terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Vamos de? --> Maria vai com as outras, parte 2

 Acredito que o tema energia elétrica - Brasil - deve ser exaustivamente explorado. Até porque, uma das característica do Brasil era - hoje duvido que ainda seja - seu grande potencial hidroelétrico. Sim, temos muitos e muitos rios que poderiam ser represados para nos fornecer energia limpa, de baixo custo e com um investimento que desde a época que meu pai trabalhava na Copel era muito sabido: no primeiro giro da turbina, o investimento praticamente se pagava. Sim, o investimento é extremamente baixo se considerado com outros modais. 

Se considerarmos os processos industriais e construtivos empregados, com toda certeza, os menos poluentes são os de uma usina hidroelétrica. Basicamente se usam aço - muito aço, concreto - muito concreto, um pouco de tecnologia - computadores e semicondutores, e em alguns casos - raros, um gás inerte conhecido como SF6 para isolamento das linhas de transmissão do gerador até a subestação primária. Ou seja, se comparado ao moral solar, a diferença é brutal.

Você deve estar se perguntando: mas quem é esse LG para estar escrevendo sobre isso? Bem, eu também me pergunto, pois deveria estar assistindo ao Jornal Nacional e ficando impressionado com tanta notícia ruim sobre a economia, a guerra que se anuncia para 2022 - cita a corrida presidencial e bla bla bla.

Não, não... Eu gosto de números e gosto de estudar. Eletricidade é uma de minhas grandes paixões. Desde criança eu gosto de saber o consumo dos eletrodomésticos, dos equipamentos. Antes mesmo de as lâmpadas de led surgirem comercialmente, eu e o Erlon, amigo de loucuras e projetos nunca acabados já importávamos lâmpadas de led para nossos carros. Aqui, na casa de meu pai, há mais de um par de anos, trocamos todas as lâmpadas por lâmpadas de led. Trocamos geladeira, trocamos televisores, instalamos fotocélulas e tudo mais que poderíamos fazer. A conta, caiu no último ano, mesmo com a bandeira vermelha de mais ou menos 500 reais para algo em torno de 250 reais. E não fizemos isso pensando na camada de ozônio ou por causa do carbono, não, fizemos isso para economizar mesmo.

O foco não é bem esse, eu sei. Mas só para comparar, quando meu irmão fez 15 anos, hoje ele tem 39, meu pai deu a ele um carrinho de controle remoto movido a gasolina. Na época, o vendedor ofereceu pilhas recarregáveis da Panasonic, cada uma custa na época, 1 dólar. Meu pai comprou, foram 8 pilhas para o controle e 4 para o carrinho, somando 12 dólares. As pilhas, duraram anos, o que gerou uma economia estúpida. Mas ainda assim, elas usavam energia elétrica para serem carregadas. Pouco, mais usavam.

Hoje, se contarmos por baixo, na casa do meu pai, são 5 carregadores de celulares, 1 carregador de tablet, 1 carregador de caixa de som JBL, 1 carregador de caixa de som LG ou seja, continuamos consumindo energia elétrica que deveríamos economizar utilizando painéis solares ou algo que o valha. Quem sabe, limões, como fazíamos na escola (nunca fiz, mas em escola de gente rica eles fazem, hehehe)

O que quero comentar é que, o mundo logo entrará em colapso. Eu sei que acontecerá. Mas não é por causa da ação humana, somos muito cocô de galinha para fazer isso mas na eminência dos desastras, culpar nossos ancestrais parece mais natural do que entender que "não há o que faça", vai acontecer. A terra sempre se autorregulou. A era da glaciação sempre se anuncia com uma era de aquecimento global, é só estudar para saber.

A grande questão que eu me coloco hoje é: onde acharemos tanta energia para os carros, celulares, motos e demais gadgets que estamos produzindo? Onde acharemos?

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