terça-feira, 22 de março de 2022

Diga-me com quem tu andas, que te direi, vá com fé, irmão, a vida é tua!!!

 Pois é gente, os religiosos tem um mantra que, penso eu, está em desuso: "diga-me com quem tu anda que te direi quem és!", ou algo que o valha com o quase o mesmo valor semântico. Certamente não sou tão preciso assim em assuntos religiosos e nunca serei, mas essa frase ficou martelando em minha cabeça desde a hora que acordei hoje, dia em que escrevo esse texto. 

Mas, quem sou eu para dizer quem é alguém? Eu não sou absolutamente ninguém nem nada para isso. Então, porque eu deveria dizer quem é quem considerando com quem você anda? Pois é, nesse caso eu que ando com quase ninguém sairia livre? Não é bem assim. Esses dias, um ignorante que mal sabe escrever uma frase sem um erro grosso de língua portuguesa afirmou que eu não sei interpretar um texto. E fiquei pensando, se o lazarento não sabe sequer escrever como pode me julgar? Dito e feito, depois desse dia, comecei a perceber que não era o fato de eu não saber ou saber interpretar um texto mas sim o fato de que o que eu escrevo de duas uma: ou causa uma emoção forte que ele não tem coragem de saber explicar ou ele realmente não sabe ler, mas mesmo que saiba ler, ele é como a grande maioria demonstra ser, não quer aceitar algo diferente do que está acostumado. Ou seja, se não for o mesmo amarelo que ele gosta, não presta, nunca prestou e nunca prestará.

Hoje em dia, eu tenho contato - felizmente - com pouquíssimos religiosos que vão a qualquer seita, e esses são os que mais me impressionam no que diz respeito as opiniões alheias: se você não pensar igual a eles, você não merece nem viver, está só ocupando espaço de outras almas que poderiam estar ajudando eles.

Sim, justamente num ambiente que - talvez tenha se ajustado - que prega a tolerância, respeito e amor ao próximo, é de onde eu tenho recebido feedback extremamente contrário. Desses religiosos eu tenho recebido o desamor, a falta de respeito ao fato de que eu posso pensar diferente e pior, algumas ofensas morais também.

Então, se com quem eu ando, diz que eu sou, estou e muito feliz de não ser com essa galera "chézus e deux" que é tão hipócrita quanto outros tantos, afinal de contas, para que eu vou me tornar um intolerante e desamado como esses tantos? 

Detalhe: jamais vou querer me impor para qualquer outra pessoa, o que posso no máximo é comentar sobre quem eu sou e como me porto em relação a outras pessoas, mas só isso por si só já é uma ofensa aos que não aceitam pessoas pensando diferente... É, gente é por ai...

#vidaquesegue

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