sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Vamos de? --> Linguagem politicamente correta!

 Eu não aguentei. Sou fraco, tenho minhas limitações. Um perdedor talvez, mas pelo menos, você que lê este espaço, pode voltar a ganhar alguns minutos de um texto no qual uso todo meu conhecimento adquirido e tento, ao máximo, usar nossa língua portuguesa da forma mais correta possível. 

Talvez por isso no ultimo dia 5 de outubro, eu tenha tentado desistir de tudo isso. Afinal de contas, se hoje e não posso escrever ele ou ela e tenho que baixar minha cabeça e escrever elx, hummm, foi mal, acreditei mesmo que não escrever seria o suficiente. Não foi, então, estou de volta. Sem compromissos até porque faço isso como hobby e não ganho um centavo. Pedir audiência eu não sei fazer, então, mato minha vontade de escrever (matar no sentido figurativo antes que os FPC venham me torrar o saco) e de quebra sei que algumas pessoas vão ler - dois pontos: há os que vão gostar, desde já agradeço e há os que não vão gostar e a esses eu agradeço ainda mais. Pelo menos se deram direito ao contraditório, e assim sendo, fortalecemos a democracia.

Hoje o texto é justamente sobre texto. Eu me considero uma mostra do que é o povo brasileiro. Nascido de uma família de classe média baixa, nunca sofri na vida (fome, sede, falta de ter onde dormir), mas nunca tive luxos extravagantes. Não, meus pais nos deram, a mim e meus irmãos, o conforto que eles poderiam ter nos dado. E foi bom!

Mas, hoje, aos 44 anos me deparo com algumas amarras sociais que preciso escolher entre: aceitar, mesmo sendo contra ou então, ignorar. E vou ignorar.

Assim como aos 18 anos eu rompi uma barreira, decidi romper com religiões e com a existência de um suposto deus, hoje vou romper como o politicamente correto, mas isso não fará de mim uma pessoa pior, ao contrário, continuarei sendo bom a todos que me conhecem e claro, aos que eu puder ser!

Há alguns dias escrevi um anúncio no qual me referi ao criado-mudo, como bem deveria ser, criado-mudo. Não foi surpresa para mim que, dias depois, um suposto cliente, membro de uma minoria de uns 0,5% da população que quer mudar o mundo, mas que quase nunca lava uma boa louça de costela de domingo, ligou, comentou e pediu que fosse retirado o termo pois ele não é mais "aceito". Aceito?

Aceito porque quem? 

O dicionário Michaelis online se refere a expressão conforme abaixo: 



Eu acredito que todo mundo conhece e sabe do que se trata um dicionário. Mas, talvez alguns não saibam. Porém, a capacidade de estudar das pessoas pouco me importa, até porque, num país desigual como o nosso, estuda quem quer!

Fiquei um pouco alarmado com o acontecido. Não por uma pessoa que se dá a esse trabalho, talvez ele esteja certo, disse talvez, mas até agora, para mim ele está errado. Até porque uma pesquisa não muito longa, 10 minutos no máximo, explicaria para ele - não o farei aqui - que a palavra criado-mudo deriva de uma palavra em inglês que foi adaptada e que nada tem de relação com escravos ou algo assim. Um grupo criou esse tipo de mimimi e os cegos românticos apoiadores de causa nenhuma engoliram como verdade universal. Sendo eles ainda pior: ou aceita a palavra deles ou morte!

Não é fácil. Qualquer coisa que esse grupo pensa, tem que virar lei, verdade e imperar em nossas cabeças, e me pergunto, onde vamos parar com isso tudo? 

Bem, não vou me preocupar pois não estarei aqui daqui uns 40 anos, felizmente não viverei tanto para chegar nesse ponto, vou aproveitar a vida e deixar que flua, mas que vocês nunca me verão escrever elx, pessoxs, alunixs, isso vocês nunca verão!

Fechando então, aquele abrax... 



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