quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Aquele do "E a última esperança... kkk está agonizando!"

Sim, senhores e senhoras, a nossa última esperança está agonizando, assim como milhares de brasileiros estão agonizando nos leitos de hospitais e nos leitos de UTI. A nossa última esperança - vou chamá-la de UE no texto, está agonizante esperando lentamente sua morte. E isso ocorre justamente porque eu, você e todos nós demos muito mais importância a algo que merecia quase nenhuma atenção. É fato, e eu que sou jornalista por formação, decidi não participar há anos, que nossa imprensa deixou de cumprir um dos seus melhores papéis que já teve que era de informar.

Hoje, o que se chama de imprensa, que deveria ser livre e informativa, chegou a grande ponto (ironia) de se tornar uma das maiores fontes de discórdia entre as pessoas. Sim, isso mesmo, é assim mesmo. Ou você torna-se de um lado ou torna-se de outro lado, tudo dependendo do veículo que você resolver seguir. Eu tenho argumentos muito fortes para até citar nomes aqui, mas não o farei por questões óbvias. Mas, se você liga seu radinho, sua televisão ou seu smartfone descobrirá que o que estou falando, tem sim fundamento. Aliás, se você fizer isso, começará seu processo de doutrinação. 

E hoje em dia essa doutrinação está claramente, tão transparente quanto o vidro mais bem limpo, que é para um dos lados, coincidência ou não, o lado mais perdedor das ultimas duas eleições. Sim, eles perderam as tetas e a imprensa de modo geral tomou as dores até porque, nunca antes na história desse país, os perdedores haviam gasto tanto dinheiro nos canais de mídia.

A pandemia chegou para liquidificar de qualquer forma nossas estruturas sociais. A pluralidade vem se tornando uma dicotomia de pensamentos os quais além de opostos são quase inaceitáveis por ambas partes quando se observa o lado contrário. Sim, lembrando o ícone do Yin-Yang no qual numa porção de branco havia sempre um pedacinho do preto e vice-versa, hoje, ou é um ou é outro. E não há mais ambiente mínimo para uma discussão saudável, aquele em que você, eu ou qualquer pessoa poderia apresentar um dado diferente se ser mortalizado por olhares ou até mesmo por agressões que chegam o nível físico.

Nossa existência foi então, com a pandemia, condicionada a uma vacina. Sim, mais uma vez, "nunca antes na história da humanidade" uma vacina foi produzida com tamanha pressa e em tão pouco tempo e com tantos resultados positivos. E ela chegou como a última esperança, tarde demais para os mais de 210 mil mortos no Brasil, sim, 1% da população considerando números não absolutos. Mas, ora, veja bem, não coloque essa esperança na sua mochila!

Mais uma vez, num claro momento divino, nossas autoridades - seja por incompetência ou por falta de inteligência ou pelos dois - vão escolher que vive e quem morre, quem pode e quem não pode. Muito festival foi feito, a imprensa, já tratou de usar o termo palco e é isso mesmo, pois num palco são poucos os atores e muitos que assistem e é assim mesmo que a coisa vai acontecer. A criação de grupos prioritários só vai causar ainda mais desgaste social uma vez que infelizmente, eu, por exemplo, não faço parte de qualquer grupo que tenha qualquer desejo de receber essa vacina antes de, sei lá, 2023.

Recebemos poucas doses, das quais não deixo de imaginar que todos os familiares e apadrinhados já tenham reservadas suas partes (no Brasil isso é comum) e assim sendo, esperanças para que?

Quero sim que tudo se normalize. Quero que todos os idosos e pessoas dos grupos de risco tomem essa vacina, quero que meus filhos possam tomar essa vacina, eles tem mais chances do que eu de fazer algo que seja bom para o bairro, cidade, estado, país, continente, mundo... Eu, como diria alguém que nem lembro quem, já estou "malacabado", na expectativa de vida do brasileiro, já cumpri metade de minhas funções, ou seja, está tudo certo. Além do que, eu me cuidei e consegui passar os picos do Mandeta de forma limpa, sem covid, seja ela 19, 20 ou 21.

Pude proporcionar aos meus pais o conforto que eles precisaram nesse meio tempo todo. Pude estar com meus filhos - salvo o primeiro mês - sempre que pudemos estar juntos e todos saudáveis, ao contrário daqueles mais de 210 mil que não tiveram a mesma sorte.

Não caí no jogo de falar bem ou mal de remédio tal ou tal, não caí no jogo de assistir televisão e ler jornal, pois se isso tivesse feito, talvez tivesse morrido de desgosto. Não dei a importância necessária a esse meio midiático que ampliou de forma desordenada a questão de lados. Acho nojento essa briga política que interfere diretamente na vida das pessoas. O Brasil tem tanto problema que chega a ser impensável que tem recursos pessoais, naturais e financeiros para resolver, mas os tem sim!

Uma pena que ainda não pudemos experimentar um governo que seja minimamente capaz de enxergar o que está embaixo de seu nariz. Ainda, como nunca até então vimos, tivemos a chance de ter um governo que seja capaz de ler, interpretar e escrever um "ato governamental" que seja minimamente inteligente. Somos 210 milhões de pessoas que sim, e certo momento até gosta e sabe trabalhar, mas que precisa infelizmente de um "boi de piranha", aquele que dê a cara a tapa e acabe nos mostrando o que, quando, como, onde e porque fazer e isso, não tivemos ainda.

Uma pena que essa vacina, vai ser apenas um placebo social que, ainda matará muita gente!

#abraçodoLG

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