quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Aquele do "O respeito deveria ser mutuo mas, é condicional!"

 Vamos lá. Primeiro, eu não quero ter razão (nunca quero!), não quero trazer ou estimular qualquer verdade e muito menos servir de muleta ou ajudante para qualquer pessoa que possa ler esse texto. Aliás, se você chegou aqui, é por algum motivo que não exatamente algo que forcei - mas ainda assim, agradeço muito por estar aqui, lendo essas palavras.

Não faz muito tempo, escrevi um texto no qual eu descrevo minha visão sobre o que é comum chamarem de "esquerda brasileira". Sim, existem alguns partidos que se colocam exatamente nesse posicionalmente e eles tem algumas características governamentais bastante peculiares, e não estou "achando" nada, apenas analisando como cidadão e jornalista que sou, o que vi acontecer nos últimos anos e que esses partidos eventualmente (ufa - apenas eventualmente) estiveram no governo.

O que se chama de esquerda no brasil, eu chamo de partidos do "sou do contra" a tudo, menos ao meu pensamento. Ou seja, eles nunca escutam nada nem ninguém que não seja um dos líderes de cabeça de partido. Sim, é mais ou menos como os mórmons - não adianta dizer que pode ser diferente, eles vivem num mundinho tão medíocre que só acreditam naquilo. Sim, já fui mórmon e pude ver vida fora do fanatismo mórmon.

Então, eis que a maior cidade do país está prestes a ser governada mais uma vez pelo lado sedutor da força. Sim, se você leu meu texto anterior saberá do que estou escrevendo mas se não leu, a ideia é que, o lado "esquerdo" da história, é algo extremamente sedutor. Sim, ele seduz com promessas que nunca serão cumpridas. Ele seduz com movimentos que não atingem sequer o senso comum. Ele seduz com ações populistas que só ajudam uma parte da sociedade - lembrando que, a sociedade deveria ser conduzida para algo mais igual e menos separatista. Alias, separar para lados opostos é exatamente parte do processo de sedução desses partidos.

Mas ok, cada um faz o que quer e claro, cada povo tem o governo que merece, assim se dá a democracia, não é mesmo? É... No Brasil, mais ou menos!

Porque eu questiono a democracia brasileira?

Hum, dividamos em duas partes:

- conceito de democracia: este ok, acreditamos nesse sonho e usamos todas as ferramentas para eles, ou seja, usamos o voto como poder cidadão de escolha, usamos os 3 poderes independentes entre si e por aí vai.

- prática da democracia no brasil: mesmo com mais de 30 partidos, escolha entre 2 ou 3. Um sempre será o matador de pessoas e o outro o salvador. Um sempre vai defender A e outro B. E como assinar embaixo uma democracia na qual, as mazelas sociais são fatores determinantes para a escolha de candidato A, B ou C? Como considerar a democracia numa nação de mais de 208 milhões de habitantes, mais de 100 milhões de eleitores e destes números uma boa parte que passa fome e se vende por necessidade por migalhas?

Sim, sim, sim, não me venha com essa de democracia. O que acontece é que o povo precisa, e quando precisa, acaba escolhendo pelo amor e não pela razão. É como o marido que escolhe a amante, deixando a razão de lado e vivendo aquele amor, aquela paixão momentânea. Em alguns casos, ele se arrepende, mas aí, eu sempre torço que seja tarde demais!

Estamos prestes, e não duvido disso, a assistir a ascensão de mais um partido da "esquerda" na maior cidade, maior capital, enfim, na maior economia municipal, quiçá da América Latina. Sério, eu agradeço todos os dias ao povo do sul, que tem consciência e pode eleger qualquer lixo, mas não esse lado.

Felizmente aqui, nem segundo turno teremos. 

Lá, a escolha será feita por eles. Gostaria muito que, de qualquer forma, nossa fronteira fosse fechada e os cidadãos de lá não pudessem correr para cá, quando o circo começar e pegar fogo. E vai pegar.

O que está em cheque não é apenas a questão partidária. O que está em cheque é todo um novo desenho social, no qual, discordar não é apenas o seu direito, mas sim, uma grande ofensa. Eles não sabem ouvir um não como resposta. Com eles, não há diálogo, e sim, um monólogo, do qual, ou você participa e angaria mais ovelhas para o rebanho, ou cai fora e assiste calado a tudo que vier. 

Aqui no Paraná, o ultimo governo dessa linha fez coisas extraordinárias: distribui leite para deus e o mundo com dinheiro dos impostos, tirou a conta de luz de uma zilhão de pessoas a critério populista, afrouxou o combate ao crime, os número eram muito maiores e a conta demorou a ser paga... Ele andava de cavalo, cavalgando na confiança dos que nele votaram, mas ainda assim, tentando tornar os seres pensantes e meros cordeirinhos. E muitos, se tornaram.

