quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Aquele do "cansei, cansei de saco cheio, é hora de desacelerar..."

Só que não, né. Acredito muito que não consigo desacelerar de assuntos que interferem cotidianamente em minha vida e hoje, não vai ser sobre religião, pois falar em chézus ou em deux, me cansa. Nunca imaginei tamanha criatividade de uma pessoa ou de muitas pessoas em alimentarem personagens tão importantes. Mas, ainda assim, personagens. Uma coisa é falar sobre um tal deux sol, que se vê, outra é falar sobre algo que apenas se pode sentir, e nesse caso, eu não sinto, logo, não existo...

Eu não sei se ao ler meus textos você chegou a perceber que eu não sou muito normal, mas realmente não sou. E não sou louco, apenas estou no meio termo, talvez um limítrofe (aquele que fica sem oxigênio numa parte do parto), ou seja, louco mas normal, normal, mas louco... Mas vamos ao tema de hoje, finalmente?

Veja a foto a seguir:
Esses produtos são apenas os exemplos mais óbvios da sua preguiça, da sua comodidade.
Sim, o tema hoje não é outro senão... Lixo. Sim, o lixo de vida que estamos assumindo para nosso futuro, mas que a culpa não é nossa, cidadãos contemporâneos e sim, de nossos ancestrais, em quais níveis forem. Sim, eles cansaram de ter que lavar louças, cansaram de ter que ir no mercado com um carrinho e logo a industria percebe que ser cômodo, daria maior lucro. OK, as coisas não são bem assim, mas vamos tentar analisar de uma ótica diferente do convencional.

Imagine a cena:

Você (homem, mulher ou algo que o valha), vai ao mercado com seu (homem, mulher ou algo que o valha), e juntos vocês seguem pelos corredores escolhendo produtos de uma lista de compras semanal, vamos brincar e criar uma?

- arroz
- feijão
-açúcar
- sabonete
- creme dental
- biscoito
- carne
- o que mais você quiser

Então, você fez suas compras e confortavelmente, elas foram colocadas numa sacola cedida pelo estabelecimento, você segue ao seu carro ou seu uber e enfim, chega em casa.

OK, vida que segue, até então, comercial de margarina, chega em casa, netflix, janta e tudo certo. (Se assim como eu, tu for solteiro, tire o segundo personagem e tudo será igual)

E ai, você retira o arroz da sua embalagem, e coloca num pote. E o mesmo faz com tudo menos o creme dental que precisa ficar no dentifrício (em homenagem a saudosa Dilma). Até aqui, tudo certo, você não precisou sujar as mãos, não precisou nada mais do que um pouco de força de vontade, né mesmo?

Mas e aí, o que será da tartaruga ou da baleia que irá comer esse pacote de arroz que você jogou fora?

Cara, aqui começa... Você sabia que por um valor um pouco maior você pode comprar arroz a granel, arroz mais fresco, com a possibilidade de um bom papo com o "dono ou dona" da vendinha que fica talvez até mais perto da sua casa? E lá, você pode levar seu pote e comprar o arroz, o feijão, o açúcar - entre tantos outros produtos? Talvez mais frescos que os de mercado?

Mas, porque você não faz?

Porque é preguiçoso. Eu sei, é muito mais fácil não fazer isso e comprar tudo embalado individualmente, mas por favor, se você escolhe a preguiça, não venha defender o meio ambiente ou então, não venha me dizer que o aquecimento global vai foder o mundo, cara, NÃO!

Sério, se tu quer ser um ambientalista babaca de iphone, por favor, me exclua de qualquer tipo de contato. Você quer salvar a amazônia? OK, mas continua comprando tudo embalado individualmente, em plástico?

Bom, eu não tenho participado disso com tamanha ênfase, sério. Já não compro arroz há muito tempo, e o restante, o que não posso ficar sem, estou dando privilégio ao papel: sabonete, só o que vem em embalagem de papelão, meu alimento é só carne e ainda estou negociando de levar os potes para não ter que pegar mais pacotinho de plástico, logo eu fecho com o restaurante...

E claro, ainda tenho um telefone celular e de minha parte, eu o usarei por mais um tempo... Pois é algo que infelizmente tornou-se necessário. Infelizmente.

Tenha em mente que, todos os processos produtivos fodem com a natureza, mas o seu lixo do dia a dia, é uma dos mais podres do mundo, e não estou falando de restos de comida porque esses, a mamãe natureza dá jeito, mas plástico e materiais derivados, enfim, deixa quieto, né...

Fica na paz...

#seulixoéfoda

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