sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Aquele do "será que eles estavam certos?"

Cresci em uma família tradicional. Havia a figura do pai, da mãe, dos irmãos e parou por ai. Nunca fomos muito de estar na casa de outros parentes, muito menos recebíamos outros parentes com frequência. Cresci convivendo com poucos primos, muitos dos quais nem sinto falta, cresci sem aquele apego de tio ou de tia e ainda, cresci com minhas duas avós, mas vendo apenas uma delas. Hoje, ambas se foram...

Mas o tema desse texto tem e não tem haver com o contexto familiar no qual eu fui criado. Sabe, esses dias eu estava observando o discurso inflamado de uma garotinha, que nem vou citar o nome aqui, mas ela defendia muito bravamente que as gerações anteriores fuderam o planeta e por isso ela não teria futuro. Bom, a começar pelo princípio, uma garotinha como essa nem deveria mesmo ter futuro, se já mimada agora imagine com 18 anos, vai ser insuportável.

E aqui entra parte do texto, pois, se ela fosse de maior (e eu nem aborto o pensamento), ao observá-la eu até diria que ela está chapada ou sob efeito de alguma substância. Sério, quanta merda ela falou e de forma muito seguro, não sei não, heim...

Porém, o texto não é apenas sobre essa garotinha, que defende tudo mas deve ter seu iphone, vai que né... Eu iniciei o texto me contextualizando no ambiente familiar e coloquei essa garotinha pois, cresci num ambiente em que o médico Carazzai foi bastante presente, pois no colégio em que eu estudava ele ia sempre com seu conhecimento e experiência... Mas e aí?

Aí que hoje, aos 42 anos eu me pergunto: fumar um negocinho do capeta é ruim? Outras drogas são ruins?

Afinal de contas, porque fumar um negocinho do diabo, dar um tapa na macaca é pior do que encher a cara de cachaça ou de cerveja? Sério, porque as pessoas se alteram?

OK, eu compreendo, mas então porque não se proíbe tudo? Ou então, se legaliza tudo?

Afinal de contas, se temos leis que dizem o que pode e o que não pode, não deveríamos ter leis então que permitissem o uso mas que atuassem nos efeitos disso tudo? Ah, aqui é interessante pois além de tudo, o governo ganharia a maior grana com imposto, afinal de contas, eu duvido de forma contundente que o consumo irá diminuir, haja vistas a quantidade de distribuidores de bebida que tenho visto abrir em todos os cantos dessa cidade, de outras cidades...

Álcool pode mas outras drogas não? Porque?

A galera já está alucinada de qualquer jeito, cara, tem quem acredite em chaleiras voadoras, gnomos, gambás abençoados, chézus e deuxxx, enfim, tem até quem acredite que o brasil um dia vai dar certo... Ou seja, drogado todos já parecem estar, então porque ainda temos esse pré-conceito sobre drogas e essas coisas parecidas?

Enfim, acho que por hoje é só, né pessoal!!!

Deixemos assim então!!!

2 comentários:

  1. Li alguma coisa sobre a Greta, que afirmava que ela é autista. Não acho que ela é somente alienada. Acho que ela é um papagaio, um fantoche, um instrumento de interesses políticos. Muito diferente da Malala, que essa sim, merece o meu respeito pela luta da sua causa.
    Sobre o assunto principal:
    "A lei brasileira é apenas e somente proibitiva. Ela só nega, diz o que não pode fazer. Se não consta ou não é previsto em lei, pode se fazer. Ou seja, não existe, na sua maioria, lei permitindo algo. " foi o meu professor de Direito que falou isso. As brechas de entendimento surgem daí...
    Acho que a dúvida é: a legalização é de interesse de quem?
    Pra que dividir o lucro das drogas ilícitas com o "governo". Cartel vai querer livre concorrência será? Não sei
    Trabalhei numa fábrica de produtos médicos, que têm as mesmas premissas da indústria farmacêutica e da alimentícia. É alto o custo de se manter legalmente (Anvisa) no mercado. Será que todas essas fábricas de cervejas que estão abrindo toda hora estão de fato legalizadas dentro das exigências e boas práticas impostas pela Anvisa (governo)? Está em todos os jornais a investigação de uma morte, de uma pessoa em MG, que tudo leva a crer, que consumiu cerveja que estava contaminada.
    O que gerou lucro, falta de boas práticas de fabricação, agora será um prejuízo pra essa fábrica.
    O governo não tem interesse de controlar a produção da droga ilícita, assim como a população não têm interesse de saber o que está consumindo de forma lícita.

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  2. Obrigado por seu comentário. Sobre a questão das leis, realmente não vou entrar na discussão por não talvez capacitado para tanto, mas compreendi o que expôs. Sobre as "cervejarias", o que posso afirmar é que, para o governo de forma ampla, o álcool é uma forma de controle social. Já imaginou um brasil como o nosso sem a bebida? E por mais, o governo ganha, mesmo que centavos, mas ganha por litro produzido, ou seja, é importo pra deixar a conta corrente bebada de tanto dinheiro... Obrigado por seu comentário!!!

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