As perdas serão muitas. Infelizmente, isso fará parte do jogo e apenas quando já foi meio tarde, eles vão acordar para isso.

Quem conhece sua história, não está mais condenado a repeti-la. Nesse caso, seduzidos por cantores, atores e uma classe de influenciadores, vão cometer mais uma vez o mesmo erro.

Fica a pergunta minha: falta de conhecimento ou excesso de confiança?


#abraçodoLG 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Aquele do "Que culpa tenho eu, oh jubiloso deux?"

Essa pergunta não sai mais da minha cabeça. Quando naturalmente eu faço alguma merda, e faço as vezes, eu tenho como costume assumir o que eu fiz. E assim, vou seguindo. Mas, tem coisas que hoje em dia me fazem eu me sentir o maior culpado mas que na verdade, eu não sei ao certo como lidar com essas situações em geral. Vamos lá? Prepara a vara verde pois acho que, a partir desse texto, devo apanhar muito. Mas não me importo não, pode bater à vontade!

É uma questão bastante importante para mim!

Vamos lá, que culpa tenho eu se, por algum motivo os índios foram massacrados, dizimados, maltratados, mortos ou qualquer outra coisa assim? Eu nasci em 1977 e desde então, eu não me lembro de ter feito qualquer coisa ruim para qualquer índio. Nunca cometi qualquer ato que sequer pudesse prejudicar um índio. Eu tenho respeito por eles, quero que eles tenham tudo que devem ter, e sejam respeitados por todos nós. Mas, não me culpe se tudo não foi assim como deveria ser. Infelizmente nem sempre é!

Mais ainda, porque preciso me sentir culpado por todas as dores do mundo?

Sim, eu nunca escravizei ninguém, eu nunca sequer destratei qualquer pessoa por sua cor, por sua crença, por seu status social ou qualificação, não, isso nunca passou por minha cabeça, isso nunca foi aceito por minha pessoa. Eu sei que tem gente que faz isso mas essas pessoas precisam ser punidas severamente. Eu não!

Eu não preciso me sentir culpado por isso tudo. Eu simplesmente fico meio chateado com essa situação que me fazem passar como se eu fizesse parte de um mundo a parte o qual só sabe ser racista, discriminador, sociopata, homofóbico, essas coisas.

Agora, todos querem me obrigar a andar, sentar, comer, falar, rezar e todos os outros verbos do meu dia a dia de acordo com uma cartilha escrita por quem? Sério mesmo? Pegue o código penal e qualquer outra lei brasileira e você descobrirá que este cara que escreve aqui, a única coisa que ele faz e pode ser um crime ou uma contravenção, de acordo com o "tamanho", é dirigir acima do limite de velocidade numa estrada, quando posso ainda, nunca o faço de forma idiota, colocando a vida de outras pessoas em perigo.

Quem me conhece sabe ainda mais o que estou falando, quem não me conhece e quiser, é só chamar, para uma bera ou para um churras, só não me chame para ir na igreja, eu respeito que você vá, mas eu não vou.

Eu, literalmente respeito tudo, respeito raças, respeitos escolhas, respeito religiões. Mas, não sou obrigado a sair dizendo que acho tudo bonito. Eu respeito todos os que tem escolhas sexuais diferentes das minhas, mas nem por isso saio elogiando. Ser neutro não basta? Vão à merda!

Eu respeito todas as religiões, mas não vou sair dizendo que elas são boas. Ser neutro, não basta? Vão à merda!

 Eu respeito todos os lados partidários. Ser neutro, não basta? Vão, mais uma vez à merda!

Sim, resumindo: eu sou ateu, alto, magro, branco, heterossexual, privilegiado por ter estudado... O que mais devo me arrepender de ter conseguido/feito/me tornado?

Afinal, se então eu preciso ser o que vocês querem, porque vocês eventualmente não pagam minhas contas e meus boletos? Por qual motivo e tenho que ser igual a você se eu não concordo com você? Não concordar não significa que vou te desrespeitar, e sim, que não concordo. 

O mundo deveria ser feito dessas diferenças, que são saudáveis e não desse esquerda-direita que vem tomando conta de tudo. Não posso mais contar piadas, não posso mais contar histórias, não posso mais conversar com alguém sem ter que me preocupar se é bolsomínio ou lulopetista. Pois cada um desses é trouxa o suficiente para permitir que a razão dê lugar ao estereótipo mais imbecil do ser humano: a raiva e a desinteligência.

