domingo, 29 de março de 2020

Aquele do "Amor, supremo amor..."

Vamos lá, hipócritas, esse texto não é para todo mundo não. Esse texto sequer vai ser lido ou agradar parte dos que dele, poderiam aproveitar. Esse texto é apenas uma pequena fragmentação do pensamento de um grãozinho de areia que pouco quer da vida.

Esse texto fala sobre o Amor. Sim, Supremo Amor.

Não aquele amor de pai para filho. Muito menos aquele amor dos irmãos para os irmãos e também não tem nada com o amor no sentido fraternal.

Esse texto é um texto sobre o amor, aquele amor maldito que te arrebenta por dentro, sabe, quando você olha uma desgraça qualquer e mesmo sem entender porque, bate como um soco na boca. É disso, muitos chamam de paixão, outros tantos de tesão, e tem aqueles que apenas ignoram os sinais da vida. Sinais que as vezes nem existem mesmo, mas quem dirá?

Por isso o texto é para poucos, afinal, se você nunca amou dessa forma tão intensa, lamento, mas você ainda não foi feliz o suficiente. E não estou perguntando não, eu estou afirmando que você ainda não foi feliz o suficiente. Mas, ainda pode ser...

Esteja atento: você pode ser o que for, rico, casado, magro, gordo, feio, solteiro, empregado, desempregado, homem, mulher ou viado, enfim, seja o que for e como for e onde for e quando for... Pelo menos uma vez na vida você vai se deparar com aquele alguém que, mesmo sem a menor pretensão vai, inevitavelmente olhar despretensiosamente para você e mesmo assim, vai te causar aquele friozinho na espinha. Sim, você pode até negar, mas isso já deve ter acontecido.

Isso não significa que vocês serão felizes para sempre, mas significa que se as condições fossem favoráveis, vocês poderiam.

A vida é uma caixinha de surpresas e no final das contas, eu realmente ainda acredito muito no amor. E confesso, não fosse a minha maldita timidez, acho que já teria aproveitado algumas chances que esta vida da me deu, mas que por não proceder, perdi!

Perdi, talvez tenha até parecido esnobe ou babaca, desculpa, nunca foi minha intensão, era falta de coragem mesmo em encarar tudo isso...

Eu cresci sem um modelo de relacionamento. Pai e mãe eram apenas pai e mãe... E isso me fez acreditar em outros exemplos. Eu sempre quis saber o que era e para que servia o amor tão falado na televisão, nos livros, na literatura e nunca sequer entendi. Quando achei que tinha entendi, descobri que de tão frágil, talvez não fosse. E quando novamente achei que havia descoberto, descobri na verdade que não havia descoberto nada.

Hoje sem que não há como explicar algo inexplicável.

Como criar uma manual de instruções para explicar o que acontece quando você olha aquele alguém 1, 2, 3 vezes e fica com aquela sensação de pernas bambas? E mesmo que não haja ainda assim qualquer tipo de interação, a sensação continua?

Enfim, hoje o texto é leve, e a ideia era ser leve mesmo, pois de pesado já basta a vida, e ainda mais a vida sem a companhia - seja por timidez ou por isolamento social causado por um vírus...

Se você hoje, ama ou não ama, se você hoje gosta ou não gosta, se você hoje quer ou não quer, fica uma pequena dica: se permita - não faça o que fez este que lhe escreve: não fuja do que um dia pode quem sabe, ser sua felicidade...

Viva, deixe viver quem sabe, receba como troco, uma felicidade!!!

#fui

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