terça-feira, 24 de novembro de 2020

Aquele do "Que culpa tenho eu, oh jubiloso deux?"

Essa pergunta não sai mais da minha cabeça. Quando naturalmente eu faço alguma merda, e faço as vezes, eu tenho como costume assumir o que eu fiz. E assim, vou seguindo. Mas, tem coisas que hoje em dia me fazem eu me sentir o maior culpado mas que na verdade, eu não sei ao certo como lidar com essas situações em geral. Vamos lá? Prepara a vara verde pois acho que, a partir desse texto, devo apanhar muito. Mas não me importo não, pode bater à vontade!

É uma questão bastante importante para mim!

Vamos lá, que culpa tenho eu se, por algum motivo os índios foram massacrados, dizimados, maltratados, mortos ou qualquer outra coisa assim? Eu nasci em 1977 e desde então, eu não me lembro de ter feito qualquer coisa ruim para qualquer índio. Nunca cometi qualquer ato que sequer pudesse prejudicar um índio. Eu tenho respeito por eles, quero que eles tenham tudo que devem ter, e sejam respeitados por todos nós. Mas, não me culpe se tudo não foi assim como deveria ser. Infelizmente nem sempre é!

Mais ainda, porque preciso me sentir culpado por todas as dores do mundo?

Sim, eu nunca escravizei ninguém, eu nunca sequer destratei qualquer pessoa por sua cor, por sua crença, por seu status social ou qualificação, não, isso nunca passou por minha cabeça, isso nunca foi aceito por minha pessoa. Eu sei que tem gente que faz isso mas essas pessoas precisam ser punidas severamente. Eu não!

Eu não preciso me sentir culpado por isso tudo. Eu simplesmente fico meio chateado com essa situação que me fazem passar como se eu fizesse parte de um mundo a parte o qual só sabe ser racista, discriminador, sociopata, homofóbico, essas coisas.

Agora, todos querem me obrigar a andar, sentar, comer, falar, rezar e todos os outros verbos do meu dia a dia de acordo com uma cartilha escrita por quem? Sério mesmo? Pegue o código penal e qualquer outra lei brasileira e você descobrirá que este cara que escreve aqui, a única coisa que ele faz e pode ser um crime ou uma contravenção, de acordo com o "tamanho", é dirigir acima do limite de velocidade numa estrada, quando posso ainda, nunca o faço de forma idiota, colocando a vida de outras pessoas em perigo.

Quem me conhece sabe ainda mais o que estou falando, quem não me conhece e quiser, é só chamar, para uma bera ou para um churras, só não me chame para ir na igreja, eu respeito que você vá, mas eu não vou.

Eu, literalmente respeito tudo, respeito raças, respeitos escolhas, respeito religiões. Mas, não sou obrigado a sair dizendo que acho tudo bonito. Eu respeito todos os que tem escolhas sexuais diferentes das minhas, mas nem por isso saio elogiando. Ser neutro não basta? Vão à merda!

Eu respeito todas as religiões, mas não vou sair dizendo que elas são boas. Ser neutro, não basta? Vão à merda!

 Eu respeito todos os lados partidários. Ser neutro, não basta? Vão, mais uma vez à merda!

Sim, resumindo: eu sou ateu, alto, magro, branco, heterossexual, privilegiado por ter estudado... O que mais devo me arrepender de ter conseguido/feito/me tornado?

Afinal, se então eu preciso ser o que vocês querem, porque vocês eventualmente não pagam minhas contas e meus boletos? Por qual motivo e tenho que ser igual a você se eu não concordo com você? Não concordar não significa que vou te desrespeitar, e sim, que não concordo. 

O mundo deveria ser feito dessas diferenças, que são saudáveis e não desse esquerda-direita que vem tomando conta de tudo. Não posso mais contar piadas, não posso mais contar histórias, não posso mais conversar com alguém sem ter que me preocupar se é bolsomínio ou lulopetista. Pois cada um desses é trouxa o suficiente para permitir que a razão dê lugar ao estereótipo mais imbecil do ser humano: a raiva e a desinteligência.

Enfim, não consigo mais ser o hipócrita que eu sempre fui. Quero sim que todas as religiões acabem, quero sim que o partido dos trabalhadores morra e que todos aqueles extremistas de esquerda vão com ele, quero sim que todas as escolas nas quais os professores interferem na formação sexual/política/social seja extintas, quero sim.

Quero ver um mundo mais heterogêneo no sentido das liberdades. Sim, eu quero pensar sem ter que me preocupar se você está preocupado com meu pensamento. Desde que meu respeito por qualquer pessoa seja um respeito verdadeiro, não vejo motivos para ser assim.

Eu não vou apoiar nunca esse movimento politicamente babaca, no qual separam brancos de negros, homos de héteros, crentes de ateus. Vocês, não conseguiram me convencer disso, não mesmo. Vou sempre pensar em todos, como todos, mas nunca me obriguem a pensar como qualquer outra pessoa, pois, pelo bem ou pelo mal, eu tenho a capacidade de pensar, e pensando, tenho a capacidade de agir e agindo, tenho a capacidade de dizer não, seja a quem for. 

#fui

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