Enfim, não consigo mais ser o hipócrita que eu sempre fui. Quero sim que todas as religiões acabem, quero sim que o partido dos trabalhadores morra e que todos aqueles extremistas de esquerda vão com ele, quero sim que todas as escolas nas quais os professores interferem na formação sexual/política/social seja extintas, quero sim.

Quero ver um mundo mais heterogêneo no sentido das liberdades. Sim, eu quero pensar sem ter que me preocupar se você está preocupado com meu pensamento. Desde que meu respeito por qualquer pessoa seja um respeito verdadeiro, não vejo motivos para ser assim.

Eu não vou apoiar nunca esse movimento politicamente babaca, no qual separam brancos de negros, homos de héteros, crentes de ateus. Vocês, não conseguiram me convencer disso, não mesmo. Vou sempre pensar em todos, como todos, mas nunca me obriguem a pensar como qualquer outra pessoa, pois, pelo bem ou pelo mal, eu tenho a capacidade de pensar, e pensando, tenho a capacidade de agir e agindo, tenho a capacidade de dizer não, seja a quem for. 

#fui

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Aquele do "O pior já passou..."

 Ufa, felizmente, o pior já passou. Não era mais possível ficar rindo sem parar. A barriga dói muito, de tanto dar risadas. O período de campanha eleitoral no brasil e em curitiba, é melhor que qualquer show de humor. Candidatos a prefeito e vereadores são os mais engraçados do plante todo. Esse ano em específico, o pouco que assisti, me dava crise de risos.

Felizmente, acabou!

E o saldo é tão negativo quanto minha conta bancária. Ok, tivemos ganhos importantes, afinal de contas, não teremos mais aqueles vereadores dos animais de rua, mas ainda teremos os radialistas desempregados que vão atuar como vereadores. Sim, eles conseguiram. Tomara que trabalhem para o povo, afinal de contas, eles mais do que ninguém sabem muito bem o que tanto precisamos para essa cidade.

Para prefeito, não tinha muito o que fazer, o rei do asfalto conseguiu de novo. Sim, aquele que pouco fez em 4 anos, conseguiu se perpetuar. Nem mesmo as promessas de que as invasões não seriam desapropriadas, fizeram um candidato subir, muito menos os cargos comissionados que outro candidato, mesmo sem saber, prometeu acabar e converter em dinheiro aos professores, convenceu. 

E teve ainda aquele que queria pegar rabeira no presidente, mas que nem isso ajudou a decolar. A vitória do tio das santas de todas as Curitibas, foi acachapante. Ele arregaçou no primeiro turno, mostrando que o curitibano não quer aventura, quer se ferrar mesmo, pois nem a chance para os outros deu.

Voltando para aqueles que vão trabalhar para nós cidadãos, hahah claro que não né! Mas, houve uma renovação na casa de 40 e tantos porcento. E o que eu tenho com isso? No ultimo pleito, houve renovação parecida e curitiba continua a mesma porcaria que estava antes, os vereadores trabalharam como sempre fazem, por minorias e interesses próprios, o transporte coletivo é aquele lixo de sempre, os postos de saúde funcionam mas o fazem de forma orgânica, enfim, tudo continuou igual, igualzinho, a diferença é que agora, haverão rostinhos novinhos. 

Mas, o carro com gasolina paga e os salários serão bem parecidos, aliás, se os atuais reeleitos e os que perderam não aprovarem aquele aumentinho básico.

Enfim, é isso, pelo menos essa etapa democrática da qual não participo, acabou. Ufa!

Podemos voltar a vida normal, quer dizer, ao covid normal!!!

#fui

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Aquele do "Dou de ombros para isso..."

 Ok, senhores leitores e senhoras leitoras, eu assumo, estou sendo criticado e muito. Mesmo evitando falar sobre esse assunto por considerar melhor o menor desgaste, eu ainda me encontro em situações nas quais acabado esquecendo de minha promessa e volta a falar a respeito. E não poderia ser outro senão o pleito eleitoral e a política de nosso país. Sim, essa que a gigantesca maioria quer que eu converse mas que, após participar como eleitor e como candidato a vereador, eu afirmo categoricamente que não me faz o menor sentido.

E porque o poder do meu voto não faz o menor sentido para mim? Você tem tempo?

Ah, vamos de resumão, afinal, resumão é uma das características do brasileiro nato. Sim, leitores e leitoras, é isso mesmo, e acho até pertinente que você discorde disso, afinal de contas, é assim que se constrói o pensamento, né? Mas o brasileiro é sim meio preguiçoso. Veja bem, se ele pode cortar caminho passando por um gramado que não seja dela, tenha a certeza, ele fará!

