terça-feira, 25 de agosto de 2020

Aquele do "tremo só de pensar no assunto..."

 Durante o período mais intenso da Covid-19 no Brasil, muita coisa aconteceu. Não vou me referir nesse texto a tudo que eventualmente mudou na vida das pessoas que, na sua grande maioria (tirando os funcionários públicos - é claro que essa casta social não sofreria) teve salários renegociados, cortados, reduzidos; jornadas de trabalho mudadas por questões financeiras e de prevenção, e claro, o número de desempregados, que está ainda atingindo níveis sem precedentes.

É obvio que muitas empresas usaram esse período para perceber que, com menos gente, pode-se manter a mesma produtividade ou ainda, usando o desespero dos que ficaram, aumentar a produtividade. Os crimes, não sei como estão. Os acidentes de trânsito e mortes, não diminuíram muito.

Bares, restaurantes, lojas, empresas fecharam. Não havia como continuar, não é mesmo?

O governo? Bom, não podemos generalizar, pois ao que posso dizer, meu governo municipal fez o que pôde, pouco claro; o estadual, deu entrevistas, cantou de galo mas na verdade, esteve mais para um ratinho; e o federal, bom esse, fez, não fez e acabou não fazendo nada além de obras sociais. Aliás, o federal, nem mesmo o exemplo deu, saindo de casa sem máscaras e chamando de trouxa toda uma sociedade que esperava dele, no mínimo, uma postura adulta e não a postura de um rapaz, da mesma idade e nível intelectual de seus filhos.

Mas, esses dias, fazendo companhia para minha mãe, que aliás está há mais de 5 meses sem sair de casa de tamanho é o medo, assisti a um telejornal, de uma emissora que inclusive foi citada numa delação premiada, ops, não posso falar sobre isso... E nesse telejornal, usou-se uma expressão que me causou medo, tremor, pavor... Mais medo que o filme O Iluminado já me fez sentir... (contextualizando: eu assisti dois filmes de terror até hoje, O Iluminado, do qual nunca esquecerei aquela cara do ator principal; e Cristine F., O Carro Assassino)

Bom, então, nesse telejornal falou-se de algo que eu ainda não tinha ouvido falar: consórcio de empresas de comunicação. Pois é, e numa busca rápida, consegui levantar as empresas que fazem parte desse consórcio, e na minha perspectiva, tanto como cidadão observador e politicamente conhecedor, tanto na de jornalista formado e não atuante, esse consórcio mostra-se formado apenas por empresas, salvo engano, de uma linha política muito específica. E que, nos últimos dois anos deve ter perdido muito dinheiro em verbas publicitárias, e que tem um desgosto pelo governo atual e que bla, bla, bla, bla, bla. Sim, eles juram de pés juntos, ou nem juram nada, mas são de linha esquerda mesmo.

Eu, sou destro, mas na hora da política, eu estou no centro. Sim, sou um centro mas, não sou conservador. Eu infelizmente sou à favor da pena de morte, do aborto e da liberação da maconha e outras drogas. Sim, eu quero que o estado mande menos na minha vida e assim, possa se concentrar em cuidar de mim, cuidar dos 200 e tantos milhões de habitantes, os quais, estão órfãos de um governo decente. 

Saúde, educação e segurança pública, se isso estiver OK. Não importa para mim se é uma questão de esquerda, centro ou direita. No Brasil e acredito que em outros lugares do mundo, a política virou uma profissão, na qual, vale tudo mesmo para se perpetuar e perpetuar a espécie no poder. Pudemos observar isso com o governo que assumiu em 2002, que fez o que pode para ficar quase 16 anos no poder e se nada tivesse acontecido, quiçá ainda estaria...

Porém a questão aqui é que, na verdade, consumimos notícia, informação, jornalismo até por uma dependência meio idiota de notícias. Afinal, o que vai mudar minha vida saber que zezinho, uguinho ou luizinho fizeram ou deixaram de fazer. O que me vale que a cantora x está ou não com covid ou com chicungunha, enfim... E ainda, até onde me conste, as televisões e rádios ainda são obrigadas a ter parte de sua programação voltada a informação. Mas essa lei, não deve ser muito nova não, corro o risco de dizer que foi escrita numa época em que os "pé-de-couve" mandavam no Brasil... Outras coisas já foram flexibilizadas, como o horário da "Hora do Brasil" nas rádios, a entrada de capital estrangeiro nas empresas de radiodifusão... Enfim, muda o que convém... #Né?

Bom, se eu pudesse te dar uma dica, que aplico em minha vida e me faz muito bem, é: "não consuma notícias/informações/qualquer coisa "jornalística" de veículos que se unem, formam um consórcio e que, assumem de forma oculta um posicionamento, o que por si só é injusto. Injusto pois eles sabem que se assumirem a bandeira de A, B ou C, talvez nem audiência eles tenham.

É, mais ou menos por aí. Você quer continuar assistindo, beleza, mas saiba que, nem sempre o que eles falam, é exatamente o que eles deveriam/poderiam falar!!!


#abraçodoLG

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