sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Aquele do "não há o que faça..."

 As modinhas da vida são passageiras, certo? Eu estou com quase 43 anos, na verdade, faltam 23 dias para eu me tornar um motor bom, 4.3, mas isso é brincadeira de quem manja de motor. Se não for seu caso, bele, não tem problema.

Mas, nesses 43 anos, vi muita modinha acontecer e deixar de acontecer. Por exemplo, aqui em Curitiba, na década de 90, tivemos uma modinha de sertanejos universitários (1ª onda), na qual os "sertanejos" colavam em seus parabrisas frases como "Os mar acabado", ou "Os cervejeiro", sim, com essa concordância, desse mesmo jeito. Tinha ainda uma modinha de colar um adesivo que simulava um tiro, sério, não sei qual era a graça. Aí, passamos por aquela modinha de torcer para o Ayrton Senna, que nunca foi tão bom assim, aliás, meio que nos moldes da modinha Hamilton hoje, melhor carro na mão de qualquer um, até minha vó acho que ganhava.

Teve a modinha do volei, quando ganhamos a medalha olímpica, teve a modinha seleção de não sei quando que foi tetra, teve a modinha do PT e suas mudanças profundas no braziuuuuuu, enfim, teve a modinha Mamonas Assassinas - essa era legal né, eles falavam monoteta, passaram a mão na bunda de não sei quem... Ah, lembra da modinha do "vai descendo na boquinha da garrafa"?

Pois bem, sempre há uma modinha a ser seguida, parece mais urgente para os seres humanos seguir uma modinha que qualquer outra coisa, a não ser, acreditar no jornalismo. Dessa forma, sempre somos buscadores de modinhas. Sempre!

Atualmente, temos zilhões de modinhas que um dia outro, vão passar também. Tivemos a modinha vegan, vegetariana, carnívora - algumas mais perigosas como as mães que não dão vacinas aos seus filhos e a ultima modinha que é tremer de medo da Covid-19.

Sim, sim, sim, nobres leitores. Se você me perguntarem, a resposta é sim! Eu também sigo as modinhas, eu sou ateu, carnívoro e babaca! Não assisto a globo, nem a band, nem nenhum outro canal de notícias, pois eu também sou jornalista e com o que tem a disposição, prefiro morrer sem informação. O restante eu estudo, pesquiso e faço o que for preciso para não ser um desinformado, mas em contra partida, não é qualquer verdade que me faz crer que aqui é realmente verdade.

A expressão "não há o que faça", eu não sei de onde surgiu mas eu e meus filhos usamos ela de vez em quando. Por ou para que? Para dar uma ideia de que, sem qualquer preocupação com o esforço, a gente tenta realizar um desejo, uma tarefa, algo assim. Tipo, "não há o que faça", no próximo final de semana que estivermos juntos, vamos fazer aquele hamburguer artesanal que tanto nós gostamos. 

Ou então, "não há o que faça", vamos sair ilesos da Covid-19, pois, não queremos abandonar essa terra linda, de céus azuis e cinzas, de beleza maravilho. E ainda, "não há o que faça", logo estaremos sentados na beira do mar, talvez tomando um gole, talvez comendo uma carninha feita na Geisiscan, mas "não há o que faça", tentaremos fazer tudo para termos muito mais momentos felizes do que momentos não felizes. Sim, a felicidade não é um estado, é uma condição.

E "não há o que faça", hoje, ninguém tira a minha felicidade e o sorriso que estou no rosto. "Não há o que faça", foram anos, meses, dias de um sentimento/sensação ruins, de até posso dizer certo sofrimento, mas hoje não...

"Não há o que faça", passam-se dias, passam-se horas, mas essa felicidade se renova, sempre numa aura de "Ok, estamos indo bem"... Estamos eu, minha cabeça, meu coração, minha saúde...

Sim, hoje posso olhar para os meus 43 anos e dizer: "valeu a pena, e-e, valeu a pena, e-e, sou pescador de ilusões, sou um pescador de ilusões", tomando a liberdade de parafrasear a música do O Rappa.

E ainda sobre eles, "se meus joelhos não doessem mais..."

#abraçodoLG

#bomferiado

#7desetembro

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