado” e que espero dê o necessário sentido a fim de que se possa efetivamente refletir, é a ideia exposta numa outra fase que me chegou: “o planeta adoeceu porque está com a humanidade baixa”.

Continua no próximo texto. E como diria o guarijo, “mantenha-se respirando e don´t you fuck dê mole no terceiro mundo”