quarta-feira, 8 de abril de 2020

Aquele da "Obviedade"

Diariamente, em certo momento do dia, interrompo o trabalho de pesquisa, leitura e produção, para dedicar algum tempo do dia à elaboração do texto a ser publicado no DLQ.  Invariavelmente, ao abrir um documento em branco, já tenho uma ideia de tema e até uma linha de abordagem (o que, as vezes se altera durante o processo).  Ao término, quase sempre o próprio texto me indica opções de título.

Hoje, pela primeira vez, a ideia primeira foi o título.  Escrevo, na sexta, um material que lhes será disponibilizado na segunda. Ok! Haverá tempo suficiente para um autoconvencimento de que ninguém tem interesse, a priori, pelo óbvio, tanto mais se isso se expõe já no título.
Estranhamente, sigo desenvolvendo a ideia – claro está que não me convenci –, possivelmente em função de que o título é, a um só tempo explícito e vago, restando, portanto, algum apelo de curiosidade nessas mal traçadas.  Sendo assim, a ela.

O saudoso Dionga (Dionísio Filho), criou algumas expressões e frases interessantes e, de modo geral, espirituosos.  Um deles: “fulano, pra morrer de repente, demora uma semana”.  É engraçado (ele dizendo isso a respeito de um atleta ou dirigente de clube de futebol.  É muito irritante, lembrar dessa frase em função do caráter reticente (quando não sabotador), por parte do Poder Público em relação, por exemplo, às medidas administrativas e políticas necessárias a distribuição (ao povo) da verba emergencial.

Não deveria, mas explicarei o motivo da irritação.  A bagatela de R$ 1,2 trilhão aos bancos, foi medida do executivo sem carecer de explicação, justificativa para a urgência e tals...  A parte que cabe à “tigrada” aqui de baixo foi na lenga-lenga do “duzentão”, a presidência da Câmara disse que não colocaria em votação valor menor que “quinhentão”, a oposição propôs mili e tantos guedes... Ta bom.  “Seiscentão” e não se fala mais nisso!  “Anhã, Ok. Tá bom. É...” (essa é de uma canção do João com o Aldir, só que é tema pra outro texto.  A citação aqui foi só pra baixar o nível de irritação).

De volta ao tema, o “ser” demorou uma semana só pra assinar a bagaça.  Gente!  Já tem advogado anunciando serviço, mediante óbvia remuneração (sei que não pode anunciar serviço de advocacia. A OAB que veja aí).  Tá todo mundo vendo isso, como também estamos vendo empresários se adiantando, partindo para pressão contra o isolamento social.  fazem o que sabem fazer melhor (e adoram fazê-lo): demitir.  Uns ainda estão na ameaça.

Outros, direto ao ponto.  Empresários e o próprio governo (minúscula sim), estão “jogando” pra ver o incêndio.  Verão.  Pior: queimaremos!

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