terça-feira, 24 de março de 2020

RECADO (PARTE l)

Pessoal, o texto abaixo está sendo publicado por mim, mas não é meu, é um excelente texto - que eu confesso acho que não conseguiria escrever tão bem, do meu nobre amigo e sócio de projetos utópicos, o Geraldo Luis Silva... Parceiro de cerveja, parceiro de papo e parceiro de ideias...

Leiam com atenção, é muito, mas muito bom mesmo!!!

E é o primeiro!!!

Segue:

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Este é o primeiro de uma série de textos/crônicas em que me permitirei a ousadia do sonho.  A rigor, não estarei, nisso, saindo nada do meu habitat preferido.  Pela vida adentro (ou seria afora?), fiz mais sonhar que ser prático, a ponto de ouvir, de maneiras tantas e vindas de pessoas diversas, frases cuja ideia central tem a ver com “falta de senso de oportunidade” de minha parte.  De fato, quando digo que me permitirei sonhar, é em função de que, neste momento específico da minha vida, por necessidade, tenho tentado ser minimamente prático e objetivo.  Sonhos, porém, me fascinam como o amor e as artes.

De que sonho falo então? decorre desse profundo mal-estar, da angústia, da ansiedade e até desespero perceptível nas expressões, nos olhares e nas atitudes de muitas pessoas, diante da situação em que vivemos e que é, ao fim e ao cabo, uma espécie de remake, dado que a Gripe Espanhola e outros tantos eventos vivenciados por gerações por gerações anteriores e que balançaram a raça humana em suas estruturas.

A questão é que passada a tempestade, temos voltado à mesma rota, logo assim que a tontura também passa.  Pessoas cujo mecanismo de “organização” mental e/ou emocional, as impele a atribuir a tudo uma ação divina, (seja como castigo ou como provação), clamam por perdão e/ou clemência durante; agradecem a ele pelo “livramento” depois e tocam a vida.  Os indivíduos que esperam tudo da ciência, torcem para que seja encontrada uma solução (vacina, remédio ou o que seja), isso acontecendo, sua “fé na racionalidade” se fortalece e vida que segue. 

Há claro, aqueles que apenas vêm as coisas e os eventos como algo que lhes possibilite ampliar os ganhos financeiros ou que os faz perder dinheiro.  Esses aproveitarão toda e qualquer situação para ganhar mais, ainda que não haja muita perspectiva, isto é, “pode ser que não haja em que gastar, sequer vida para usufruir, mas se houver “estarei mais rico” ainda que seja à custa de alguns milhares de vidas, dado que alheias”.

Seria possível estender por páginas á fio os exemplos de indivíduos e grupos e suas respectivas percepções e ações diante de eventos e catástrofes como isso que ora vivenciamos.  Desnecessário, ao menos para o fim a que se destina esta reflexão, ou convite a ela.  Assim sendo, vamos ao mote dessa conversa: o recado do Corona à humanidade.

Li hoje, no post de uma amiga a frase/ideia: “Eu acho que a terra ativou o sistema imunológico e está tentado se livrar da gente”  Lembrei, na hora, de uma canção do Raul Seixas em que ele, há alguma décadas, antecipava: “boliram muito com o planeta. E o planeta como um cachorro eu vejo. Quando já num aguenta mais com as pulgas, se livra delas num sacolejo”.

O complemento disso a que denomino aqui “recado” e que espero dê o necessário sentido a fim de que se possa efetivamente refletir, é a ideia exposta numa outra fase que me chegou: “o planeta adoeceu porque está com a humanidade baixa”.

Continua no próximo texto. E como diria o guarijo, “mantenha-se respirando e don´t you fuck dê mole no terceiro mundo”

Um comentário:

  1. Caro Gê, caso houvesse na "humanidade" (de modo geral) um quê de busca para o sentido da vida entenderíamos melhor a "dona" morte! Bonito e singelo texto! Vai tentando...

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Desabafe!