quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Aquele do "quando foi a ultima vez que você fez algo pela primeira vez?"

Ontem eu comecei a escrever um texto. Claro que não consegui evoluir, a mente bloqueou, deu ruim, o TILT foi tenso e nada mais saiu desse teclado maldito o qual tem as teclas duas, uma posição incômoda e tem uma marca famosa. Mas para quem quer escrever, até o teclado virtual do windows poderia ser uma boa ferramenta, mas acho que iria demorar muito. Enfim, hoje é dia de texto soft, hoje é dia de pequenas reflexões sobre coisas as quais talvez ninguém tenha qualquer interesse em refletir.

#né

Essa pergunta eu li esses dias num post do Instagram e achei até interessante. Mas, foi mais ou menos após lê-la que eu comecei a fazer uma listinha das coisas que eu tinha vontade de fazer e que ainda não tinha feito na vida, nem que seja pela primeira vez, segunda ou terceira vez em alguns casos. Fato é que, após começar a pensar nisso, percebi que passei um tempo desa vida, que digamos dure 70 anos, no qual não me lembro de ter feito nada pensando apenas em mim, de forma bem egoísta mesmo. Afinal, foram 18 anos pensado no outro, nos outros e no bem estar coletivo.

Mas, e eu?

Eu me fodi, claro, de forma consciente, mas eu me fodi. Eu não viajei o que poderia ter viajado, eu não aprontei o que poderia ter aprontado, eu não comi o que e quem poderia ter comido, eu não bebi o que poderia ter bebido, eu não usei o que poderia ter usado. Aliás, contando tudo, foram 18 anos + uns 10 anos de subserviência religiosa, na qual, eu fiz ainda menos por mim. E isso se reflete até hoje.

Então, em alguns momentos, esse homem de 42 parece um adolescente indo ao um bar e enchendo a cara, voltando para casa sem a consciência e torcendo no dia seguinte para que o motorista do uber tenha sido gente boa. E pior, tem dias que nem sei como entrei em casa. Mas, chega, estou deixando isso de lado.

O foco agora vai ser outro. Lugares para conhecer, comidas para comer, bebidas para experimentar, dinheiro para juntas... Trabalhos a realizar, pessoas novas para valorizar e quem sabe, aquela pessoinha que faz o coração bater mais forte chegue por ai, mas por hora, vou vivendo os dias como se fossem e realmente não são, dias que eu já vivi. A cada novo amanhecer, nada tende ou precisa ser como foi no dia anterior. Mesmo que eu tenha minha rotina de acordar, tomar meu banho essas coisas, cada um dia é único. Para alguns, uma contagem regressiva, para mim, uma contagem acumulativa.

Não importa se e um dia a menos no total, para mim, é um dia a mais de vida. Acordo cedo para ver o sol, durmo tarde para ver a lua. 8 horas de sono por dia? Há zilhões de anos não sei o que é isso de forma rotineira, durmo mais nos dias em que resolvo tomar uns goles a mais, aí o corpo cobra, mas de resto, BRAZIUUUUUUU toco a barca...

Iniciei 2020 deixando de lado costumes que estavam me atrasando, coisas que criei em outra fase e que faziam sentido no tempo passado, mas que no tempo presente, não fazem qualquer sentido, seja lógico ou ilógico. Aliás, quem é que pode querer determinar isso?

Eu tenho como característica existencial deixar as oportunidades passarem, mas isso até nem incomoda mais, pois, a cada uma que acabo deixando passar, parecem aparecer algumas melhores, e melhores e por ai vai.

E ai, quando foi a ultima vez em que você fez algo pela primeira vez?

A minha foi ontem, quando realmente eu fiz algo pela primeira vez que nunca tinha feito. Foi bom pra caralho, "animou o ânimo", como diria aquela cantora gostosa, "É bom para o moral, é bom para o moral"... E se, você se incomodou pelo "gostosa", saiba que foi o mais respeitoso possível, afinal, hipocrisias a parte todos nós, nem que seja pela primeira vez, mentalmente sempre achamos isso de alguém, goste você do que goste, sempre pensa isso.

Talvez, e apenas talvez, o grande sentido dessa vida seja justamente se libertar das amarras familiares, sociais e comportamentais para, mesmo que "mantendo o respeito", possamos nos permitir fazer coisas pela primeira vez sempre que quisermos/pudermos/tivermos, será?

Enfim, né...

#segueobarco

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