Se ele puder burlar um sistema que emprega milhares de pessoas, paga os impostos e custa bastante, ele vai burlar o sistema e comprar a caixinha. Eu não critico, mas como já fiz parte desse sistema também, sei o quanto isso acaba custando para alguém.

E com a político, pelo menos o que eu posso observar das pessoas que me cercam, essa preguiça se mostra bastante latente. Sim, afinal de contas, como podemos escolher de alguma forma um candidato x ou y considerando os vídeos e as mensagens que recebemos no whatsapp? Informações soltas, vazias e que muitas vezes, senão na maioria das vezes, só são transmitidas pelo filtro do transmissor. Ou seja, já partimos da preguiça de conhecer apenas um lado. E isso acontece só aqui? Não, tenha certeza que não, mas diferente dos meus amigos jornalistas, eu não vou me colocar como especialista em política norte-americana, não seria prudente. Aliás, não é prudente sequer consolidar informações de outra grande região do Brasil, pois nosso regionalismo interfere até nesses modelos. Não se vota aqui, com os mesmo critérios de escolha que são utilizados no nordeste. Outras realidades, outras necessidades, outros posicionamentos.

Bom, aqui entra o meu grande desgosto em relação a ser ou não um ator político nesse sistema eleitoral. Democracia?

Ora, ora, como acreditar e sonhar com uma "democracia" em um país que tem mazelas sociais de grande monta? Como acreditar no voto popular quando, por ou para atender determinadas demandas sociais, a mentira come solta? É sério, isso precisa vir à baila, um dia!

Vamos pegar o pleito de 2020 em Curitiba. Ainda há candidatos, mais que 1, prometendo "passe-livre" para estudantes. É simples o raciocínio, ou deveria ser na cabecinha dos eleitores:

Se o sistema custa, R$ 4,50 por pessoa, e nesse valor estão contabilizados os salários dos motoristas, cobradores, funcionários, mecânicos, RH, enfim, uma gama de trabalhadores, além da infraestrutura - garagem, oficinas e mais, além dos veículos, combustível, mecânica, depreciação e tudo que envolve o transporte de gente, incluindo aí os impostos, que incidem nessa cadeia logística toda - INSS dos funcionários, FGTS, PIS, COFINS, IPVA, e blá, blá, blá.... OK! Como você pode então, isentar um grupo expressivo de usuários? De onde virá a contra partida necessária? Afinal, dinheiro não costuma cair do céu, pelo menos não tem caído em Curitiba... Vai pagar a conta como?

Ai, outros tantos candidatos, na onda da estiagem, resolver que a prefeitura vai trabalhar para manter os mananciais da serra para que nunca mais ocorra falta d'água, e aí, eu me pergunto, se os mananciais estão em outro município e a divisão territorial de municípios está prevista em lei e cada qual com sua jurisdição, como um candidato pode afirmar que fará algo que, no máximo, ele pode convidar outros prefeitos para conversar? Ou alguém acredita que Curitiba tenha grana suficiente para mandar tratores e funcionários para outro município, para trabalhar? Mal temos dinheiro para deixar Curitiba bonita como já foi um dia!

Voltando ao foco principal, e tentando não ir muito longe, como ainda tem gente que vota na promessa de esgoto, calçadas e ônibus vazio? Esgoto não se vê, não dá voto - nenhum candidato vai zerar o esgoto a céu aberto pois, com ele, as pessoas ficam doentes, logos os postos de saúde e hospitais, ficarão cheios e para isso, as pessoas vão usar os ônibus lotados, em horário de pico, para chegar cada vez mais cedo nas filas.

O pai que sai pra trabalhar as 5h, 6h da manhã, não tem vaga na creche, mas creche só rende votos se for promessa de campanha, ou seja, lá se vai mais uma promessa que, é sempre promessa, nunca ação. A lista é longa, há muitos exemplos. O passe-livre, o metrô, acho que o metrô esse ano não entrou na campanha... Aí tem o que promete segurança pública, e aí entra a grande piada pois, se o país for seguro e pode ser, como esse candidato vai ser reeleito? 

Outra, que acompanhei em partes durante a vida, foi a chegada de gente de fora de Curitiba, trazidas por cabos eleitorais, e que formaram num primeiro momento os bolsões de invasão, tornaram-se máquinas de votar... Felizmente hoje em dia a grande maioria tem a liberdade de votar, mas antes, era meio complicado.

Com tudo isso, realmente eu devo ainda acreditar que meu voto fará diferença?

Não!

Então, eu quero ver mudanças nesse sistema para então, reavaliar se participo dele ou não. Da forma como está, eu vou pagar a multa e me sinto bem assim, com a sensação do dever cumprido!

#lg